Enviei esta semana um artigo para o MSM (que será publicado a critério do editor) em que trato dos pressupostos não econômicos da questão do software livre. Faço uma análise de um documento de Richard Stallman, um dos principais gurus do software livre, intitulado Manifesto GNU.
O sr. Stallman é presidente da Free Software Foundation (FSF), cujo sítio muitos leitores irados me sugeriram visitar para que eu, então, soubesse realmente o que vem a ser isso. Por trás da sugestão, estavam me chamando de ignorante, pois, quem imaginaria um fulano falar de software livre sem ser um visitante contumaz da FSF. Fui lá e fui no GNU e submeti o sr. Stallmam a um striptease intelectual. Vocês verão o que encontrei, depois de despí-lo.
Recebi, hoje, de um leitor, a indicação de um artigo que trata do marxismo do movimento Linux, coisa que também trato no meu. Ele é do ano de 2000, mas vale a pena sua leitura. Eis o link http://www.lewrockwell.com/rockwell/trot1.html .
Divirtam-se.
22/11/2006
Em que crêem os que crêem no software livre
21/11/2006
Cartas IV - E-mail pessoal e MSM
Veja como a confusão mental do esquerdismo faz uma pessoa passar vexame em cima de vexame. A sra. Magda não cansa de nos mostrar sua indigência mental. Tudo que ela quer saber é onde comprar o XP mais barato. Eu sei onde, mas não digo, pois esse não é o assunto que me interessa e nem tampouco assunto sobre o qual eu escrevi no artigo que tanto transtornou a sra Magda. Depois de tudo isso ela ainda me chama de colega. Cruz credo!
----- Original Message -----
From: Magda Maia de Souza Lima
To: araujo@cpdee.ufmg.br
Sent: Monday, November 20, 2006 6:00 PM
Subject: Software livre: de graça? parte 2
Caro Sr,
em resposta à sua resposta ao meu e-mail em seu blog:
observo que não fui objeto da mesma delicadeza, não tive resposta sequer de um link apoiando sua opinião;
que o Sr entendeu o grande incômodo que causou a disparidade do valor citado na sua matéria e o valor real de mercado, sem resposta para uma loja com o seu preço;
que a matéria realmente foi escrita pelo Sr;
que o Sr entendeu alguma fúria da minha parte, sem citação desta parte;
e que francamente chamar alguém que não se conhece de analfabeto não contribuir em nada para esclarecer esta pessoa, não é resposta, acrescenta o quê? E qual é mesmo o estudo que apoia suas opiniões?
Chamo a atenção para:
não é possível ser delicado e furioso ao mesmo tempo, a não ser que o Sr seja irônico, o que também não é possível. Afinal, um professor que escreve uma matéria é para esclarecer as pessoas, orientar sobre um assunto que conhece e domina para aqueles que não são especialistas.
Concluindo:
favor enviar links, bibliografias esclarecedores sobre o assunto. Fico satisfeita em começar por entender apenas a parte do custo. Se realmente o custo do SO dos programas proprietários for menor do que o Linux vou começar a pagar por eles na máquina da minha casa. Até lá fico só com o Linux.
Colega, o Sr pode ficar aí me chamando de analfabeta ou tomar uma atitude e contribuir para melhorar seu país nos orientando.
[]s Mag
BH-MG
Para o MSM
Sobre software livre: Linux, um aparato político
enviada em 20/11/2006
Sou entendido também no assunto, tanto na parte técnica quanto na parte econômica, e concordo com o artigo. Pressupõe-se que, por ser "livre", o Linux seja de graça, e realmente não é. Ele é uma maravilha para os "entendidos" pois podem cobrar uma fortuna em manutenção, já que não existe tantos entendidos assim no Linux quanto no Windows. E Linux nem chega a ser livre de fato, pois a licença GPL não permite fazer o que quiser com o código. Diferentemente, a licença BSD, esta sim totalmente livre, permite que seja utilizado em sistemas comerciais tecnologias desenvolvidas. Se não fosse por isso, o TCP/IP, que é a base da Internet, nunca teria sido o padrão que hoje é utilizado pelo mundo afora. A apple não teria também o OS X, este sim concorrente com o Windows, baseado no FreeBSD. Linux é mais um aparato político contra a Microsoft do que um concorrente direto do Windows. Ainda precisa melhorar muito para alcançar o usuário final, que está apenas começando a usar um computador.
Rafael Fernandes
__________________________________________________________
O software livre, Bill Gates e outros embaraços suscitados pelo Prof. Emílio
enviada em 21/11/2006
O professor Antônio Emílio é excelente questionador de convicções. Por isso, seus textos são perturbadores e causam alguns embaraços, como este sobre Linux e Windows. As pessoas aqui parecem convictas do oposto. Na falta de argumentos, chegam a apelar para a autoridade técnica, o argumentum ad verecundiam, sem mesmo explicar o que lhes incomoda. Será que é o Bill Gates? Mas porque o maior e melhor empresário do mundo incomoda tanto? Um chefe respeitador e motivador que dá aos seus funcionários reconhecido equilíbrio vida/trabalho, que acredita que a chave do sucesso está nas pessoas e no trabalho duro? Que crê no estudo e valoriza o conhecimento? Ele foi devidamente recompensado com o que há de melhor no capitalismo: o lucro, reservado apenas para os melhores e mais capazes. Enquanto eu estive na universidade, todos os entusiastas do Linux esbravejavam contra a Microsoft e contra Bill Gates, e diziam da necessidade de “derrotar” demônio do Windows. Mas porque um demônio? Uma espécie de síndrome invejosa contra o sucesso? O Professor Emílio não precisou nem questionar isso para que o castelinho de cartas caísse... Apenas questionou este “livre” e recebeu uma enxurrada de comentários passionais e negativos. Que mal há em pagar por aquilo que foi desenvolvido através do trabalho árduo de vários profissionais qualificados? Pagar aqueles que confiaram e investiram em um trabalho de anos? Software é mercadoria sim, adquirindo-se o direito de usar; porém, além deste, há o direito sobre a propriedade intelectual contida nesta mercadoria - em respeito àqueles que tiveram o trabalho do desenvolvimento. A luta pelo direito a propriedade intelectual é tão séria quanto a qualquer outro tipo de propriedade privada, afinal apropriar-se indevidamente de um software é desmerecer o trabalho alheio.Enfim, eu concordo plenamente com o artigo do professor. O Linux é a negação da propriedade intelectual, e virou uma bandeira ideológica, de tal forma que, politizado, pouco contribuirá para a evolução da informática. Além de não ser cost-effective: basta verificar que a maioria esmagadora de grandes corporações capitalistas, interessadas em reduzir o custo operacional, adota Windows como o sistema de trabalho. Talvez o conceito de “livre” do professor Emílio ajude a esclarecer o porquê desta realidade que relutamos em acreditar: “there is no free lunch”.
Álvaro Polati
__________________________________________________________
Sobre artigo Software Livre: foco é Economia, não Informática
enviada em 21/11/2006
Estas pessoas entendidas que tanto acusam furiosas que o artigo sobre Software Livre do Antonio Emilio A. de Araujo contém erros não identificam que o que está sendo tratado pelo texto é Economia e não Informática. Elas só se darão conta disso se um dia os desejos da Free Software Foundation concretizarem-se por completo no nosso país, verem que o produto intelectual de seu trabalho é proibido de ter algum valor e estiverem programando em troca de um salário mínimo (ou menos).
Saudações,
Marcos Ludwig
----- Original Message -----
From: Magda Maia de Souza Lima
To: araujo@cpdee.ufmg.br
Sent: Monday, November 20, 2006 6:00 PM
Subject: Software livre: de graça? parte 2
Caro Sr,
em resposta à sua resposta ao meu e-mail em seu blog:
observo que não fui objeto da mesma delicadeza, não tive resposta sequer de um link apoiando sua opinião;
que o Sr entendeu o grande incômodo que causou a disparidade do valor citado na sua matéria e o valor real de mercado, sem resposta para uma loja com o seu preço;
que a matéria realmente foi escrita pelo Sr;
que o Sr entendeu alguma fúria da minha parte, sem citação desta parte;
e que francamente chamar alguém que não se conhece de analfabeto não contribuir em nada para esclarecer esta pessoa, não é resposta, acrescenta o quê? E qual é mesmo o estudo que apoia suas opiniões?
Chamo a atenção para:
não é possível ser delicado e furioso ao mesmo tempo, a não ser que o Sr seja irônico, o que também não é possível. Afinal, um professor que escreve uma matéria é para esclarecer as pessoas, orientar sobre um assunto que conhece e domina para aqueles que não são especialistas.
Concluindo:
favor enviar links, bibliografias esclarecedores sobre o assunto. Fico satisfeita em começar por entender apenas a parte do custo. Se realmente o custo do SO dos programas proprietários for menor do que o Linux vou começar a pagar por eles na máquina da minha casa. Até lá fico só com o Linux.
Colega, o Sr pode ficar aí me chamando de analfabeta ou tomar uma atitude e contribuir para melhorar seu país nos orientando.
[]s Mag
BH-MG
Para o MSM
Sobre software livre: Linux, um aparato político
enviada em 20/11/2006
Sou entendido também no assunto, tanto na parte técnica quanto na parte econômica, e concordo com o artigo. Pressupõe-se que, por ser "livre", o Linux seja de graça, e realmente não é. Ele é uma maravilha para os "entendidos" pois podem cobrar uma fortuna em manutenção, já que não existe tantos entendidos assim no Linux quanto no Windows. E Linux nem chega a ser livre de fato, pois a licença GPL não permite fazer o que quiser com o código. Diferentemente, a licença BSD, esta sim totalmente livre, permite que seja utilizado em sistemas comerciais tecnologias desenvolvidas. Se não fosse por isso, o TCP/IP, que é a base da Internet, nunca teria sido o padrão que hoje é utilizado pelo mundo afora. A apple não teria também o OS X, este sim concorrente com o Windows, baseado no FreeBSD. Linux é mais um aparato político contra a Microsoft do que um concorrente direto do Windows. Ainda precisa melhorar muito para alcançar o usuário final, que está apenas começando a usar um computador.
Rafael Fernandes
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O software livre, Bill Gates e outros embaraços suscitados pelo Prof. Emílio
enviada em 21/11/2006
O professor Antônio Emílio é excelente questionador de convicções. Por isso, seus textos são perturbadores e causam alguns embaraços, como este sobre Linux e Windows. As pessoas aqui parecem convictas do oposto. Na falta de argumentos, chegam a apelar para a autoridade técnica, o argumentum ad verecundiam, sem mesmo explicar o que lhes incomoda. Será que é o Bill Gates? Mas porque o maior e melhor empresário do mundo incomoda tanto? Um chefe respeitador e motivador que dá aos seus funcionários reconhecido equilíbrio vida/trabalho, que acredita que a chave do sucesso está nas pessoas e no trabalho duro? Que crê no estudo e valoriza o conhecimento? Ele foi devidamente recompensado com o que há de melhor no capitalismo: o lucro, reservado apenas para os melhores e mais capazes. Enquanto eu estive na universidade, todos os entusiastas do Linux esbravejavam contra a Microsoft e contra Bill Gates, e diziam da necessidade de “derrotar” demônio do Windows. Mas porque um demônio? Uma espécie de síndrome invejosa contra o sucesso? O Professor Emílio não precisou nem questionar isso para que o castelinho de cartas caísse... Apenas questionou este “livre” e recebeu uma enxurrada de comentários passionais e negativos. Que mal há em pagar por aquilo que foi desenvolvido através do trabalho árduo de vários profissionais qualificados? Pagar aqueles que confiaram e investiram em um trabalho de anos? Software é mercadoria sim, adquirindo-se o direito de usar; porém, além deste, há o direito sobre a propriedade intelectual contida nesta mercadoria - em respeito àqueles que tiveram o trabalho do desenvolvimento. A luta pelo direito a propriedade intelectual é tão séria quanto a qualquer outro tipo de propriedade privada, afinal apropriar-se indevidamente de um software é desmerecer o trabalho alheio.Enfim, eu concordo plenamente com o artigo do professor. O Linux é a negação da propriedade intelectual, e virou uma bandeira ideológica, de tal forma que, politizado, pouco contribuirá para a evolução da informática. Além de não ser cost-effective: basta verificar que a maioria esmagadora de grandes corporações capitalistas, interessadas em reduzir o custo operacional, adota Windows como o sistema de trabalho. Talvez o conceito de “livre” do professor Emílio ajude a esclarecer o porquê desta realidade que relutamos em acreditar: “there is no free lunch”.
Álvaro Polati
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Sobre artigo Software Livre: foco é Economia, não Informática
enviada em 21/11/2006
Estas pessoas entendidas que tanto acusam furiosas que o artigo sobre Software Livre do Antonio Emilio A. de Araujo contém erros não identificam que o que está sendo tratado pelo texto é Economia e não Informática. Elas só se darão conta disso se um dia os desejos da Free Software Foundation concretizarem-se por completo no nosso país, verem que o produto intelectual de seu trabalho é proibido de ter algum valor e estiverem programando em troca de um salário mínimo (ou menos).
Saudações,
Marcos Ludwig
20/11/2006
Cartas III - ao meu e-mail pessoal
Tenho de, mais uma vez, omitir o endereço eletrônico de meus furiosos correspondentes, para poupá-los do vexame. Gente, será que esse pessoal que se diz entendedor de software entende de mais alguma coisa?
----- Original Message -----
From: Felipe
To: araujo@cpdee.ufmg.br
Sent: Monday, November 20, 2006 11:36 AM
Subject: 16/11 - Software livre: de graça?
Prezado senhor,
Com relação ao seu artigo: “Software livre: de graça?”, gostaria de ressaltar alguns equívocos de sua parte:
O Linux nunca teve a intenção de fazer competição com o Windows. São sistemas operacionais diferentes, com finalidades diferentes. As distribuições Linux são uma opção ao sistema Windows e por essa razão têm muitas diferenças quanto ao sistema proprietário.
O software livre não tem a pretensão de ser algo gratuito. Somente a ferramenta é gratuita, você a utiliza como quiser. O que a Microsoft faz com o Windows é vender uma ferramenta a um preço exorbitante, uma vez que eles têm o monopólio sobre ela.
“Time is money” é um paradigma de pelo menos duas décadas atrás. Hoje em dia, voe tem de gastar tempo simplesmente aprendendo, ou fazendo cursos. O custo disso é muito menor, comparado com os cursos e o tempo que se perde aprendendo o sistema proprietário.
Pagar pelos aplicativos é uma prática comum para pessoas que utilizam o Windows. Todos os aplicativos do Windows são pagos, e o preço deles é geralmente superior a qualquer aplicativo livre. Recomendo que você tente ler algo sobre Synaptic e Debian. A maior parte dos aplicativos para Linux são também livres e gratuitos.
No mais, peço que você tente ler e se informar um pouco mais antes de escrever um artigo, pois a maior parte do que está escrito são informações vazias e errôneas.
Felipe Alves Dias
MINHA RESPOSTA
----- Original Message -----
From: Antônio Araújo
To: Felipe
Sent: Monday, November 20, 2006 11:11 AM
Subject: Re: 16/11 - Software livre: de graça?
Sr. Felipe,
Vamos por partes.
O sr. tem de definir a idéia que o sr. quer defender. Ou bem o "Linux nunca teve a intenção de fazer competição com o Windows", ou bem "As distribuições Linux são uma opção ao sistema Windows". As duas coisas se contradizem, o sr. percebe?
Obrigado pela informação de que "time is money" está ultrapassado. Eu sequer sabia que a expressão era um paradigma de duas décadas atrás. O sr. tem certeza de que sabe o que significa "paradigma"?
O sr. sugere que eu me informe um pouco mais antes de escrever um artigo. Infelizmente, eu não posso devolver a sugestão, pois, não basta ao sr. um pouco mais de informação. O sr. tem de voltar ao primário e aprender tudo de novo.
Antônio Emílio.
----- Original Message -----
From: Magda Maia de Souza Lima
To: araujo@cpdee.ufmg.br
Sent: Monday, November 20, 2006 10:13 AM
Subject: Software livre: de graça?
Caro Sr,
foi com surpresa que li http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5371&language=pt
uma pessoa com a sua escolaridade e com toda certeza conhecedor de estudos de TCO e TCU
e com toda certeza sabendo que no extra hipermecados encontra-se o Windows XP Professional por R$ 799,00
com toda certeza não escreveu aquela matéria
favor verificar o link porque alguém está achincalhando seu nome
e por favor, se não for incômodo e eu estiver tão enganada assim, ilumine a minha vida e envie uns links para eu aprender mais com o Sr.
Agradeço de coração, porque devo estar bobeando muito. Gosto não se discute mas análise é análise.
[]s Mag
BH-MG
MINHA RESPOSTA
----- Original Message -----
From: Antônio Araújo
To: Magda Maia de Souza Lima
Sent: Monday, November 20, 2006 11:30 AMSubject: Re: Software livre: de graça?
Sra. Magda,
Que delicadeza seu e-mail!. É exatamente o que eu esperava de uma pessoa que não conheço, a quem nunca dirigi a palavra, de quem nunca falei nem bem nem mal.
Se a única coisa que a sra. entendeu de meu artigo foi o preço da versão do Windows, a sra. é uma analfabeta. E veja que isso não é uma ofensa, apenas uma descrição da realidade.
Atenciosamente,
Antônio Emílio.
----- Original Message -----
From: Felipe
To: araujo@cpdee.ufmg.br
Sent: Monday, November 20, 2006 11:36 AM
Subject: 16/11 - Software livre: de graça?
Prezado senhor,
Com relação ao seu artigo: “Software livre: de graça?”, gostaria de ressaltar alguns equívocos de sua parte:
O Linux nunca teve a intenção de fazer competição com o Windows. São sistemas operacionais diferentes, com finalidades diferentes. As distribuições Linux são uma opção ao sistema Windows e por essa razão têm muitas diferenças quanto ao sistema proprietário.
O software livre não tem a pretensão de ser algo gratuito. Somente a ferramenta é gratuita, você a utiliza como quiser. O que a Microsoft faz com o Windows é vender uma ferramenta a um preço exorbitante, uma vez que eles têm o monopólio sobre ela.
“Time is money” é um paradigma de pelo menos duas décadas atrás. Hoje em dia, voe tem de gastar tempo simplesmente aprendendo, ou fazendo cursos. O custo disso é muito menor, comparado com os cursos e o tempo que se perde aprendendo o sistema proprietário.
Pagar pelos aplicativos é uma prática comum para pessoas que utilizam o Windows. Todos os aplicativos do Windows são pagos, e o preço deles é geralmente superior a qualquer aplicativo livre. Recomendo que você tente ler algo sobre Synaptic e Debian. A maior parte dos aplicativos para Linux são também livres e gratuitos.
No mais, peço que você tente ler e se informar um pouco mais antes de escrever um artigo, pois a maior parte do que está escrito são informações vazias e errôneas.
Felipe Alves Dias
MINHA RESPOSTA
----- Original Message -----
From: Antônio Araújo
To: Felipe
Sent: Monday, November 20, 2006 11:11 AM
Subject: Re: 16/11 - Software livre: de graça?
Sr. Felipe,
Vamos por partes.
O sr. tem de definir a idéia que o sr. quer defender. Ou bem o "Linux nunca teve a intenção de fazer competição com o Windows", ou bem "As distribuições Linux são uma opção ao sistema Windows". As duas coisas se contradizem, o sr. percebe?
Obrigado pela informação de que "time is money" está ultrapassado. Eu sequer sabia que a expressão era um paradigma de duas décadas atrás. O sr. tem certeza de que sabe o que significa "paradigma"?
O sr. sugere que eu me informe um pouco mais antes de escrever um artigo. Infelizmente, eu não posso devolver a sugestão, pois, não basta ao sr. um pouco mais de informação. O sr. tem de voltar ao primário e aprender tudo de novo.
Antônio Emílio.
----- Original Message -----
From: Magda Maia de Souza Lima
To: araujo@cpdee.ufmg.br
Sent: Monday, November 20, 2006 10:13 AM
Subject: Software livre: de graça?
Caro Sr,
foi com surpresa que li http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5371&language=pt
uma pessoa com a sua escolaridade e com toda certeza conhecedor de estudos de TCO e TCU
e com toda certeza sabendo que no extra hipermecados encontra-se o Windows XP Professional por R$ 799,00
com toda certeza não escreveu aquela matéria
favor verificar o link porque alguém está achincalhando seu nome
e por favor, se não for incômodo e eu estiver tão enganada assim, ilumine a minha vida e envie uns links para eu aprender mais com o Sr.
Agradeço de coração, porque devo estar bobeando muito. Gosto não se discute mas análise é análise.
[]s Mag
BH-MG
MINHA RESPOSTA
----- Original Message -----
From: Antônio Araújo
To: Magda Maia de Souza Lima
Sent: Monday, November 20, 2006 11:30 AMSubject: Re: Software livre: de graça?
Sra. Magda,
Que delicadeza seu e-mail!. É exatamente o que eu esperava de uma pessoa que não conheço, a quem nunca dirigi a palavra, de quem nunca falei nem bem nem mal.
Se a única coisa que a sra. entendeu de meu artigo foi o preço da versão do Windows, a sra. é uma analfabeta. E veja que isso não é uma ofensa, apenas uma descrição da realidade.
Atenciosamente,
Antônio Emílio.
Mais cartas II - Para o MSM
Comento algumas coisas, em negrito, sobre as cartas. As repostas do editor do MSM estão em itálico.
Correção de conteúdo
enviada em 20/11/2006
Existe um artigo no seu portal que é no mínimo uma ode à falta de conhecimento sobre o assunto. o tema "16/11 - Software livre: de graça? Pensar em usar o Linux para lutar contra o bicho papão da Microsoft, ou porque o Linux é feito por monges trapistas, é uma quimera." Não retrata nem de longe a realidade e o senhor Antônio Emílio A. de Araújo teve a infelicidade de escrever sobre algo sem embasamento algum. Caso vocês queiram posso passar valores reais, tabelas, e até gráficos explicando o assunto, tudo com embasamento em mercado e conhecimento de anos de trabalho me e de vários outros proficionais da área de TI. Gostaria que esse artigo fosse corrigido ou removido, e sei que posso contar com a colaboração de vocês, pois em momento algum acreditei que vocês quisessem passar informações errada e essa dica é a minha contribuição para seu portal. Quero apenas que informações sejam dadas de forma clara, objetiva, e com base em fatos e não em opinião.
Obrigado pela atenção.
Jailton Caldeira Junior
Prezado Sr. Jailton:
Gratos pelo seu contato.
Infelizmente, o sr. não explica o que é que está errado no artigo em questão, dando a impressão de que apenas acha que ele está errado, o que é uma avaliação pessoal, e acredita que isso basta para que o referido artigo seja removido. O assunto abordado no artigo não foi escrito para e por técnicos mesmo, porque o ponto central da questão não é técnica, como o próprio autor do texto deixa claro. A análise versa sobre outro aspecto que infelizmente, muitos leitores resolveram não entender, ou não conseguiram entender. Estamos recebendo inúmeros contatos de leitores que apresentam diplomas, informações técnicas, dão "carteiradas" do tipo "eu sei do que estou falando porque tenho os diplomas, cursos, etc e tal", em tamanha quantidade que estamos com a impressão de que o futuro do Brasil está garantido tantos são os técnicos, gênios e mestres numa área tão sensível e vital como a informática, que, aparentemente, existem no país. Porém, poucos dos e-mails enviados perceberam o ponto para o qual o autor desejou chamar a atenção, e que tem pouco a ver com detalhes técnicos ou conceitos abstratos envolvendo o software livre.
Atenciosamente,
Editoria MÍDIA SEM MÁSCARA.
"Entendidos" contra "defensor do Windows"
enviada em 20/11/2006
Percebi que muitos dos leitores que enviaram comentários sobre o artigo do Antônio Emílio A. de Araújo fizeram questão de exaltar seus conhecimentos em operadores de sistemas operacionais e técnicos em informática. Embora entendam tanto do assunto, ao que parece, precisam de maior carga de leitura e estudo para chegarem entender o propósito de um simples artigo.
Luis Gustavo Gentil Machado Farias
Ainda o Software Livre
enviada em 19/11/2006
Alguns pontos merecem ainda ser discutidos sobre o artigo do prof. Emílio de Araújo e eu gostaria de poder fazê-lo agora:Em primeiro lugar, não se vai à “esquina” para comprar “um Windows”. Só se ele estiver falando na esquina da Av. Rio Branco com a Rua da Carioca (no Rio de Janeiro) para comprar um CD pirata. O lugar certo de se comprar um software é em uma loja onde o indivíduo vai comprar uma licença de uso, que pode ter mais ou menos restrições. No caso do Windows XP, essa licença só se aplica a um computador. Se o professor Emílio tiver dois computadores em casa ou mais alguns na universidade pública, ele terá de comprar uma licença do Windows para cada um dos seus computadores. Aliás, a Microsoft fere as leis de mercado ao fazer com que o seu produto seja visto como uma mercadoria, porque software, assim como informação, não são mercadorias. Se fossem, ao adquiri-las, o comprador teria garantidos para si, a propriedade, a posse e o usufruto do bem adquirido. O que não ocorre quando se vai na esquina “comprar um Windows”, pois você não pode vendê-lo, copiá-lo, doá-lo, redistribuí-lo nem modificá-lo. Você não é DONO da mercadoria. Afinal se o Bill Gates deixasse você ser o dono da "mercadoria" que ele vende, ele não seria o homem mais rico do mundo. Outra coisa, o sistema operacional sozinho não faz absolutamente nada. O usuário terá no mínimo que comprar uma suite de aplicativos se ele quiser ter pelo menos uma máquina de escrever em casa ou no escritório.Em segundo lugar, essa “guerra santa” entre Linux e Windows não faz o menor sentido para o usuário final. Isso é uma questão de escolha pessoal. O professor não aceita falar em monopólio, mas segundo ele mesmo pesquisou no Aurélio, monopólio significa “tráfico, exploração, posse, direito ou privilégio exclusivos”. Mas não é disso que estamos falando? Qual é a empresa competidora da Microsoft em sistemas operacionais para computadores pessoais? Não é a IBM. Nem tampouco a Apple. O comprador de um PC não tem escolha. Nesse sentido, viva o Linux! Se ele é bom ou não, se atende melhor ou não, vai da cabeça de cada um. Infelizmente ele vem de uma iniciativa comunista na mais pura acepção da palavra. Mas isso não impede que se ganhe dinheiro com ele, ou não haveriam empresas de porte como a Novell e a própria IBM dando-lhe suporte. Só não é possível lucrar com o Linux do modo como a Microsoft quer lucrar, ou seja, vendendo software como uma mercadoria em uma prateleira de supermercado.
Wolmar Murgel Filho
O sr. Wolmar não entende o que lê, mas tem uma lingua ferina. Chama-me de consumidor de software pirata sem sequer me conhecer.
Depois vem com a pérola "porque software, assim como informação, não são mercadorias". O que são, então os softwares? Atenção produtores de softwares! Vocês estão produzindo algo transcendente pensando que estivessem produzindo algo imanente.
Ele me pergunta: Qual é a empresa competidora da Microsoft em sistemas operacionais para computadores pessoais? Ué! o FSF/GNU com seu Linux e é exatamente disso que estamos falando!
Ah! Sim. O resto é baboseira anti-Microsoft, confirmando o monopólio de que falei em meu artigo.
Software livre: De graça?
enviada em 17/11/2006
Parabéns professor. Ainda há professores da rede pública confiáveis, já são raros. O falatório contra a Micosoft é generalizado. Apelidaram o Sr. Bill Gates de " Bill Gato". Todo mundo fala no Linux, mais todo mundo instala o do " Bill Gato ". É a mesma coisa contra o Tio Sam, mais ninguém vive sem ele. Na hora do pega pra capá, acionam os imperialistas.
Um abraço
Elisur Bueno Velloso
Linux X Windows
enviada em 17/11/2006
Caro Prof. Emílio,
Muito bom o artigo sobre a "caridade digital" Linux X Windows. Afinal, a mencionada lei econômica existiria até na mais cruel ditadura comunista: "There is no free lunch". Nada é de graça. Nem o Linux, nem o Bolsa família do Lula. Alguém sempre paga a conta...É uma grande satisfação poder ler seus artigos aqui neste sítio.
Continue escrevendo!
Álvaro Polati
Correção de conteúdo
enviada em 20/11/2006
Existe um artigo no seu portal que é no mínimo uma ode à falta de conhecimento sobre o assunto. o tema "16/11 - Software livre: de graça? Pensar em usar o Linux para lutar contra o bicho papão da Microsoft, ou porque o Linux é feito por monges trapistas, é uma quimera." Não retrata nem de longe a realidade e o senhor Antônio Emílio A. de Araújo teve a infelicidade de escrever sobre algo sem embasamento algum. Caso vocês queiram posso passar valores reais, tabelas, e até gráficos explicando o assunto, tudo com embasamento em mercado e conhecimento de anos de trabalho me e de vários outros proficionais da área de TI. Gostaria que esse artigo fosse corrigido ou removido, e sei que posso contar com a colaboração de vocês, pois em momento algum acreditei que vocês quisessem passar informações errada e essa dica é a minha contribuição para seu portal. Quero apenas que informações sejam dadas de forma clara, objetiva, e com base em fatos e não em opinião.
Obrigado pela atenção.
Jailton Caldeira Junior
Prezado Sr. Jailton:
Gratos pelo seu contato.
Infelizmente, o sr. não explica o que é que está errado no artigo em questão, dando a impressão de que apenas acha que ele está errado, o que é uma avaliação pessoal, e acredita que isso basta para que o referido artigo seja removido. O assunto abordado no artigo não foi escrito para e por técnicos mesmo, porque o ponto central da questão não é técnica, como o próprio autor do texto deixa claro. A análise versa sobre outro aspecto que infelizmente, muitos leitores resolveram não entender, ou não conseguiram entender. Estamos recebendo inúmeros contatos de leitores que apresentam diplomas, informações técnicas, dão "carteiradas" do tipo "eu sei do que estou falando porque tenho os diplomas, cursos, etc e tal", em tamanha quantidade que estamos com a impressão de que o futuro do Brasil está garantido tantos são os técnicos, gênios e mestres numa área tão sensível e vital como a informática, que, aparentemente, existem no país. Porém, poucos dos e-mails enviados perceberam o ponto para o qual o autor desejou chamar a atenção, e que tem pouco a ver com detalhes técnicos ou conceitos abstratos envolvendo o software livre.
Atenciosamente,
Editoria MÍDIA SEM MÁSCARA.
"Entendidos" contra "defensor do Windows"
enviada em 20/11/2006
Percebi que muitos dos leitores que enviaram comentários sobre o artigo do Antônio Emílio A. de Araújo fizeram questão de exaltar seus conhecimentos em operadores de sistemas operacionais e técnicos em informática. Embora entendam tanto do assunto, ao que parece, precisam de maior carga de leitura e estudo para chegarem entender o propósito de um simples artigo.
Luis Gustavo Gentil Machado Farias
Ainda o Software Livre
enviada em 19/11/2006
Alguns pontos merecem ainda ser discutidos sobre o artigo do prof. Emílio de Araújo e eu gostaria de poder fazê-lo agora:Em primeiro lugar, não se vai à “esquina” para comprar “um Windows”. Só se ele estiver falando na esquina da Av. Rio Branco com a Rua da Carioca (no Rio de Janeiro) para comprar um CD pirata. O lugar certo de se comprar um software é em uma loja onde o indivíduo vai comprar uma licença de uso, que pode ter mais ou menos restrições. No caso do Windows XP, essa licença só se aplica a um computador. Se o professor Emílio tiver dois computadores em casa ou mais alguns na universidade pública, ele terá de comprar uma licença do Windows para cada um dos seus computadores. Aliás, a Microsoft fere as leis de mercado ao fazer com que o seu produto seja visto como uma mercadoria, porque software, assim como informação, não são mercadorias. Se fossem, ao adquiri-las, o comprador teria garantidos para si, a propriedade, a posse e o usufruto do bem adquirido. O que não ocorre quando se vai na esquina “comprar um Windows”, pois você não pode vendê-lo, copiá-lo, doá-lo, redistribuí-lo nem modificá-lo. Você não é DONO da mercadoria. Afinal se o Bill Gates deixasse você ser o dono da "mercadoria" que ele vende, ele não seria o homem mais rico do mundo. Outra coisa, o sistema operacional sozinho não faz absolutamente nada. O usuário terá no mínimo que comprar uma suite de aplicativos se ele quiser ter pelo menos uma máquina de escrever em casa ou no escritório.Em segundo lugar, essa “guerra santa” entre Linux e Windows não faz o menor sentido para o usuário final. Isso é uma questão de escolha pessoal. O professor não aceita falar em monopólio, mas segundo ele mesmo pesquisou no Aurélio, monopólio significa “tráfico, exploração, posse, direito ou privilégio exclusivos”. Mas não é disso que estamos falando? Qual é a empresa competidora da Microsoft em sistemas operacionais para computadores pessoais? Não é a IBM. Nem tampouco a Apple. O comprador de um PC não tem escolha. Nesse sentido, viva o Linux! Se ele é bom ou não, se atende melhor ou não, vai da cabeça de cada um. Infelizmente ele vem de uma iniciativa comunista na mais pura acepção da palavra. Mas isso não impede que se ganhe dinheiro com ele, ou não haveriam empresas de porte como a Novell e a própria IBM dando-lhe suporte. Só não é possível lucrar com o Linux do modo como a Microsoft quer lucrar, ou seja, vendendo software como uma mercadoria em uma prateleira de supermercado.
Wolmar Murgel Filho
O sr. Wolmar não entende o que lê, mas tem uma lingua ferina. Chama-me de consumidor de software pirata sem sequer me conhecer.
Depois vem com a pérola "porque software, assim como informação, não são mercadorias". O que são, então os softwares? Atenção produtores de softwares! Vocês estão produzindo algo transcendente pensando que estivessem produzindo algo imanente.
Ele me pergunta: Qual é a empresa competidora da Microsoft em sistemas operacionais para computadores pessoais? Ué! o FSF/GNU com seu Linux e é exatamente disso que estamos falando!
Ah! Sim. O resto é baboseira anti-Microsoft, confirmando o monopólio de que falei em meu artigo.
Software livre: De graça?
enviada em 17/11/2006
Parabéns professor. Ainda há professores da rede pública confiáveis, já são raros. O falatório contra a Micosoft é generalizado. Apelidaram o Sr. Bill Gates de " Bill Gato". Todo mundo fala no Linux, mais todo mundo instala o do " Bill Gato ". É a mesma coisa contra o Tio Sam, mais ninguém vive sem ele. Na hora do pega pra capá, acionam os imperialistas.
Um abraço
Elisur Bueno Velloso
Linux X Windows
enviada em 17/11/2006
Caro Prof. Emílio,
Muito bom o artigo sobre a "caridade digital" Linux X Windows. Afinal, a mencionada lei econômica existiria até na mais cruel ditadura comunista: "There is no free lunch". Nada é de graça. Nem o Linux, nem o Bolsa família do Lula. Alguém sempre paga a conta...É uma grande satisfação poder ler seus artigos aqui neste sítio.
Continue escrevendo!
Álvaro Polati
19/11/2006
Mais cartas sobre meu artigo a respeito do software livre
No MSM, com resposta do editor
Linux
enviada em 18/11/2006
Achei um absurdo a materia sobre o linux e o software gratis. Não tem nada haver [sic!] com a realidade
Heber Lima
Prezado Sr. Heber:
Gratos pelo seu contato.
Seria interessante se o sr. fosse mais objetivo sobre o que o incomoda no artigo, do que simplesmente "achar um absurdo". Fica parecendo aquela história da mulher que chegou no médico desesperada com um problema que a incomodava, mas sem saber explicar o que era, afirmava que estava sofredo de "ejaculação precoce"...
Atenciosamente,
Editoria MÍDIA SEM MÁSCARA.
Para minha caixa de e-mail, com minha resposta.
Veja que sabichão é este rapaz, de quem omito o e-mail para preservá-lo do vexame.
De: pitcho@
Enviada em: domingo, 19 de novembro de 2006 02:03
Para: araujo@cpdee.ufmg.br
Assunto: Software livre: de graça?
Prezado,
Primeiro, não faça SPAM, não é assim que se consegue visibilidade, talvez se publicar algo que seja interessante alguma revista ou site muito acessado publique sua mensagem.
Segundo, Linux não é, e nunca teve a intenção de ser uma proposta de CARIDADE, mostra-se apenas como uma OPÇÃO. Tente ler um pouco mais, e PENSAR um pouco mais. *talvez* você seja capaz de ver que, o que escreveu é uma completa ignorância. Mas um mundo é isso mesmo, algumas pessoas PENSAM outras vivem de oportunidades que agarraram no PASSADO Professor.
MINHA RESPOSTA
Sr. anônimo,
Não sei seu nome, pois o sr. não se identificou. Não sei exatamente a qual ignorância minha o sr. se refere.
Quanto à caridade, vou citar um trecho do Manifesto GNU, para o sr. avaliar:
"A Fundação Para o Software Livre levanta a maior parte dos seus fundos do serviço de distribuição, apesar dela ser uma instituição de CARIDADE em vez de uma empresa."
As letras maiúsculas na palavra caridade foram a contribuição de minha ignorância à sua sabedoria, sabichão anônimo.
Antonio Emilio.
Linux
enviada em 18/11/2006
Achei um absurdo a materia sobre o linux e o software gratis. Não tem nada haver [sic!] com a realidade
Heber Lima
Prezado Sr. Heber:
Gratos pelo seu contato.
Seria interessante se o sr. fosse mais objetivo sobre o que o incomoda no artigo, do que simplesmente "achar um absurdo". Fica parecendo aquela história da mulher que chegou no médico desesperada com um problema que a incomodava, mas sem saber explicar o que era, afirmava que estava sofredo de "ejaculação precoce"...
Atenciosamente,
Editoria MÍDIA SEM MÁSCARA.
Para minha caixa de e-mail, com minha resposta.
Veja que sabichão é este rapaz, de quem omito o e-mail para preservá-lo do vexame.
De: pitcho@
Enviada em: domingo, 19 de novembro de 2006 02:03
Para: araujo@cpdee.ufmg.br
Assunto: Software livre: de graça?
Prezado,
Primeiro, não faça SPAM, não é assim que se consegue visibilidade, talvez se publicar algo que seja interessante alguma revista ou site muito acessado publique sua mensagem.
Segundo, Linux não é, e nunca teve a intenção de ser uma proposta de CARIDADE, mostra-se apenas como uma OPÇÃO. Tente ler um pouco mais, e PENSAR um pouco mais. *talvez* você seja capaz de ver que, o que escreveu é uma completa ignorância. Mas um mundo é isso mesmo, algumas pessoas PENSAM outras vivem de oportunidades que agarraram no PASSADO Professor.
MINHA RESPOSTA
Sr. anônimo,
Não sei seu nome, pois o sr. não se identificou. Não sei exatamente a qual ignorância minha o sr. se refere.
Quanto à caridade, vou citar um trecho do Manifesto GNU, para o sr. avaliar:
"A Fundação Para o Software Livre levanta a maior parte dos seus fundos do serviço de distribuição, apesar dela ser uma instituição de CARIDADE em vez de uma empresa."
As letras maiúsculas na palavra caridade foram a contribuição de minha ignorância à sua sabedoria, sabichão anônimo.
Antonio Emilio.
18/11/2006
Cartas no MSM sobre meu artigo sobre software
Seguem as cartas que até agora o MSM recebeu. Algumas têm respostas minhas, outras não, a critério do editor do MSM. Há um leitor, que depois acessou o blog, sr. Afonso, cujas manifestações e minhas respostas a elas, estão nos comentários do artigo postado aqui embaixo.
Software livre
enviada em 16/11/2006
Quem disse que software livre tem que ser gratuíto? Gostaria de saber se o professor leu a FSF (Fundação do software livre), lá fala de livre acesso aos fontes para usar e modificar de acordo com suas necessidades.
Obrigado.
Mauricio Assis Lemos
Software Livre
enviada em 16/11/2006
Se o professor Antônio Emílio conhece de engenharia como ele conhece do Linux, não será capaz de colocar um tijolo sobre outro. O que ele falou é mentira, demonstrando que jamais usou ou tentou instalar uma distribuição Linux, como o Kurumin ou o Mandriva. Quem conhece essas distribuições sabem que elas são tão fáceis quanto o Windows. É questão de escolha. E aqui fala um usuário dos dois sistemas: o Linux e o M$ Windows.
Ricardo Amorim
Caro sr. Ricardo,
Fui chamado, por outro leitor, de "xiita defensor do Windows", agora de mentiroso pelo sr.
Bem, quando se dá alguma opinião sobre alguma coisa pode-se estar errado. Admito que em todas as minhas opiniões erros existirão.
Mas, se eu entendi bem, o sr. está me dizendo que eu estou mentindo dizendo que o Linux é mais difícil de operar que o Windows. Vou citar um trecho de um artigo que coloca números nas dificuldades de operação de alguns produtos tecnológicos:
"Human aptitude tends towards the bell curve. Maybe 98% of your customers are smart enough to use a television set. About 70% of them can use Windows. 15% can use Linux. 1% can program. But only 0.1% of them can program in a language like C++. And only 0.01% of them can figure out Microsoft ATL programming."O trecho é de um artigo de Joel Spolsky (http://www.joelonsoftware.com/uibook/chapters/fog0000000064.html).
Uma perguntinha, será que o Linux detém 90% do mercado e eu estou mal informado? Ou será que a maior fatia é detida pelo malvado Windows? Ah! Mas isso deve ser por causa do tal do monopólio de mercado que a Microsoft tem!
Na verdade, eu não procurei, no meu artigo, fazer nenhuma comparação técnica entre o Windows e o Linux e nem tampouco procurei comparar como usuários experientes (como parece ser caso do sr.) se relacionam com o Windows ou o Linux. O que eu disse e reafirmo é que o Linux não é de graça! Há custos envolvidos com a opção pelo software que não é somente devido ao preço da licença. Veja minha resposta ao leitor Guilherme.
E também afirmei que o Linux é um bem econômico que se insere num mercado de bilhões de dólares e é uma forma, como qualquer outra, de ganhar dinheiro, muito dinheiro.
Agora, a ira que meu artigo despertou no sr. é, de fato, interessante. Talvez ou sr. seja mesmo muito sensível aos erros (mentiras, como o sr. diz) dos outros e os procura corrigir da maneira mais enérgica possível. Pode ser. Mas, mesmo assim, fica a impressão de eu ter tocado em algo mais profundo. Será que o sr. é militante do imposto sobre computadores defendido pelo GNU Project?
Atenciosamente,
Antonio Emilio A. Araújo.
Software livre: de graça?
enviada em 16/11/2006
Eu gostaria de fazer alguns comentários a respeito do artigo "Software livre: de graça?". Infelizmente este formulário aqui não me permite enviar uma cópia integral do texto q mandei a alguns amigos comentando o artigo e ao q parece vcs não disponibilizam outra forma mais dinâmica e flexível de contato como os melhores sites do gênero onde os leitores podem comentar diretamente ao final do artigo na mesma página.
Marcelo Germano Alencar
Prezado Sr. Marcelo:
Gratos pelo seu contato.
O MSM não disponibiliza comentários nos artigos porque não é um blog, e sim um site. O sr. pode enviar comentários para este mesmo mecanismo de contato, contanto que não sejam mensagens muito longas, o que impede seu envio.
Atenciosamente,
Editoria MÍDIA SEM MÁSCARA.
Falta de informação
enviada em 16/11/2006
Indignação foi o que senti ao ler o mais recente "artigo" do Sr. Antônio Emílio A. de Araújo.Totalmente mal informado, ele não pode nem ao menos ser chamado de defensor xiita do Windows, pois raramente esse usa argumentos tão falhos para defender o sistema operacional da Microsoft.Há dezenas de distribuições do Linux gratuitas sim e, da suíte de escritório ao gerenciador de e-mails, são 100% gratuitas.Uso uma dessas distribuições, o ubuntu, há meses e nunca precisei gastar um tostão com ela. Tenho todos os softwares que necessito à mão, além de uma estabilidade, segurança e desempenho que nunca experimentei no Windows.Aliás, esse sim requer um senhor investimento, pois além do custo do sistema e da suíte de escritório da Microsoft, há a necessidade de um anti-vírus, um anti-spyware, um firewall e, de vez em quando, um técnico de informática.Sugiro ao Sr. Antônio Emílio A. de Araújo que se informe antes de publicar qualquer tipo de texto, principalmente na internet. Sugiro também que faça uma pesquisa para apurar quantos usuários do Windows possuem cópias ilegais.Caso desejem um artigo de qualidade sobre o Linux, ficarei contente em redigi-lo, de forma imparcial, e encaminhá-lo a vocês.
Sinceramente,
Guilherme Degasperi
Caro Guilherme,
Estou esperando ansiosamente seu artigo "imparcial" sobre o Linux no MSM.
Quanto à sua mensagem, digo o seguinte. Eu dei o Linux como exemplo de software livre e não fiz nenhuma comparação técnica entre ele e o Windows. Não seria capaz de fazê-lo. Nem mesmo me coloquei contra o software livre em si. Acho que o software livre é uma estratégia mercadológica muito bem sucedida de ganhar dinheiro, e não há mal nenhum nisso! Aliás é o que admite o GNU Project(http://www.gnu.org/gnu/manifesto.html), uma das grandes "fábricas" de software livre:
__________________________________________________________
"Programmers need to make a living somehow."
In the short run, this is true. However, there are plenty of ways that programmers could make a living without selling the right to use a program. This way is customary now because it brings programmers and businessmen the most money, not because it is the only way to make a living. It is easy to find other ways if you want to find them. Here are a number of examples.
__________________________________________________________
Veja que parte do custo do software livre que eu mencionei estão listados aí [cometo aqui um lamentável erro de concordância, pelo qual peço desculpas]. A estratégia aqui é, ao invés de ganhar dinheiro vendendo o software x ou y, vendo aplicativos dele, dou consultoria sobre seu funcionamento, vendo a instalação dele, dou curso sobre seu funcionamento. Foi exatamente disso que falei. Mas, software livre não é obra de caridade e toda a idéia tem sido usada como "ideologia travestida de técnica". Para ver isso, basta observar a defesa que faz o GNU Project de um imposto sobre computadores, para ser usado no desenvolvimento de software:
____________________________________
All sorts of development can be funded with a Software Tax: Suppose everyone who buys a computer has to pay x percent of the price as a software tax. The government gives this to an agency like the NSF to spend on software development.
But if the computer buyer makes a donation to software development himself, he can take a credit against the tax. He can donate to the project of his own choosing--often, chosen because he hopes to use the results when it is done. He can take a credit for any amount of donation up to the total tax he had to pay.
The total tax rate could be decided by a vote of the payers of the tax, weighted according to the amount they will be taxed on.
____________________________________
Este tipo de custo eu não mencionei em meu artigo, mas veja que um dos maiores produtores de software livre o advoga sem meias palavras. A conversinha que começou com moços muito bem intencionados, produzindo graciosamente coisas para todo mundo, pode acabar com o uso da mão pesada do Estado para assaltar nossos bolsos. Governo cuidando de desenvolvimento de software? Muito obrigado. Prefiro Bill Gates.
Você pode entender de Linux bem mais que eu. Mas, aprendi com a vida e com muito esforço de leitura e reflexão que tem muita gente querendo vender ideologia vagabunda e perigosa como se ciência/técnica fosse.
Quero crer que sua "indignação" não seja um reflexo de sua posição de militante pela causa exposta pelo GNU Project. Também não posso crer que seu ataque pessoal a mim ("defensor xiita do Windows") possa ser interpretado como a prova de um sentimento ideológico ferido. Aliás, o próprio título do documento da GNU, "manifesto", lembra outro documento com o mesmo título, mais famoso, mais antigo e, até agora, muito mais mortífero.
Atenciosamente,
Antonio Emilio A. Araújo.
Linux?
enviada em 16/11/2006
Ao ler o artigo do Antônio Ermínio de A. Araújo, percebi uma falácia notável: a idéia de que uma pessoa, ao comprar Windows por R$ 400,00 (nunca vi por esse preço), vai operar imediatamente sem maiores problemas. Na minha experiência de suporte a usuários, posso afirmar que isso é conversa para boi dormir. Entendo a noção do autor. A sua falha é a seguinte: a percepção de esforço aumenta consideravelmente quando estamos lidando com algo novo. A situação piora quando é algo diferente daquilo a que estamos acostumados. Nesse caso, tudo parece muito mais difícil, e tudo parece ser culpa do que é novo. Veja que esta não é sequer uma defesa incondicional do Linux. É uma simples constatação de um fato. Se Windows fosse tão fácil assim, não haveria tanta necessidade de suporte técnico. Acredite, só parece fácil porque utilizamos há vários anos os mesmos sistemas.Sou a favor do Linux, não para eliminar o bicho-papão da Microsoft, mas porque sou capitalista, e gosto de alternativas. A Microsoft melhorou muito nos últimos anos justamente porque foi forçada a isso por uma concorrência maior, e o mesmo vale para o Linux.
João Marcus
Peguntas a Antônio Emílio de Araújo
enviada em 16/11/2006
-O senhor sabe a diferença entre um software livre e um código aberto?
-Sabe o que é uma distribuição de linux? Sabe que o preço delas varia de 50 a 150 dólares?
-Sabe o que é um sistema operacional e um GUI, e que no linux os dois não vêm juntos?
-Notou que o Windows tem tantos softwares e hardwares adequados porque se popularizou, e que o linux está se popularizando?
-Sabe que uma imensa quantidade de aplicativos do Windows têm versão gratuita, até o media player?-Conhece a estratégia usada por Bill Gates para popularizar o windows, e o preço comparativo entre o Windows 3 e o XP (proporcional aos respectivos anos e à tecnologia deles)?
-Sabe que qualquer configuração mais avançada desse sistema operacional leva mais tempo, time and money que uma do linux?
-Sabe que o Windows é ridiculamente fácil de ser acessado por vírus e hackers, e que os seus desenvolvedores não se importam?
-Sabe o que a Fundação Bill e Melinda Gates,do dono da empresa "malhada pela esquerda", tentou fazer? Veja em http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4617&language=pt
Muito obrigado
Afonso Sampaio
software livre: de graça? Calma, há sistemas operacionais para todos os gostos
enviada em 16/11/2006
Não cabe dúvida de que o colunista Antônio Emílio A. de Araújo colocou de forma clara, iniludível, a questão dos softwares. LIVRE significa apenas uma coisa - você COMPRA numa loja de informática um sistema operacional como o Linux (existem distribuições para todos os gostos e necessidades). Eu disse - COMPRA, ou seja, NÃO GANHOU, NÃO FOI GRATUITO. Mas o Linux tem uma particularidade - ele é LIVRE, ou seja, os códigos de acesso a seu núcleo (o Kernel) estão disponíveis para todos que queiram mexer e adaptar o sistema às suas necessidades específicas. Quanto ao outro aspecto, a facilidade de manuseio, de operação, é outra história - os produtos da Microsoft não são mais FÁCEIS, é que estão disponíveis há mais tempo no mercado e EXISTEM MILHARES DE CURSOS DE INFORMÁTICA a preço de banana em tudo quanto é esquina do País. Eu aprendi a usar o Windows, por exemplo, no tapa, comprei revistinhas a 10 "merréis" em bancas e comecei a destrinchar a coisa toda. MAS... nunca aprendi a mexer no Kernel, que é o núcleo central do sistema.. e qual o motivo? Simplesmente porque os cursos são CARÍSSIMOS, eu tenho de fazer até curso superior e muitos deles patrocinados pela Microsoft. Quanto ao Linux, se eu tenho um verniz de Windows, posso sim sem susto começar a usar o Linux. Tanto que durante mais de 10 anos usei esse sistema dentro da empresa antes de aposentar. E comecei a usar desde o boot, não vendo maiores dores de cabeça. Nunca tive problemas com o Windows (que uso em casa, bem entendido) ou com o Linux na empresa. É preciso separar bem as coisas para não passar a impressão de que isso é um assunto religioso, ou esotérico, a que têm acesso apenas iniciados. Não se trata de queimar incenso no altar em louvor ao Linux que, como QUALQUER sistema operacional, tem seus problemas; nem é preciso fazer um pacto com o "demônio" Bil Gates para chegar diante de um teclado e começar a trabalhar. Mais coisas eu diria, mas o espaço é curto. Só uma coisa - EXISTEM SISTEMAS OPERACIONAIS PARA TODOS OS GOSTOS E FINALIDADES. Sem fanatismo nem ideologias, por favor...
José Rodrigues Filho
Software livre: de graça?
enviada em 16/11/2006
Apesar de algumas pessoas realmente verem essa Microsoft x Open Source como uma luta de classes, a discussão mais profunda não é essa. Windows funciona bem para usuários leigos, como uma estação de trabalho comum, ou como plataforma para jogos. Mas no mundo corporativo, onde 1 minuto de downtime significa perda milhões de dólares, Windows é motivo de chacota entre os profissionais de IT. São absurdamente mais vulneráveis (tb conhecido como swiss cheese - cheio de buracos), lentos, e requerem bem mais manutenção, do que seus concorrentes UNIX. Para estes consumidores, não é o preço da licença que importa... Para um cluster de 32 processadores, pagar 2 mil dólares numa licença de software não significa nada. Um dos motivos dessa diferença brutal de qualidade entre sistemas operacionais livres (não grátis) e o Windows, é que a Microsoft não disponibiliza seu código fonte. Tudo bem, esta dentro dos seus direito. Mas isso significa que somente seus programadores podem fazer auditoria no código fonte... Como o código fonte do linux, BSDs, e até mesmo Solaris (da Sun), são abertos, outras milhares de pessoas podem ver, auditar, e modificar o código fonte de acordo com suas vontades ou necessidades. O que a Microsoft faz, seria o equivalente a que a Ford nos proibisse de trocar as rodas dos veículos que ela nos vende. De novo, a Microsoft tem o direito de fazer isso, mas dificilmente profissionais de IT que realmente são sérios utilizarão essa plataforma nos seus servidores.
Abraços.
Gustavo Baratto
Software livre
enviada em 16/11/2006
Quem disse que software livre tem que ser gratuíto? Gostaria de saber se o professor leu a FSF (Fundação do software livre), lá fala de livre acesso aos fontes para usar e modificar de acordo com suas necessidades.
Obrigado.
Mauricio Assis Lemos
Software Livre
enviada em 16/11/2006
Se o professor Antônio Emílio conhece de engenharia como ele conhece do Linux, não será capaz de colocar um tijolo sobre outro. O que ele falou é mentira, demonstrando que jamais usou ou tentou instalar uma distribuição Linux, como o Kurumin ou o Mandriva. Quem conhece essas distribuições sabem que elas são tão fáceis quanto o Windows. É questão de escolha. E aqui fala um usuário dos dois sistemas: o Linux e o M$ Windows.
Ricardo Amorim
Caro sr. Ricardo,
Fui chamado, por outro leitor, de "xiita defensor do Windows", agora de mentiroso pelo sr.
Bem, quando se dá alguma opinião sobre alguma coisa pode-se estar errado. Admito que em todas as minhas opiniões erros existirão.
Mas, se eu entendi bem, o sr. está me dizendo que eu estou mentindo dizendo que o Linux é mais difícil de operar que o Windows. Vou citar um trecho de um artigo que coloca números nas dificuldades de operação de alguns produtos tecnológicos:
"Human aptitude tends towards the bell curve. Maybe 98% of your customers are smart enough to use a television set. About 70% of them can use Windows. 15% can use Linux. 1% can program. But only 0.1% of them can program in a language like C++. And only 0.01% of them can figure out Microsoft ATL programming."O trecho é de um artigo de Joel Spolsky (http://www.joelonsoftware.com/uibook/chapters/fog0000000064.html).
Uma perguntinha, será que o Linux detém 90% do mercado e eu estou mal informado? Ou será que a maior fatia é detida pelo malvado Windows? Ah! Mas isso deve ser por causa do tal do monopólio de mercado que a Microsoft tem!
Na verdade, eu não procurei, no meu artigo, fazer nenhuma comparação técnica entre o Windows e o Linux e nem tampouco procurei comparar como usuários experientes (como parece ser caso do sr.) se relacionam com o Windows ou o Linux. O que eu disse e reafirmo é que o Linux não é de graça! Há custos envolvidos com a opção pelo software que não é somente devido ao preço da licença. Veja minha resposta ao leitor Guilherme.
E também afirmei que o Linux é um bem econômico que se insere num mercado de bilhões de dólares e é uma forma, como qualquer outra, de ganhar dinheiro, muito dinheiro.
Agora, a ira que meu artigo despertou no sr. é, de fato, interessante. Talvez ou sr. seja mesmo muito sensível aos erros (mentiras, como o sr. diz) dos outros e os procura corrigir da maneira mais enérgica possível. Pode ser. Mas, mesmo assim, fica a impressão de eu ter tocado em algo mais profundo. Será que o sr. é militante do imposto sobre computadores defendido pelo GNU Project?
Atenciosamente,
Antonio Emilio A. Araújo.
Software livre: de graça?
enviada em 16/11/2006
Eu gostaria de fazer alguns comentários a respeito do artigo "Software livre: de graça?". Infelizmente este formulário aqui não me permite enviar uma cópia integral do texto q mandei a alguns amigos comentando o artigo e ao q parece vcs não disponibilizam outra forma mais dinâmica e flexível de contato como os melhores sites do gênero onde os leitores podem comentar diretamente ao final do artigo na mesma página.
Marcelo Germano Alencar
Prezado Sr. Marcelo:
Gratos pelo seu contato.
O MSM não disponibiliza comentários nos artigos porque não é um blog, e sim um site. O sr. pode enviar comentários para este mesmo mecanismo de contato, contanto que não sejam mensagens muito longas, o que impede seu envio.
Atenciosamente,
Editoria MÍDIA SEM MÁSCARA.
Falta de informação
enviada em 16/11/2006
Indignação foi o que senti ao ler o mais recente "artigo" do Sr. Antônio Emílio A. de Araújo.Totalmente mal informado, ele não pode nem ao menos ser chamado de defensor xiita do Windows, pois raramente esse usa argumentos tão falhos para defender o sistema operacional da Microsoft.Há dezenas de distribuições do Linux gratuitas sim e, da suíte de escritório ao gerenciador de e-mails, são 100% gratuitas.Uso uma dessas distribuições, o ubuntu, há meses e nunca precisei gastar um tostão com ela. Tenho todos os softwares que necessito à mão, além de uma estabilidade, segurança e desempenho que nunca experimentei no Windows.Aliás, esse sim requer um senhor investimento, pois além do custo do sistema e da suíte de escritório da Microsoft, há a necessidade de um anti-vírus, um anti-spyware, um firewall e, de vez em quando, um técnico de informática.Sugiro ao Sr. Antônio Emílio A. de Araújo que se informe antes de publicar qualquer tipo de texto, principalmente na internet. Sugiro também que faça uma pesquisa para apurar quantos usuários do Windows possuem cópias ilegais.Caso desejem um artigo de qualidade sobre o Linux, ficarei contente em redigi-lo, de forma imparcial, e encaminhá-lo a vocês.
Sinceramente,
Guilherme Degasperi
Caro Guilherme,
Estou esperando ansiosamente seu artigo "imparcial" sobre o Linux no MSM.
Quanto à sua mensagem, digo o seguinte. Eu dei o Linux como exemplo de software livre e não fiz nenhuma comparação técnica entre ele e o Windows. Não seria capaz de fazê-lo. Nem mesmo me coloquei contra o software livre em si. Acho que o software livre é uma estratégia mercadológica muito bem sucedida de ganhar dinheiro, e não há mal nenhum nisso! Aliás é o que admite o GNU Project(http://www.gnu.org/gnu/manifesto.html), uma das grandes "fábricas" de software livre:
__________________________________________________________
"Programmers need to make a living somehow."
In the short run, this is true. However, there are plenty of ways that programmers could make a living without selling the right to use a program. This way is customary now because it brings programmers and businessmen the most money, not because it is the only way to make a living. It is easy to find other ways if you want to find them. Here are a number of examples.
__________________________________________________________
Veja que parte do custo do software livre que eu mencionei estão listados aí [cometo aqui um lamentável erro de concordância, pelo qual peço desculpas]. A estratégia aqui é, ao invés de ganhar dinheiro vendendo o software x ou y, vendo aplicativos dele, dou consultoria sobre seu funcionamento, vendo a instalação dele, dou curso sobre seu funcionamento. Foi exatamente disso que falei. Mas, software livre não é obra de caridade e toda a idéia tem sido usada como "ideologia travestida de técnica". Para ver isso, basta observar a defesa que faz o GNU Project de um imposto sobre computadores, para ser usado no desenvolvimento de software:
____________________________________
All sorts of development can be funded with a Software Tax: Suppose everyone who buys a computer has to pay x percent of the price as a software tax. The government gives this to an agency like the NSF to spend on software development.
But if the computer buyer makes a donation to software development himself, he can take a credit against the tax. He can donate to the project of his own choosing--often, chosen because he hopes to use the results when it is done. He can take a credit for any amount of donation up to the total tax he had to pay.
The total tax rate could be decided by a vote of the payers of the tax, weighted according to the amount they will be taxed on.
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Este tipo de custo eu não mencionei em meu artigo, mas veja que um dos maiores produtores de software livre o advoga sem meias palavras. A conversinha que começou com moços muito bem intencionados, produzindo graciosamente coisas para todo mundo, pode acabar com o uso da mão pesada do Estado para assaltar nossos bolsos. Governo cuidando de desenvolvimento de software? Muito obrigado. Prefiro Bill Gates.
Você pode entender de Linux bem mais que eu. Mas, aprendi com a vida e com muito esforço de leitura e reflexão que tem muita gente querendo vender ideologia vagabunda e perigosa como se ciência/técnica fosse.
Quero crer que sua "indignação" não seja um reflexo de sua posição de militante pela causa exposta pelo GNU Project. Também não posso crer que seu ataque pessoal a mim ("defensor xiita do Windows") possa ser interpretado como a prova de um sentimento ideológico ferido. Aliás, o próprio título do documento da GNU, "manifesto", lembra outro documento com o mesmo título, mais famoso, mais antigo e, até agora, muito mais mortífero.
Atenciosamente,
Antonio Emilio A. Araújo.
Linux?
enviada em 16/11/2006
Ao ler o artigo do Antônio Ermínio de A. Araújo, percebi uma falácia notável: a idéia de que uma pessoa, ao comprar Windows por R$ 400,00 (nunca vi por esse preço), vai operar imediatamente sem maiores problemas. Na minha experiência de suporte a usuários, posso afirmar que isso é conversa para boi dormir. Entendo a noção do autor. A sua falha é a seguinte: a percepção de esforço aumenta consideravelmente quando estamos lidando com algo novo. A situação piora quando é algo diferente daquilo a que estamos acostumados. Nesse caso, tudo parece muito mais difícil, e tudo parece ser culpa do que é novo. Veja que esta não é sequer uma defesa incondicional do Linux. É uma simples constatação de um fato. Se Windows fosse tão fácil assim, não haveria tanta necessidade de suporte técnico. Acredite, só parece fácil porque utilizamos há vários anos os mesmos sistemas.Sou a favor do Linux, não para eliminar o bicho-papão da Microsoft, mas porque sou capitalista, e gosto de alternativas. A Microsoft melhorou muito nos últimos anos justamente porque foi forçada a isso por uma concorrência maior, e o mesmo vale para o Linux.
João Marcus
Peguntas a Antônio Emílio de Araújo
enviada em 16/11/2006
-O senhor sabe a diferença entre um software livre e um código aberto?
-Sabe o que é uma distribuição de linux? Sabe que o preço delas varia de 50 a 150 dólares?
-Sabe o que é um sistema operacional e um GUI, e que no linux os dois não vêm juntos?
-Notou que o Windows tem tantos softwares e hardwares adequados porque se popularizou, e que o linux está se popularizando?
-Sabe que uma imensa quantidade de aplicativos do Windows têm versão gratuita, até o media player?-Conhece a estratégia usada por Bill Gates para popularizar o windows, e o preço comparativo entre o Windows 3 e o XP (proporcional aos respectivos anos e à tecnologia deles)?
-Sabe que qualquer configuração mais avançada desse sistema operacional leva mais tempo, time and money que uma do linux?
-Sabe que o Windows é ridiculamente fácil de ser acessado por vírus e hackers, e que os seus desenvolvedores não se importam?
-Sabe o que a Fundação Bill e Melinda Gates,do dono da empresa "malhada pela esquerda", tentou fazer? Veja em http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4617&language=pt
Muito obrigado
Afonso Sampaio
software livre: de graça? Calma, há sistemas operacionais para todos os gostos
enviada em 16/11/2006
Não cabe dúvida de que o colunista Antônio Emílio A. de Araújo colocou de forma clara, iniludível, a questão dos softwares. LIVRE significa apenas uma coisa - você COMPRA numa loja de informática um sistema operacional como o Linux (existem distribuições para todos os gostos e necessidades). Eu disse - COMPRA, ou seja, NÃO GANHOU, NÃO FOI GRATUITO. Mas o Linux tem uma particularidade - ele é LIVRE, ou seja, os códigos de acesso a seu núcleo (o Kernel) estão disponíveis para todos que queiram mexer e adaptar o sistema às suas necessidades específicas. Quanto ao outro aspecto, a facilidade de manuseio, de operação, é outra história - os produtos da Microsoft não são mais FÁCEIS, é que estão disponíveis há mais tempo no mercado e EXISTEM MILHARES DE CURSOS DE INFORMÁTICA a preço de banana em tudo quanto é esquina do País. Eu aprendi a usar o Windows, por exemplo, no tapa, comprei revistinhas a 10 "merréis" em bancas e comecei a destrinchar a coisa toda. MAS... nunca aprendi a mexer no Kernel, que é o núcleo central do sistema.. e qual o motivo? Simplesmente porque os cursos são CARÍSSIMOS, eu tenho de fazer até curso superior e muitos deles patrocinados pela Microsoft. Quanto ao Linux, se eu tenho um verniz de Windows, posso sim sem susto começar a usar o Linux. Tanto que durante mais de 10 anos usei esse sistema dentro da empresa antes de aposentar. E comecei a usar desde o boot, não vendo maiores dores de cabeça. Nunca tive problemas com o Windows (que uso em casa, bem entendido) ou com o Linux na empresa. É preciso separar bem as coisas para não passar a impressão de que isso é um assunto religioso, ou esotérico, a que têm acesso apenas iniciados. Não se trata de queimar incenso no altar em louvor ao Linux que, como QUALQUER sistema operacional, tem seus problemas; nem é preciso fazer um pacto com o "demônio" Bil Gates para chegar diante de um teclado e começar a trabalhar. Mais coisas eu diria, mas o espaço é curto. Só uma coisa - EXISTEM SISTEMAS OPERACIONAIS PARA TODOS OS GOSTOS E FINALIDADES. Sem fanatismo nem ideologias, por favor...
José Rodrigues Filho
Software livre: de graça?
enviada em 16/11/2006
Apesar de algumas pessoas realmente verem essa Microsoft x Open Source como uma luta de classes, a discussão mais profunda não é essa. Windows funciona bem para usuários leigos, como uma estação de trabalho comum, ou como plataforma para jogos. Mas no mundo corporativo, onde 1 minuto de downtime significa perda milhões de dólares, Windows é motivo de chacota entre os profissionais de IT. São absurdamente mais vulneráveis (tb conhecido como swiss cheese - cheio de buracos), lentos, e requerem bem mais manutenção, do que seus concorrentes UNIX. Para estes consumidores, não é o preço da licença que importa... Para um cluster de 32 processadores, pagar 2 mil dólares numa licença de software não significa nada. Um dos motivos dessa diferença brutal de qualidade entre sistemas operacionais livres (não grátis) e o Windows, é que a Microsoft não disponibiliza seu código fonte. Tudo bem, esta dentro dos seus direito. Mas isso significa que somente seus programadores podem fazer auditoria no código fonte... Como o código fonte do linux, BSDs, e até mesmo Solaris (da Sun), são abertos, outras milhares de pessoas podem ver, auditar, e modificar o código fonte de acordo com suas vontades ou necessidades. O que a Microsoft faz, seria o equivalente a que a Ford nos proibisse de trocar as rodas dos veículos que ela nos vende. De novo, a Microsoft tem o direito de fazer isso, mas dificilmente profissionais de IT que realmente são sérios utilizarão essa plataforma nos seus servidores.
Abraços.
Gustavo Baratto
16/11/2006
Artigo meu no Mídia Sem Máscara
Saiu hoje (16/11) artigo meu no MSM(http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5371&language=pt). Reproduzo-o abaixo, pois, irei também reproduzir posteriormente e-mails de leitores, às vezes raivosos, que discordam de minhas idéias.
_________________________________________________________________
Resumo: Pensar em usar o Linux para lutar contra o bicho papão da Microsoft, ou porque o Linux é feito por monges trapistas, é uma quimera.
_________________________________________________________________
Eu nunca pensei que as pessoas chegassem a uma confusão mental tão grande que não soubessem avaliar quando uma coisa é de graça ou não. Este é o caso da discussão sobre o software livre.
Aqui se misturam várias confusões. Primeiro vem a ignorância das leis econômicas, que muitos acham que não existem. Para quem está acostumado com o paradigma das leis da física, basta ser dito o seguinte. Se você desrespeita a lei da gravidade, jogando uma pedra para cima e ficando embaixo esperando o desfecho, você provavelmente sairá com a cabeça dolorida (se a pedra for pequena) ou rachada (se a pedra for um paralelepípedo). Se você (uma sociedade, um país) desrespeita as leis econômicas, você conseguirá pouco (se o desrespeito for pequeno) ou nenhum (caso seja um grande desrespeito) aprimoramento no seu bem-estar (da sociedade, do país).
A diferença das duas leis é que uma lei pode ser desobedecida (a econômica), a outra não. As leis da física são, na verdade, descrições do que acontece, ou seja, a lei da gravidade é uma descrição do que acontece com as pedras quando as jogo para cima. As leis econômicas, como as leis morais, são como receita de bolo. Eu posso mudar uma receita de bolo, mas o resultado será também alterado. Uma sociedade que se entrega, por exemplo, a todo tipo de abusos morais, terá como conseqüência a degeneração dos costumes, a violência e depois a barbárie. Assim, a lei moral é uma receita para ser seguida. Se você não quiser seguir, azar o seu.
Apesar das similaridades, as leis econômicas não são leis morais. Existem homens caridosos, mas não existem economias caridosas. Pode-se fazer caridade com o dinheiro próprio, não com o dos outros. Se você tenta incluir na receita econômica a caridade, o bolo vai desandar.
O tal software de graça não tem nada gracioso. É difícil de imaginar que alguém acredite que um empreendimento como o Linux possa ser realizado por pessoas totalmente despojadas e que não pensam e não precisam ganhar dinheiro. Não é possível pensar no Linux como uma obra de caridade, pois ele é um produto econômico como outro qualquer. Bilhões de dólares são movimentados neste negócio e quem opta por usar o Linux, ao invés do Windows, gasta muito dinheiro!
Tente instalar o Linux em seu computador e começar a operar. Você começará por comprar livros, fazer cursos, participar de chats e comunidades no orkut, etc. O tempo gasto será absurdo (time is money, lembram-se?), até que você consiga fazer as mais triviais operações com o novo sistema operacional. Quando você for adquirir algum software aplicativo específico para funcionar com o Linux, você verá o quão graciosa é sua empreitada.
Ao invés disso, se você for à esquina e comprar o Windows, por digamos R$ 400,00, você começará operar imediatamente, sem maiores problemas. Qual é, então o software mais barato?
Pensar em usar o Linux para lutar contra o bicho papão da Microsoft, ou porque o Linux é feito por monges trapistas, é uma quimera. Ambos os lados estão atuando num mercado de bilhões de dólares, onde, para descontentamento de muitos, as leis econômicas estão em pleno funcionamento.
Uma última palavra: falar em domínio da Microsoft, vá lá. Falar em monopólio da Microsoft é uma piada. Aliás, para entender o que é monopólio não é preciso consultar compêndios econômicos, basta ir ao Aurélio que diz: tráfico, exploração, posse, direito ou privilégio exclusivos. A única exclusividade da Microsoft é ser malhada pelos esquerdistas mundo afora.
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Resumo: Pensar em usar o Linux para lutar contra o bicho papão da Microsoft, ou porque o Linux é feito por monges trapistas, é uma quimera.
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Eu nunca pensei que as pessoas chegassem a uma confusão mental tão grande que não soubessem avaliar quando uma coisa é de graça ou não. Este é o caso da discussão sobre o software livre.
Aqui se misturam várias confusões. Primeiro vem a ignorância das leis econômicas, que muitos acham que não existem. Para quem está acostumado com o paradigma das leis da física, basta ser dito o seguinte. Se você desrespeita a lei da gravidade, jogando uma pedra para cima e ficando embaixo esperando o desfecho, você provavelmente sairá com a cabeça dolorida (se a pedra for pequena) ou rachada (se a pedra for um paralelepípedo). Se você (uma sociedade, um país) desrespeita as leis econômicas, você conseguirá pouco (se o desrespeito for pequeno) ou nenhum (caso seja um grande desrespeito) aprimoramento no seu bem-estar (da sociedade, do país).
A diferença das duas leis é que uma lei pode ser desobedecida (a econômica), a outra não. As leis da física são, na verdade, descrições do que acontece, ou seja, a lei da gravidade é uma descrição do que acontece com as pedras quando as jogo para cima. As leis econômicas, como as leis morais, são como receita de bolo. Eu posso mudar uma receita de bolo, mas o resultado será também alterado. Uma sociedade que se entrega, por exemplo, a todo tipo de abusos morais, terá como conseqüência a degeneração dos costumes, a violência e depois a barbárie. Assim, a lei moral é uma receita para ser seguida. Se você não quiser seguir, azar o seu.
Apesar das similaridades, as leis econômicas não são leis morais. Existem homens caridosos, mas não existem economias caridosas. Pode-se fazer caridade com o dinheiro próprio, não com o dos outros. Se você tenta incluir na receita econômica a caridade, o bolo vai desandar.
O tal software de graça não tem nada gracioso. É difícil de imaginar que alguém acredite que um empreendimento como o Linux possa ser realizado por pessoas totalmente despojadas e que não pensam e não precisam ganhar dinheiro. Não é possível pensar no Linux como uma obra de caridade, pois ele é um produto econômico como outro qualquer. Bilhões de dólares são movimentados neste negócio e quem opta por usar o Linux, ao invés do Windows, gasta muito dinheiro!
Tente instalar o Linux em seu computador e começar a operar. Você começará por comprar livros, fazer cursos, participar de chats e comunidades no orkut, etc. O tempo gasto será absurdo (time is money, lembram-se?), até que você consiga fazer as mais triviais operações com o novo sistema operacional. Quando você for adquirir algum software aplicativo específico para funcionar com o Linux, você verá o quão graciosa é sua empreitada.
Ao invés disso, se você for à esquina e comprar o Windows, por digamos R$ 400,00, você começará operar imediatamente, sem maiores problemas. Qual é, então o software mais barato?
Pensar em usar o Linux para lutar contra o bicho papão da Microsoft, ou porque o Linux é feito por monges trapistas, é uma quimera. Ambos os lados estão atuando num mercado de bilhões de dólares, onde, para descontentamento de muitos, as leis econômicas estão em pleno funcionamento.
Uma última palavra: falar em domínio da Microsoft, vá lá. Falar em monopólio da Microsoft é uma piada. Aliás, para entender o que é monopólio não é preciso consultar compêndios econômicos, basta ir ao Aurélio que diz: tráfico, exploração, posse, direito ou privilégio exclusivos. A única exclusividade da Microsoft é ser malhada pelos esquerdistas mundo afora.
30/10/2006
As perguntas não são inadequadas. Escandalosas serão as respostas.
Por Percival Puggina (http://www.puggina.org/curtas/news.php?detail=n1162129508.news)
1. Porque o presidente do povo usa terno Armani?
2. Porque o presidente do povo pode ter ensino fundamental incompleto e um gari necessita de ensino fundamental completo?
3. Por que o presidente do povo acumula aposentadoria por invalidez;aposentadoria de dep. federal, pensão vitalícia de "perseguido político",salário de presidente de honra do PT e salário de presidente da república?
4. Por que o presidente do povo é perseguido político sendo q passou apenas 1 noite no DOPS?
5. Por que o presidente do povo comprou um avião da concorrente da Embraer?
6. Por que o presidente do povo se aposentou por invalidez apenas por ter um dedo a menos e hoje trabalha como presidente do Brasil?
7. Por que o presidente do povo protege seus amigos comprovadamente corruptos e nunca aconteceu nada com ele?
8. Por que o presidente do povo se vangloria de não ter estudo e ser filho de mãe analfabeta e acha normal ter filhos estudando fora do Brasil?
9. Por que o presidente do povo quando do seu mandato de Dep. Federal, não participou da vida parlamentar do Congresso?
10. Por que o partido do presidente tem ligação com as FARC e ninguém comenta isto?
11. Por que a mulher do presidente do povo não faz absolutamente nada ?
12. Por que o presidente do povo não sofreu impeachment se o Collor sofreu por muito menos?
13. Por que a candidata Heloísa Helena foi expulsa do PT e o José Dirceu (dep.cassado) e Antonio Palocci (indiciado por qbra ilegal de sigilo bancário e outros crimes) não o foram?
14. Por que o presidente nunca soube das coisas ruins do partido e do governo dele, MAS SABE TUDO SOBRE O GOVERNO FHC?
1. Porque o presidente do povo usa terno Armani?
2. Porque o presidente do povo pode ter ensino fundamental incompleto e um gari necessita de ensino fundamental completo?
3. Por que o presidente do povo acumula aposentadoria por invalidez;aposentadoria de dep. federal, pensão vitalícia de "perseguido político",salário de presidente de honra do PT e salário de presidente da república?
4. Por que o presidente do povo é perseguido político sendo q passou apenas 1 noite no DOPS?
5. Por que o presidente do povo comprou um avião da concorrente da Embraer?
6. Por que o presidente do povo se aposentou por invalidez apenas por ter um dedo a menos e hoje trabalha como presidente do Brasil?
7. Por que o presidente do povo protege seus amigos comprovadamente corruptos e nunca aconteceu nada com ele?
8. Por que o presidente do povo se vangloria de não ter estudo e ser filho de mãe analfabeta e acha normal ter filhos estudando fora do Brasil?
9. Por que o presidente do povo quando do seu mandato de Dep. Federal, não participou da vida parlamentar do Congresso?
10. Por que o partido do presidente tem ligação com as FARC e ninguém comenta isto?
11. Por que a mulher do presidente do povo não faz absolutamente nada ?
12. Por que o presidente do povo não sofreu impeachment se o Collor sofreu por muito menos?
13. Por que a candidata Heloísa Helena foi expulsa do PT e o José Dirceu (dep.cassado) e Antonio Palocci (indiciado por qbra ilegal de sigilo bancário e outros crimes) não o foram?
14. Por que o presidente nunca soube das coisas ruins do partido e do governo dele, MAS SABE TUDO SOBRE O GOVERNO FHC?
26/10/2006
Mais cartas de leitores sobre meu artigo sobre caridade (logo abaixo)
Revogada a Lei da Caridade Cristã: leitor questiona posições do autor enviada em 25/10/2006
Prezado Sr Antônio Emílio de Araújo,
Ao ler seu artigo “Revogada a Lei da Caridade Cristã” fui tomado da curiosidade de conhecer melhor seu pensamento.
Para tanto formulei algumas perguntas às quais gostaria imensamente de ver respondidas:
1) O senhor considera realmente como trabalho, a atividade de vender balas nas ruas?
2) O senhor considera que tal atividade ajudará na formação do caráter dessas crianças?
3) O senhor considera que tal atividade trará alguma lição, ou ensinamento, ou aprendizado relevante para a vida futura dessas crianças?
4) O senhor considera realmente que essas crianças sejam filhas de pais zelosos que estão pensando no melhor dos interesses dos seus filhos?
5) O senhor considera que este tipo de caridade seja imprescindível para a sobrevivência dessas crianças?
6) Em caso positivo, o senhor considera errado que o estado assuma a posição de provedor?
7) Por fim: Já que o ato de vender balas nos sinais é um excelente meio disciplinador e formador de caráter, bem como um excelente meio para as pessoas praticarem a caridade; o senhor colocaria seus filhos para vender balas nos sinais?
Peço por caridade, que o senhor tenha a devida paciência para responder aos meus questionamentos.
Atenciosamente
Wolmar Murgel Filho
Caro Sr. Wolmar,
O Sr. usa um tom deveras professoral para um debate de idéias. Além disso, não sem certa ironia, o Sr. responde, indiretamente, algumas das perguntas feitas. Não vou comentar sobre isso e acreditarei que o Sr. esteja realmente interessado em minhas idéias e não em me dar uma lição de moral.
Eu acredito que a vida é injusta, que nem todos nasçam com as mesmas potencialidades ou mesmo num meio ambiente que as faça florescer devidamente. Eu acredito que o homem pode, dentro de suas limitações e dificuldades, se elevar acima de suas circunstâncias, mas com muito trabalho e esforço.O nascido pobre, no sentido econômico, tem de trabalhar desde cedo se quiser se elevar acima da pobreza original. Quanto mais ele atrasar, mais difícil fica seu caminho. Quanto mais convencermos o pobre de que ele deve dançar balé e não tentar ajudar, com alguma atividade remunerada, sua família, mais estamos atravancando seu caminho.
O caminho do trabalho precoce foi o caso, no século XIX, de uma criança órfã que trabalhava, desde os nove anos de idade, nos armazéns de um comerciante inglês muito rico, e que se tornou o Barão de Mauá. Foi também a história de um menino negro, filho de lavadeira, que se tornou Machado de Assis. No século XX, foi o caminho de uma criança de nome Abravanel, que trabalhava como camelô e se tornou Sílvio Santos. Fora do Brasil, podemos citar aquele menino que trabalhava com um encadernador de livros, que de tanto ler os livros que encadernava, se tornou Michael Faraday, um dos maiores físicos que o mundo conheceu. Vou poupar o Sr. e os demais leitores do exemplo daquele lenhador que se tornou presidente dos EUA.
Qual o trabalho cada pobre deve escolher eu não sei. Parece, pelas perguntas feitas, que o Sr. sabe. Digo apenas que considero que lavar privada, carregar compras, vender chicletes, etc. são todos trabalhos relevantes. Não acho, porém, que traficar drogas, se prostituir e roubar sejam trabalhos relevantes.
O Sr. me faz uma pergunta pessoal, pensando talvez em me atemorizar ou em me pegar em contradição. Pergunta se eu deixaria meus filhos venderem chiclete no semáforo. Sr. Wolmar, eu não nasci pobre (nem rico) e não precisei, pela graça de Deus, trabalhar até me formar na universidade. Mas minha esposa trabalha desde os 11 anos de idade (vendia bijuteria em feira de artesanato) e meu filho, às vezes, vende bombom na porta do restaurante de sua escola, na hora do almoço. Se nossa família precisasse (ou precisar), o Sr. fique certo de que meus filhos estariam(estarão) vendendo chicletes nos semáforos da vida.
Quanto ao estado provedor, eu conheço, relativamente bem, a história do século XX, em que a implantação deste tipo de estado levou para a cova 200 milhões de pessoas. Dispenso esse tipo de estado!
Um comentário final sobre a caridade. Ela é para ser praticada com o próximo e não com o distante. Segundo Lewis, uma das estratégias do demônio é nos fazer amar o distante (por exemplo, nos fazer ter a maior compaixão pelas criancinhas famintas da África) e odiar ou desprezar o próximo (por exemplo, nos fazer recusar dar esmolas às crianças em nossos semáforos). Outro exemplo é achar que colaborar com o "Criança Esperança" é meritório ao mesmo tempo em que sentimos o maior desprezo por aquele menino feio e catarrento que se aproxima de nós para vender chicletes.
Sr. Wolmar, espero que o tenha esclarecido melhor sobre as minhas idéias.
Obrigado pelo interesse.
Antônio Emílio Angueth de Araújo
P.S. Talvez seja de seu interesse consultar este (http://www.olavodecarvalho.org/semana/grossura.htm) artigo de Olavo de Carvalho sobre a temática da pobreza em geral. Também este (http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4481) de Thomas Sowell é muito interessante.
Prezado Sr Antônio Emílio de Araújo,
Ao ler seu artigo “Revogada a Lei da Caridade Cristã” fui tomado da curiosidade de conhecer melhor seu pensamento.
Para tanto formulei algumas perguntas às quais gostaria imensamente de ver respondidas:
1) O senhor considera realmente como trabalho, a atividade de vender balas nas ruas?
2) O senhor considera que tal atividade ajudará na formação do caráter dessas crianças?
3) O senhor considera que tal atividade trará alguma lição, ou ensinamento, ou aprendizado relevante para a vida futura dessas crianças?
4) O senhor considera realmente que essas crianças sejam filhas de pais zelosos que estão pensando no melhor dos interesses dos seus filhos?
5) O senhor considera que este tipo de caridade seja imprescindível para a sobrevivência dessas crianças?
6) Em caso positivo, o senhor considera errado que o estado assuma a posição de provedor?
7) Por fim: Já que o ato de vender balas nos sinais é um excelente meio disciplinador e formador de caráter, bem como um excelente meio para as pessoas praticarem a caridade; o senhor colocaria seus filhos para vender balas nos sinais?
Peço por caridade, que o senhor tenha a devida paciência para responder aos meus questionamentos.
Atenciosamente
Wolmar Murgel Filho
Caro Sr. Wolmar,
O Sr. usa um tom deveras professoral para um debate de idéias. Além disso, não sem certa ironia, o Sr. responde, indiretamente, algumas das perguntas feitas. Não vou comentar sobre isso e acreditarei que o Sr. esteja realmente interessado em minhas idéias e não em me dar uma lição de moral.
Eu acredito que a vida é injusta, que nem todos nasçam com as mesmas potencialidades ou mesmo num meio ambiente que as faça florescer devidamente. Eu acredito que o homem pode, dentro de suas limitações e dificuldades, se elevar acima de suas circunstâncias, mas com muito trabalho e esforço.O nascido pobre, no sentido econômico, tem de trabalhar desde cedo se quiser se elevar acima da pobreza original. Quanto mais ele atrasar, mais difícil fica seu caminho. Quanto mais convencermos o pobre de que ele deve dançar balé e não tentar ajudar, com alguma atividade remunerada, sua família, mais estamos atravancando seu caminho.
O caminho do trabalho precoce foi o caso, no século XIX, de uma criança órfã que trabalhava, desde os nove anos de idade, nos armazéns de um comerciante inglês muito rico, e que se tornou o Barão de Mauá. Foi também a história de um menino negro, filho de lavadeira, que se tornou Machado de Assis. No século XX, foi o caminho de uma criança de nome Abravanel, que trabalhava como camelô e se tornou Sílvio Santos. Fora do Brasil, podemos citar aquele menino que trabalhava com um encadernador de livros, que de tanto ler os livros que encadernava, se tornou Michael Faraday, um dos maiores físicos que o mundo conheceu. Vou poupar o Sr. e os demais leitores do exemplo daquele lenhador que se tornou presidente dos EUA.
Qual o trabalho cada pobre deve escolher eu não sei. Parece, pelas perguntas feitas, que o Sr. sabe. Digo apenas que considero que lavar privada, carregar compras, vender chicletes, etc. são todos trabalhos relevantes. Não acho, porém, que traficar drogas, se prostituir e roubar sejam trabalhos relevantes.
O Sr. me faz uma pergunta pessoal, pensando talvez em me atemorizar ou em me pegar em contradição. Pergunta se eu deixaria meus filhos venderem chiclete no semáforo. Sr. Wolmar, eu não nasci pobre (nem rico) e não precisei, pela graça de Deus, trabalhar até me formar na universidade. Mas minha esposa trabalha desde os 11 anos de idade (vendia bijuteria em feira de artesanato) e meu filho, às vezes, vende bombom na porta do restaurante de sua escola, na hora do almoço. Se nossa família precisasse (ou precisar), o Sr. fique certo de que meus filhos estariam(estarão) vendendo chicletes nos semáforos da vida.
Quanto ao estado provedor, eu conheço, relativamente bem, a história do século XX, em que a implantação deste tipo de estado levou para a cova 200 milhões de pessoas. Dispenso esse tipo de estado!
Um comentário final sobre a caridade. Ela é para ser praticada com o próximo e não com o distante. Segundo Lewis, uma das estratégias do demônio é nos fazer amar o distante (por exemplo, nos fazer ter a maior compaixão pelas criancinhas famintas da África) e odiar ou desprezar o próximo (por exemplo, nos fazer recusar dar esmolas às crianças em nossos semáforos). Outro exemplo é achar que colaborar com o "Criança Esperança" é meritório ao mesmo tempo em que sentimos o maior desprezo por aquele menino feio e catarrento que se aproxima de nós para vender chicletes.
Sr. Wolmar, espero que o tenha esclarecido melhor sobre as minhas idéias.
Obrigado pelo interesse.
Antônio Emílio Angueth de Araújo
P.S. Talvez seja de seu interesse consultar este (http://www.olavodecarvalho.org/semana/grossura.htm) artigo de Olavo de Carvalho sobre a temática da pobreza em geral. Também este (http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4481) de Thomas Sowell é muito interessante.
23/10/2006
PT, traficantes e sequestradores
Olhem o link abaixo, se desejarem saber qual as provas da ligação do PT com traficantes e sequestradores. A ligação não é puramente acidental! É parte da natureza da coisa!
http://www.puggina.org/outrosautores/news.php?detail=n1161524092.news
http://www.puggina.org/outrosautores/news.php?detail=n1161524092.news
O que é, o que é?
Seguem três artigo no estilo "O que é". Eles são úteis para dissipar um pouco da confusão atual, criada por intelectualóides arrogantes. São assuntos de suma importância prática no dia-a-dia de qualquer ser humano. Divirtam-se.
O que é Ciência - http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4803
O que é discriminação - http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5282&language=pt
O que é preconceito - http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5311&language=pt
O que é Ciência - http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4803
O que é discriminação - http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5282&language=pt
O que é preconceito - http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5311&language=pt
Carta de um leitor (ao MSM) sobre meu artigo logo abaixo
Trecho do artigo Lei da caridade cristã revogada em B.H.
enviada em 20/10/2006
Olá, gostaria de dirigir este email ao professor Antônio Emílio A. de Araújo, autor do artigo citado no assunto acima. Segue o trecho:"Ele deve aprender balé, dança flamenca, teatro, etc. Assim, quando ele crescer, ele vai ser um grande artista. Porque você sabe, né?, todo mundo deve ser artista no Brasil. Não vê o exemplo do Gilberto Gil. Ele é artista. Não sabe se expressar, não fala coisa com coisa, e chegou a ministro. ". Concordo em suma com o artigo, porém acho que neste trecho o senhor talvez tenha ferido o papel de um artista como profissão. Sei que no Brasil os que optam por seguir a carreira artística não recebem o devido valor, por isso venho por meio deste pedir uma maior valorização dos mesmos.Tenho apenas 16 anos, e já pensei em seguir a carreira artística, mas mesmo não tendo mais esta idéia em mente, luto fervorosamente por uma valorização da arte no Brasil.Como já disse tenho apenas 16 anos, acredito que tenho muito que aprender ainda, desculpe se o interpretei de forma errada. Desde já meu muito obrigado, pela atenção e compreensão. E meus parabéns por todo conteúdo do site, que mostra a mídia como deveria ser, sem as distorções provocadas pela ganância de muitos empresários que vendem e compram "verdades" todos os dias.
Aguardo sua resposta.Renan Carletti
Caro Renan,
Não foi minha intenção falar mal da classe artística em particular e nem da arte em geral. Concordo com Thomas Merton quando ele diz: "A mente que reage aos valores intelectuais e espirituais ocultos num poema, numa pintura, ou numa peça musical, descobre uma vitalidade que a levanta acima de si mesma, que a tira fora de si mesma em um nível de ser que ela não se sabia capaz jamais de atingir."Se mencionei artistas, foram os tagarelas, mal intencionados e completamente descomprometidos com a própria arte. São os membros do Imbecil Coletivo olaviano.Critiquei também a idéia de que o jovem pobre e marginalizado só precise de aulas de algum arremedo de arte para se salvar da pobreza e da marginalidade. Há valores, como o trabalho, como a responsabilidade pela própria vida, como almejar ter uma profissão, que são muito mais importantes para este jovem, no estado em que ele se encontra. Esses são os valores que o afastarão do crime, da droga e o direcionarão a uma vida melhor, o tirarão enfim da marginalidade.
Quanto a lutar para a valorização da arte no Brasil, essa é uma luta nobre. A arte só pode ser valorizada por um povo minimamente são. Infelizmente, o povo brasileiro está doente e de uma doença que o impede a alçar os vôos promovidos pela arte verdadeira. A cultura superior se extinguiu no Brasil e sem ela não há apreciação artística em nenhum grau. O Mídia Sem Máscara é um sítio que luta bravamente contra essa doença e ter leitores como você, certamente, gratifica a todos que dirigem o sítio. Portanto, todos os créditos aos editores do MSM!
Um abraço.
Antonio Emilio Angueth de Araujo
enviada em 20/10/2006
Olá, gostaria de dirigir este email ao professor Antônio Emílio A. de Araújo, autor do artigo citado no assunto acima. Segue o trecho:"Ele deve aprender balé, dança flamenca, teatro, etc. Assim, quando ele crescer, ele vai ser um grande artista. Porque você sabe, né?, todo mundo deve ser artista no Brasil. Não vê o exemplo do Gilberto Gil. Ele é artista. Não sabe se expressar, não fala coisa com coisa, e chegou a ministro. ". Concordo em suma com o artigo, porém acho que neste trecho o senhor talvez tenha ferido o papel de um artista como profissão. Sei que no Brasil os que optam por seguir a carreira artística não recebem o devido valor, por isso venho por meio deste pedir uma maior valorização dos mesmos.Tenho apenas 16 anos, e já pensei em seguir a carreira artística, mas mesmo não tendo mais esta idéia em mente, luto fervorosamente por uma valorização da arte no Brasil.Como já disse tenho apenas 16 anos, acredito que tenho muito que aprender ainda, desculpe se o interpretei de forma errada. Desde já meu muito obrigado, pela atenção e compreensão. E meus parabéns por todo conteúdo do site, que mostra a mídia como deveria ser, sem as distorções provocadas pela ganância de muitos empresários que vendem e compram "verdades" todos os dias.
Aguardo sua resposta.Renan Carletti
Caro Renan,
Não foi minha intenção falar mal da classe artística em particular e nem da arte em geral. Concordo com Thomas Merton quando ele diz: "A mente que reage aos valores intelectuais e espirituais ocultos num poema, numa pintura, ou numa peça musical, descobre uma vitalidade que a levanta acima de si mesma, que a tira fora de si mesma em um nível de ser que ela não se sabia capaz jamais de atingir."Se mencionei artistas, foram os tagarelas, mal intencionados e completamente descomprometidos com a própria arte. São os membros do Imbecil Coletivo olaviano.Critiquei também a idéia de que o jovem pobre e marginalizado só precise de aulas de algum arremedo de arte para se salvar da pobreza e da marginalidade. Há valores, como o trabalho, como a responsabilidade pela própria vida, como almejar ter uma profissão, que são muito mais importantes para este jovem, no estado em que ele se encontra. Esses são os valores que o afastarão do crime, da droga e o direcionarão a uma vida melhor, o tirarão enfim da marginalidade.
Quanto a lutar para a valorização da arte no Brasil, essa é uma luta nobre. A arte só pode ser valorizada por um povo minimamente são. Infelizmente, o povo brasileiro está doente e de uma doença que o impede a alçar os vôos promovidos pela arte verdadeira. A cultura superior se extinguiu no Brasil e sem ela não há apreciação artística em nenhum grau. O Mídia Sem Máscara é um sítio que luta bravamente contra essa doença e ter leitores como você, certamente, gratifica a todos que dirigem o sítio. Portanto, todos os créditos aos editores do MSM!
Um abraço.
Antonio Emilio Angueth de Araujo
16/10/2006
Artigo meu no Mídia Sem Máscara
Saiu hoje (19/10/2006) um artigo meu no Mídia Sem Máscara ( ) que reproduzo abaixo.
Lei da caridade cristã revogada em BH
Leio no Estado de Minas de hoje (12/10/2006) que, muito oportunamente nesta data, a Prefeitura de Belo Horizonte revogou a lei da caridade cristã. Diz o título da reportagem, em letras garrafais: COMPANHA CONTRA A ESMOLA. Os ungidos da Secretaria Municipal de Assistência Social afirmam que os problemas com os menores estão resolvidos. Sobretudo dos menores que trabalham. Isso, na visão dessa gente, é o maior absurdo. O menor vadio, ah! esse não tem problema. Os problemáticos são os que trabalham, porque esses são os “explorados”.
Os que teimam em dar esmolas são agora os colaboradores dos exploradores de crianças. Sim, porque no dizer de uma assistente social “Ao comprar um chiclete ou coisa semelhante [no semáforo, por exemplo], a pessoa colabora com a manutenção da exploração infantil”.
Fica revogada, a partir de hoje em Belo Horizonte, o capítulo 13 da primeira carta de S. Paulo aos Coríntios. Aquilo tudo foi muito útil enquanto não existia a Prefeitura de Belo Horizonte. Fica ainda, para os estudiosos, o problema de saber se devemos revogar a epístola toda ou se há alguma parte dela que se aproveita, depois desse ato oficial.
A ungida assistente social afirma ainda que “Muitos acreditam que o menor deve trabalhar para ajudar a família, porém a prefeitura tem programas que atendem todos que precisam.” Aqui fica evidente a inutilidade da caridade individual.
Que maravilha! Você é pobre? Você tem filhos? Você acredita que eles precisam aprender a trabalhar o quanto antes, para serem, um dia, alguém na vida? Até pouco tempo atrás você era um pai zeloso, que desejava o melhor para o seu filho, dadas as condições em que ele nasceu. Agora você é explorador de menores. Seu filho não precisa do que você quer dar a ele. Aliás, quem sabe o que ele precisa, não é você que é pai, que o viu nascer, que se esforçou em criá-lo da melhor forma que você pôde. São as assistentes sociais da prefeitura que sabem o que é melhor para seu filho.
Ele deve aprender balé, dança flamenca, teatro, etc. Assim, quando ele crescer, ele vai ser um grande artista. Porque você sabe, né?, todo mundo deve ser artista no Brasil. Não vê o exemplo do Gilberto Gil. Ele é artista. Não sabe se expressar, não fala coisa com coisa, e chegou a ministro. Mire-se nos exemplos de Caetanos, Gils e daquela penca de artistas que se reuniram para nos convencer que ética é aquilo que o PT fez, nos quatro anos de governo.
Como S. Paulo se tornou persona non grata em Belo Horizonte, talvez devamos nos atentar para a advertência de C.S. Lewis: “Há hoje em dia pessoas que pensam que a esmola deveria ser desnecessária e que, em vez de darmos aos pobres, deveríamos criar uma sociedade em que não houvesse pobres. Talvez tenham toda a razão em afirmar que deveríamos esforçar-nos por criar esse tipo de sociedade; mas se alguém pensa que, enquanto não se chegar a esse ponto, pode parar de dar esmolas, com certeza deixou completamente de lado toda a moral cristã.”
Depois deste artigo, temo que todos vão querer morar em Belo Horizonte, que será a Cidade de Deus agostiniana. E tudo isso sob os auspícios de sua administração municipal, que, por coincidência, é claro, é petista.
Lei da caridade cristã revogada em BH
Leio no Estado de Minas de hoje (12/10/2006) que, muito oportunamente nesta data, a Prefeitura de Belo Horizonte revogou a lei da caridade cristã. Diz o título da reportagem, em letras garrafais: COMPANHA CONTRA A ESMOLA. Os ungidos da Secretaria Municipal de Assistência Social afirmam que os problemas com os menores estão resolvidos. Sobretudo dos menores que trabalham. Isso, na visão dessa gente, é o maior absurdo. O menor vadio, ah! esse não tem problema. Os problemáticos são os que trabalham, porque esses são os “explorados”.
Os que teimam em dar esmolas são agora os colaboradores dos exploradores de crianças. Sim, porque no dizer de uma assistente social “Ao comprar um chiclete ou coisa semelhante [no semáforo, por exemplo], a pessoa colabora com a manutenção da exploração infantil”.
Fica revogada, a partir de hoje em Belo Horizonte, o capítulo 13 da primeira carta de S. Paulo aos Coríntios. Aquilo tudo foi muito útil enquanto não existia a Prefeitura de Belo Horizonte. Fica ainda, para os estudiosos, o problema de saber se devemos revogar a epístola toda ou se há alguma parte dela que se aproveita, depois desse ato oficial.
A ungida assistente social afirma ainda que “Muitos acreditam que o menor deve trabalhar para ajudar a família, porém a prefeitura tem programas que atendem todos que precisam.” Aqui fica evidente a inutilidade da caridade individual.
Que maravilha! Você é pobre? Você tem filhos? Você acredita que eles precisam aprender a trabalhar o quanto antes, para serem, um dia, alguém na vida? Até pouco tempo atrás você era um pai zeloso, que desejava o melhor para o seu filho, dadas as condições em que ele nasceu. Agora você é explorador de menores. Seu filho não precisa do que você quer dar a ele. Aliás, quem sabe o que ele precisa, não é você que é pai, que o viu nascer, que se esforçou em criá-lo da melhor forma que você pôde. São as assistentes sociais da prefeitura que sabem o que é melhor para seu filho.
Ele deve aprender balé, dança flamenca, teatro, etc. Assim, quando ele crescer, ele vai ser um grande artista. Porque você sabe, né?, todo mundo deve ser artista no Brasil. Não vê o exemplo do Gilberto Gil. Ele é artista. Não sabe se expressar, não fala coisa com coisa, e chegou a ministro. Mire-se nos exemplos de Caetanos, Gils e daquela penca de artistas que se reuniram para nos convencer que ética é aquilo que o PT fez, nos quatro anos de governo.
Como S. Paulo se tornou persona non grata em Belo Horizonte, talvez devamos nos atentar para a advertência de C.S. Lewis: “Há hoje em dia pessoas que pensam que a esmola deveria ser desnecessária e que, em vez de darmos aos pobres, deveríamos criar uma sociedade em que não houvesse pobres. Talvez tenham toda a razão em afirmar que deveríamos esforçar-nos por criar esse tipo de sociedade; mas se alguém pensa que, enquanto não se chegar a esse ponto, pode parar de dar esmolas, com certeza deixou completamente de lado toda a moral cristã.”
Depois deste artigo, temo que todos vão querer morar em Belo Horizonte, que será a Cidade de Deus agostiniana. E tudo isso sob os auspícios de sua administração municipal, que, por coincidência, é claro, é petista.
13/10/2006
OS DEFENSORES DO ATRASO
Rodrigo Constantino
“Meu problema com a privatização é de conceito” (Lula)
Poucos acreditavam num segundo turno, entretanto, cá estamos. E o desespero que bateu no candidato Lula foi tamanho que o PT logo se mobilizou para fazer um terrorismo patético, que engana somente os desavisados. Lula agora martela na questão das privatizações, afirmando que Alckmin venderia vários ativos estatais, como se isso fosse terrível para o país. O simples fato de que privatização é usada para atacar um candidato, que tem que vir negar tais “acusações”, mostra como o Brasil está distante do progresso capitalista, onde o Estado não é visto como um empresário. O pior é que ainda culpam o “neoliberalismo” pelos nossos males, aquele que passou mais distante do Brasil que Plutão da Terra.
Lula declarou que não teria vendido as teles nem a Vale do Rio Doce. Pelo visto, se ele fosse nosso presidente antes, ainda teríamos que esperar meses na fila para conseguir um telefone analógico, se tivéssemos sorte. A Vale não seria o ícone de empresa eficiente que é hoje. Simplesmente não existem argumentos lógicos para combater as privatizações. O setor privado sempre será mais eficiente que o governo para gerir empresas. Estado empresário é corrupção certa, além de tudo. O “argumento” de setor estratégico é ainda pior, posto que por ser estratégico é que deveria ficar longe da gestão estatal mesmo. Nos Estados Unidos, existem mais de 30 empresas privadas competindo no setor de petróleo. Na ex-URSS, acharam que o Estado deveria cuidar do setor de alimentos, o mais estratégico de todos, e milhões morreram de fome. Somente um nacionalismo tolo, um estatismo patológico, justificam alguém ainda ser contrário às privatizações. No entanto, Lula usa o tema para fazer terrorismo contra Alckmin, que sequer defende a desejável privatização do Banco do Brasil ou da Petrobrás.
Para alguém mais esclarecido, é estarrecedor ver como o debate político no Brasil está distante do bom senso. Aqui ainda se debate se a Terra é quadrada ou arredondada, no análogo da economia. E o pior é que vence a versão do planeta quadrado! Parte da explicação encontra-se na recente pesquisa do Datafolha. Por escolaridade, 53% dos eleitores com nível superior pretendem votar em Alckmin, o que nega ser um “privatista”, mas ao menos não acha isso um pecado suficiente para usar como ataque ao adversário. Lula fica com 37% dos votos entre os com ensino superior. O que é espantoso, por sinal. Gostaria de saber quais foram as universidades que esses 37% freqüentaram, para jamais mandar minha filha para elas! Na divisão por renda a coisa se repete, e Alckmin receberia 62% dos votos dos eleitores que ganham mais de 10 salários mínimos. Lula teria 31% dos votos dessa turma. Devem ser funcionários públicos privilegiados tentando manter seus privilégios, empresários corruptos que dependem do Estado para vencer, artistas que vivem às custas do financiamento estatal, políticos do “mensalão” etc. Dos que ganham até 2 salários mínimos, 59% estão com Lula. Nesse caso é mais fácil compreender, já que o presidente usa e abusa da máquina estatal para comprar votos com esmolas, fazendo ainda terrorismo de que Alckmin iria cancelar tais esmolas.
Como fica claro, o país está dividido, segregado. De um lado, os menos educados, os mais pobres, os privilegiados e os defensores do atraso. Do outro, ainda que sem um candidato mais adequado, os com maior escolaridade, mais renda, e defensores de um modelo mais moderno, onde o Estado seja reduzido, em vez de ser a locomotiva do crescimento econômico, algo que é impossível sem que um elevado preço seja cobrado depois. De um lado, os que ignoram por completo a questão ética. Do outro, quem fica ainda indignado com tanto escândalo de corrupção, enquanto o presidente se limita a repetir que nada sabe.
O problema do presidente Lula com a privatização é conceitual, como ele mesmo diz. Pois bem, o meu problema com os defensores do atraso é não só de conceito, como prático também, posto que suas jurássicas idéias afundam o país na miséria, seguindo na contramão do progresso. E os defensores do atraso, pelo visto ainda maioria nesse atrasado país, podem conseguir mais quatro anos de poder. Se assim for, não corremos o menor risco de dar certo. É mesmo lamentável...
http://rodrigoconstantino.blogspot.com
“Meu problema com a privatização é de conceito” (Lula)
Poucos acreditavam num segundo turno, entretanto, cá estamos. E o desespero que bateu no candidato Lula foi tamanho que o PT logo se mobilizou para fazer um terrorismo patético, que engana somente os desavisados. Lula agora martela na questão das privatizações, afirmando que Alckmin venderia vários ativos estatais, como se isso fosse terrível para o país. O simples fato de que privatização é usada para atacar um candidato, que tem que vir negar tais “acusações”, mostra como o Brasil está distante do progresso capitalista, onde o Estado não é visto como um empresário. O pior é que ainda culpam o “neoliberalismo” pelos nossos males, aquele que passou mais distante do Brasil que Plutão da Terra.
Lula declarou que não teria vendido as teles nem a Vale do Rio Doce. Pelo visto, se ele fosse nosso presidente antes, ainda teríamos que esperar meses na fila para conseguir um telefone analógico, se tivéssemos sorte. A Vale não seria o ícone de empresa eficiente que é hoje. Simplesmente não existem argumentos lógicos para combater as privatizações. O setor privado sempre será mais eficiente que o governo para gerir empresas. Estado empresário é corrupção certa, além de tudo. O “argumento” de setor estratégico é ainda pior, posto que por ser estratégico é que deveria ficar longe da gestão estatal mesmo. Nos Estados Unidos, existem mais de 30 empresas privadas competindo no setor de petróleo. Na ex-URSS, acharam que o Estado deveria cuidar do setor de alimentos, o mais estratégico de todos, e milhões morreram de fome. Somente um nacionalismo tolo, um estatismo patológico, justificam alguém ainda ser contrário às privatizações. No entanto, Lula usa o tema para fazer terrorismo contra Alckmin, que sequer defende a desejável privatização do Banco do Brasil ou da Petrobrás.
Para alguém mais esclarecido, é estarrecedor ver como o debate político no Brasil está distante do bom senso. Aqui ainda se debate se a Terra é quadrada ou arredondada, no análogo da economia. E o pior é que vence a versão do planeta quadrado! Parte da explicação encontra-se na recente pesquisa do Datafolha. Por escolaridade, 53% dos eleitores com nível superior pretendem votar em Alckmin, o que nega ser um “privatista”, mas ao menos não acha isso um pecado suficiente para usar como ataque ao adversário. Lula fica com 37% dos votos entre os com ensino superior. O que é espantoso, por sinal. Gostaria de saber quais foram as universidades que esses 37% freqüentaram, para jamais mandar minha filha para elas! Na divisão por renda a coisa se repete, e Alckmin receberia 62% dos votos dos eleitores que ganham mais de 10 salários mínimos. Lula teria 31% dos votos dessa turma. Devem ser funcionários públicos privilegiados tentando manter seus privilégios, empresários corruptos que dependem do Estado para vencer, artistas que vivem às custas do financiamento estatal, políticos do “mensalão” etc. Dos que ganham até 2 salários mínimos, 59% estão com Lula. Nesse caso é mais fácil compreender, já que o presidente usa e abusa da máquina estatal para comprar votos com esmolas, fazendo ainda terrorismo de que Alckmin iria cancelar tais esmolas.
Como fica claro, o país está dividido, segregado. De um lado, os menos educados, os mais pobres, os privilegiados e os defensores do atraso. Do outro, ainda que sem um candidato mais adequado, os com maior escolaridade, mais renda, e defensores de um modelo mais moderno, onde o Estado seja reduzido, em vez de ser a locomotiva do crescimento econômico, algo que é impossível sem que um elevado preço seja cobrado depois. De um lado, os que ignoram por completo a questão ética. Do outro, quem fica ainda indignado com tanto escândalo de corrupção, enquanto o presidente se limita a repetir que nada sabe.
O problema do presidente Lula com a privatização é conceitual, como ele mesmo diz. Pois bem, o meu problema com os defensores do atraso é não só de conceito, como prático também, posto que suas jurássicas idéias afundam o país na miséria, seguindo na contramão do progresso. E os defensores do atraso, pelo visto ainda maioria nesse atrasado país, podem conseguir mais quatro anos de poder. Se assim for, não corremos o menor risco de dar certo. É mesmo lamentável...
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05/10/2006
A Mensagem do Papa que Enfureceu os Terroristas e Esquerdistas do Mundo Inteiro
Nota introdutória - O mais lamentável da reação islâmica ao discurso de Bento XVI, depois da violência física infringida aos católicos em várias partes do mundo, é que a mensagem do discurso se perdeu, pois, a notícia da fala do papa se ateve à reação por ela provocada. Mas a mensagem é urgentíssima. E qual é ela? É que a razão prática kantiana está destruindo a razão humana. Está dilapidando toda nossa herança grega e, por conseguinte toda a civilização ocidental. Este blog contém vários textos sobre esse assunto. Ver, por exemplo, (http://angueth.blogspot.com/2006/09/dissoluo-do-ocidente-uma-introduo.html) e (http://angueth.blogspot.com/2006/06/o-que-aconteceu-com-razo.html). Bento XVI falou o que qualquer autoridade espiritual deveria falar e ponto final. Ele escolheu uma frase de Manuel II, imperador bizantino, num diálogo com um persa culto, para desenvolver seu raciocínio. E qual é a frase? Ei-la: "Deus não se apraz com o sangue e não agir segundo a razão 'συν λόγω' é contrário à natureza de Deus." Quem discordaria disto? Sim, os terroristas e esquerdistas do mundo inteiro discordaram. Que os leitores julguem por si mesmos.
Nota técnica - Fiz algumas modificações no texto encontrado no sítio do Vaticano. Primeiro porque ele está em português de Portugal. Segundo porque há algumas frases confusas no texto e, contejando-as com a tradução para o inglês, também disponível no mesmo sítio, tentei tornar a compreensão mais direta. O sítio do texto original é (http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2006/september/documents/hf_ben-xvi_spe_20060912_university-regensburg_po.html). O link que dá acesso a todos os documentos do evento é (http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2006/september/index_en.htm). Todo o trecho do discurso papal ligado à frase de Manuel II está marcado, por mim, em negrito.
VIAGEM APOSTÓLICA DO PAPA BENTO XVI A MÜNCHEN, ALTÖTTING E REGENSBURG (9-14 DE SETEMBRO DE 2006)
DISCURSO DO SANTO PADRE AOS REPRESENTANTES DO MUNDO CIENTÍFICOE CULTURAL DA BAVIERA NA AULA MAGNA DA UNIVERSIDADE DE REGENSBURG
Terça-feira, 12 de Setembro de 2006
"Fé, razão e universidade. Recordações e reflexões"
Eminências
Magnificências
Excelências
Ilustres Senhores
Gentis Senhoras
É para mim um momento emocionante encontrar-me de novo na universidade e poder mais uma vez pronunciar uma lição. Os meus pensamentos, contemporaneamente, voltam àqueles anos em que, depois de um grande período passado no Instituto superior de Freising, comecei a minha atividade de professor acadêmico na universidade de Bonn. Era em 1959 ainda o tempo da velha universidade dos professores ordinários. Para cada uma das cátedras não existiam nem assistentes nem dactilógrafos, mas em compensação havia um contato muito direto com os estudantes e sobretudo também entre os professores. Encontrávamo-nos primeiro e depois das lições nas salas dos professores. Os contatos com os historiadores, os filósofos, os filólogos e naturalmente também entre as duas faculdades teológicas eram muito estreitos. Uma vez por semestre fazia-se o chamado dies academicus, no qual professores de todas as faculdades se apresentavam diante dos estudantes de toda a universidade, tornando assim possível uma experiência de universitas uma coisa à qual também o Senhor, Magnífico Reitor, se referiu há pouco, isto é, a experiência, o fato de que nós, não obstante todas as especializações, que por vezes nos tornam incapazes de comunicar entre nós, formamos um todo e trabalhamos no todo da única razão com as suas várias dimensões -- estando assim juntos também na responsabilidade comum pelo correto uso da razão -- torna-se experiência viva.
Sem dúvida, a universidade era orgulhosa também das suas duas faculdades teológicas. Era claro que também elas, interrogando-se sobre a racionalidade da fé, desempenhavam uma obra que necessariamente fazia parte do "todo" da universitas scientiarum, mesmo se nem todos podessem partilhar a fé, para cuja co-relação com a razão comum se comprometem os teólogos. Esta unidade interior no universo da razão não foi perturbada nem sequer quando certa vez filtrou a notícia de que um dos colegas dissera que na nossa universidade havia algo de anormal: duas faculdades que se ocupavam de uma coisa que não existia -- de Deus. Que mesmo perante um cepticismo tão radical seja necessário e normal interrogar-se sobre Deus através da razão e isto deva ser feito no contexto da tradição da fé cristã: no conjunto da universidade, isto era uma convicção fora de questão.
Tudo me voltou à mente, quando li a parte publicada pelo professor Theodore Khoury (Münster) do diálogo que o douto imperador bizantino Manuel II, Paleólogo, talvez durante os meses do Inverno de 1391 em Ankara, teve com um persa culto sobre cristianismo e islam e sobre a verdade de ambos. Talvez tenha sido depois o próprio imperador quem escreveu, durante o assédio de Constantinopla entre 1394 e 1402, este diálogo; explica-se assim por que os seus raciocínios sejam referidos de modo muito mais pormenorizado do que os do seu interlocutor persa. O diálogo alarga-se sobre todo o âmbito das estruturas da fé contidas na Bíblia e no Alcorão e detém-se sobretudo sobre a imagem de Deus e do homem, mas necessariamente também sempre de novo sobre a relação entre as, como se dizia, três "Leis" ou três "ordens de vida": Antigo Testamento, Novo Testamento, Alcorão. Não desejo falar disto nesta lição; gostaria de tratar só um assunto bastante marginal na estrutura de todo o diálogo que, no contexto do tema "fé e razão", me fascinou e me servirá como ponto de partida para as minhas reflexões sobre este tema.
No sétimo colóquio (διάλεξις, controvérsia) publicado pelo Prof. Khoury, o imperador enfrenta o tema da jihād, da guerra santa. Certamente o imperador sabia que na sua sura 2, 256 se lê: "Nenhuma coação nas coisas de fé". É uma das suras do período inicial, dizem os peritos, em que o próprio Maomé ainda não tinha poder e estava ameaçado. Mas, naturalmente, o imperador conhecia também as disposições, desenvolvidas sucessivamente e fixadas no Alcorão, sobre a guerra santa.
Sem se deter em pormenores, como a diferença de tratamento entre os que possuem o "Livro" e os "incrédulos" ele, de modo tão brusco que nos surpreende, dirige-se ao seu interlocutor simplesmente com a pergunta central sobre a relação entre religião e violência em geral, dizendo: "Mostra-me também o que Maomé trouxe de novo, e encontrarás apenas coisas más e desumanas, como a sua ordem de difundir através da espada a fé que ele pregava".
O imperador, depois de se ter pronunciado de modo tão duro, explica minuciosamente as razões pelas quais a difusão da fé mediante a violência é irracional. A violência está em contraste com a natureza de Deus e a natureza da alma. "Deus não se apraz com o sangue, ele diz, e não agir segundo a razão "συν λόγω" é contrário à natureza de Deus. A fé é fruto da alma, não do corpo. Por conseguinte, quem quiser levar alguém à fé precisa da capacidade de falar bem e de raciocinar corretamente, e não da violência e da ameaça... Para convencer uma alma racional não é necessário dispor nem do próprio braço, nem de instrumentos para ferir nem de qualquer outro meio com o qual se possa ameaçar de morte uma pessoa...".
A afirmação decisiva nesta argumentação contra a conversão mediante a violência é: não agir segundo a razão é contrário à natureza de Deus. O editor, Theodore Khoury, comenta: para o imperador, sendo um bizantino que cresceu na filosofia grega, esta afirmação é evidente. Para a doutrina muçulmana, ao contrário, Deus é absolutamente transcendente. A sua vontade não está relacionada com nenhuma das nossas categorias, mesmo que fosse a da racionalidade. Neste contexto Khoury cita uma obra do conhecido islamita francês R. Arnaldez, o qual ressalta que Ibn Hazm chega a declarar que Deus não estaria relacionado nem sequer com a sua própria palavra e que nada o obrigaria a revelar a nós a verdade. Se fosse a sua vontade, o homem deveria praticar também a idolatria.
A este ponto abre-se, na compreensão de Deus e por conseguinte na realização concreta da religião, um dilema que hoje nos desafia de maneira muito direta. A convicção de que agir contra a razão esteja em contradição com a natureza de Deus, é apenas um pensamento grego ou é sempre válido e por si mesmo? Penso que neste ponto se manifeste a profunda concordância entre o que é grego no sentido melhor e o que é fé em Deus no sentido bíblico. Modificando o primeiro versículo do Livro do Génesis, o primeiro versículo de toda a Sagrada Escritura, João iniciou o prólogo do seu Evangelho com as palavras: "No princípio era o λόγος". É precisamente esta a mesma palavra que o imperador usa: Deus age "συν λόγω", com logos. Logos significa ao mesmo tempo razão e palavra, uma razão que é criadora e capaz precisamente de se comunicar, mas como razão. Com isto João deu-nos a palavra conclusiva sobre o conceito bíblico de Deus, a palavra na qual todos os caminhos muitas vezes cansativos e sinuosos da fé bíblica alcançam a sua meta, encontram a sua síntese.
No princípio era o logos, e o logos é Deus, diz-nos o evangelista. O encontro entre a mensagem bíblica e o pensamento grego não era um simples acaso. A visão de São Paulo, diante da qual se tinham fechado os caminhos da Ásia e que, em sonho, viu um Macedónio e ouviu a sua súplica: "Vem para a Macedónia e ajuda-nos" (cf. Act 16, 6-10), pode ser interpretada como uma "condensação" da necessidade intrínseca de uma aproximação entre fé bíblica e o interrogar-se grego.
Na realidade, esta aproximação já tinha sido iniciada desde há muito tempo. Já o nome misterioso de Deus na sarça ardente, que afasta este Deus do conjunto das divindades com numerosos nomes, afirmando apenas o seu "Eu sou", o seu ser, é, em relação ao mito, uma contestação com a qual está em íntima analogia a tentativa de Sócrates de vencer e superar o próprio mito. O processo iniciado na sarça alcança, no Antigo Testamento, uma nova maturidade durante o exílio, onde o Deus de Israel, agora privado da Terra e do culto, se anuncia como o Deus do céu e da terra, apresentando-se com uma simples fórmula que prolonga a palavra da sarça: "Eu sou".
Com este novo conhecimento de Deus, caminha em sintonia uma espécie de iluminismo, que se expressa de maneira drástica no escárnio das divindades que seriam apenas obra das mãos do homem (cf. Sl 115). Assim, não obstante toda a dureza do desacordo com os soberanos helenistas, que queriam obter com a força a adaptação ao estilo de vida grego e ao seu culto idolátrico, a fé bíblica, durante a época helenista, ia interiormente ao encontro da parte melhor do pensamento grego, até chegar a um contato recíproco que depois se realizou especialmente na literatura sapiencial tardia.
Hoje nós sabemos que a tradução grega do Antigo Testamento, realizada em Alexandria, a "Septuaginta", é mais que uma simples tradução (que talvez se deva avaliar de modo pouco positivo) do texto hebraico: de facto, é um testemunho textual distinto e um especifico e importante passo da história da Revelação, no qual se realizou este encontro de uma forma que, para o nascimento do cristianismo e para a sua divulgação, teve um significado decisivo. No fundo, trata-se do encontro entre fé e razão, entre autêntico iluminismo e religião. Partindo verdadeiramente da natureza íntima da fé cristã e, ao mesmo tempo, da natureza do pensamento grego já fundido com a fé, Manuel II podia dizer: Não agir "com o logos" é contrário à natureza de Deus.
Honestamente é preciso observar, neste ponto, que no final da Idade Média, se desenvolveram na teologia tendências que rompem esta síntese entre espírito grego e espírito cristão. Em contraste com o chamado intelectualismo agostiniano e tomista, iniciou com Duns Scott uma orientação voluntária, a qual no fim, nos desenvolvimentos sucessivos, levou à afirmação de que nós, de Deus só conheceremos a voluntas ordinata. Para além dela, existiria a liberdade de Deus, em virtude da qual Ele teria podido criar e fazer também o contrário de tudo o que efectivamente fez.
Aqui vêem-se posições que, sem dúvida, se podem aproximar às de Ibn Hazm e poderiam conduzir até à imagem de um Deus-Arbítrio, que não está relacionado nem com a verdade nem com o bem. A transcendência e a diversidade de Deus são acentuadas de modo tão exagerado, que também a nossa razão, o nosso sentido do verdadeiro e do bem já não são um verdadeiro espelho de Deus, cujas possibilidades abismais permanecem para nós eternamente inalcançáveis e escondidas por detrás das suas decisões efectivas.
Em contraste com isto, a fé da Igreja sempre se ateve à convicção de que entre Deus e nós, entre o seu eterno Espírito criador e a nossa razão criada exista uma verdadeira analogia, na qual como disse o Concílio Lateranense IV em 1215, sem dúvida as diferenças são infinitamente maiores que as semelhanças, mas contudo não até ao ponto de abolir a analogia e a sua linguagem. Deus não é mais divino pelo facto de que o afastamos para longe de nós num voluntarismo puro e impenetrável, mas o Deus verdadeiramente divino é aquele Deus que se mostrou como logos e como logos agiu e age cheio de amor em nosso favor. Sem dúvida, o amor, como diz Paulo, "ultrapassa" o conhecimento e é por isto capaz de compreender mais do que o simples pensamento (cf. Ef 3, 19), contudo ele permanece o amor do Deus-Logos, para o qual o culto cristão é, como diz ainda Paulo "λογικη λατρεία" um culto que concorda com o Verbo eterno e com a nossa razão (cf. Rm 12, 1).
A aqui mencionada recíproca aproximação interior, que aconteceu entre a fé bíblica e o interrogar-se sobre o plano filosófico do pensamento grego, é um elemento de importância decisiva não só sob o ponto de vista da história das religiões, mas também sob o ponto de vista da história universal, um elemento que nos compromete também hoje. Considerado este encontro, não surpreende que o cristianismo, apesar da sua origem e de alguns seus desenvolvimentos importantes no Oriente, tenha por fim encontrado a sua marca historicamente decisiva na Europa. Podemos expressar isto também inversamente: este encontro, ao qual se acrescenta sucessivamente ainda o patrimônio de Roma, criou a Europa e permanece o fundamento do que, com razão, se pode chamar Europa.
À tese que o patrimônio grego, criticamente purificado, seja uma parte integrante da fé cristã, opõe-se o requerimento da deselenização do cristianismo, um requerimento que desde o início da idade moderna domina de modo crescente a pesquisa teológica. Visto mais de perto, podem-se observar três ondas no programa da deselenização: apesar de estarem relacionadas entre si, elas, nas suas motivações e nos seus objectivos, são claramente distintas uma da outra.
A deselenização emerge primeiro em ligação com os postulados da Reforma do século XVI. Considerando a tradição das escolas teológicas, os reformadores vêem-se diante de uma sistematização da fé condicionada totalmente pela filosofia, isto é, perante uma determinação da fé a partir de fora, em virtude de um modo de pensar que não derivava dela. Assim a fé já não se apresentava como palavra histórica viva, mas como elemento inserido na estrutura de um sistema filosófico.
A sola Scriptura ao contrário procura a forma pura primordial da fé, do modo como está presente originariamente na Palavra bíblica. A metafísica aparece como um pressuposto derivante de outra fonte, da qual é necessário libertar a fé para a fazer voltar a ser totalmente ela mesma. Com a sua afirmação de ter que pôr de lado o pensar para dar espaço à fé, Kant agiu com base neste programa com uma radicalidade imprevisível para os reformadores. Com isto ele ancorou a fé exclusivamente à razão prática, negando-lhe o total acesso à realidade.
A teologia liberal dos séculos XIX e XX trouxe uma segunda onda no programa da deselenização: seu representante eminente é Adolf von Harnack. Durante o tempo dos meus estudos, como nos primeiros anos da minha actividade acadêmica, este programa era fortemente operante também na teologia católica. Como ponto de partida era feita a distinção de Pascal entre o Deus dos filósofos e o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob. No meu discurso em Bonn, em 1959, procurei enfrentar este assunto e não pretendo retomar aqui todo o discurso. Mas gostaria de tentar ressaltar pelo menos em síntese a novidade que caracterizava esta segunda onda de deselenização em relação à primeira.
Como pensamento central sobressai, em Harnack, o regresso simplesmente ao homem Jesus e à sua mensagem simples, que viria antes de todas as teologizações e, precisamente, também antes das helenizações: seria esta mensagem simples que constituiria o verdadeiro ápice do desenvolvimento religioso da humanidade. Jesus teria dado um adeus ao culto em favor da moral. Em conclusão, Ele é representado como pai de uma mensagem moral humanitária.
A finalidade de Harnack no fundo é reconduzir o cristianismo em harmonia com a razão moderna, libertando-o, precisamente, de elementos aparentemente filosóficos e teológicos, como por exemplo a fé na divindade de Cristo e na trindade de Deus.
Neste sentido, a exegese histórico-crítica do Novo Testamento, na sua visão, coloca novamente a teologia no cosmos da universidade: teologia, para Harnack, é algo essencialmente histórico e, portanto, estritamente científico. O que ela indaga sobre Jesus mediante a critica é, por assim dizer, expressão da razão prática e por conseguinte também sustentável no conjunto da universidade. Na base encontra-se a autolimitação moderna da razão, expressa de maneira clássica nas "críticas" de Kant, que entretanto foi ulteriormente radicalizada pelo pensamento das ciências naturais. Este conceito moderno da razão baseia-se, em síntese, num resumo entre platonismo (cartesianismo) e empirismo, que o sucesso técnico confirmou.
Por um lado pressupõe-se a estrutura matemática da matéria, a sua por assim dizer racionalidade intrínseca, que torna possível compreendê-la e usá-la na sua eficiência concreta: este pressuposto básico e, por assim dizer, o elemento platônico no conceito moderno da natureza. Por outro lado, trata-se da utilizabilidade funcional da natureza para as nossas finalidades, onde só a possibilidade de controlar verdade ou falsidade mediante a experiência fornece a certeza decisiva. O peso entre os dois pólos pode, segundo as circunstâncias, estar mais de uma ou mais da outra parte. Um pensador tão estreitamente positivista como J. Monod declarou-se platônico convicto.
Isto exige duas orientações fundamentais decisivas para a nossa questão. Só o tipo de certezas derivantes da sinergia de matemática e empírica nos permite falar de cientificidade. O que pretende ser ciência deve confrontar-se com este critério. E assim também as ciências que se referem às coisas humanas, como a história, a psicologia, a sociologia e a filosofia procuravam aproximar-se deste cânone da cientificidade. Contudo, é importante para as nossas reflexões o fato de que o método como tal exclui o problema Deus, apresentando-o como um problema acientífico ou pré-científico. Portanto, com isto encontramo-nos diante de uma redução do leque de ciência e razão que é obrigatório pôr em questão.
Voltarei ainda a este assunto. Neste momento é suficiente ter presente que, numa tentativa de conservar o carácter de disciplina "científica" da teologia à luz desta perspectiva, do cristianismo restaria apenas um miserável fragmento. Mas devemos dizer mais: se a ciência no seu conjunto é apenas isto, então é o próprio homem que, com isto, sofre uma redução. Mas as interrogações propriamente humanas, isto é, as do "de onde" e do "para onde", os questionamentos da religião e do ethos, não podem encontrar lugar no espaço da razão comum descrita pela "ciência" entendida deste modo e devem ser deslocados no âmbito do subjectivo. O sujeito decide, com base nas suas experiências, o que lhe parece religiosamente sustentável, e a "consciência" subjectiva torna-se portanto a única exigência ética.
Mas, desta forma o ethos e a religião perdem a força de criar uma comunidade e terminam no âmbito da discricionalidade pessoal. Esta é uma condição perigosa para a humanidade: verificamos isto nas patologias ameaçadoras da religião e da razão, patologias que necessariamente devem manifestar-se, quando a razão é limitada a tal ponto que as questões da religião e do ethos já não lhe dizem respeito. O que permanece das tentativas de construir uma ética partindo das regras da evolução ou da psicologia e da sociologia, é simplesmente insuficiente.
Antes de chegar às conclusões que todo este raciocínio tem por finalidade, devo mencionar ainda em breve a terceira onda de deselenização que se difunde atualmente. Em consideração sobre o encontro com a multiplicidade das culturas hoje há quem goste de dizer que a síntese com o helenismo, realizada na Igreja antiga, teria sido uma primeira inculturação, que não deveria vincular as outras culturas. Isto deveria ter o direito de retroceder até ao ponto que precedia aquela inculturação para descobrir a simples mensagem do Novo Testamento e inculturá-la depois novamente nos seus respectivos ambientes.
Esta tese não é simplesmente errada; é também grosseira e imprecisa. De fato, o Novo Testamento foi escrito em grego e tem em si o contacto com o espírito grego, um contacto que se tinha maturado no desenvolvimento precedente do Antigo Testamento. Sem dúvida existem elementos no processo formativo da Igreja antiga que não devem ser integrados em todas as culturas. Mas as decisões de fundo que, precisamente, se referem ao relacionamento da fé com a investigação da razão humana, estas decisões de fundo pertencem à própria fé e são os seus desenvolvimentos, conformes com a sua natureza.
Com isto chego à conclusão. Esta tentativa, feita apenas em linhas gerais, de crítica da razão moderna a partir do seu interior, não inclui absolutamente a opinião de que agora se deva voltar atrás, à época anterior ao iluminismo, rejeitando as convicções da era moderna. Aquilo que no desenvolvimento moderno do espírito é válido, é reconhecido sem hesitações: todos estamos gratos pelas grandiosas possibilidades que ele abriu ao homem e pelos progressos no campo humano que nos foram proporcionados. O ethos da cientificidade, afinal, é, como Vossa Magnificência mencionou, vontade de obediência à verdade e, por conseguinte, expressão de uma atitude que faz parte das decisões fundamentais do espírito cristão.
Por conseguinte, a intenção não é retração, nem crítica negativa; ao contrário, trata-se de um alargamento do nosso conceito de razão e do seu uso. Porque com toda a alegria diante das possibilidades do homem, vemos também as ameaças que sobressaem destas possibilidades e devemos perguntar-nos como podemos dominá-las. Só o conseguiremos se razão e fé estiverem unidas de uma nova forma; se superarmos a limitação autodecretada da razão ao que é verificável na experiência, e lhe abrirmos de novo toda a sua vastidão. Neste sentido, a teologia, não só como disciplina histórica e humano-científica, mas como verdadeira teologia, ou seja, como interrogação sobre a razão da fé, deve ter o seu lugar na universidade e no amplo diálogo das ciências.
Só assim nos tornamos também capazes de um verdadeiro diálogo das culturas e das religiões, um diálogo do qual temos urgente necessidade. No mundo ocidental domina amplamente a opinião de que só a razão positivista e as formas de filosofia dela derivantes sejam universais. Mas as culturas profundamente religiosas do mundo vêem precisamente nesta exclusão do divino da universalidade da razão um ataque às suas convicções mais íntimas. Uma razão, que diante do divino é surda e rejeita a religião do âmbito das subculturas, é incapaz de se inserir no diálogo das culturas.
Contudo, a razão moderna típica das ciências naturais, com o seu elemento platônico intrínseco, tem em si, como procurei demonstrar, uma pergunta que a transcende juntamente com as suas possibilidades metódicas. Ela mesma deve simplesmente aceitar a estrutura racional da matéria e a correspondência entre o nosso espírito e as estruturas racionais atuantes na natureza como um dado de fato, sobre o qual se baseia o seu percurso metódico. Mas a pergunta acerca do porquê deste dado de fato existe e deve ser confiada às ciências naturais, a outros níveis e modos do pensar, à filosofia e à teologia.
Para a filosofia e, de maneira diferente, para a teologia, ouvir as grandes experiências e convicções das tradições religiosas da humanidade, especialmente a da fé cristã, constitui uma fonte de conhecimento; recusar-se significaria uma limitação inaceitável do nosso ouvir e responder.
Vêm-me à mente a este ponto uma palavra de Sócrates a Fédon. Nos diálogos precedentes tinham sido tratadas muitas opiniões filosóficas erradas, e então Sócrates diz: "Seria muito compreensível se alguém, devido à irritação por tantas coisas erradas, para o resto da sua vida desprezasse qualquer discurso sobre o ser ou o denegrisse. Mas desta forma perderia a verdade do ser e sofreria um grande dano".
O ocidente, desde há muito tempo, está ameaçado por esta repulsa contra os questionamentos fundamentais da sua razão, e assim poderia sofrer unicamente um grande dano. A coragem de se abrir à vastidão da razão, não a rejeição da sua grandeza; este é o programa com que uma teologia comprometida na reflexão sobre a fé bíblica, entra no debate do tempo presente. "Não agir segundo razão, não agir com o logos, é contrário à natureza de Deus", disse Manuel II, partindo da sua imagem cristã de Deus, ao interlocutor persa. Para este grande logos, para esta vastidão da razão, convidamos os nossos interlocutores no diálogo das culturas. Encontrá-la nós próprios sempre de novo, é a grande tarefa da universidade.
Nota técnica - Fiz algumas modificações no texto encontrado no sítio do Vaticano. Primeiro porque ele está em português de Portugal. Segundo porque há algumas frases confusas no texto e, contejando-as com a tradução para o inglês, também disponível no mesmo sítio, tentei tornar a compreensão mais direta. O sítio do texto original é (http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2006/september/documents/hf_ben-xvi_spe_20060912_university-regensburg_po.html). O link que dá acesso a todos os documentos do evento é (http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2006/september/index_en.htm). Todo o trecho do discurso papal ligado à frase de Manuel II está marcado, por mim, em negrito.
VIAGEM APOSTÓLICA DO PAPA BENTO XVI A MÜNCHEN, ALTÖTTING E REGENSBURG (9-14 DE SETEMBRO DE 2006)
DISCURSO DO SANTO PADRE AOS REPRESENTANTES DO MUNDO CIENTÍFICOE CULTURAL DA BAVIERA NA AULA MAGNA DA UNIVERSIDADE DE REGENSBURG
Terça-feira, 12 de Setembro de 2006
"Fé, razão e universidade. Recordações e reflexões"
Eminências
Magnificências
Excelências
Ilustres Senhores
Gentis Senhoras
É para mim um momento emocionante encontrar-me de novo na universidade e poder mais uma vez pronunciar uma lição. Os meus pensamentos, contemporaneamente, voltam àqueles anos em que, depois de um grande período passado no Instituto superior de Freising, comecei a minha atividade de professor acadêmico na universidade de Bonn. Era em 1959 ainda o tempo da velha universidade dos professores ordinários. Para cada uma das cátedras não existiam nem assistentes nem dactilógrafos, mas em compensação havia um contato muito direto com os estudantes e sobretudo também entre os professores. Encontrávamo-nos primeiro e depois das lições nas salas dos professores. Os contatos com os historiadores, os filósofos, os filólogos e naturalmente também entre as duas faculdades teológicas eram muito estreitos. Uma vez por semestre fazia-se o chamado dies academicus, no qual professores de todas as faculdades se apresentavam diante dos estudantes de toda a universidade, tornando assim possível uma experiência de universitas uma coisa à qual também o Senhor, Magnífico Reitor, se referiu há pouco, isto é, a experiência, o fato de que nós, não obstante todas as especializações, que por vezes nos tornam incapazes de comunicar entre nós, formamos um todo e trabalhamos no todo da única razão com as suas várias dimensões -- estando assim juntos também na responsabilidade comum pelo correto uso da razão -- torna-se experiência viva.
Sem dúvida, a universidade era orgulhosa também das suas duas faculdades teológicas. Era claro que também elas, interrogando-se sobre a racionalidade da fé, desempenhavam uma obra que necessariamente fazia parte do "todo" da universitas scientiarum, mesmo se nem todos podessem partilhar a fé, para cuja co-relação com a razão comum se comprometem os teólogos. Esta unidade interior no universo da razão não foi perturbada nem sequer quando certa vez filtrou a notícia de que um dos colegas dissera que na nossa universidade havia algo de anormal: duas faculdades que se ocupavam de uma coisa que não existia -- de Deus. Que mesmo perante um cepticismo tão radical seja necessário e normal interrogar-se sobre Deus através da razão e isto deva ser feito no contexto da tradição da fé cristã: no conjunto da universidade, isto era uma convicção fora de questão.
Tudo me voltou à mente, quando li a parte publicada pelo professor Theodore Khoury (Münster) do diálogo que o douto imperador bizantino Manuel II, Paleólogo, talvez durante os meses do Inverno de 1391 em Ankara, teve com um persa culto sobre cristianismo e islam e sobre a verdade de ambos. Talvez tenha sido depois o próprio imperador quem escreveu, durante o assédio de Constantinopla entre 1394 e 1402, este diálogo; explica-se assim por que os seus raciocínios sejam referidos de modo muito mais pormenorizado do que os do seu interlocutor persa. O diálogo alarga-se sobre todo o âmbito das estruturas da fé contidas na Bíblia e no Alcorão e detém-se sobretudo sobre a imagem de Deus e do homem, mas necessariamente também sempre de novo sobre a relação entre as, como se dizia, três "Leis" ou três "ordens de vida": Antigo Testamento, Novo Testamento, Alcorão. Não desejo falar disto nesta lição; gostaria de tratar só um assunto bastante marginal na estrutura de todo o diálogo que, no contexto do tema "fé e razão", me fascinou e me servirá como ponto de partida para as minhas reflexões sobre este tema.
No sétimo colóquio (διάλεξις, controvérsia) publicado pelo Prof. Khoury, o imperador enfrenta o tema da jihād, da guerra santa. Certamente o imperador sabia que na sua sura 2, 256 se lê: "Nenhuma coação nas coisas de fé". É uma das suras do período inicial, dizem os peritos, em que o próprio Maomé ainda não tinha poder e estava ameaçado. Mas, naturalmente, o imperador conhecia também as disposições, desenvolvidas sucessivamente e fixadas no Alcorão, sobre a guerra santa.
Sem se deter em pormenores, como a diferença de tratamento entre os que possuem o "Livro" e os "incrédulos" ele, de modo tão brusco que nos surpreende, dirige-se ao seu interlocutor simplesmente com a pergunta central sobre a relação entre religião e violência em geral, dizendo: "Mostra-me também o que Maomé trouxe de novo, e encontrarás apenas coisas más e desumanas, como a sua ordem de difundir através da espada a fé que ele pregava".
O imperador, depois de se ter pronunciado de modo tão duro, explica minuciosamente as razões pelas quais a difusão da fé mediante a violência é irracional. A violência está em contraste com a natureza de Deus e a natureza da alma. "Deus não se apraz com o sangue, ele diz, e não agir segundo a razão "συν λόγω" é contrário à natureza de Deus. A fé é fruto da alma, não do corpo. Por conseguinte, quem quiser levar alguém à fé precisa da capacidade de falar bem e de raciocinar corretamente, e não da violência e da ameaça... Para convencer uma alma racional não é necessário dispor nem do próprio braço, nem de instrumentos para ferir nem de qualquer outro meio com o qual se possa ameaçar de morte uma pessoa...".
A afirmação decisiva nesta argumentação contra a conversão mediante a violência é: não agir segundo a razão é contrário à natureza de Deus. O editor, Theodore Khoury, comenta: para o imperador, sendo um bizantino que cresceu na filosofia grega, esta afirmação é evidente. Para a doutrina muçulmana, ao contrário, Deus é absolutamente transcendente. A sua vontade não está relacionada com nenhuma das nossas categorias, mesmo que fosse a da racionalidade. Neste contexto Khoury cita uma obra do conhecido islamita francês R. Arnaldez, o qual ressalta que Ibn Hazm chega a declarar que Deus não estaria relacionado nem sequer com a sua própria palavra e que nada o obrigaria a revelar a nós a verdade. Se fosse a sua vontade, o homem deveria praticar também a idolatria.
A este ponto abre-se, na compreensão de Deus e por conseguinte na realização concreta da religião, um dilema que hoje nos desafia de maneira muito direta. A convicção de que agir contra a razão esteja em contradição com a natureza de Deus, é apenas um pensamento grego ou é sempre válido e por si mesmo? Penso que neste ponto se manifeste a profunda concordância entre o que é grego no sentido melhor e o que é fé em Deus no sentido bíblico. Modificando o primeiro versículo do Livro do Génesis, o primeiro versículo de toda a Sagrada Escritura, João iniciou o prólogo do seu Evangelho com as palavras: "No princípio era o λόγος". É precisamente esta a mesma palavra que o imperador usa: Deus age "συν λόγω", com logos. Logos significa ao mesmo tempo razão e palavra, uma razão que é criadora e capaz precisamente de se comunicar, mas como razão. Com isto João deu-nos a palavra conclusiva sobre o conceito bíblico de Deus, a palavra na qual todos os caminhos muitas vezes cansativos e sinuosos da fé bíblica alcançam a sua meta, encontram a sua síntese.
No princípio era o logos, e o logos é Deus, diz-nos o evangelista. O encontro entre a mensagem bíblica e o pensamento grego não era um simples acaso. A visão de São Paulo, diante da qual se tinham fechado os caminhos da Ásia e que, em sonho, viu um Macedónio e ouviu a sua súplica: "Vem para a Macedónia e ajuda-nos" (cf. Act 16, 6-10), pode ser interpretada como uma "condensação" da necessidade intrínseca de uma aproximação entre fé bíblica e o interrogar-se grego.
Na realidade, esta aproximação já tinha sido iniciada desde há muito tempo. Já o nome misterioso de Deus na sarça ardente, que afasta este Deus do conjunto das divindades com numerosos nomes, afirmando apenas o seu "Eu sou", o seu ser, é, em relação ao mito, uma contestação com a qual está em íntima analogia a tentativa de Sócrates de vencer e superar o próprio mito. O processo iniciado na sarça alcança, no Antigo Testamento, uma nova maturidade durante o exílio, onde o Deus de Israel, agora privado da Terra e do culto, se anuncia como o Deus do céu e da terra, apresentando-se com uma simples fórmula que prolonga a palavra da sarça: "Eu sou".
Com este novo conhecimento de Deus, caminha em sintonia uma espécie de iluminismo, que se expressa de maneira drástica no escárnio das divindades que seriam apenas obra das mãos do homem (cf. Sl 115). Assim, não obstante toda a dureza do desacordo com os soberanos helenistas, que queriam obter com a força a adaptação ao estilo de vida grego e ao seu culto idolátrico, a fé bíblica, durante a época helenista, ia interiormente ao encontro da parte melhor do pensamento grego, até chegar a um contato recíproco que depois se realizou especialmente na literatura sapiencial tardia.
Hoje nós sabemos que a tradução grega do Antigo Testamento, realizada em Alexandria, a "Septuaginta", é mais que uma simples tradução (que talvez se deva avaliar de modo pouco positivo) do texto hebraico: de facto, é um testemunho textual distinto e um especifico e importante passo da história da Revelação, no qual se realizou este encontro de uma forma que, para o nascimento do cristianismo e para a sua divulgação, teve um significado decisivo. No fundo, trata-se do encontro entre fé e razão, entre autêntico iluminismo e religião. Partindo verdadeiramente da natureza íntima da fé cristã e, ao mesmo tempo, da natureza do pensamento grego já fundido com a fé, Manuel II podia dizer: Não agir "com o logos" é contrário à natureza de Deus.
Honestamente é preciso observar, neste ponto, que no final da Idade Média, se desenvolveram na teologia tendências que rompem esta síntese entre espírito grego e espírito cristão. Em contraste com o chamado intelectualismo agostiniano e tomista, iniciou com Duns Scott uma orientação voluntária, a qual no fim, nos desenvolvimentos sucessivos, levou à afirmação de que nós, de Deus só conheceremos a voluntas ordinata. Para além dela, existiria a liberdade de Deus, em virtude da qual Ele teria podido criar e fazer também o contrário de tudo o que efectivamente fez.
Aqui vêem-se posições que, sem dúvida, se podem aproximar às de Ibn Hazm e poderiam conduzir até à imagem de um Deus-Arbítrio, que não está relacionado nem com a verdade nem com o bem. A transcendência e a diversidade de Deus são acentuadas de modo tão exagerado, que também a nossa razão, o nosso sentido do verdadeiro e do bem já não são um verdadeiro espelho de Deus, cujas possibilidades abismais permanecem para nós eternamente inalcançáveis e escondidas por detrás das suas decisões efectivas.
Em contraste com isto, a fé da Igreja sempre se ateve à convicção de que entre Deus e nós, entre o seu eterno Espírito criador e a nossa razão criada exista uma verdadeira analogia, na qual como disse o Concílio Lateranense IV em 1215, sem dúvida as diferenças são infinitamente maiores que as semelhanças, mas contudo não até ao ponto de abolir a analogia e a sua linguagem. Deus não é mais divino pelo facto de que o afastamos para longe de nós num voluntarismo puro e impenetrável, mas o Deus verdadeiramente divino é aquele Deus que se mostrou como logos e como logos agiu e age cheio de amor em nosso favor. Sem dúvida, o amor, como diz Paulo, "ultrapassa" o conhecimento e é por isto capaz de compreender mais do que o simples pensamento (cf. Ef 3, 19), contudo ele permanece o amor do Deus-Logos, para o qual o culto cristão é, como diz ainda Paulo "λογικη λατρεία" um culto que concorda com o Verbo eterno e com a nossa razão (cf. Rm 12, 1).
A aqui mencionada recíproca aproximação interior, que aconteceu entre a fé bíblica e o interrogar-se sobre o plano filosófico do pensamento grego, é um elemento de importância decisiva não só sob o ponto de vista da história das religiões, mas também sob o ponto de vista da história universal, um elemento que nos compromete também hoje. Considerado este encontro, não surpreende que o cristianismo, apesar da sua origem e de alguns seus desenvolvimentos importantes no Oriente, tenha por fim encontrado a sua marca historicamente decisiva na Europa. Podemos expressar isto também inversamente: este encontro, ao qual se acrescenta sucessivamente ainda o patrimônio de Roma, criou a Europa e permanece o fundamento do que, com razão, se pode chamar Europa.
À tese que o patrimônio grego, criticamente purificado, seja uma parte integrante da fé cristã, opõe-se o requerimento da deselenização do cristianismo, um requerimento que desde o início da idade moderna domina de modo crescente a pesquisa teológica. Visto mais de perto, podem-se observar três ondas no programa da deselenização: apesar de estarem relacionadas entre si, elas, nas suas motivações e nos seus objectivos, são claramente distintas uma da outra.
A deselenização emerge primeiro em ligação com os postulados da Reforma do século XVI. Considerando a tradição das escolas teológicas, os reformadores vêem-se diante de uma sistematização da fé condicionada totalmente pela filosofia, isto é, perante uma determinação da fé a partir de fora, em virtude de um modo de pensar que não derivava dela. Assim a fé já não se apresentava como palavra histórica viva, mas como elemento inserido na estrutura de um sistema filosófico.
A sola Scriptura ao contrário procura a forma pura primordial da fé, do modo como está presente originariamente na Palavra bíblica. A metafísica aparece como um pressuposto derivante de outra fonte, da qual é necessário libertar a fé para a fazer voltar a ser totalmente ela mesma. Com a sua afirmação de ter que pôr de lado o pensar para dar espaço à fé, Kant agiu com base neste programa com uma radicalidade imprevisível para os reformadores. Com isto ele ancorou a fé exclusivamente à razão prática, negando-lhe o total acesso à realidade.
A teologia liberal dos séculos XIX e XX trouxe uma segunda onda no programa da deselenização: seu representante eminente é Adolf von Harnack. Durante o tempo dos meus estudos, como nos primeiros anos da minha actividade acadêmica, este programa era fortemente operante também na teologia católica. Como ponto de partida era feita a distinção de Pascal entre o Deus dos filósofos e o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob. No meu discurso em Bonn, em 1959, procurei enfrentar este assunto e não pretendo retomar aqui todo o discurso. Mas gostaria de tentar ressaltar pelo menos em síntese a novidade que caracterizava esta segunda onda de deselenização em relação à primeira.
Como pensamento central sobressai, em Harnack, o regresso simplesmente ao homem Jesus e à sua mensagem simples, que viria antes de todas as teologizações e, precisamente, também antes das helenizações: seria esta mensagem simples que constituiria o verdadeiro ápice do desenvolvimento religioso da humanidade. Jesus teria dado um adeus ao culto em favor da moral. Em conclusão, Ele é representado como pai de uma mensagem moral humanitária.
A finalidade de Harnack no fundo é reconduzir o cristianismo em harmonia com a razão moderna, libertando-o, precisamente, de elementos aparentemente filosóficos e teológicos, como por exemplo a fé na divindade de Cristo e na trindade de Deus.
Neste sentido, a exegese histórico-crítica do Novo Testamento, na sua visão, coloca novamente a teologia no cosmos da universidade: teologia, para Harnack, é algo essencialmente histórico e, portanto, estritamente científico. O que ela indaga sobre Jesus mediante a critica é, por assim dizer, expressão da razão prática e por conseguinte também sustentável no conjunto da universidade. Na base encontra-se a autolimitação moderna da razão, expressa de maneira clássica nas "críticas" de Kant, que entretanto foi ulteriormente radicalizada pelo pensamento das ciências naturais. Este conceito moderno da razão baseia-se, em síntese, num resumo entre platonismo (cartesianismo) e empirismo, que o sucesso técnico confirmou.
Por um lado pressupõe-se a estrutura matemática da matéria, a sua por assim dizer racionalidade intrínseca, que torna possível compreendê-la e usá-la na sua eficiência concreta: este pressuposto básico e, por assim dizer, o elemento platônico no conceito moderno da natureza. Por outro lado, trata-se da utilizabilidade funcional da natureza para as nossas finalidades, onde só a possibilidade de controlar verdade ou falsidade mediante a experiência fornece a certeza decisiva. O peso entre os dois pólos pode, segundo as circunstâncias, estar mais de uma ou mais da outra parte. Um pensador tão estreitamente positivista como J. Monod declarou-se platônico convicto.
Isto exige duas orientações fundamentais decisivas para a nossa questão. Só o tipo de certezas derivantes da sinergia de matemática e empírica nos permite falar de cientificidade. O que pretende ser ciência deve confrontar-se com este critério. E assim também as ciências que se referem às coisas humanas, como a história, a psicologia, a sociologia e a filosofia procuravam aproximar-se deste cânone da cientificidade. Contudo, é importante para as nossas reflexões o fato de que o método como tal exclui o problema Deus, apresentando-o como um problema acientífico ou pré-científico. Portanto, com isto encontramo-nos diante de uma redução do leque de ciência e razão que é obrigatório pôr em questão.
Voltarei ainda a este assunto. Neste momento é suficiente ter presente que, numa tentativa de conservar o carácter de disciplina "científica" da teologia à luz desta perspectiva, do cristianismo restaria apenas um miserável fragmento. Mas devemos dizer mais: se a ciência no seu conjunto é apenas isto, então é o próprio homem que, com isto, sofre uma redução. Mas as interrogações propriamente humanas, isto é, as do "de onde" e do "para onde", os questionamentos da religião e do ethos, não podem encontrar lugar no espaço da razão comum descrita pela "ciência" entendida deste modo e devem ser deslocados no âmbito do subjectivo. O sujeito decide, com base nas suas experiências, o que lhe parece religiosamente sustentável, e a "consciência" subjectiva torna-se portanto a única exigência ética.
Mas, desta forma o ethos e a religião perdem a força de criar uma comunidade e terminam no âmbito da discricionalidade pessoal. Esta é uma condição perigosa para a humanidade: verificamos isto nas patologias ameaçadoras da religião e da razão, patologias que necessariamente devem manifestar-se, quando a razão é limitada a tal ponto que as questões da religião e do ethos já não lhe dizem respeito. O que permanece das tentativas de construir uma ética partindo das regras da evolução ou da psicologia e da sociologia, é simplesmente insuficiente.
Antes de chegar às conclusões que todo este raciocínio tem por finalidade, devo mencionar ainda em breve a terceira onda de deselenização que se difunde atualmente. Em consideração sobre o encontro com a multiplicidade das culturas hoje há quem goste de dizer que a síntese com o helenismo, realizada na Igreja antiga, teria sido uma primeira inculturação, que não deveria vincular as outras culturas. Isto deveria ter o direito de retroceder até ao ponto que precedia aquela inculturação para descobrir a simples mensagem do Novo Testamento e inculturá-la depois novamente nos seus respectivos ambientes.
Esta tese não é simplesmente errada; é também grosseira e imprecisa. De fato, o Novo Testamento foi escrito em grego e tem em si o contacto com o espírito grego, um contacto que se tinha maturado no desenvolvimento precedente do Antigo Testamento. Sem dúvida existem elementos no processo formativo da Igreja antiga que não devem ser integrados em todas as culturas. Mas as decisões de fundo que, precisamente, se referem ao relacionamento da fé com a investigação da razão humana, estas decisões de fundo pertencem à própria fé e são os seus desenvolvimentos, conformes com a sua natureza.
Com isto chego à conclusão. Esta tentativa, feita apenas em linhas gerais, de crítica da razão moderna a partir do seu interior, não inclui absolutamente a opinião de que agora se deva voltar atrás, à época anterior ao iluminismo, rejeitando as convicções da era moderna. Aquilo que no desenvolvimento moderno do espírito é válido, é reconhecido sem hesitações: todos estamos gratos pelas grandiosas possibilidades que ele abriu ao homem e pelos progressos no campo humano que nos foram proporcionados. O ethos da cientificidade, afinal, é, como Vossa Magnificência mencionou, vontade de obediência à verdade e, por conseguinte, expressão de uma atitude que faz parte das decisões fundamentais do espírito cristão.
Por conseguinte, a intenção não é retração, nem crítica negativa; ao contrário, trata-se de um alargamento do nosso conceito de razão e do seu uso. Porque com toda a alegria diante das possibilidades do homem, vemos também as ameaças que sobressaem destas possibilidades e devemos perguntar-nos como podemos dominá-las. Só o conseguiremos se razão e fé estiverem unidas de uma nova forma; se superarmos a limitação autodecretada da razão ao que é verificável na experiência, e lhe abrirmos de novo toda a sua vastidão. Neste sentido, a teologia, não só como disciplina histórica e humano-científica, mas como verdadeira teologia, ou seja, como interrogação sobre a razão da fé, deve ter o seu lugar na universidade e no amplo diálogo das ciências.
Só assim nos tornamos também capazes de um verdadeiro diálogo das culturas e das religiões, um diálogo do qual temos urgente necessidade. No mundo ocidental domina amplamente a opinião de que só a razão positivista e as formas de filosofia dela derivantes sejam universais. Mas as culturas profundamente religiosas do mundo vêem precisamente nesta exclusão do divino da universalidade da razão um ataque às suas convicções mais íntimas. Uma razão, que diante do divino é surda e rejeita a religião do âmbito das subculturas, é incapaz de se inserir no diálogo das culturas.
Contudo, a razão moderna típica das ciências naturais, com o seu elemento platônico intrínseco, tem em si, como procurei demonstrar, uma pergunta que a transcende juntamente com as suas possibilidades metódicas. Ela mesma deve simplesmente aceitar a estrutura racional da matéria e a correspondência entre o nosso espírito e as estruturas racionais atuantes na natureza como um dado de fato, sobre o qual se baseia o seu percurso metódico. Mas a pergunta acerca do porquê deste dado de fato existe e deve ser confiada às ciências naturais, a outros níveis e modos do pensar, à filosofia e à teologia.
Para a filosofia e, de maneira diferente, para a teologia, ouvir as grandes experiências e convicções das tradições religiosas da humanidade, especialmente a da fé cristã, constitui uma fonte de conhecimento; recusar-se significaria uma limitação inaceitável do nosso ouvir e responder.
Vêm-me à mente a este ponto uma palavra de Sócrates a Fédon. Nos diálogos precedentes tinham sido tratadas muitas opiniões filosóficas erradas, e então Sócrates diz: "Seria muito compreensível se alguém, devido à irritação por tantas coisas erradas, para o resto da sua vida desprezasse qualquer discurso sobre o ser ou o denegrisse. Mas desta forma perderia a verdade do ser e sofreria um grande dano".
O ocidente, desde há muito tempo, está ameaçado por esta repulsa contra os questionamentos fundamentais da sua razão, e assim poderia sofrer unicamente um grande dano. A coragem de se abrir à vastidão da razão, não a rejeição da sua grandeza; este é o programa com que uma teologia comprometida na reflexão sobre a fé bíblica, entra no debate do tempo presente. "Não agir segundo razão, não agir com o logos, é contrário à natureza de Deus", disse Manuel II, partindo da sua imagem cristã de Deus, ao interlocutor persa. Para este grande logos, para esta vastidão da razão, convidamos os nossos interlocutores no diálogo das culturas. Encontrá-la nós próprios sempre de novo, é a grande tarefa da universidade.
02/10/2006
Cinco artigos de Sowell e um de C.S. Lewis
Estou atualizando o blog com as recentes traduções que fiz para o MSM.
Sowell
Esquerda e criminalidade - Parte I
http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5193&language=pt
Esquerda e criminalidade - Final
http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5208&language=pt
A nova nomenklatura
http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5230&language=pt
Jornalismo de baixo nível
http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5249&language=pt
Racismo e Economia
http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5258
C.S. Lewis
Religião e Ciência
http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5261
Sowell
Esquerda e criminalidade - Parte I
http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5193&language=pt
Esquerda e criminalidade - Final
http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5208&language=pt
A nova nomenklatura
http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5230&language=pt
Jornalismo de baixo nível
http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5249&language=pt
Racismo e Economia
http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5258
C.S. Lewis
Religião e Ciência
http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5261
24/09/2006
O Papa, o Islã e a covardia
Enfim, um padre que não é comunista e, parece, nem adepto da Teologia da Libertação! Será que isto está acontecendo mesmo, ou estou sonhando! Consulte o sítio de onde tirei esse belíssimo e oportuno texto e vejam com os próprios olhos! http://www.padrepauloricardo.org/index.cfm
Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior
17 de setembro de 2006.
Deus tem suas datas. No domingo em que o mundo islâmico, em polvorosa, se ergue em protesto contra o Papa Bento XVI, a Igreja proclama o evangelho da cruz: “Se alguém quer me seguir, tome a sua cruz e me siga” (Mc 8,34).
Mas a cruz não é palavra que se ouça com freqüência em muitas igrejas. Fez sucesso, nos últimos tempos, uma visão adocicada e inócua do cristianismo e de Jesus. Para alguns, Jesus seria um destes pacifistas meio hippies e nômades que vivem apregoando obviedades inofensivas. Se assim fosse, não se explicaria como o homem foi acabar pregado numa cruz. Se Jesus fosse assim, não mereceria nem sequer respeito, muito menos fé e adoração!
O cristianismo não prega a salvação desta vida a qualquer custo. A mensagem de Cristo é corajosa e destemida, e continua incomodando a muitos. O Evangelho, no mais das vezes, custa ao evangelizador sua própria vida.
É isto o que Jesus, a duras penas, ensina a Pedro no evangelho deste domingo (Mc 8,27-35). O Príncipe dos Apóstolos professa a fé da Igreja: “Tu és o Messias”. Mas, logo em seguida, o divino Mestre anuncia que esta fé tem a cruz como conseqüência. Cruz que deve ser corajosamente carregada, não somente pelo Cristo, mas também por seus discípulos.
A covardia faz com que Pedro chame Jesus à parte e tente, timidamente, repreender o Mestre. Mas o Senhor não tolera segredinhos ao pé do ouvido e, diante dos discípulos, dirige a Pedro talvez as palavras mais duras de todo o evangelho: “Vai para longe de mim, Satanás!... Quem quiser salvar sua vida, vai perdê-la”!
Os cristãos apreciam a paz e a tranqüilidade, mas não a qualquer custo. O Papa Bento XVI é o sucessor de Pedro, mas não é o imitador de seus erros. O timoneiro da Igreja é um homem e não um verme.
Recapitulemos os acontecimentos dos últimos dias. Em visita a sua terra natal, o Papa teve a oportunidade de proferir, mais uma vez, uma aula magistral na mesma Universidade onde fora professor. O tema da aula: fé, razão e universidade. Durante seu discurso, o Papa demonstra de forma irrefutável que a irracionalidade não tem nada de divino. E, neste contexto, denuncia o uso da violência e do terror.
Alguns dias depois, como bomba de efeito retardado, o mundo muçulmano explode em indignação, acusando o Papa de “convocar uma nova cruzada”.
Logo em seguida, assistimos as tentativas infrutíferas da Santa Sé de dialogar com o mundo islâmico, que faz ouvidos de mercador. As declarações se deram num crescente hierárquico: o diretor da Sala de Imprensa, o Secretário de Estado e, finalmente, o próprio Sumo Pontífice. A imprensa brasileira, por ignorância ou por má fé, reportou estas declarações da pior maneira possível: “Papa lamenta o discurso que fez”. Seja maldade, seja burrice, esta gente parece não ter compromisso com a verdade.
As três declarações são claras: o Papa não lamenta o que disse. Lamenta apenas duas coisas: a) que o seu discurso tenha sido mal interpretado e b) que as sensibilidades tenham reagido assim. Mas o conteúdo do que ele disse permanece de pé. E o que disse de tão grave?
Disse o que muitos enxergam, mas poucos têm coragem de dizer: usar Deus e a religião para justificar a violência é contrário à natureza de Deus e da própria religião.
O Islamismo é uma religião que merece respeito. Mas, em alguns lugares, não se pode negar que esta religião foi raptada por uma ideologia de irracionalidade e violência. Esta ideologia política abusa do nome de Alá e da religião Islâmica para justificar uma carnificina de inocentes.
Apesar das explicações do Papa, o que se vê? Protestos de governantes islâmicos, queixumes de líderes religiosos, bombas incendiárias, ameaças de ataques terroristas ao Vaticano e passeatas, várias passeatas, aos gritos de que o Papa seja enforcado e os inimigos do Islã massacrados. Tudo isto, ironicamente, demonstra apenas uma coisa: o Papa tinha razão. A irracionalidade e a violência não podem seqüestrar uma religião desta forma!
Os seguidores e os líderes muçulmanos devem compreender uma coisa. Eles podem ter a nossa tolerância, mas só conquistarão nosso respeito quando usarem suas passeatas, declarações e protestos para condenar, não um homem de Deus, mas a brutalidade monstruosa do terrorismo. Só esta atitude poderá redimir o Islamismo aos olhos do Ocidente.
Mas também o Ocidente precisa se redimir. Nossa sociedade, covarde, preferiria, como o Pedro do evangelho, que o Papa ficasse calado. Este mesmo Ocidente que hipocritamente recrimina os Papas de negligência diante do nazismo, agora exige prudência diante do surgimento de um regime ainda pior: o fascismo de inspiração islâmica. Na verdade a doença do Ocidente não é apenas covardia. Se fosse assim, uma simples chamada ao brio e à virilidade resolveria o problema. A doença é mais grave. Trata-se de AIDS espiritual.
O corpo com AIDS, já não sabe distinguir entre o vírus inimigo e o alimento saudável. O organismo não tem coragem de dar ao vírus o seu nome próprio, por temor de “ofender-lhe os nobres sentimentos”! Tal a doença do Ocidente: AIDS espiritual; falta-nos força moral para identificar o mal e, uma vez identificado, combatê-lo. Com isto, a violência, o fanatismo e a irracionalidade irão continuar sem seus nomes horrendos, disfarçados simpaticamente de legítima defesa, fervor e devoto arrebatamento.
Mas, a nós brasileiros, tudo isto importaria muito pouco, se a pusilanimidade fosse apanágio exclusivo do além-mar. Por aqui, enquanto os PCCs e Comandos Vermelhos reduzem nossas cidades ao estado de sítio, falta-nos um Bento XVI.
Nossos eminentes pastores, católicos e evangélicos, nos envergonham ao acorrerem pressurosos na defesa dos direitos dos... delinqüentes. E, se a mídia chique e as ONGs de esquerda se acotovelam para aplaudir os novos profetas, uma população inteira de covardes se tranca dentro de casa, como tantas velhinhas que, de mãos trêmulas, desejam assegurar suas últimas jóias.
“Quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la!” Não nos damos conta que, querendo salvar nossas vidas, renunciamos à própria liberdade. Os cristãos desejam a paz, mas não a qualquer custo. Desejam salvar esta vida, mas não fazem dela um valor absoluto.
Não nos iludamos, quando homens de esquerda vierem com seu discurso “a favor da vida” (e invariavelmente também a favor do aborto!) e desejarem salvá-la, custe o que custar. A vida de que falam não é a vida verdadeira. A política “a favor da vida” é o novo nome do velho materialismo.
Os terroristas, aqui e além-mar, contam com isto. Contam com o materialismo que se instalou no Ocidente. Materialista, geralmente, não arrisca a vida. Ele não terá outra! Contam com nosso materialismo, mas aqui se enganam. A fé cristã ainda não está morta. Ainda há quem diga: “Vosso amor vale mais do que a vida”. Contam com o materialismo e, por isto, odeiam as palavras do velho Papa. Eles sabem que elas, e somente elas, podem acordar o grande gigante adormecido. O gigante que gerou este Ocidente, democrático e livre: o homem cristão.
Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior
17 de setembro de 2006.
Deus tem suas datas. No domingo em que o mundo islâmico, em polvorosa, se ergue em protesto contra o Papa Bento XVI, a Igreja proclama o evangelho da cruz: “Se alguém quer me seguir, tome a sua cruz e me siga” (Mc 8,34).
Mas a cruz não é palavra que se ouça com freqüência em muitas igrejas. Fez sucesso, nos últimos tempos, uma visão adocicada e inócua do cristianismo e de Jesus. Para alguns, Jesus seria um destes pacifistas meio hippies e nômades que vivem apregoando obviedades inofensivas. Se assim fosse, não se explicaria como o homem foi acabar pregado numa cruz. Se Jesus fosse assim, não mereceria nem sequer respeito, muito menos fé e adoração!
O cristianismo não prega a salvação desta vida a qualquer custo. A mensagem de Cristo é corajosa e destemida, e continua incomodando a muitos. O Evangelho, no mais das vezes, custa ao evangelizador sua própria vida.
É isto o que Jesus, a duras penas, ensina a Pedro no evangelho deste domingo (Mc 8,27-35). O Príncipe dos Apóstolos professa a fé da Igreja: “Tu és o Messias”. Mas, logo em seguida, o divino Mestre anuncia que esta fé tem a cruz como conseqüência. Cruz que deve ser corajosamente carregada, não somente pelo Cristo, mas também por seus discípulos.
A covardia faz com que Pedro chame Jesus à parte e tente, timidamente, repreender o Mestre. Mas o Senhor não tolera segredinhos ao pé do ouvido e, diante dos discípulos, dirige a Pedro talvez as palavras mais duras de todo o evangelho: “Vai para longe de mim, Satanás!... Quem quiser salvar sua vida, vai perdê-la”!
Os cristãos apreciam a paz e a tranqüilidade, mas não a qualquer custo. O Papa Bento XVI é o sucessor de Pedro, mas não é o imitador de seus erros. O timoneiro da Igreja é um homem e não um verme.
Recapitulemos os acontecimentos dos últimos dias. Em visita a sua terra natal, o Papa teve a oportunidade de proferir, mais uma vez, uma aula magistral na mesma Universidade onde fora professor. O tema da aula: fé, razão e universidade. Durante seu discurso, o Papa demonstra de forma irrefutável que a irracionalidade não tem nada de divino. E, neste contexto, denuncia o uso da violência e do terror.
Alguns dias depois, como bomba de efeito retardado, o mundo muçulmano explode em indignação, acusando o Papa de “convocar uma nova cruzada”.
Logo em seguida, assistimos as tentativas infrutíferas da Santa Sé de dialogar com o mundo islâmico, que faz ouvidos de mercador. As declarações se deram num crescente hierárquico: o diretor da Sala de Imprensa, o Secretário de Estado e, finalmente, o próprio Sumo Pontífice. A imprensa brasileira, por ignorância ou por má fé, reportou estas declarações da pior maneira possível: “Papa lamenta o discurso que fez”. Seja maldade, seja burrice, esta gente parece não ter compromisso com a verdade.
As três declarações são claras: o Papa não lamenta o que disse. Lamenta apenas duas coisas: a) que o seu discurso tenha sido mal interpretado e b) que as sensibilidades tenham reagido assim. Mas o conteúdo do que ele disse permanece de pé. E o que disse de tão grave?
Disse o que muitos enxergam, mas poucos têm coragem de dizer: usar Deus e a religião para justificar a violência é contrário à natureza de Deus e da própria religião.
O Islamismo é uma religião que merece respeito. Mas, em alguns lugares, não se pode negar que esta religião foi raptada por uma ideologia de irracionalidade e violência. Esta ideologia política abusa do nome de Alá e da religião Islâmica para justificar uma carnificina de inocentes.
Apesar das explicações do Papa, o que se vê? Protestos de governantes islâmicos, queixumes de líderes religiosos, bombas incendiárias, ameaças de ataques terroristas ao Vaticano e passeatas, várias passeatas, aos gritos de que o Papa seja enforcado e os inimigos do Islã massacrados. Tudo isto, ironicamente, demonstra apenas uma coisa: o Papa tinha razão. A irracionalidade e a violência não podem seqüestrar uma religião desta forma!
Os seguidores e os líderes muçulmanos devem compreender uma coisa. Eles podem ter a nossa tolerância, mas só conquistarão nosso respeito quando usarem suas passeatas, declarações e protestos para condenar, não um homem de Deus, mas a brutalidade monstruosa do terrorismo. Só esta atitude poderá redimir o Islamismo aos olhos do Ocidente.
Mas também o Ocidente precisa se redimir. Nossa sociedade, covarde, preferiria, como o Pedro do evangelho, que o Papa ficasse calado. Este mesmo Ocidente que hipocritamente recrimina os Papas de negligência diante do nazismo, agora exige prudência diante do surgimento de um regime ainda pior: o fascismo de inspiração islâmica. Na verdade a doença do Ocidente não é apenas covardia. Se fosse assim, uma simples chamada ao brio e à virilidade resolveria o problema. A doença é mais grave. Trata-se de AIDS espiritual.
O corpo com AIDS, já não sabe distinguir entre o vírus inimigo e o alimento saudável. O organismo não tem coragem de dar ao vírus o seu nome próprio, por temor de “ofender-lhe os nobres sentimentos”! Tal a doença do Ocidente: AIDS espiritual; falta-nos força moral para identificar o mal e, uma vez identificado, combatê-lo. Com isto, a violência, o fanatismo e a irracionalidade irão continuar sem seus nomes horrendos, disfarçados simpaticamente de legítima defesa, fervor e devoto arrebatamento.
Mas, a nós brasileiros, tudo isto importaria muito pouco, se a pusilanimidade fosse apanágio exclusivo do além-mar. Por aqui, enquanto os PCCs e Comandos Vermelhos reduzem nossas cidades ao estado de sítio, falta-nos um Bento XVI.
Nossos eminentes pastores, católicos e evangélicos, nos envergonham ao acorrerem pressurosos na defesa dos direitos dos... delinqüentes. E, se a mídia chique e as ONGs de esquerda se acotovelam para aplaudir os novos profetas, uma população inteira de covardes se tranca dentro de casa, como tantas velhinhas que, de mãos trêmulas, desejam assegurar suas últimas jóias.
“Quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la!” Não nos damos conta que, querendo salvar nossas vidas, renunciamos à própria liberdade. Os cristãos desejam a paz, mas não a qualquer custo. Desejam salvar esta vida, mas não fazem dela um valor absoluto.
Não nos iludamos, quando homens de esquerda vierem com seu discurso “a favor da vida” (e invariavelmente também a favor do aborto!) e desejarem salvá-la, custe o que custar. A vida de que falam não é a vida verdadeira. A política “a favor da vida” é o novo nome do velho materialismo.
Os terroristas, aqui e além-mar, contam com isto. Contam com o materialismo que se instalou no Ocidente. Materialista, geralmente, não arrisca a vida. Ele não terá outra! Contam com nosso materialismo, mas aqui se enganam. A fé cristã ainda não está morta. Ainda há quem diga: “Vosso amor vale mais do que a vida”. Contam com o materialismo e, por isto, odeiam as palavras do velho Papa. Eles sabem que elas, e somente elas, podem acordar o grande gigante adormecido. O gigante que gerou este Ocidente, democrático e livre: o homem cristão.
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