15/03/2018
14/03/2018
Lições das missas dominicais pós-Vaticano II– Parte XXXII
Comento aqui a edição do quarto
Domingo da Quaresma d’O DOMINGO de 11/03/2018.
O desenhozinho de antes dos Ritos
Iniciais é a grande surpresa dessa edição.
Como o Evangelho da Missa Nova
começa, “Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemus”, podemos supor que o homem a
quem Jesus fala é Nicodemos. Uma curiosa semelhança nos faz lembrar outro
personagem: o nosso Nicodemos. Esse personagem comunga. Vejam as fotos abaixo.
Em 2005, no funeral de JPII
Em 2018, em São Bernardo do Campo
Em 2005, quando perguntado sobre
a Confissão Sacramental antes da Comunhão, esse personagem respondeu: “"Não
precisa, eu sou um homem sem pecados", disse, sorrindo. E completou,
afirmando que não sabe "o que é ser um bom católico". "Acima de
tudo, temos de ser bons seres humanos", salientou.” Em 2018, não encontrei
nenhuma menção ao estado de nosso Nicodemos.
Deixo aos leitores as
considerações possíveis neste caso.
Vou agora ao artigo final “Jesus
Revela o Amor de Deus”, do Pe. Nilo Luza, redator do panfleto. As frases que
chamam nossa atenção são estas: “Por causa de sua (de Jesus) opção em favor da
humanidade mais fragilizada, Jesus acabou morrendo na cruz como marginal e
criminoso. Não poupou sua vida; ao contrário, doou-a para que aprendêssemos a
não nos fecharmos em nosso egoísmo, buscado
salvar a nós próprios, mas soubéssemos olhar para o sofrimento de tantos
irmãos e irmãs, solidarizando-nos com eles – especialmente os que habitam as ‘periferias existenciais’. Somente
as pessoas generosas, capazes de amar até a doação da própria vida, pode-se construir uma nova sociedade.” (Grifos
meus.)
A teologia do Pe. Luza nos ensina
que aquela máxima de que devemos nos salvar primeiro para depois tentar salvar
nossos próximos é puro egoísmo. Aquilo que Dom Chautard nos fala sobre o
apostolado (em seu livro A Alma de Todo Apostolado), de que primeiro é preciso
ter vida interior (estar em estado de graça, permanentemente) para depois
tentarmos algum apostolado, ou seja, tentar salvar os outros, já está
ultrapassado na igreja de Pe. Luza.
Destaco também as “periferias existenciais”
das quais nada sei, mas achei muito “chique” a expressão. Seria uma periferia
da existência, algo que estivesse ainda fora da existência (ainda não seria um
ente, ainda não teria ser) e que por nossa ação passaria a ter existência?
Seriam os esquecidos, de que nos fala o Cardeal del Val na sua extraordinária
Ladainha da Humildade: do desejo de ser conhecido, livrai-nos Senhor? São José
estaria na categoria da periferia existencial (quase nada se fala dele nas Escrituras)?
Não sei. Mas o que suspeito, do que sinto um cheirinho aqui, é a velha
lenga-lenga comunistóide da teologia da embromação.
Sim, e também tem a coisa de “construir
uma nova sociedade”. Aqui, lembremos de Iscariotes, que espera exatamente isso
de Jesus. Tendo se decepcionado com Ele, O vendeu por trinta dinheiros. Iscariotes
sempre estava preocupado com os pobres, mas não recusou os trinta dinheiros dos
judeus. Ninguém é de ferro, né?
Temos também, como tem
acontecido, o texto sobre a campanha da fraternidade, assinado pela ex-prefeita
petista (cheia de processos por corrupção), abortista confessa (ver
aqui), autodenominada “missionária na Amazônia”. Continua a falar sobre
violência, sem mencionar o aborto. Suas sugestões são variadas. Ela dá uma
receita para a educação para a paz. Segundo ela, precisamos desenvolver:
consciência de cidadania, ações em redes, novo conceito de segurança, ampliar a
participação nas CEB’s e nos grupos da Pastoral Operária e demais pastorais
operárias. Tudo o que pregam esses teólogos canalhas da teologia da embromação.
Para terminar, e aqui também eu
termino, as palavras do Papa Francisco: “Continuai com a vossa luta e, por
favor, cuidai bem da Mãe Terra”. Mãe Terra em caixa alta? Nossa Mãe, dos
católicos, é só uma: Maria Santíssima. Rezemos pela conversão desse pessoal!
Marcadores:
Lições das Missas de Paulo VI
09/03/2018
08/03/2018
Lições das missas dominicais pós-Vaticano II– Parte XXXI
Comento aqui, principalmente, os
artigos finais d’O DOMINGO de 04/03/2018. Um deles é do Pe. Paulo Bazaglia, o
outro de Izalene Tiene, nossa “leiga missionária na Amazônia”, que já
conhecemos do comentário
anterior.
O Evangelho dessa Missa Nova, no terceiro
domingo da Quaresma, é o da expulsão dos vendilhões do Templo. Na Missa de
Sempre é o do Demônio Mudo. Sobre este, veja
o comentário do Padre Élcio, do qual eu destaco:
Quero, no
entanto, salientar a obrigação dos Eclesiásticos. Na verdade, é o respeito e os
interesses humanos que impedem que os superiores eclesiásticos se declarem
publicamente por Deus, por Jesus realmente presente na Hóstia Consagrada.
Lamentam talvez internamente os sacrilégios, mas não falam contra eles. Mantêm
a verdade cativa, e não ousam confessar publicamente a sua fé, ainda mesmo
quando o silêncio é uma espécie de apostasia. Os estragos do demônio mudo nunca são tão deploráveis como quando
exerce a sua tirania sobre os mesmos Pastores. O maior triunfo deste demônio
terrível é encadear a palavra sacerdotal. Ou fecha a boca aos ministros do Senhor, ou não lhes permite que falem
senão com timidez, quando deviam falar com energia. (Negritos são meus)
Quanto ao Evangelho da Missa
Nova, o Pe. Bazaglia dá sua interpretação no artigo O Novo Santuário. Para esse
padre o que Jesus fez foi lutar contra a exploração a exploração dos pobres,
contra “as práticas de injustiça”. Nisso o Pe. Bazaglia está de acordo com o
comentário que encontramos na Bíblia Sagrada, edição pastoral da Paulus. Lê-se
o seguinte comentário, na página 1356 dessa publicação, referente aos
versículos 13-22, do segundo capítulo do Evangelho de São João: “Expulsando os
comerciantes, Jesus denuncia a opressão e a exploração dos pobres pelas
autoridades religiosas”.
Bem, o que Pe. Bazaglia deveria
ter dito e não disse? Os leitores podem ir, por exemplo, à Catena Aurea para
examinar o que disseram os Padres da Igreja sobre esse Evangelho. Cito aqui um
trecho do comentário do bispo Frederick Justus Knecht, na sua obra Um
Comentário Prático da Sagrada Escritura:
Seu corpo é
também um templo do Espírito Santo. Você já o profanou com ocupações indignas?
Tome uma firme resolução de honrar seu corpo como o templo do Espírito Santo, e
nunca o profane!
Muitos
cristãos se comportam irreverentemente na Igreja, na presença do Santíssimo Sacramento.
Essas pessoas merecem ser expulsas do templo com chicote. Nosso Senhor não
quer, é verdade, expulsá-las agora, mas no Dia do Julgamento, Ele as tratará
mais severamente do que tratou os vendilhões do Templo de Jesusalém.
Você agradece
a Deus todos os dias por seu Batismo, e por todas as graças que por ele, sem
nenhum mérito seu, você recebe? Você ama a Deus, que é infinitamente bom, com
todo o seu coração? Como você demonstra esse amor?
Vê-se que Pe. Bazaglia, com sua
lenga-lenga comunista, deixou de nos ensinar coisas muito importantes.
Vamos agora à nossa missionária
da Amazônia, que assina a coluna devotada à Campanha da Fraternidade. Ela
continua a falar da violência contra a mulher e divulga um calendário de
manifestações que inclui até o dia nacional da consciência negra. Esse é o
terceiro artigo a ex-prefeita de Campinas pelo PT, cheia de processos por
corrupção, falando a violência. O que impressiona é a ausência da temática do
aborto, que é, digamos, uma violência que clama aos Céus. Mas é compreensível
que ela disto não fale, pois ela é favorável ao aborto. Nossa missionária,
porta-voz da Campanha da Fraternidade, é militante abortista. Não é um caso
curioso que a CNBB escolha como porta-voz da Campanha da Fraternidade uma
abortista? Vocês acham que o blogueiro enlouqueceu? Vejam só esta
marcha das mulheres, em 2010. Na reportagem há uma foto da nossa
missionária e também uma citação de suas palavras: “O aborto é uma questão de
saúde pública”.
Não posso acreditar que a CNBB
desconheça as ideias de sua porta-voz. Única conclusão possível é que esse
sindicato de bispos é favorável ao aborto. Não estou dizendo que todos os
bispos brasileiros sejam favoráveis ao aborto, mas seu sindicato o é,
indubitavelmente. Ou isto, ou essa missionária já estaria excomungada.
Marcadores:
Lições das Missas de Paulo VI
06/03/2018
Ainda há esperança neste nosso triste Brasil!
Recentemente li uma representação ao presidente da Câmara de Procuradores de Justiça do Ministério Público Federal do Estado de Minas Gerais, assinada por três procuradores: os doutores César Antônio Cossi, Mônica Aparecida Bezerra Cavalcanti Fiorentino e Márcio Luís Chila Freyesleben, sobre ideologia de gênero.
É um documento a se ler e se admirar, pela amplitude e correção da análise, pela erudição dos doutores. Mostra-nos, o documento, que nem todos estão dormindo no Brasil. Há gente muito boa lutando por valores civilizacionais sem os quais nos afundaremos na barbárie.
Para ler o documento, por favor, vão ao blog do doutor Chila.
Que Deus e Sua Mãe abençoem esses corajosos procuradores!
05/03/2018
As Tentações de Cristo Atualmente
01/03/2018
28/02/2018
Lições das missas dominicais pós-Vaticano II– Parte XXX
Comento aqui, principalmente, os
artigos finais d’O DOMINGO de 25/02/2018. Um deles é do Pe. Paulo Bazaglia, o
outro de Izalene Tiene, nossa “leiga missionária na Amazônia”, que já
conhecemos do comentário
anterior.
O Evangelho dessa Missa, segundo
domingo da Quaresma é o da Transfiguração. Vamos ver o que nos dizem a Igreja
pós-Vaticano II desse extraordinário acontecimento. No comecinho da parte do
folheto intitulado Ritos Iniciais, sempre vem um texto, que não faz parte dos
tais ritos, mas como vem depois do título, parece que sim. A mensagem do
folheto, que não há como não considerar uma mensagem oficial, é a dos mandatários
da Igreja no Brasil. Na sua parte final está a mensagem principal dos bispos comunistas
do Brasil: “a Fé nos garante ser possível transfigurar a sociedade marcada pela
violência e a vida de quem foi despojado de sua dignidade”.
Então, se entendemos bem a
mensagem comunista, ela é a seguinte: Jesus subiu ao Monte Tabor, levando três
apóstolos, transfigurou-Se na frente deles, conversou com Moisés e Elias, para
nos ensinar que podemos transfigurar a sociedade em que nós vivemos.
Essa é também a mensagem que o
artigo do Pe. Nilo Luza nos dá num dos artigos finais do folheto. Pe. Luza não
é tão sucinto quanto a mensagem inicial, talvez até escrita por ele mesmo, já
que é o redator do folheto. Ele usa muitas palavras vazias e enganosas, mas sua
mensagem é clara: “Somos convidados a subir a montanha com Jesus, fazer a
experiência de sua transfiguração e escutar a voz do Mestre, que nos pede
fidelidade no seguimento e nos aponta o que deve ser transfigurado ou
transformado na realidade em que vivemos”.
Segundo a exegese distorcida do
Pe. Luza, Jesus nos convida a “fazer a experiência de sua transfiguração”. É
como se Jesus dissesse para os três apóstolos: “Estão vendo como é fácil?
Venham aqui que Eu vou ensiná-los. Isso, fiquem de pé, façam isso e aquilo, e,
vejam!, vocês se transfiguraram! Agora, vocês desçam e ensinem ao mundo o
processo. Não, Moisés e Elias, não estarão disponível para as gentes. Ensinem
apenas a transfiguração.”
Mas Pe. Luza diz mais, claro. Ele
diz que o seguimento de Jesus significa transfigurar e transformar a realidade
em que vivemos. Descobrimos, com o Pe. Luza, que os marxistas de todos os
matizes (e como existem matizes!) são aqueles que aprenderam a verdadeira
mensagem da transfiguração (assim, com letras minúsculas). Vejam vocês que o
slogan “Um outro mundo é possível” e a condensação da Transfiguração do Monte
Tabor. Nesse sentido, Pe. Luza transforma Marx num discípulo aplicado de Jesus.
Não é uma gracinha esse Pe. Luza, redator do folheto O Domingo?!
Num outro post, veremos o verdadeiro
significado da Transfiguração. Traduzirei um trecho do “A Practical Commentary
on Holy Scripture” [Comentário Prático da Sagrada Escritura], do bispo Frederick
Justus Knecht, livro que recomendo a todos.
Por ora, nos ocupemos da leiga
missionária na Amazônia, Izalene Tiene. Ao que parece, essa senhora, pelo menos
provisoriamente é a porta voz da Campanha da Fraternidade, pois a coluna dessa
campanha é assinada novamente por ela. Izalene, conforme comentei no post
anterior, é ex-prefeita de Campinas, do PT, e está cheia de processos por
corrupção nas costas, o que não é novidade nessa legenda. Talvez, ao longo da
campanha, alguns outros “companheiros” irão escrever também a coluna. Sugiro
alguns: Zé Dirceu (companheiro de frei Beto lá em Cuba), Zé Genoíno, Lula, etc
Vocês sabem, a campanha versa sobre
a violência. Pelo menos até agora, nenhuma palavra sobre os 60 mil brasileiros
que morrem por ano, assassinados neste pobre país!
Mas o mais interessante do texto
é uma referência à Laudato Si (em que
a colunista diz ser o fundamento da Doutrina Social da Igreja, elogiando sua
espiritualidade), e uma proposta da conversão de todos.
A Laudato Si, vocês sabem, é a encíclica do Papa Francisco que apoia
uma fraude científica, a do aquecimento global. Mas não só apoia a fraude, ela
apóia também todas as iniciativas baseadas nessa fraude.
Mas dirão os leitores que se a
Izalene está propondo a conversão de todos, ao menos em alguma coisa a leiga
missionária da Amazônia está em consonância com os ensinamentos de sempre da
Igreja. Afinal, Quaresma é tempo de conversão. Talvez o blogueiro esteja de
implicância com a pobre missionária.
Vejamos a frase da ex-prefeita do
PT: “Cabe a nós, mulheres e homens da cidade e do campo, cuidar da criação, colaborando
com Deus, denunciando as práticas que devastam a natureza. Devemos estimular
uma ‘conversão ecológica’ nos nossos
grupos e comunidades e em todos os espaços da sociedade”.
Ah!, agora sim. Uma conversão
ecológica, hein? Que tal?
Em conclusão, com o folheto de hoje
aprendemos que a mensagem da transfiguração ainda vive, mais que nunca, em
todos os matizes do comunismo, que é o continuador da mensagem de Nosso Senhor
no Monte Tabor. Aprendemos também que nesta Quaresma, tempo de conversão,
devemos nos empenhar ao máximo na conversão ecológica proposta pela ilustre
Izalene do PT. Ah!, e não se esqueça da espiritualidade da Laudato Si.
Marcadores:
Lições das Missas de Paulo VI
26/02/2018
Manuel Bandeira e a Morte
Canal do Blog no YouTube: https://www.youtube.com/user/nry17
24/02/2018
Resposta atrasada a um ateu anônimo
Quando recebo comentários de posts antigos, tenho o hábito
de ler os posts em questão e os outros comentários, já antigos. Deparei-me com
um comentário que merece ser respondido. O comentário está no post A
Neurociência Refuta o Livre-Arbítrio?.
Antes de irmos ao comentário, permitam-me indicar, aos
leitores interessados, alguns outros posts do blog sobre neurociência, que
listo a seguir: Diocese
de Belo Horizonte avisa: a neurociência agora substitui a Bíblia.; Neurocientista
(sic!) puxa orelha do blogueiro e ele responde.; e Leitora
esclarece seus pontos de vista: blog agradece.
Voltemos então ao comentário do anônimo. Ele diz:
“Caro
Antonio Emilio Angueth de Araujo, você acha mesmo que tem a resposta para tudo
recorrendo ao Deus. Mas quem cria a matéria que advém do nada, é o próprio
nada! é porque a matéria só pode existir advindo do seu contrario, e não porque
meros humanos acham que têm um Deus que se deu ao trabalho de nos dar a razão.
O nosso Deus são as leis que regem a matéria! O mundo não foi feito pra nós,
deixe-se de iludir com essas tretas. Nós podemos servir a matéria tentando
compreender-mo-nos para começar, e depois sim tentar compreender porque existe
a matéria.”
Esse comentário aparece depois de uma longa série de
comentários de leitores e de minhas respostas a eles. Os interessados podem
seguir a sequência das intervenções lá no post em questão.
Vocês podem notar, em primeiro lugar, a quantidade de
certezas que podem caber na cabeça de um idiota. Tais certezas irão garantir
que o indivíduo irá permanecer idiota pelo resto de seus dias.
O comentarista me pergunta: “você acha mesmo que tem a
resposta para tudo recorrendo ao Deus?”. Eu respondo: não, procuro respostas em
Deus somente para as questões fundamentais. Por exemplo, quando tenho que
escolher um dentista, recorro a outras fontes. Além disso, Deus não é uma coisa
arbitrária. Sua existência pode ser provada rigorosamente. E coisa certamente
curiosa para o anônimo: essa prova, em cinco vias, tem já 700 anos de idade e é
baseada em raciocínios aristotélicos que têm uns 25 séculos. O leitor está
atrasado de 7 séculos, na melhor das hipóteses, e de 25, na pior.
O comentarista continua: “Mas quem cria a matéria que advém
do nada, é o próprio nada!” O leitor aqui está perdido completamente e não sabe
o que diz. Aos leitores interessados nesse tópico, sugiro as primeiras páginas
da Filosofia Concreta de Mário Ferreira dos Santos. Veja só leitor anônimo, não
estou recorrendo a Deus para te refutar, e sim a um mero mortal que, aliás, já
morreu. Vocês verão como Mário parte do que ele chama ponto arquimédico, “cuja
certeza ultrapassa ao nosso conhecimento, independente de nós, e é ôntica e
ontologicamente verdadeira”. Esse ponto é a afirmação “alguma coisa há”. Daí
ele deduz “o nada absoluto, por ser impossível, nada pode”.
Pulo algumas frases idiotas e chego a: “O nosso Deus são as
leis que regem a matéria! O mundo não foi feito pra nós, deixe-se de iludir com
essas tretas”. Primeiramente, “nosso Deus” não, cara-pálida! Sei o suficiente
acerca da ciência para não fazer perguntas fundamentais a essa deusa de Augusto
Comte. É curioso também que o anônimo não quer se iludir “com tretas” e
acredita nos cientistas. Como suspeito que ele não entenda nada de ciência, ou de
leis da matéria, suponho que ele realmente acredite no que os cientistas falam
na televisão ou na Internet. Acredita em Richard Dawkins ou no Dráuzio Varella.
Se isso não é acreditar em tretas, não sei o que é.
A última frase do comentário é um mistério para mim.
Enfatizo a expressão “servir a matéria”. Sim, está certo, quem a tem como deusa, deve mesmo servi-la. Se
tivesse o leitor diante de mim, eu perguntaria: o que é a matéria, e ele teria
um colapso na minha frente.
Marcadores:
Respostas a leitores
22/02/2018
Quaresma nos tempos atuais
21/02/2018
Lições das missas dominicais pós-Vaticano II– Parte XXIX
Comento aqui, principalmente, os
artigos finais d’O DOMINGO de 18/02/2018. Um deles é do Pe. Paulo Bazaglia, o
outro de Izalene Tiene, que se intitula “leiga missionária na Amazônia”. Veremos
quem é essa senhora.
A Missa do último domingo é a do
1º domingo da Quaresma. A Quaresma é o Tempo litúrgico mais importante do ano
para nós católicos.
Na Missa de Sempre, o evangelho
desse domingo é Mt 4, 1-11, que descreve detalhadamente a tentação de Jesus no
deserto. Aquele diálogo que Ele mantém com o demônio. O interessante desse
diálogo é o quanto o demônio conhece as Sagradas Escrituras, uma das bases de
nossa fé. Neste trecho do evangelho está contido também todo o programa
demoníaco de tentação; estão ali tipificadas as principais tentações que nos
atingem diretamente.
Na Missa Nova, de Paulo VI, o
evangelho é Mc 1, 12-15, que descreve assim a tentação de Jesus: “Logo o
Espírito o impeliu para o deserto. Permaneceu no deserto quarenta dias, sendo
tentado por satanás; estava entre as feras, e os anjos o serviam”. Comparem os
leitores os dois evangelhos e verão qual dos dois é mais apropriado para o
início da Quaresma.
Bem, mas vamos ao folheto O Domingo
e aos artigos. Logo no início do folheto (na coluna à esquerda, logo abaixo de
um desenhozinho) estão os “Lembretes e sugestões para a Quaresma”. Aqui se
esperaria algumas sugestões salutares para a Quaresma, que é um tempo de
penitência, esmola e oração. São estas sugestões que têm me ocupado em vídeos
no YouTube e em vários posts do blog. Procuro, na medida do possível, chamar a
atenção dos católicos para a importância desse Tempo. Nas sugestões listadas no
folheto, eu destaco duas, para não cansar os leitores. A sugestão dois: “o
espaço celebrativo seja simples e despojado”. A ênfase aqui é “o espaço
celebrativo”. Imagino que tal espaço seja a Igreja! Mas vocês imaginem tal
sugestão sendo implementada em Notre Dame, Chartres ou em São Marcos, em
Veneza. Como despojar tais igrejas. Uma Igreja católica nunca pretendeu ser um
espaço despojado. Mas continuemos com a sugestão 3: “Dar destaque à cruz e ao
cartaz da Campanha da Fraternidade”. Quando é preciso sugerir a um pároco que
ele deve, em sua Igreja, dar destaque à Cruz de Nosso Senhor, é porque as
outras coisas de nossa fé já estão comprometidas em último grau. Recuso-me a
comentar sobre o cartaz da tal campanha.
Analisemos agora os artigos do
final do folheto. O primeiro se intitula “Deixar-se Conduzir” e é assinado por
Pe. Paulo Bazaglia. A parte mais significativa do artigo é seu início: “Jesus é
batizado por João e passa quarenta dias no deserto sendo tentado por satanás”.
Padre modernista falando de satanás é raro e uma ponta de esperança surge. Será
que o Pe. Bazaglia falará mesmo do demônio, de seu poder, de seu intento, de
suas artimanhas? A próxima frase já destrói toda a esperança, pois o padre
define o que ele pensa ser satanás: “Satanás representa todas as forças
contrárias ao projeto que Jesus vem realizar. Os projetos contrários ao projeto
de Deus são tentadores, com promessas maravilhosas pelo menor esforço”. Então,
caros leitores, para Pe. Bazaglia, o demônio são forças. Sabendo o que são os
padres modernistas e comunistas desse nosso Brasil, essas forças são políticas
e sociais contrárias ao PT. Na frase final, Pe. Bazaglia fecha o artigo com
chave de ouro: “O Senhor nos acompanha e nos dá forças para vencer as tentações
do poder, do prestígio e das riquezas; para fazer acontecer, hoje, as ações do
Reino”. Isso tudo, depois de Jesus ter dito que o Reino d’Ele não era daqui.
Vejam vocês que mensagem mais elevada para o primeiro domingo da Quaresma. Com
essa mensagem, aposto que todos os católicos saíram da Missa e foram se afiliar
ao PT.
Mas o segundo artigo é mais
interessante. Ele tem como título “CAMPANHA DA FRATERNIDADE”, em caixa alta
mesmo! Ele é assinado por uma leiga da Amazônia. Poxa!, que humildade assinar o
artigo como leiga da Amazônia; é a senhora Izalene Tiene. Confesso logo que
nunca tinha ouvido falar dela e logo fui ao Google. Ah!, mas que surpresa! Dona
Izalene Tiene, antes de ser uma humilde leiga da Amazônia foi simplesmente
prefeita de Campinas. Adivinhem o partido da Dona Izalene? Quem falou PT levou
o prêmio. Se vocês fizerem o mesmo que eu, descobrirão a quantidade de
processos que há contra a administração dela e também que suas contas não foram
aprovadas pelo legislativo de São Paulo. Será que ela fugiu lá para a Amazônia?
Não dá para saber, mas o que é surpreendente é que o folheto O Domingo tenha
escolhido justo ela para o artigo de abertura da campanha no semanário. O
artigo é um ajuntamento de jargões sobre a violência contra as mulheres. Não
vale ser lido de modo algum. É daqueles artigos em que o autor é mais
interessante do que o que ele escreve.
Como conclusão, podemos dizer que
os fiéis que receberam e leram o folheto no primeiro domingo de Quaresma,
aprenderam que satanás é uma força contrária ao projeto do PT e que uma grande
apoiadora da Campanha da Fraternidade de 2018 é uma ex-prefeita, agora leiga na
Amazônia, que é, senão corrupta, pelo menos suspeita de corrupção na prefeitura
de uma das maiores e mais importantes cidades do país.
Não poderíamos desejar mais no
início da Quaresma.
Marcadores:
Lições das Missas de Paulo VI
19/02/2018
Tempo da Quaresma: vídeo no canal do YouTube do Blog do Angueth
18/02/2018
Volto ao semanário O Domingo
Creio ter escrito meu último comentário sobre o semanário litúrgico da CNBB, O Domingo, nos idos de setembro
de 2009. Lá se vão quase dez anos.
Lancei um
livro com a coletânea dos posts, em 2011. Na época, considerei que minha
missão estava cumprida. O prefácio do livro explica a que missão estou me
referindo.
Volto agora ao semanário por
alguns motivos. O primeiro, é que existe hoje uma nova juventude católica, mais
conservadora, mais falante e mais combativa. Meu propósito é, por meio de meus
comentários do que diz o semanário, ajudar a desmascarar quem trabalha pela
destruição da Igreja. Precisamos desmoralizar esses pseudo-católicos que atentam
contra a base de nossa doutrina e de nossa fé, sejam eles padres ou leigos. O
semanário é um ótimo local para encontrarmos tal plêiade de gente.
Em segundo lugar, tentarei, com
esses novos comentários, esclarecer melhor o que falo no prefácio do citado livro:
Pode-se objetar ainda (e alguém já o fez de fato) que
o título do livro é indevido [Lições das Missas de Paulo VI]. Afinal, os
comentários se referem ao folheto que é distribuído na Missa e não à própria
Missa, à liturgia em si. Bem, embora haja apenas um comentário
predominantemente litúrgico neste livro, o folheto O DOMINGO é um fenômeno
inseparável da Missa Nova, da Missa de Paulo VI. É um fenômeno impensável numa
Missa Tridentina, pois lex orandi, lex
credenti. Assim, os textos escandalosos d’O DOMINGO estão em consonância
com a atmosfera protestantizante da Missa de Paulo VI. Eu diria até que são
adornos inseparáveis desta liturgia, que trouxe para a Igreja a grande tragédia
atual.
Eu não penso que o problema atual
da Igreja seja a infiltração comunista. Ou pelo menos, esse problema não é o
fundamental. Penso que o problema principal (talvez, matriz e facilitadora da
infiltração comunista) seja a Missa Nova, a mudança do rito. Quem conheça a
estratégia usada por Cranmer na Inglaterra, não pode deixar de concordar
comigo. Michael Davies, na introdução de seu livro Cranmer’s Godly Order (que
foi traduzido recentemente pela Editora Permanência) diz: a intensão do livro é mostrar “pelo exame do Prayer Book de Thomas Cranmer, quanto a
fé do povo católico pode se alterar simplesmente pela mudança da liturgia. (...)
O modo como rezamos reflete e, em larga medida, decide o que acreditamos.”
Cranmer conseguiu destruir o
catolicismo na Inglaterra do século XVI por meio de alterações no Missal usado
pelo povo. E notem: muitos séculos antes de Marx!
A infiltração comunista na Igreja
é um fenômeno real, planejado com muita antecedência e com anuência de toda a
alta cúpula da Igreja. O evento principal nessa história de horror foi o acordode Metz, que proibiu o Concílio Vaticano II de condenar, ou mesmo sequer
mencionar, o comunismo em seus documentos. Eu sei e reconheço tudo isso. Mas
isso não seria possível, ou pelo menos tão fácil, sem a mudança litúrgica.
Assim, como muitos hoje, de vários
modos, e utilizando várias plataformas, estão condenando tão veementemente o
comunismo dentro da Igreja, mas não, pelo menos explicitamente, a mudança
litúrgica, sinto-me no dever de trabalhar modestamente no campo litúrgico,
messe esta tão carente de operários.
Volto então aos comentários d’O
Domingo e de suas absurdidades na esperança de alertar os católicos das ideias
distorcidas e, por vezes, heréticas, ali propugnadas, fruto da mudança profunda da fé católica promovida pela mudança do rito da Missa.
Farei isso de duas formas: ora
por escrito, aqui no blog, ora com vídeos no canal do blog no YouTube.
Marcadores:
Lições das Missas de Paulo VI
15/02/2018
A Imitação de Cristo, uma leitura eminentemente quaresmal
14/02/2018
Memento, homo, quia pulvis es, et in pulverem reverteris.
Leitura absolutamente fundamental para hoje, quarta-feira de cinzas, é o sermão do Pe. Antônio Vieira.
10/02/2018
Quaresma 2018 - Palestra de preparação e outros materiais.
Apresento abaixo algumas sugestões para práticas e meditações para a Quaresma de 2018. São coisas já publicadas no blog, mas não custa repetir.
Começo por duas palestras que fiz sobre as mortificações cristãs.
Desejo também apresentar dez sugestões de leituras proveitosas para este período do ano, que é essencial para toda a vida católica.
1. Imitação de Cristo;
2. Glórias de Maria, de Santo Afonso;
3. Filotéia: introdução à vida devota, de São Francisco de Sales;
4. A Prática do Amor a Jesus Cristo, de Santo Afonso;
5. História de Uma Alma, Santa Teresinha do Menino Jesus;
6. A Alma de Todo Apostolado, de Dom Jean-Baptiste Chautard;
7. Tratado da Verdadeira Devoção a Virgem Santíssima, São Luiz de Montfort;
8. O Inferno, de Monsenhor de Segúr;
9. Meditações sobre os Principais Mistérios da Virgem Santíssima Senhora Nossa, Pe. Manuel Bernardes;
10. Tratado da Oração e da Meditação, São Pedro de Alcântara.
Finalmente, convido os leitores a visitarem o marcador "Quaresma" do blog.
Santa Quaresma a todos vocês!
06/02/2018
O mundo das redes sociais e dos celulares.
31/01/2018
Olavo menciona meu livro "Lições das Missas de Paulo VI", dentre outros, em vídeo no Facebook!
Obrigado, professor, pela menção"!
https://www.facebook.com/roxane.carvalho/videos/10215019781872470/?fref=mentions
Para saber mais sobre o livro, clique aqui.
https://www.facebook.com/roxane.carvalho/videos/10215019781872470/?fref=mentions
Para saber mais sobre o livro, clique aqui.
10/01/2018
Amoris Leaticia contra Humanae Vitae
Desde o início, estava claro que Amoris Leaticia do Papa Francisco fazia parte do esforço dos modernistas para alcaçarem o que fora impossível nos anos 1960: fazer a Igreja aceitar os pressupostos da contracepção, que vão contra o Magistério autêntico da Igreja, reafirmado nas encíclicas de Jõao Paulo II, Familiaris Consortio e Veritatis Splendor. O Magistério da Igreja afirma que existe um "elo profundo e maravilhoso entre o amor da união conjugal e a procriação, de modo que qualquer ato de contracepção que separa o significado unitivo do procriativo na união conjugal é intrinsicamente errado em qualquer situação".
É o que afirma o Prof. Seifert, numa resposta que dá ao Padre Maurizio Chiodi, que defendeu as afirmações da Amoris Leaticia contra as posições Magisteriais da Humanae Vitae, numa conferência em 14 de dezembro de 2017, na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, intitulada "Releitura da Humanae Vitae à luz da Amoris Leaticia".
Como tem acontecido neste pontificado, o Papa não responde às perguntas feitas por cardeais ou fiéis católicos, (por exemplo, as Dubia ou a Correction Filialis), mas escolhe alguns auxiliares para fazê-lo. Pe. Chiode parece responder, com essa conferência, duas questões das Dubia. E a resposta é: Não há, na realidade, nenhuma ação que seja intrinsicamente má em todas as circunstâncias.
Estamos diante da, talvez, mais grave crise da Igreja, que parece querer aceitar integralmente os princípios da revolta Luterana.
Vale a pena ler o texto (em inglês) do prof. Seifert.
Não foi por falta de aviso que chegamos à atual situação. Lembremos, por exemplo, de Fátima e La Sallete. Nossa Senhora reclamava, em La Sallet, que o "braço de Meu Filho" está muito pesado, e dizia que Ela não estava conseguindo mais segurá-lo.
Que Ela se digne ainda a nos protejer!
Assinar:
Postagens (Atom)





