28/02/2018

Lições das missas dominicais pós-Vaticano II– Parte XXX


Comento aqui, principalmente, os artigos finais d’O DOMINGO de 25/02/2018. Um deles é do Pe. Paulo Bazaglia, o outro de Izalene Tiene, nossa “leiga missionária na Amazônia”, que já conhecemos do comentário anterior.

O Evangelho dessa Missa, segundo domingo da Quaresma é o da Transfiguração. Vamos ver o que nos dizem a Igreja pós-Vaticano II desse extraordinário acontecimento. No comecinho da parte do folheto intitulado Ritos Iniciais, sempre vem um texto, que não faz parte dos tais ritos, mas como vem depois do título, parece que sim. A mensagem do folheto, que não há como não considerar uma mensagem oficial, é a dos mandatários da Igreja no Brasil. Na sua parte final está a mensagem principal dos bispos comunistas do Brasil: “a Fé nos garante ser possível transfigurar a sociedade marcada pela violência e a vida de quem foi despojado de sua dignidade”.

Então, se entendemos bem a mensagem comunista, ela é a seguinte: Jesus subiu ao Monte Tabor, levando três apóstolos, transfigurou-Se na frente deles, conversou com Moisés e Elias, para nos ensinar que podemos transfigurar a sociedade em que nós vivemos.

Essa é também a mensagem que o artigo do Pe. Nilo Luza nos dá num dos artigos finais do folheto. Pe. Luza não é tão sucinto quanto a mensagem inicial, talvez até escrita por ele mesmo, já que é o redator do folheto. Ele usa muitas palavras vazias e enganosas, mas sua mensagem é clara: “Somos convidados a subir a montanha com Jesus, fazer a experiência de sua transfiguração e escutar a voz do Mestre, que nos pede fidelidade no seguimento e nos aponta o que deve ser transfigurado ou transformado na realidade em que vivemos”.

Segundo a exegese distorcida do Pe. Luza, Jesus nos convida a “fazer a experiência de sua transfiguração”. É como se Jesus dissesse para os três apóstolos: “Estão vendo como é fácil? Venham aqui que Eu vou ensiná-los. Isso, fiquem de pé, façam isso e aquilo, e, vejam!, vocês se transfiguraram! Agora, vocês desçam e ensinem ao mundo o processo. Não, Moisés e Elias, não estarão disponível para as gentes. Ensinem apenas a transfiguração.”

Mas Pe. Luza diz mais, claro. Ele diz que o seguimento de Jesus significa transfigurar e transformar a realidade em que vivemos. Descobrimos, com o Pe. Luza, que os marxistas de todos os matizes (e como existem matizes!) são aqueles que aprenderam a verdadeira mensagem da transfiguração (assim, com letras minúsculas). Vejam vocês que o slogan “Um outro mundo é possível” e a condensação da Transfiguração do Monte Tabor. Nesse sentido, Pe. Luza transforma Marx num discípulo aplicado de Jesus. Não é uma gracinha esse Pe. Luza, redator do folheto O Domingo?!

Num outro post, veremos o verdadeiro significado da Transfiguração. Traduzirei um trecho do “A Practical Commentary on Holy Scripture” [Comentário Prático da Sagrada Escritura], do bispo Frederick Justus Knecht, livro que recomendo a todos.
Por ora, nos ocupemos da leiga missionária na Amazônia, Izalene Tiene. Ao que parece, essa senhora, pelo menos provisoriamente é a porta voz da Campanha da Fraternidade, pois a coluna dessa campanha é assinada novamente por ela. Izalene, conforme comentei no post anterior, é ex-prefeita de Campinas, do PT, e está cheia de processos por corrupção nas costas, o que não é novidade nessa legenda. Talvez, ao longo da campanha, alguns outros “companheiros” irão escrever também a coluna. Sugiro alguns: Zé Dirceu (companheiro de frei Beto lá em Cuba), Zé Genoíno, Lula, etc

Vocês sabem, a campanha versa sobre a violência. Pelo menos até agora, nenhuma palavra sobre os 60 mil brasileiros que morrem por ano, assassinados neste pobre país!

Mas o mais interessante do texto é uma referência à Laudato Si (em que a colunista diz ser o fundamento da Doutrina Social da Igreja, elogiando sua espiritualidade), e uma proposta da conversão de todos.

A Laudato Si, vocês sabem, é a encíclica do Papa Francisco que apoia uma fraude científica, a do aquecimento global. Mas não só apoia a fraude, ela apóia também todas as iniciativas baseadas nessa fraude.

Mas dirão os leitores que se a Izalene está propondo a conversão de todos, ao menos em alguma coisa a leiga missionária da Amazônia está em consonância com os ensinamentos de sempre da Igreja. Afinal, Quaresma é tempo de conversão. Talvez o blogueiro esteja de implicância com a pobre missionária.

Vejamos a frase da ex-prefeita do PT: “Cabe a nós, mulheres e homens da cidade e do campo, cuidar da criação, colaborando com Deus, denunciando as práticas que devastam a natureza. Devemos estimular uma ‘conversão ecológica’ nos nossos grupos e comunidades e em todos os espaços da sociedade”.

Ah!, agora sim. Uma conversão ecológica, hein? Que tal?

Em conclusão, com o folheto de hoje aprendemos que a mensagem da transfiguração ainda vive, mais que nunca, em todos os matizes do comunismo, que é o continuador da mensagem de Nosso Senhor no Monte Tabor. Aprendemos também que nesta Quaresma, tempo de conversão, devemos nos empenhar ao máximo na conversão ecológica proposta pela ilustre Izalene do PT. Ah!, e não se esqueça da espiritualidade da Laudato Si.  



26/02/2018

Manuel Bandeira e a Morte





Canal do Blog no YouTube: https://www.youtube.com/user/nry17

24/02/2018

Resposta atrasada a um ateu anônimo


Quando recebo comentários de posts antigos, tenho o hábito de ler os posts em questão e os outros comentários, já antigos. Deparei-me com um comentário que merece ser respondido. O comentário está no post A Neurociência Refuta o Livre-Arbítrio?.

Antes de irmos ao comentário, permitam-me indicar, aos leitores interessados, alguns outros posts do blog sobre neurociência, que listo a seguir: Diocese de Belo Horizonte avisa: a neurociência agora substitui a Bíblia.; Neurocientista (sic!) puxa orelha do blogueiro e ele responde.; e Leitora esclarece seus pontos de vista: blog agradece.


Voltemos então ao comentário do anônimo. Ele diz:

“Caro Antonio Emilio Angueth de Araujo, você acha mesmo que tem a resposta para tudo recorrendo ao Deus. Mas quem cria a matéria que advém do nada, é o próprio nada! é porque a matéria só pode existir advindo do seu contrario, e não porque meros humanos acham que têm um Deus que se deu ao trabalho de nos dar a razão. O nosso Deus são as leis que regem a matéria! O mundo não foi feito pra nós, deixe-se de iludir com essas tretas. Nós podemos servir a matéria tentando compreender-mo-nos para começar, e depois sim tentar compreender porque existe a matéria.”

Esse comentário aparece depois de uma longa série de comentários de leitores e de minhas respostas a eles. Os interessados podem seguir a sequência das intervenções lá no post em questão.

Vocês podem notar, em primeiro lugar, a quantidade de certezas que podem caber na cabeça de um idiota. Tais certezas irão garantir que o indivíduo irá permanecer idiota pelo resto de seus dias.

O comentarista me pergunta: “você acha mesmo que tem a resposta para tudo recorrendo ao Deus?”. Eu respondo: não, procuro respostas em Deus somente para as questões fundamentais. Por exemplo, quando tenho que escolher um dentista, recorro a outras fontes. Além disso, Deus não é uma coisa arbitrária. Sua existência pode ser provada rigorosamente. E coisa certamente curiosa para o anônimo: essa prova, em cinco vias, tem já 700 anos de idade e é baseada em raciocínios aristotélicos que têm uns 25 séculos. O leitor está atrasado de 7 séculos, na melhor das hipóteses, e de 25, na pior.

O comentarista continua: “Mas quem cria a matéria que advém do nada, é o próprio nada!” O leitor aqui está perdido completamente e não sabe o que diz. Aos leitores interessados nesse tópico, sugiro as primeiras páginas da Filosofia Concreta de Mário Ferreira dos Santos. Veja só leitor anônimo, não estou recorrendo a Deus para te refutar, e sim a um mero mortal que, aliás, já morreu. Vocês verão como Mário parte do que ele chama ponto arquimédico, “cuja certeza ultrapassa ao nosso conhecimento, independente de nós, e é ôntica e ontologicamente verdadeira”. Esse ponto é a afirmação “alguma coisa há”. Daí ele deduz “o nada absoluto, por ser impossível, nada pode”.

Pulo algumas frases idiotas e chego a: “O nosso Deus são as leis que regem a matéria! O mundo não foi feito pra nós, deixe-se de iludir com essas tretas”. Primeiramente, “nosso Deus” não, cara-pálida! Sei o suficiente acerca da ciência para não fazer perguntas fundamentais a essa deusa de Augusto Comte. É curioso também que o anônimo não quer se iludir “com tretas” e acredita nos cientistas. Como suspeito que ele não entenda nada de ciência, ou de leis da matéria, suponho que ele realmente acredite no que os cientistas falam na televisão ou na Internet. Acredita em Richard Dawkins ou no Dráuzio Varella. Se isso não é acreditar em tretas, não sei o que é.

A última frase do comentário é um mistério para mim. Enfatizo a expressão “servir a matéria”. Sim, está certo, quem a tem como deusa, deve mesmo servi-la. Se tivesse o leitor diante de mim, eu perguntaria: o que é a matéria, e ele teria um colapso na minha frente.



21/02/2018

Lições das missas dominicais pós-Vaticano II– Parte XXIX


Comento aqui, principalmente, os artigos finais d’O DOMINGO de 18/02/2018. Um deles é do Pe. Paulo Bazaglia, o outro de Izalene Tiene, que se intitula “leiga missionária na Amazônia”. Veremos quem é essa senhora.

A Missa do último domingo é a do 1º domingo da Quaresma. A Quaresma é o Tempo litúrgico mais importante do ano para nós católicos.

Na Missa de Sempre, o evangelho desse domingo é Mt 4, 1-11, que descreve detalhadamente a tentação de Jesus no deserto. Aquele diálogo que Ele mantém com o demônio. O interessante desse diálogo é o quanto o demônio conhece as Sagradas Escrituras, uma das bases de nossa fé. Neste trecho do evangelho está contido também todo o programa demoníaco de tentação; estão ali tipificadas as principais tentações que nos atingem diretamente.

Na Missa Nova, de Paulo VI, o evangelho é Mc 1, 12-15, que descreve assim a tentação de Jesus: “Logo o Espírito o impeliu para o deserto. Permaneceu no deserto quarenta dias, sendo tentado por satanás; estava entre as feras, e os anjos o serviam”. Comparem os leitores os dois evangelhos e verão qual dos dois é mais apropriado para o início da Quaresma.

Bem, mas vamos ao folheto O Domingo e aos artigos. Logo no início do folheto (na coluna à esquerda, logo abaixo de um desenhozinho) estão os “Lembretes e sugestões para a Quaresma”. Aqui se esperaria algumas sugestões salutares para a Quaresma, que é um tempo de penitência, esmola e oração. São estas sugestões que têm me ocupado em vídeos no YouTube e em vários posts do blog. Procuro, na medida do possível, chamar a atenção dos católicos para a importância desse Tempo. Nas sugestões listadas no folheto, eu destaco duas, para não cansar os leitores. A sugestão dois: “o espaço celebrativo seja simples e despojado”. A ênfase aqui é “o espaço celebrativo”. Imagino que tal espaço seja a Igreja! Mas vocês imaginem tal sugestão sendo implementada em Notre Dame, Chartres ou em São Marcos, em Veneza. Como despojar tais igrejas. Uma Igreja católica nunca pretendeu ser um espaço despojado. Mas continuemos com a sugestão 3: “Dar destaque à cruz e ao cartaz da Campanha da Fraternidade”. Quando é preciso sugerir a um pároco que ele deve, em sua Igreja, dar destaque à Cruz de Nosso Senhor, é porque as outras coisas de nossa fé já estão comprometidas em último grau. Recuso-me a comentar sobre o cartaz da tal campanha.

Analisemos agora os artigos do final do folheto. O primeiro se intitula “Deixar-se Conduzir” e é assinado por Pe. Paulo Bazaglia. A parte mais significativa do artigo é seu início: “Jesus é batizado por João e passa quarenta dias no deserto sendo tentado por satanás”. Padre modernista falando de satanás é raro e uma ponta de esperança surge. Será que o Pe. Bazaglia falará mesmo do demônio, de seu poder, de seu intento, de suas artimanhas? A próxima frase já destrói toda a esperança, pois o padre define o que ele pensa ser satanás: “Satanás representa todas as forças contrárias ao projeto que Jesus vem realizar. Os projetos contrários ao projeto de Deus são tentadores, com promessas maravilhosas pelo menor esforço”. Então, caros leitores, para Pe. Bazaglia, o demônio são forças. Sabendo o que são os padres modernistas e comunistas desse nosso Brasil, essas forças são políticas e sociais contrárias ao PT. Na frase final, Pe. Bazaglia fecha o artigo com chave de ouro: “O Senhor nos acompanha e nos dá forças para vencer as tentações do poder, do prestígio e das riquezas; para fazer acontecer, hoje, as ações do Reino”. Isso tudo, depois de Jesus ter dito que o Reino d’Ele não era daqui. Vejam vocês que mensagem mais elevada para o primeiro domingo da Quaresma. Com essa mensagem, aposto que todos os católicos saíram da Missa e foram se afiliar ao PT.

Mas o segundo artigo é mais interessante. Ele tem como título “CAMPANHA DA FRATERNIDADE”, em caixa alta mesmo! Ele é assinado por uma leiga da Amazônia. Poxa!, que humildade assinar o artigo como leiga da Amazônia; é a senhora Izalene Tiene. Confesso logo que nunca tinha ouvido falar dela e logo fui ao Google. Ah!, mas que surpresa! Dona Izalene Tiene, antes de ser uma humilde leiga da Amazônia foi simplesmente prefeita de Campinas. Adivinhem o partido da Dona Izalene? Quem falou PT levou o prêmio. Se vocês fizerem o mesmo que eu, descobrirão a quantidade de processos que há contra a administração dela e também que suas contas não foram aprovadas pelo legislativo de São Paulo. Será que ela fugiu lá para a Amazônia? Não dá para saber, mas o que é surpreendente é que o folheto O Domingo tenha escolhido justo ela para o artigo de abertura da campanha no semanário. O artigo é um ajuntamento de jargões sobre a violência contra as mulheres. Não vale ser lido de modo algum. É daqueles artigos em que o autor é mais interessante do que o que ele escreve.

Como conclusão, podemos dizer que os fiéis que receberam e leram o folheto no primeiro domingo de Quaresma, aprenderam que satanás é uma força contrária ao projeto do PT e que uma grande apoiadora da Campanha da Fraternidade de 2018 é uma ex-prefeita, agora leiga na Amazônia, que é, senão corrupta, pelo menos suspeita de corrupção na prefeitura de uma das maiores e mais importantes cidades do país.

Não poderíamos desejar mais no início da Quaresma.

18/02/2018

Volto ao semanário O Domingo


Creio ter escrito meu último comentário sobre o semanário litúrgico da CNBB, O Domingo, nos idos de setembro de 2009. Lá se vão quase dez anos.

Lancei um livro com a coletânea dos posts, em 2011. Na época, considerei que minha missão estava cumprida. O prefácio do livro explica a que missão estou me referindo.

Volto agora ao semanário por alguns motivos. O primeiro, é que existe hoje uma nova juventude católica, mais conservadora, mais falante e mais combativa. Meu propósito é, por meio de meus comentários do que diz o semanário, ajudar a desmascarar quem trabalha pela destruição da Igreja. Precisamos desmoralizar esses pseudo-católicos que atentam contra a base de nossa doutrina e de nossa fé, sejam eles padres ou leigos. O semanário é um ótimo local para encontrarmos tal plêiade de gente.

Em segundo lugar, tentarei, com esses novos comentários, esclarecer melhor o que falo no prefácio do citado livro:

Pode-se objetar ainda (e alguém já o fez de fato) que o título do livro é indevido [Lições das Missas de Paulo VI]. Afinal, os comentários se referem ao folheto que é distribuído na Missa e não à própria Missa, à liturgia em si. Bem, embora haja apenas um comentário predominantemente litúrgico neste livro, o folheto O DOMINGO é um fenômeno inseparável da Missa Nova, da Missa de Paulo VI. É um fenômeno impensável numa Missa Tridentina, pois lex orandi, lex credenti. Assim, os textos escandalosos d’O DOMINGO estão em consonância com a atmosfera protestantizante da Missa de Paulo VI. Eu diria até que são adornos inseparáveis desta liturgia, que trouxe para a Igreja a grande tragédia atual.

Eu não penso que o problema atual da Igreja seja a infiltração comunista. Ou pelo menos, esse problema não é o fundamental. Penso que o problema principal (talvez, matriz e facilitadora da infiltração comunista) seja a Missa Nova, a mudança do rito. Quem conheça a estratégia usada por Cranmer na Inglaterra, não pode deixar de concordar comigo. Michael Davies, na introdução de seu livro Cranmer’s Godly Order (que foi traduzido recentemente pela Editora Permanência) diz:  a intensão do livro é mostrar “pelo exame do Prayer Book de Thomas Cranmer, quanto a fé do povo católico pode se alterar simplesmente pela mudança da liturgia. (...) O modo como rezamos reflete e, em larga medida, decide o que acreditamos.”

Cranmer conseguiu destruir o catolicismo na Inglaterra do século XVI por meio de alterações no Missal usado pelo povo. E notem: muitos séculos antes de Marx!

A infiltração comunista na Igreja é um fenômeno real, planejado com muita antecedência e com anuência de toda a alta cúpula da Igreja. O evento principal nessa história de horror foi o acordode Metz, que proibiu o Concílio Vaticano II de condenar, ou mesmo sequer mencionar, o comunismo em seus documentos. Eu sei e reconheço tudo isso. Mas isso não seria possível, ou pelo menos tão fácil, sem a mudança litúrgica.

Assim, como muitos hoje, de vários modos, e utilizando várias plataformas, estão condenando tão veementemente o comunismo dentro da Igreja, mas não, pelo menos explicitamente, a mudança litúrgica, sinto-me no dever de trabalhar modestamente no campo litúrgico, messe esta tão carente de operários.

Volto então aos comentários d’O Domingo e de suas absurdidades na esperança de alertar os católicos das ideias distorcidas e, por vezes, heréticas, ali propugnadas, fruto da mudança profunda da fé católica promovida pela mudança do rito da Missa.

Farei isso de duas formas: ora por escrito, aqui no blog, ora com vídeos no canal do blog no YouTube.


14/02/2018

10/02/2018

Quaresma 2018 - Palestra de preparação e outros materiais.




Apresento abaixo algumas sugestões para práticas e meditações para a Quaresma de 2018. São coisas já publicadas no blog, mas não custa repetir.

Começo por duas palestras que fiz sobre as mortificações cristãs.








Desejo também apresentar dez sugestões de leituras proveitosas para este período do ano, que é essencial para toda a vida católica.

1. Imitação de Cristo; 
2. Glórias de Maria, de Santo Afonso; 
3. Filotéia: introdução à vida devota, de São Francisco de Sales; 
4. A Prática do Amor a Jesus Cristo, de Santo Afonso;
5. História de Uma Alma, Santa Teresinha do Menino Jesus;
6. A Alma de Todo Apostolado, de Dom Jean-Baptiste Chautard; 
7. Tratado da Verdadeira Devoção a Virgem Santíssima, São Luiz de Montfort; 
8. O Inferno, de Monsenhor de Segúr; 
9. Meditações sobre os Principais Mistérios da Virgem Santíssima Senhora Nossa, Pe. Manuel Bernardes; 
10. Tratado da Oração e da Meditação, São Pedro de Alcântara.

Finalmente, convido os leitores a visitarem o marcador  "Quaresma" do blog.

Santa Quaresma a todos vocês!

31/01/2018

Olavo menciona meu livro "Lições das Missas de Paulo VI", dentre outros, em vídeo no Facebook!

Obrigado, professor, pela menção"!

https://www.facebook.com/roxane.carvalho/videos/10215019781872470/?fref=mentions

Para saber mais sobre o livro, clique aqui.


10/01/2018

Amoris Leaticia contra Humanae Vitae

Desde o início, estava claro que Amoris Leaticia do Papa Francisco fazia parte do esforço dos modernistas para alcaçarem o que fora impossível nos anos 1960: fazer a Igreja aceitar os pressupostos da contracepção, que vão contra o Magistério autêntico da Igreja, reafirmado nas encíclicas de Jõao Paulo II, Familiaris Consortio e Veritatis Splendor. O Magistério da Igreja afirma que existe um "elo profundo e maravilhoso entre o amor da união conjugal e a procriação, de modo que qualquer ato de contracepção que separa o significado unitivo do procriativo na união conjugal é intrinsicamente errado em qualquer situação". 

É o que afirma o Prof. Seifert, numa resposta que dá ao Padre Maurizio Chiodi, que defendeu as afirmações da Amoris Leaticia contra as posições Magisteriais da Humanae Vitae, numa conferência em 14 de dezembro de 2017, na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, intitulada "Releitura da Humanae Vitae à luz da Amoris Leaticia". 

Como tem acontecido neste pontificado, o Papa não responde às perguntas feitas por cardeais ou fiéis católicos, (por exemplo, as Dubia ou a Correction Filialis), mas escolhe alguns auxiliares para fazê-lo. Pe. Chiode parece responder, com essa conferência, duas questões das Dubia. E a resposta é: Não há, na realidade, nenhuma ação que seja intrinsicamente má em todas as circunstâncias.

Estamos diante da, talvez, mais grave crise da Igreja, que parece querer aceitar integralmente os princípios da revolta Luterana.

Vale a pena ler o texto (em inglês) do prof. Seifert.

Não foi por falta de aviso que chegamos à atual situação. Lembremos, por exemplo, de Fátima e La Sallete. Nossa Senhora reclamava, em La Sallet, que o "braço de Meu Filho" está muito pesado, e dizia que Ela não estava conseguindo mais segurá-lo.

Que Ela se digne ainda a nos protejer!


09/12/2017

Cristo é o remédio para todos os males!

Nós que vivemos em meio a panteístas abraçadores de árvores, que andam descalços e vão a cachoeiras para se livrarem de energias negativas, sabemos que isto, ao contrário do que nos falam, é a mais antiga forma da adoração da natureza. O texto abaixo é uma bela reação católica a tudo isso e uma extraordinária meditação para o Advento 20017.


Advento, 2017

dezembro 8, 2017 - lorenamcutlak

“Pensar em Deus é desobedecer a Deus,
Porque Deus quis que o não conhecêssemos,
Por isso se nos não mostrou…”

“O meu misticismo é não querer saber.
É viver e não pensar nisso.”

Alberto Caeiro, “O Guardador de Rebanhos”, poemas VI e XXX, respectivamente.

*

Estive relendo Alberto Caeiro, um dos poetas da minha adolescência; e dessa vez com mais interesse do que antes.

Em menina, uns quinze anos atrás, ele não era das minhas leituras mais intensas; nunca me demorei nos seus poemas, que por motivos então obscuros me pareciam “sem sal”. Meu favorito, no universo pessoano, sempre foi o ortônimo.

Hoje Caeiro me chama particularmente a atenção, e o leio com um misto de tédio e angústia, por reconhecer que ainda há muito do que ele diz sedimentado no que eu sou. E ao mesmo tempo percebo, com clareza renovada, que era mesmo inevitável que me tornasse cristã.

Querer a docilidade das plantas, mas não como uma entrega abnegada ao que tiver de ser e vir, antes como quem se fecha à possibilidade de sofrer: é isso, no fundo, o sensacionismo de Caeiro. O olhar de quem busca ver na flor somente a flor e no sol somente o sol, recusando obstinadamente reflexões e metáforas, é tão nítido quanto limitado. Reduzir a vida ao que nos chega de forma bruta pelos sentidos, ser apenas o que se é a cada momento, ir sendo, sem pensar, ir sendo…

Medo, um medo enorme de sofrer. Mas eu nunca entendi que se pudesse desejar a serenidade das pedras. Já na adolescência aquilo me parecia excessivamente morno e, em seu fundamento, irreal. Mesmo quando maravilhada pelo som e pelo ritmo tão envolventes daquelas palavras, era claro que estava diante de uma tentativa de fuga.

A filosofia de Caeiro é apenas um exemplo entre tantos de como os homens tentam driblar a dor por meio de racionalizações fajutas. E é inevitável que seja uma filosofia anti-cristã, pois a religião da cruz, antes de ser religião, antes de tornar-se credo, veio ao mundo justamente como a radicalização da dor: o Deus chagado, humilhado, crucificado, que levou ao extremo em sua própria carne todas as mágoas de que humanamente nos queixamos e nos deu testemunhar Sua Dor para nos ensinar a vivenciar a nossa.

Nunca será diferente: sempre vai doer. Em todos nós. De todos os modos possíveis. Essa é a realidade da experiência humana, e modificá-la não é uma questão de imitar a passividade das folhinhas trêmulas das árvores. Nem é o caso, na verdade, de “modificá-la”. Podemos alterar a fachada do edifício, mas os alicerces vão muito além de nossos pueris sensacionismos.

A única resposta razoável para o problema do mal é o Cristo, e está aí, à guisa de demonstração, a literatura de Dostoiévski. Os males que nos sucedem são fundamentalmente de dois tipos: os que nos acometem pessoalmente e os que acometem aqueles que amamos. Todas – repito: todas – as chagas da humanidade estão contempladas no sofrimento e morte de cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo e na dor imensurável de sua Mãe Santíssima.

Sim, o papel de Maria na pedagogia da cruz é central. Quantas vezes nos sentimos feridos, não tanto em nossa integridade pessoal, mas em nosso senso de justiça, diante do mal feito a outrem? E quando esse outro é a pessoa que mais amamos no mundo – existe dor maior?

Jesus e Maria, juntos, nos dão a medida máxima da dor humana e nos mostram por que, e como, suportá-la. É uma lição dificílima, por mais didático que seja o exemplo. Mas está tudo aí – tudo aquilo de que Alberto Caeiro foge como se fosse o próprio diabo (e não é?); está tudo aí, para quem tiver olhos, não apenas os olhos da face, mas aqueles olhos metafóricos, produtos da maturação do espírito, que nos ajudam a tatear os caminhos misteriosos da Criação.

Deus quis, sim, que o conhecêssemos, e não apenas enquanto ente maravilhoso e inabarcável, mas de um modo que, para nós, haver Deus fizesse sentido… Ele Se nos mostrou tão perfeita e inegavelmente Deus – doendo, humanamente doendo – , que o único modo de não O ver desde então é fechar os olhos e “não pensar nisso”.

Essa reflexão meio críptica, meio literária, é meu modo de desejar um feliz Advento aos amigos, especialmente aos que se desejariam mortos por dentro como Alberto Caeiro, julgando haver nisso algum tipo de felicidade.

Que o Menino Jesus nasça no coração de cada um de nós e retifique nossos caminhos.

29/11/2017

Hangout no Terça Livre, hoje 29 de novembro.

Hoje, às 21 horas, Hangout no Terça Livre sobre o tema "É proibido proibir?". O Hangout contará com a participação dos professores Sidney SilveiraCarlos Nougué e Antonio Angueth.
Os três professores escreveram tratados de defesa da fé que abrirão a tradução do latim para o português do Index Librorum Prohibitorum de 1564. Adquira os livros em: https://editora.centrodombosco.org/



13/10/2017

Michelet, Lutero e a loucura moderna.

Os historiadores normalmente consideram que a pseudo-reforma de Lutero foi a origem da Revolução Francesa. Hilaire Belloc também considera que o comunismo é filho de Lutero. Abaixo transcrevo dois trechos da introdução da obra de Jules Michelet, o grande historiador francês, sobre Lutero: Mémoires de Luther, écrits par lui-même, traduits et mis en ordre par M. Michelet.

Michelet é descendente de huguenotes e seu credo ético, político e religioso, chamado de curioso, é descrito pela Wikipedia (até por ela, meu Deus!) como: uma mistura de sentimentalismo, de comunismo, de anti-sacerdotalismo, apoiado pelos argumentos mais excêntricos e de uma boa parte de eloquência.

No primeiro trecho abaixo, Michelet confirma que Lutero é pai da Revolução e do liberalismo. Vejamos.

Não é então inexato dizer que Lutero foi o restaurador da liberdade para os séculos seguintes. Se a negou em teoria, ele a fundou na prática. Se ele não a fez, pelo menos marcou corajosamente seu nome na grande revolução que legaliza, na Europa, o direito do livre-exame. Este é o primeiro direito da inteligência humana, ao qual todos os outros estão ligados. Se os exercemos hoje em tal plenitude, é a ele, em grande parte, que devemos. Não podemos pensar, falar, escrever sem que esse imenso benefício de libertação intelectual se renove a cada instante. As linhas mesmas que aqui escrevo, a quem devo o poder de publicá-las, senão ao libertador do pensamento moderno? [Negritos meus]

No segundo trecho, que é anterior ao primeiro, ele diz o seguinte.

Qualquer simpatia que possa inspirar essa amável e poderosa personalidade de Lutero, ela não deve influenciar nosso julgamento sobre a doutrina que ensina, sobre as consequências que dela se extrai necessariamente. Esse homem que fez da liberdade um uso tão enérgico, ressuscitou a teoria agostiniana do aniquilamento da liberdade. Ele imolou o livre arbítrio à graça, o homem a Deus, a moral a um tipo de fatalidade providencial.[Negritos meus]


Meu Deus! Se a teoria é tão condenável, como a prática pode ser tão recomendável. Se com essa teoria, que nega o livro arbítrio, se funda “o primeiro direito da inteligência humana”, que direito é esse? Infelizmente, toda a loucura moderna deriva dessa e de outras contradições que já estão arraigadas na mentalidade do mundo.

12/10/2017

Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!


Viva a Mãe de Deus e nossa,
Sem pecado concebida!
Salve, ó Virgem Imaculada,
Ó Senhora Aparecida.

11/10/2017

Católicos, é isso que somos?





PAUL EHRLICH - DEFENSOR DO CONTROLE POPULACIONAL

"Cada pessoa que se adiciona à população exige mais recursos."

EM 1968, EHRLICH ESCREVEU UM LIVRO, AGORA DESACREDITADO, "A BOMBA POPULACIONAL"

"A escala do empreendimento humano já é excessivamente grande."

ELE QUER UMA REDUÇÃO DE 80% DA POPULAÇÃO MUNDIAL

"Qual é o número sustentável? Entre 1,5 a 2 bilhões de pessoas que poderíamos sustentar no planeta Terra."

ELE APOIA CONTRACEPÇÃO, ESTERILIZAÇÃO E ABORTO

"Todo ser humano que é sexualmente ativo e heterossexual tem acesso a métodos anticoncepcionais modernos e, em último caso, ao aborto. E todo mundo que se opõe a isso é extremamente anti-ético. Sei que algumas pessoas discordam de mim: eles estão errados!"

EHRLICH FOI CONVIDADO A APRESENTAR UMA CONFERÊNCIA NO VATICANO SOBRE EXTINÇÃO BIOLÓGICA

"Para as novas gerações, para quem está chegando agora, parar imediatamente é a resposta."


CATÓLICOS, ISSO NÃO É O QUE SOMOS.


EVENTO ONLINE URGENTE: 17 A 19 DE OUTUBRO

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE CONTROLE POPULACIONAL


03/10/2017

O velhinho de Virgínia e o terror que causa.

Nunca ninguém foi tão odiado no Brasil quanto é Olavo de Carvalho. Chesterton dizia dos santos algo que se aplica a Olavo: os santos aparecem sempre para dizer coisas extremamente desconfortáveis, mas necessárias, para seus contemporâneos. Aos bobalhões de plantão advirto que não considero Olavo um santo, embora como católico ele esteja certamente consciente da admoestação de Nosso Senhor: Sêde santo, como meu Pai é Santo!

Mas Olavo fala tudo que é desconfortável, tudo que é imensamente impróprio, embora verdadeiro. Que nós somos um país periférico, culturalmente em extinção, que nossos intelectuais não sabem nada (lembrem de Sócrates!), que as discussões públicas são todas inúteis, que nosso horizonte cultural não passa de nosso umbigo, que não há mais produção intelectual e cultural no país, que nossa literatura morreu, que nossa filosofia morreu no berço, que nosso destino está definitivamente comprometido, que não há nada a fazer na esfera pública, por enquanto, etc.

Além disso, esse malvado velhinho, dominou tanto as discussões no Brasil, desde o lançamento do Imbecil Coletivo, que não há ninguém atualmente que não se refira a algum pensamento do Olavo para a discussão de qualquer coisa. Poucos se dão conta disso. Não há discussão séria no Brasil que não se apoie em algum artigo, livro, aula ou ideia do Olavo. Os bandidos sempre escondem a referência, mas no fundo se baseiam em algo dele. Os honestos o citam e são apedrejados. Podem pegar qualquer área: política, filosofia, sociologia, direito, religião, etc. Olavo tem alguma coisa a dizer de tudo isso; não só dizer, mas apresentar uma visão que jamais se viu no Brasil.

Não temos sequer uma ideia da magnitude do Olavo, porque não há quem possa discutir com ele, não há quem seja capaz de fazer uma análise de conjunto de sua obra. Haverá no futuro? Bem, esperemos que sim. Por enquanto há os que o odeiam, e há os que o estudam, o amam, como se ama um grande professor. 

Mas o que mais irrita os nossos pseudo-intelectuais, além da sombra do velhinho que os apavora, é a horda de alunos que ele está formando e que já participa do debate cultural. Cada intelectual inépto tem um olavinho no seu pé. Ah! isso deve ser mesmo insuportável, pois um simples olavinho é mais capaz, em qualquer discussão, que um consagrado e titulado suposto intelectual. Mas como é possível esse miserável velhinho conseguir tal feito? Pois é, isso é insuportável.

O velhinho de Virgínia continua diariamente ensinando, analisando situações, criando uma geração de destemidos pensadores que um dia, quem sabe?, mudará o Brasil.

29/09/2017

Nossa Senhora das Mercês e os cristãos nas mãos dos Turcos.



No meio da noite de 1o. de agosto de 1218, quando a Igreja celebrava a festa de São Pedro em Liens, a Virgem Maria, acompanhada de anjos e santos, apareceu a são Pedro de Nolasco e lhe disse: 

Meu filho, eu sou a Mãe do Filho de Deus que, pela salvação e a liberdade do gênero humano, derramou Seu Sangue em seu sofrimento da morte na Cruz; venho aqui à procura de homens que desejem, à exemplo de Meu Filho, dar a vida pela salvação e a liberdade de seus irmãos cativos. É um sacrifício que Lhe será muito agradável. Desejo então que se funde em minha honra uma Ordem em que os religiosos, com uma fé viva e uma caridade verdadeira, resgate os escravos cristãos da posse e sob a tirania dos Turcos, que se ofereça mesmo em troca, se for necessário, por aqueles que não poderão ser resgatados de outro modo. Tal é, meu filho, minha vontade; pois, enquanto em suas orações e em lágrimas tu me imploravas para levar os remédios à seus sofrimentos, eu apresentei teus pedidos a Meu Filho que, para tua consolação e para o estabelecimento dessa Ordem sob meu nome, enviou-me do Céu a ti.

São Pedro Nolasco respondeu:

Creio com uma fé viva que vós sois a Mãe de Deus vivo e que viestes a este mundo para a consolação dos pobres cristãos que sofrem de uma bárbara servidão. Mas quem sou eu para realizar uma obra tão difícil em meio aos inimigos de vosso divino Filho e para tirar Seus filhos das mãos cruéis dos Turcos?

E Nossa Senhora lhe respondeu:

Nada temas, Pedro, pois eu te assistirei em toda esta situação e, para que tu tenhas fé em minha palavra, verás logo a execução do que te anuncei, e meus filhos e filhas dessa Ordem se glorificarão de portar os hábitos brancos como este de que tu me vês revestida.

E dizendo isto, a Virgem desapareceu.

Pedro de Nolasco passa o resto da noite em orações e então encontra Raimundo de Penaforte que lhe diz: 

Tive esta noite a mesma visão que a tua: fui também favorecido pela visita da Rainha dos anjos e escutei de sua boca a ordem que me deu de trabalhar com todas as minhas forças para o estabelecimento desta religião e de encorajar, em meus sermões, aos fiéis católicos a virem em ajuda de uma obra de caridade tão perfeita. Foi para agradecer a Deus e a Santíssima Virgem que vim tão cedo à catedral.

O rei James I de Aragão entra então na catedral e lhes diz:

A gloriosa Rainha dos anjos me apareceu esta noite, como uma beleza e uma majestade incomparáveis, e me ordenou instituir, pela redenção dos cativos, uma Ordem que terá o nome de Santa Maria das Mercês ou da Misericórdia; e, como já percebi em você, Pedro Nolasco, um grande desejo de resgatar os cativos, é a ti que encarrego da execução de tal obra. Para ti, Raimundo, de quem já conheço a virtude e a ciência, tu serás o suporte da Ordem por meio de tuas predicações.

Esta Ordem teve sua fundação aprovada em 1235, pelo Papa Gregório IX e tinha, em 1960, 780 monastérios e 149 religiosos. Como o tempo ela se transformou, de uma Ordem militar, numa ordem mendicante, missionária e caritativa. 

Ela está desaparecendo do mundo, naturalmente. E digo "naturalmente" com dor no coração. Na França, já desapareceu. A festa de Nossa Senhora das Mercês se comemorou no último dia 24 de setembro.

Para ler mais, clique aqui (em francês).

Parece que o Olavo de Carvalho anda atirando em mais gente.

Depois dos crimes do Olavo que eu mesmo descrevi aqui, aparece outra acusão grave, que vai reproduzida abaixo, de gente muito mais importante que este blogueiro. Vejam como é mal esse Olavo!



CRIMES DO OLAVO DE CARVALHO

 Está na moda acusar o Olavo sem provas. Então, apenas para variar um pouco, acuso-o de cometer dois tipos de crimes, não uma nem duas, mas várias centenas de vezes cada um (OS DOCUMENTOS SÃO PÚBLICOS). Antes que perguntem, fui vítima dos dois, e disponho-me a testemunhar perante qualquer tribunal ou junta médica sobre os males que deles decorrem. Isto não é um relato pessoal, mas apenas a tipificação desses crimes no código mental de leis do brasileiro moderno, esse juizinho medíocre de coisas que não entende.

1) Com esse negócio de ‘filosofia da consciência’, Pai Olavo – sim, esse macumbeiro- consegue o efeito de, à distância, despertar a inteligência do ouvinte, convidando-o a, nas palavras dele, “tomar posse da sua própria inteligência”. Ele mostra que isso é não apenas possível (você nem lembrava que tinha uma, né?), mas também desesperadoramente necessário, sob pena de você virar... ...bem, sob pena de você não virar nada, você apenas vai continuar a mesma besta quadrada de sempre -- se bem que ele mostra que até para se manter estúpido você TAMBÉM vai despender um esforço monumental: basta um olhar honesto para si mesmo para se dar conta do quanto amamos as coisas estúpidas. (Eu sei, eu sei: VOCÊ não é estúpido nem um pouquinho, e concordo que para você esse negócio de “tomar posse da sua inteligência” é um insulto inominável. Pois então vamos combinar assim: fique você aí e sua inteligência lá, bem longe, guardadinha e intocada. Só não reclame depois quando você quiser dar um passeinho para exibi-la e, em vez dela ter se mantido virgem e pura, a gente mostre que ela foi estuprada por qualquer intelequitual vagabundo da moda – e nem fique chateado da gente tirar um sarro.)

2) Com esse negócio de “tomar posse da própria inteligência”, o Olavo – esse bruxo maligno-, SEM FAZER PROSELITISMO NEM PROPAGANDA DA RELIGIÃO, tem convertido e trazido de volta à Igreja levas e levas do público letrado brasileiro, coisa que a própria hierarquia não sabe mais como fazer, depois que decidiram que religião é esse bom-mocismo aviadado. E isso, na mente de muito religioso invejoso, de “direita” ou de “esquerda”, tradicionalista ou progressista, é mais que um crime, é um pecado: o Olavo, como EFEITO APENAS SECUNDÁRIO de seu trabalho, tem conseguido realizar aquilo que, apesar de sua OBRIGAÇÃO EXPLÍCITA, grupos, associações e obras religiosas – e a própria hierarquia- não têm tido força para fazer. Mas como é que lhe pagam? Com maledicência, difamação e calúnia. Tem sempre alguém para alertar: “Mas você sabe que o Olavo isso, que o Olavo aquilo...” PAREM DE RECLAMAR, seus bostas, o cara tá mandando os neguinho aí e você ainda reclama?

24/09/2017

Resposta a um leitor anônimo

Confesso que não tenho muito ânimo para responder leitores anônimos, principalmente quando os comentários versam sobre coisas importantes. Não entendo porque se esconder quando se quer dar uma opinião ou perguntar alguma coisa.

Mas um leitor postou um comentário educado ao post Papa Francisco criou ontem a "ciência" do casamento e da família que talvez contenha dúvidas de outros leitores. Penso que seja uma boa oportunidade de elucidar.

Ele pergunta: "Caro Angueth, o termo ciência no sentido de conhecimento, estudo, busca do saber, não estaria aí muito bem aplicado? Há problema em criar um instituto para a ciência da família, ou seja, para o estudo, para o conhecimento da instituição familiar? E isso tanto no sentido teológico-espiritual quanto natural?"

Respondo que não há nenhum "problema" em criar institutos pontifícios. Além disso, o Papa Francisco está, neste ato, exercendo seu direito como Sumo Pontífie. Respondo também que a definição de ciência que o leitor apresenta é passável, dada a situação atual do fetiche da ciência moderna. Mas...

Bem, é preciso não ter lido nenhuma das declarações do Papa Francisco, é preciso não ter lido a Amoris Leticia, é preciso não ter lido a CORREÇÃO FILIAL ACERCA DE POSSÍVEIS HERESIAS (escrita em várias línguas, inclusive o espanhol) que católicos publicaram recentemente em relação a esta Encíclica, é preciso não ter a menor capacidade de análise, para acreditar que a substituição de um instituto antigo por um novo, com a substituição de seus antigos componentes, seja apenas uma demonstração do papa por seu apreço à busca do conhecimento. Além do mais, sobre o matrimônio e a família a Igreja já tem firmado dogmas que ultrapassam, e muito, qualquer conclusão científica. Lembremos que o casamento é um Sacramento criado por Nosso Senhor Jesus Cristo, que não faz sequer parte da Tradição. Assim qualquer ciência envolvida deverá ser para manter os dogmas!

O leitor ainda pergunta: "Você não estaria já reagindo a algo como se fosse mal em si mesmo apenas pelo uso da palavra 'ciência', quando na verdade pode ser algo bom?"

Reajo mal sim, à palavra ciência, porque entendo bem o que ela significa no contexto atual das discussões. Cientificar coisas que pertencem à ordem moral é uma estratégia para desmontar o arcabouço moral cristão. Pois, os ideológos da ciência não sabem, ou não querem saber, ou estão mal-intencionados, que a moral pertence a uma outra ordem de conhecimento, muito acima do conhecimento científico. Para a mentalidade moderna, a única forma de conhecimento é a ciência. Isso nunca pode ser uma consideração de um católico. Ciência é um recorte tosco da realidade, enquanto Nosso Senhor Jesus Cristo é o Criador da realidade. Ele age através dela para nos ensinar, Ele a controla, Ele a domina; ela foi feita por Ele, que é o Verbo de Deus. Daí a minha suposta má "reação" ao tal novo instituto.

21/09/2017

O Olavo de Carvalho também apontou uma arma para mim. Só que ele atirou!

Nenhum texto alternativo automático disponível.

Dizem por aí que uma filha do Olavo anda dizendo que ele apontou uma arma para ela, e outras coisas mais.

Para mim, ele apontou não uma, mas várias, durante anos, desde 1999. A primeira bala que me atingiu foi um livrinho sobre erística, que naquela época era palavrão para mim. Feriu-me profundamente; feriu minha enorme ignorância. Depois, esse atirador de elite, um verdadeiro snipper, me feriu com o Imbecil Coletivo. Como eu era professor universitário, me senti incluído no coletivo e me achei bastante imbecil. Meu amor próprio, a tal auto-estima, foi para o hospital. Outro petardo veio com o Jardim das Aflições, que me causou várias aflições. Com mais de quarenta anos e com dois filhos para criar, eu não podia ficar muito tempo no hospital e esperava que o Olavo tivesse pena e parasse de me atirar. Mas não. Ele continuava semanalmente com seus artigos em vários jornais nacionais e com vários livros: sobre o futuro da inteligência brasileira, sobre os quatro discursos de Aristóteles, etc. Tudo parecia se destruir frente a chuva de balas que me atingia. Esse cara é, na verdade, um exército em posição de ataque.

Como não conseguia sair do hospital, levei meus filhos para lá e eles começaram a levar balas. Com o tempo, com os cursos e os vários livros que lemos, descobrimos que estávamos no Brasil e não no hospital. A percepção do Brasil como hospital foi nossa maior descoberta. Descobrimos também que não havia médicos nesse hospital, exceto o Olavo. Aquelas balas, que sentíamos como balas, eram os remédios amargos que ele nos fazia tomar, para nos curar. 

Pouco a pouco, começamos a melhorar. Não saímos do hospital, pois ele é muito grande, mas agora tomamos as balas, ou melhor, os remédios, com gratidão, com afeto. Um dia, quem sabe, seremos também bons snippers.

Que Deus abençoe o grande Olavo!

20/09/2017

Papa Francisco criou ontem a "ciência" do casamento e da família.

Por meio de um Motu Proprio (Suma Familiae Cura) o Papa criou ontem o Instituto Pontificial e Teológico João Paulo II para as Ciências do Casamento e da Família. Esse instituto substitui o antigo Instituto João Paulo II para Estudos sobre o Casamento e a Família, fundado, a pedido do Papa João Paulo II, pelo Cardeal Caffara, recentemente falecido, logo depois do Sínodo da Família de 1980.

Parece que temos um papa bastante científico, aquecimentista, evolucionista e tudo o mais. Agora teremos a "ciência" da família e do casamento. Se acontecer com essa tal ciência o que está acontecendo com as outras ciências (ver Manual Politicamente Incorreto da Ciência), que Deus nos acuda!

A ordem da natureza fascina tanto a Igreja hoje que ela esqueceu a Ordem da Graça. Sugiro que se crie um instituto da ciência da Transubstanciação, ou da Remissão dos Pecados, ou mesmo da Redenção. Já imaginaram um aparelhinho que apita quando todos os seus pecados forem perdoados pelo Sacramento da Penitência. É a certeza do Perdão, cuja falta tanto enloqueceu Lutero e, com ele, o mundo inteiro.

Para a notícia completa, em inglês, de mais um grande evento desse pontificado, clicar aqui.

19/09/2017

Papa "excomunga" os climato-céticos

Este é o tílulo de um artigo de Francesca de Villasmundo para o Midia-Presse.info. Ela reporta a fala do Papa Francisco durante o voo (mais um papo de avião) da Colômbia a Roma. A fala do papa, segundo a articulista é esta.

"Aqueles que negam deviam procurar os cientistas e lhes perguntarem. Eles se exprimem muito claramente: 'As mudanças climáticas são vistas por seus efeitos' e todos nós temos uma responsabilidade moral de tomar decisões. Que cada um pergunte aos cientistas e, em seguida, decida. A história julgará suas decisões.

"Uma frase tirada do Antigo Testamento me vem à mente: O homem é estúpido. Quando não quer ver, não vê".

Esta fala do Papa tem muitas conotações. Primeiro mostra, na melhor das hipóteses, sua imensa ignorância no assunto que comenta. Os verdadeiros climatologistas são unânimes em negar o aquecimento global. Só uma referência bastaria ao Papa: esta aqui de Lord Mockton.

Outra coisa. Como dói ouvir de um Papa que a história julgará nossas decisões. Meu Deus! Vê se eu seria católico se me preocupasse com o julgamento da tal história. Eu me preocupo com o julgamento de Deus, com o fogo do Inferno! Que se dane a história!

Finalmente. Como somos todos estúpidos por não querermos ver, vou seguir a sugestão do Papa e perguntar aos cientistas se existe Deus e depois tomar minha decisão. Conto para vocês depois.



12/09/2017

Festa do Santíssimo Nome de Maria: uma festa muito inoportuna nos tempos que correm.

A festa do Santíssimo Nome de Maria foi estabelecida por Inocêncio XI, em 1683, em lembrança de uma memorável vitória conseguida pelos cristãos sobre os turcos, com a proteção visível da Rainha do Céu. Cento e cinquenta mil turcos avançaram até os muros de Viena e ameaçavam a Europa inteira. Sobieski, rei da Polônia, veio em socorro da cidade assediada no tempo da oitava da Natividade da Santa Virgem, e se dispôs empreender uma batalha geral. Esse príncipe religioso começa por fazer celebrar uma Missa, que ele mesmo acolitou, com os braços em cruz. Depois de se comungar com fervor, ele se levanta ao fim do Sacrifício e brada: "Marchemos com confiança sob a proteção do Céu e com a assistência da Santíssima Virgem". Sua esperança não foi em vão: os turcos, tomados de um terror pânico, empreenderam a fuga desordenadamente. 

Desde essa época memorável, a festa do Santíssimo Nome de Maria é celebrada na oitava de Sua Natividade. São Pio X fixou a data de 12 de setembro para a festa.

A santíssima Virgem sempre foi uma guerreira celeste contra os mulssumamos e certamente não nos deixará desprotegidos agora, em tempos tão difíceis.

Ó Maria concebida sem pecados, rogai por nós que recorremos a Vós!


07/09/2017

Morre Cardeal Caffarra, mas suas palavras permanecerão!

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Cardeal Carlo Cafarra, um dos signatários das Dubia, acaba de falecer. As palavras seguintes são sua mensagem para as famílias católicas de todo o mundo, nesses tempos de muita confusão. Lembrem-se que foi ele o recipiente da mensagem de Nossa Senhora, por meio da irmã Lúcia em pessoa, que dizia que a última batalha entre o demônio e Nosso Senhor seria em torno da família e do casamento.

"Direi a vocês muito francamente que não vejo nenhum outro lugar fora da família onde a fé em que devemos crer e na qual devemos viver pode ser transmitida de modo integral. Ademais, na Europa, durante o colapso do Império Romano e durante as posteriores invasões bárbaras, o que os monastérios beneditinos então fizeram pode igualmente ser feito, agora, pelas famílias de crentes, no reino atual de um barbarismo espiritual-antropológico. E graças a Deus elas (as famílias fiéis) existem e ainda resistem.

"Um pequeno poema de Chesterton me traz esta reflexão; ele o escreveu no começo do século XX: The Ballad of the White Horse. É uma grande meditação poética sobre um fato histórico. Este tem lugar no ano de 878. O Rei da Inglaterra, Alfredo, o Grande, acabara de vencer o Rei da Dinamarca, Guthrum, que tinha invadido a Inglaterra. E então houve um momento de paz e serenidade. Mas durante a noite depois da vitória, o rei Alfredo tem uma terrível visão: ele vê a Inglaterra sendo invadida por outro exército, que é descrito assim: '...ele veio com pergaminho e lápis [um exército estranho, de fato, que não tem armas, senão papel e lápis - Cardeal Caffrra], e sério como um clérigo barbeado. Por este sinal deveis reconhecê-los. Que eles arruínam e trazem as trevas. Conhecedes vós o velho bárbaro. O bárbaro está de volta.'

"As famílias católicas são a verdadeira fortaleza. E o futuro está nas mãos de Deus."


05/09/2017

Porta-voz de Macron prevê ansiosamente um presidente mussulmano para a França



Esse fulano da foto é Bruno Roger-Petit, porta-voz de Macron. Ele prevê um presidente mussulmano para a França num futuro próximo.

Ele diz:

"Sim, a França vai mudar, como sempre mudou. Sim, os franceses de cultura mussulmana vão parmanecer, não partirão, e não serão jamais deportados. Sim, as culturas vão se misturar, como sempre fizeram, desde a antiguidade sobre o território que chamamos França. Alhures isto já começou.

"Sim, haverá um dia, antes do final do século, um presidente francês cujo nome será Maomé, ou Ahmed, ou Norredine. Esta é uma perspectiva formidável, porque segundo a história, ao contrário do que dizem, este será autenticamente francês."

Desconhecimento, ingenuidade ou má fé? Aos leitores a interpretação!

Santa Joana D'Arc rogai pela sua França!