quarta-feira, janeiro 10, 2018

Amoris Leaticia contra Humanae Vitae

Desde o início, estava claro que Amoris Leaticia do Papa Francisco fazia parte do esforço dos modernistas para alcaçarem o que fora impossível nos anos 1960: fazer a Igreja aceitar os pressupostos da contracepção, que vão contra o Magistério autêntico da Igreja, reafirmado nas encíclicas de Jõao Paulo II, Familiaris Consortio e Veritatis Splendor. O Magistério da Igreja afirma que existe um "elo profundo e maravilhoso entre o amor da união conjugal e a procriação, de modo que qualquer ato de contracepção que separa o significado unitivo do procriativo na união conjugal é intrinsicamente errado em qualquer situação". 

É o que afirma o Prof. Seifert, numa resposta que dá ao Padre Maurizio Chiodi, que defendeu as afirmações da Amoris Leaticia contra as posições Magisteriais da Humanae Vitae, numa conferência em 14 de dezembro de 2017, na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, intitulada "Releitura da Humanae Vitae à luz da Amoris Leaticia". 

Como tem acontecido neste pontificado, o Papa não responde às perguntas feitas por cardeais ou fiéis católicos, (por exemplo, as Dubia ou a Correction Filialis), mas escolhe alguns auxiliares para fazê-lo. Pe. Chiode parece responder, com essa conferência, duas questões das Dubia. E a resposta é: Não há, na realidade, nenhuma ação que seja intrinsicamente má em todas as circunstâncias.

Estamos diante da, talvez, mais grave crise da Igreja, que parece querer aceitar integralmente os princípios da revolta Luterana.

Vale a pena ler o texto (em inglês) do prof. Seifert.

Não foi por falta de aviso que chegamos à atual situação. Lembremos, por exemplo, de Fátima e La Sallete. Nossa Senhora reclamava, em La Sallet, que o "braço de Meu Filho" está muito pesado, e dizia que Ela não estava conseguindo mais segurá-lo.

Que Ela se digne ainda a nos protejer!


3 comentários:

Anônimo disse...

Lembro-me de ter ouvido quando criança, dos lábios de minha mãe, a narrativa bíblica do filho de Judá que foi alcançado pelo juízo divino, pagando com a vida, porque lançara "sua semente" na terra antes de estar com sua mulher com o objetivo de evitar que ela engravidasse. Essa história muito me impressiona até hoje com a santidade das relações conjugais.
Ainda me impressiona, também, o fato de que há cada vez menor disposição no ser humano em renunciar às baixas propensões que destroem o corpo, obliteram a mente e desonram a Deus. Se houvesse mais temor a Deus, não seriam necessários tantos ajustes aqui e ali para satisfazer-nos.

pporto

montanhês disse...

O objetivo não é meramente a contracepção. É a vitória do "Lobby gay". Onde eles querem chegar? Não é difícil de imaginar, mas antes é preciso desconstruir tudo. Aquela história da suspensão do banco do Vaticano da rede SWIFT cheira a golpe de Estado. O difícil é entender o papel de Bento XVI. Ele seria um prisioneiro em Castel Gandolfo? Ele estaria sendo chantageado? Ou apenas foi enganado? Ou nada disto? A muitos fatos estranhos, obscuros. O óbvio e evidente é quem está no poder agora.
ecm

Anônimo disse...

Ao contrário, que Nossa Senhora se digne de deixar São Miguel descer a espada nessa tal igreja e no mundo de uma vez por todas. Por trás dessa indecência está a maçonaria, tão pouco comentada, na maioria dos sites, quando se trata de publicar artigos dessa natureza.

Eduardo