domingo, outubro 10, 2021

Leitor acusa blogueiro de apoiar genocida e desconhecer a ciência

Recebo um comentário do Sr. Flávio Barbeito, no post Cura D'Ars: santos gerados por santos. Ele vai abaixo, com a devida resposta. 

E então, Antonio Emílio? Já caiu a ficha ou continua firme aí no apoio ao genocida, na promoção do filósofo fajuto, na militância fascista devidamente travestida de defesa da liberdade e dos valores tradicionais cristãos? Vai mesmo jogar no lixo a sua carreira de cientista, defendendo um presidente anti-vacina? Até quando, meu caro, vai continuar confundindo cristianismo com olavismo e bolsonarismo?

Eis um leitor, Flávio Barbeitas, preocupado comigo e querendo me colocar no caminho certo. Eu agradeço a intensão; muito obrigado. Mas antes de corrigir os outros nós temos que olhar para nós mesmos; é fundamental esse exercício. Creia-me, caro Flávio, você está errado em tudo que disse acima. 

As palavras-chave de seu pequeno texto, que são chavões dos militantes da pior espécie que já existiu no mundo, se resumem a: genocida, fascista, Bolsonaro, Olavo e sua fajutisse filosófica e, finalmente, ciência, a nova onda dos que não entendem nada de ciência.

Chavões são substitutos do pensamento. Quem os emite, quem os berra, não precisa pensar.

Publiquei dois posts neste blog sobre Bolsonaro: um declarando meu voto nele e outro criticando-o a respeito de seu versículo favorito, tirado do Evangelho de São João. Nada mais. Não sei onde o Flávio tirou meu firme apoio ao presidente. Deve estar me confundindo com Youtubers famosos com quem, na cabecinha do comentador, eu estaria ligado. 

Quem chama Bolosonaro de fascista, genocida ou coisa parecida, assina imediatamente o certificado de ignorância história e de uma perigosa indiferença (ou seria desprezo?) com o sofrimento humano. Não sabe o que é fascismo e não sabe o que é genocídio. Tripudia sobre as vítimas de vários genocídios da triste história humana sobre a Terra. Leia apenas sobre um deles, feito por ancestrais de seus coleguinhas esquerdistas: Holodomor.

E aí, Flávio, você me vem com o lenga-lenga da ciência! Ai meu Deus! Achas que tentando usar um rótulo de anti-vacina vais me amendrontar? Coitadinho! Nada há de científico sobre o transe vacinal que vive o mundo, meu caro. O que há é que as vacinas desenvolvidas a toque de caixa, estão passando pela 3a. fase de teste em escala global, o que nunca aconteceu com nenhuma vacina. Com sua conversinha fiada, você está defendendo que a humanidade seja, sim, usada como cobaia para experimentos com drogas desconhecidas, coisa que até o fajuto Tribunal de Nuremberg condenou. Quem é genocida aqui, heim? Só mais uma coisinha sobre ciência e estudos científicos: leia um artigo de Sowell que traduzi há tempos no blog e aprenda (Estudos provam que...)

Sobre o Prof. Olavo já falei extensamente aqui (é só procurar) para comentar mais alguma coisa.

Mas o ponto alto de seu pequeno texto é quando você fala de "valores tradicionais cristãos". Conheço muito bem que tipo de religião você tem. Esse papinho de cristão não me pega não. 

Fique sabendo, Sr. Barbeitas, que nunca defendi, não defendo e nunca defendarei valores cristãos. Para mim, concordando com Belloc, não existe essa coisa chamada cristianismo, só existe a Igreja, de um lado, e seus inimigos de outro. Eu defendo valores católicos. Defendo a Igreja, com toda a sua extraórdinária tradição, na medida de minhas possibilidades e competência que, concedo, são muito limitadas. Então aqui, neste blog, não tem valores cristãos, só há valores católicos. 

Para terminar, Flávio, não pude deixar de notar que você deve me conhecer de outros círculos; talvez da UFMG. Chama-me pelos primeiros nomes, concede que tenho (na verdade tive) uma carreira científica. Talvez tenha sido meu aluno ou colega na universidade. Seja como for, sugiro que você cuide de sua vida cristã e deixe-me em paz com a minha vida católica. As duas coisas não se misturam.