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terça-feira, maio 29, 2018

Nossa Senhora de Fátima e o Islã


Ano passado, escrevi um post sobre Nossa Senhora e o Islã, a propósito das eleições na França. Muitos, quando palestro sobre as aparições de Fátima, me perguntam sobre o Islã. Teria Nossa Senhora se esquecido do Islã. Não teria ela percebido a nossa situação atual? Por que ela falou apenas dos erros da Rússia e não de Maomé?

São questões interessantes que devem ser mais bem respondidas, por pessoas mais informadas e estudiosas que este modesto blogueiro. Contudo, quero citar aqui, duas análises, feitas em épocas muito diferentes, por dois personagens muitíssimo diferentes. No entanto, as análises são similares. 

A primeira, feita nos anos 1920, menos de uma década depois de Fátima, por Bertrand Russel, conhecido comunista (dentre outras coisas) inglês. Naquela década, ele visitou a Rússia, menina dos olhos de todos os fabianos, comunistas e simpatizantes europeus e americanos. Começava aí uma constante em toda a história de ocidentais simpatizantes que visitavam a Rússia: eles mentiam descaradamente sobre a situação lá existente. Suas descrições nos faziam pensar que o paraíso na terra tinha sido finalmente realizado. 

Pois bem, nessa década, Russel fez um paralelo entre Islã e comunismo. Tal paralelo é memorável, pois devemos nos lembrar de que o Islã estava reduzido a quase nada. Depois de séculos de ameaça islâmica sobre a Europa, aqueles eram tempos em que os muçulmanos não tinham a menor condição de ameaçar nossa civilização. Russel disse o seguinte:

O bolchevismo combina as características da Revolução Francesa e aquelas do surgimento do Islã... Marx ensinou que o comunismo está fatalmente predestinado a acontecer; isso produz um estado de espírito não muito diferente daquele dos primeiros sucessores de Maomé... Dentre as religiões, o bolchevismo deve ser considerado ao lado do islamismo, em contraposição ao cristianismo e ao budismo. Cristianismo e budismo são religiões primariamente pessoais, com doutrinas místicas e amor à contemplação. Islamismo e bolchevismo são religiões práticas, sociais e não espirituais, que desejam conquistar o império deste mundo. 

Vemos aqui que Nossa Senhora sabia muito bem que os erros da Rússia incluíam o Islã, pois ambos se ligavam ao príncipe deste mundo. Outra coisa interessante é que Russel considera o bolchevismo uma religião. Ele não deixa de ter razão.

Outra citação que quero reproduzir é a de Carlos, o Chacal. Sim, daquela figura nojenta, daquele terrorista. Ele escreveu um livro, em 2003, intitulado Islã Revolucionário, onde afirma:

Somente uma coalizão entre marxistas e muçulmanos pode destruir os EUA.

Para quem não entende como os governos socialistas/comunistas europeus estão promovendo a invasão islâmica da Europa e para quem ainda duvida que Nossa Senhora soubesse das coisas em 1917, ficam aqui as duas citações.

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!


quinta-feira, outubro 12, 2017

Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!


Viva a Mãe de Deus e nossa,
Sem pecado concebida!
Salve, ó Virgem Imaculada,
Ó Senhora Aparecida.

sexta-feira, setembro 29, 2017

Nossa Senhora das Mercês e os cristãos nas mãos dos Turcos.



No meio da noite de 1o. de agosto de 1218, quando a Igreja celebrava a festa de São Pedro em Liens, a Virgem Maria, acompanhada de anjos e santos, apareceu a são Pedro de Nolasco e lhe disse: 

Meu filho, eu sou a Mãe do Filho de Deus que, pela salvação e a liberdade do gênero humano, derramou Seu Sangue em seu sofrimento da morte na Cruz; venho aqui à procura de homens que desejem, à exemplo de Meu Filho, dar a vida pela salvação e a liberdade de seus irmãos cativos. É um sacrifício que Lhe será muito agradável. Desejo então que se funde em minha honra uma Ordem em que os religiosos, com uma fé viva e uma caridade verdadeira, resgate os escravos cristãos da posse e sob a tirania dos Turcos, que se ofereça mesmo em troca, se for necessário, por aqueles que não poderão ser resgatados de outro modo. Tal é, meu filho, minha vontade; pois, enquanto em suas orações e em lágrimas tu me imploravas para levar os remédios à seus sofrimentos, eu apresentei teus pedidos a Meu Filho que, para tua consolação e para o estabelecimento dessa Ordem sob meu nome, enviou-me do Céu a ti.

São Pedro Nolasco respondeu:

Creio com uma fé viva que vós sois a Mãe de Deus vivo e que viestes a este mundo para a consolação dos pobres cristãos que sofrem de uma bárbara servidão. Mas quem sou eu para realizar uma obra tão difícil em meio aos inimigos de vosso divino Filho e para tirar Seus filhos das mãos cruéis dos Turcos?

E Nossa Senhora lhe respondeu:

Nada temas, Pedro, pois eu te assistirei em toda esta situação e, para que tu tenhas fé em minha palavra, verás logo a execução do que te anuncei, e meus filhos e filhas dessa Ordem se glorificarão de portar os hábitos brancos como este de que tu me vês revestida.

E dizendo isto, a Virgem desapareceu.

Pedro de Nolasco passa o resto da noite em orações e então encontra Raimundo de Penaforte que lhe diz: 

Tive esta noite a mesma visão que a tua: fui também favorecido pela visita da Rainha dos anjos e escutei de sua boca a ordem que me deu de trabalhar com todas as minhas forças para o estabelecimento desta religião e de encorajar, em meus sermões, aos fiéis católicos a virem em ajuda de uma obra de caridade tão perfeita. Foi para agradecer a Deus e a Santíssima Virgem que vim tão cedo à catedral.

O rei James I de Aragão entra então na catedral e lhes diz:

A gloriosa Rainha dos anjos me apareceu esta noite, como uma beleza e uma majestade incomparáveis, e me ordenou instituir, pela redenção dos cativos, uma Ordem que terá o nome de Santa Maria das Mercês ou da Misericórdia; e, como já percebi em você, Pedro Nolasco, um grande desejo de resgatar os cativos, é a ti que encarrego da execução de tal obra. Para ti, Raimundo, de quem já conheço a virtude e a ciência, tu serás o suporte da Ordem por meio de tuas predicações.

Esta Ordem teve sua fundação aprovada em 1235, pelo Papa Gregório IX e tinha, em 1960, 780 monastérios e 149 religiosos. Como o tempo ela se transformou, de uma Ordem militar, numa ordem mendicante, missionária e caritativa. 

Ela está desaparecendo do mundo, naturalmente. E digo "naturalmente" com dor no coração. Na França, já desapareceu. A festa de Nossa Senhora das Mercês se comemorou no último dia 24 de setembro.

Para ler mais, clique aqui (em francês).

terça-feira, setembro 12, 2017

Festa do Santíssimo Nome de Maria: uma festa muito inoportuna nos tempos que correm.

A festa do Santíssimo Nome de Maria foi estabelecida por Inocêncio XI, em 1683, em lembrança de uma memorável vitória conseguida pelos cristãos sobre os turcos, com a proteção visível da Rainha do Céu. Cento e cinquenta mil turcos avançaram até os muros de Viena e ameaçavam a Europa inteira. Sobieski, rei da Polônia, veio em socorro da cidade assediada no tempo da oitava da Natividade da Santa Virgem, e se dispôs empreender uma batalha geral. Esse príncipe religioso começa por fazer celebrar uma Missa, que ele mesmo acolitou, com os braços em cruz. Depois de se comungar com fervor, ele se levanta ao fim do Sacrifício e brada: "Marchemos com confiança sob a proteção do Céu e com a assistência da Santíssima Virgem". Sua esperança não foi em vão: os turcos, tomados de um terror pânico, empreenderam a fuga desordenadamente. 

Desde essa época memorável, a festa do Santíssimo Nome de Maria é celebrada na oitava de Sua Natividade. São Pio X fixou a data de 12 de setembro para a festa.

A santíssima Virgem sempre foi uma guerreira celeste contra os mulssumamos e certamente não nos deixará desprotegidos agora, em tempos tão difíceis.

Ó Maria concebida sem pecados, rogai por nós que recorremos a Vós!


quinta-feira, maio 23, 2013

Um pequeno e belo comentário à Salve Regina.

J.-K. Huysmans
A Caminho, primeiro romance
da trilogia autobiográfica do autor

Esta magnífica exortação parece decompor-se no seu conjunto, representar os três estados diferentes da alma, significar a tríplice fase da humanidade, durante a sua juventude, a sua maturidade e o seu declinar; ela é, em uma palavra, o essencial resumo da oração, em todas as idades.
É, a princípio, o cântico de exultação, a saudação jubilosa do ser ainda pequeno, balbuciando carícias respeitosas, acariciando com palavras de doçura, com meiguices de criança que procura amimar a sua mãe; é a Salve Regina, Mater misericordiae, vita, dulcedo et spes nostra, salve.
Depois esta alma, tão cândida, tão simplesmente feliz, cresce e, conhecendo as derrotas voluntárias do pensamento, as perdas repetidas das faltas, ela junta as mãos e pede, soluçando, uma ajuda. Ela já não adora sorrindo, mas chorando; é o Ad te clamamos exsules filii Hevae; ad te suspiramos gementes et flentes in hac lacrymarum vale.
Enfim chega a velhice; a alma jaz, atormentada pela saudade dos avisos desdenhados, pelo pesar das graças perdidas; e, tornando-se mais lamentosa, mais fraca, ela espanta-se diante da sua libertação, diante da destruição da sua prisão carnal que sente próxima; então pensa na eterna inanição daqueles a quem o Juiz condena, e implora de joelhos a Advogada da terra, a Protetora do céu; é o Eia ergo Advocata mostra, illos tuos misericordes oculos ad nos converte et Jesum benedictum fructum ventris tui nobis post hoc exsilium ostende.
E a esta quintessência de oração que Pedro de Compostela ou Hermann Contract compôs, São Bernardo, num acesso de hiperdulia, ajunta as três invocações do fim: O clemens, o pia, o dulcis Virgo Maria. Elas selam a inimitável prosa, como com um tríplice sinete, por estes três gritos de amor que reconduzem o hino à adoração acariciadora do seu começo.

quinta-feira, maio 16, 2013

Mês de maio, mês de Nossa Senhora.

Não há devoção mais recomendada pela Igreja que a devoção à Nossa Senhora. Esta não é uma devoção qualquer; não é equivalente à devoção aos santos. O culto aos mártires, anjos e santos é chamado culto de dulia. O culto a Nossa Senhora, que por sua posição absolutamente superemi-nente entre todos os santos e anjos, é chamado de hiperdulia. A devoção à Nossa Senhora não é opcional, como a devoção aos santos. 

Talvez não haja forma mais completa, e mais agradável à Nossa Mãe, para exercemos essa devoção quanto à recitação do Rosário, que é composto três terços devotados aos três conjuntos de cinco mistérios: gozosos, dolorosos e gloriosos. Essa devoção é antiquíssima e não passou ilesa pelo Concílio Vaticano II, que quis alterar o Rosário, na pessoa do Papa João Paulo II, que adicionou mais um conjunto de cinco mistérios aos já existentes. O melhor texto sobre a razão pela qual não devemos rezar estes mistérios conciliares é do Guilherme Chenta: Por que "não" aos "Mistérios Luminosos"? 

Não são poucas as dificuldades que esperam aqueles que rezam o Rosário. Não falo das dificuldades práticas para incluirmos o Rosário dentro de nossos afazeres diários; estas não são pequenas. Falo da dificuldade da meditação de cada mistério; não só das muitas distrações que nos assaltam, mas da meditação em si. Pois bem, para enfrentar tais empecilhos, não conheço melhor método que o Rosário meditado de São Luís Maria Grignion de Montfort. Talvez tenha sido exatamente por isso que a recém-criada Editora São Francisco Xavier resolveu publicar a meditação de São Luís em formato Kindle, como seu primeiro lançamento. Este pequeno livro é um verdadeiro tratado sobre o Rosário; um guia completo de como reza-lo. Cada conta de cada mistério possui sua própria meditação e o devoto vai sendo conduzido por São Luís, de conta em conta, da Encarnação do Verbo, à Coroação de Nossa Senhora no Céu. 

Este livro é uma ótima aquisição para este mês de maio e, para quem já o tem, um ótimo presente para amigos e parentes. 

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!

segunda-feira, maio 13, 2013

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!

Sugiro a todos a leitura do documento Uma Visão do Mundo Baseada em Fátima, que se encontra no sítio homônimo. É um antídoto ao mundo moderno com suas falsidades e tentações. Sugiro ainda, para quem ainda não fez, a devoção dos cinco primeiros sábados, cuja explicação se encontra no documento acima.
 
Não devemos perder tempo, pois não sabemos quando será a Segunda Vinda de Nosso Senhor, como Ele mesmo nos adverte na Lectio da Missa de ontem (da Ascenção): Non est vestrum nosse tempora vel momenta, quae Pater posuit in sua potestate.

sexta-feira, março 08, 2013

Dia da mulher

Não são poucos os padres, bispos e movimentos católicos (hoje a Igreja é plena de movimentos e vazia de doutrina e devoção) que comemoram alegremente o dia da mulher, fazendo os mais desavisados crerem que esse dia é quase um dia Santo. É comum lembrar-se da Virgem Santíssima, como se ela fosse a padroeira desse dia. Isso é dos mais grave erros que se comete e é uma ofensa enorme à Nossa Mãe do Céu!

Nada mais posso escrever sobre essa comemoração diabólica do que o que já escrevi ano passado. Sugiro a todos que façamos um pequeno ato de desagravo ao Coração Imaculado de Maria, ao longo do dia de hoje; uma pequena penitência oferecida à Mãe de Deus, pelos muitos membros do clero e pelos muitos católicos leigos que se atrevem a comemorar este dia!

Regina sine Labe Originali concepta, ora pro nobis!

terça-feira, novembro 20, 2012

O Concílio Vaticano II e suas definições sobre a Santíssima Virgem.

Palestra proferida no dia 28 de outubro último, no Colégio Monte Calvário, após a Missa Tridentina.


sexta-feira, maio 18, 2012

A Santíssima Virgem Maria: implicações de uma recente descoberta científica

Robert J. Siscoe
THE REMNANT, 10/05/2012
Tradução autorizada

O mês de maio é dedicado à Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus. Neste artigo, consideraremos uma recente descoberta científica, que pode ter revelado um privilégio até aqui desconhecido concedido à Virgem Maria, como resultado de seu excelso papel de Mãe de Deus.

Antes de qualquer coisa, respondamos à pergunta: É apropriado nos referirmos à Santíssima Mãe como Mãe de Deus? Não seria mais apropriado nos referirmos a ela como mãe de Jesus? Afinal, alguns podem perguntar: se Deus existia antes de Maria, como ela pode ser Mãe de Deus?

Ao dizer que Maria é Mãe de Deus, a Igreja não tem a intenção de afirmar que ela seja a Mãe de Santíssima Trindade, ou que ela participou da criação da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. O título Mãe de Deus é diretamente relacionado à divindade da Pessoa de Jesus Cristo. Maria é a Mãe de Deus porque Jesus, de quem ela é mãe, é Deus Encarnado.

Jesus Cristo é uma Pessoa – a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade – com duas naturezas distintas: a Natureza Divina, que Ele possui por toda a eternidade, juntamente com o Pai e o Espírito Santo, e uma natureza humana, recebida, no tempo, da Santíssima Virgem Maria.

A Santíssima Mãe, que deu a Jesus Cristo sua natureza humana, deu a luz, não meramente a uma natureza, mas a uma Pessoa. E como a Pessoa de Jesus é Deus, deduz-se que Maria, Sua mãe, é a Mãe de Deus. Negar a Divina Maternidade da Virgem Maria é negar a Sagrada Humanidade de Jesus.

O glorioso papel da Virgem Maria como Mãe de Deus Encarnado, o Redentor e Salvador dos homens, trouxe com ele certos privilégios. Como Maria proveria à Segunda Pessoa da Santíssima Trindade Sua natureza humana – uma natureza livre de todo o pecado – seria apropriado que a própria Maria fosse concebida sem qualquer mancha de pecado. Os cientistas podem demonstrar que nossas ações têm um efeito em nossa natureza, em nosso DNA. Uma mulher viciada em drogas pode transmitir à criança os mesmos vícios. Repetidas ações, boas ou más, podem também afetar nossa natureza humana, o que resulta em que inclinações dos pais, boas ou más, passam aos filhos. Como Jesus Cristo, nosso Rei, deveria receber sua natureza humana, seu DNA, da Santíssima Mãe, seria apropriado que a carne da Mãe fosse sem a mínima mancha de pecado. Assim, a Virgem Mãe recebeu o privilégio da Imaculada Conceição.

Os incríveis progressos feitos na área da biologia nas últimas décadas possibilitaram a descoberta de um fato fascinante, que pode ter revelado um privilégio verdadeiramente incrível recebido pela Santíssima Virgem Maria. Antes de discutir essa descoberta, e de como ela se relaciona à Virgem Santíssima, examinemos um ensinamento da Igreja acerca da união hipostática.

O termo união hipostática se refere à união das duas naturezas de Jesus – a humana e a divina – numa só Sagrada Pessoa do Verbo de Deus. Por causa da união hipostática, toda a natureza humana de Jesus, tanto o corpo quanto a alma, estava unida ao Verbo de Deus, de tal forma que quando Seu corpo e alma foram separados na morte, Seu corpo, enquanto ainda no sepulcro, permanecia unido ao Verbo de Deus. Isso mostra que a união hipostática não é somente a união entre o Verbo de Deus e a alma humana de Jesus, mas é também a união do Verbo de Deus com o corpo de Jesus – mesmo quando o corpo e a alma estão separados. Com isso em mente, consideremos uma recente descoberta científica na área das células-tronco fetais.

Em dezembro de 2007, Roberto Krulwich, do NPR, entrevistou o Dr. Kirby Johnson, professor e pesquisador da Universidade de Tufts, acerca da recente descoberta de que as células-tronco fetais de um bebê permaneciam dentro da mãe depois do nascimento. Em vez de serem atacadas rapidamente pelo sistema imunológico da mãe, como seria de se esperar, foi descoberto que as células-tronco sobreviviam por décadas.

O que se segue é um excerto da entrevista:

O que você diria se lhe contassem que quando uma mulher tem um bebê, ela ganha não só um filho ou filha, mas também um exército de células protetoras – presentes de sua criança, que permanecerá nela e a defenderá pelo resto da vida? É uma ideia sedutoramente bela e os cientistas que a propõem preocupam-se por ela ser excessivamente bela.

KRULWICH: Pensava-se por anos que tão logo um bebê fosse concebido, uma vez que começasse a crescer dentro da mãe, ele conseguisse seu próprio espaço privativo.
Dr. KIRBY JOHNSON, PH.D.: Sim, a placenta.
KRULWICH: Exato.
Dr. JOHNSON.: Considerava-se que a placenta fosse uma barreira dificilmente penetrável. (...)
KRULWICH: ... E eis a surpresa! Quando cientistas da Tufts coletaram sangue de mães grávidas...
Dr. JOHNSON.:Nós encontramos, por exemplo, numa colher de chá de sangue, dúzias, talvez centenas de células.
KRULWICH: Do bebê?
Dr. JOHNSON: Do bebê.
KRULWICH: Então, células dos bebês estavam vazando da placenta para dentro das mães. Mas, como os bebês têm genes diferentes...
Dr. JOHNSON: Esperar-se-ia que elas seriam atacadas muito rapidamente, dentro de dias, para não dizer horas. O que descobrimos é que isto não acontece absolutamente.
KRULWICH: Constatou-se que as células dos bebês permanecem em suas mães, não por dias ou semanas, mas por décadas.
Dr. JOHNSON: Quatro ou cinco décadas após a última gravidez.
KRULWICH: Então, 40 anos depois da concepção, aquele filho ou filha que pode ser um farmacêutico de meia idade, tem ainda suas células flutuando dentro da mãe?
Dr. JOHNSON: Sim.
KRULWICH: Mesmo dentro de uma mãe de 60 anos de idade? 70?
Dr. JOHNSON: 70, 80, talvez 90 anos de idade.
KRULWICH: O senhor está certo disto?
Dr. JOHNSON: Absolutamente.

Então, segundo esta descoberta, as células-tronco de Jesus Cristo, Deus Encarnado, teriam permanecido dentro da Santíssima Mãe. Lembre-se que essas células diferem das outras células: em vez de serem “atacadas e mortas” dentro de poucos dias, elas mantêm suas identidades específicas por décadas. Agora, se consideramos a doutrina da união hipostática, que nos ensina que a carne de Jesus permanece unida ao Verbo de Deus, mesmo quando está separada da alma, há razão para acreditar que as células-tronco que permaneceram em Maria, teriam continuado a estar unidas ao Verbo de Deus.

Isto significaria que, não somente a alma de Maria seria um “templo do Espírito Santo” (1Cor 6:19), mas também seu corpo teria sido um “tabernáculo do Altíssimo” (Sl 46:5) – isto é, um tabernáculo vivo do Verbo de Deus. Não somente sua alma “participa da natureza Divina” (2Pd 1:4) (o que ocorre com todos que estão em estado de graça), mas seu corpo teria “participado” da união hipostática, por meio da posse da própria carne de seu Filho, Deus Encarnado.

Isso tudo não traria novo entendimento acerca da razão da Assunção do corpo de Nossa Senhora aos céus? Afinal, seria apropriado que Deus deixasse o corpo dela, divinizado por participação, na terra, enquanto sua Alma gloriosa estivesse no céu?

Mas esse assunto é um território inexplorado, e como tal, sobre ele não afirmo nada com certeza. Contudo, é certamente um assunto fascinante para investigação e consideração adicionais. Por agora, fiquemos com as palavras de Santo Atanásio:

Ó nobre Virgem, vós sois verdadeiramente maior que qualquer outra grandeza. Pois quem pode ser-vos igual em grandeza, ó morada do Verbo Divino? A quem, dentre as criaturas, posso comparar-vos, ó Virgem? Vós sois maior que todas elas, ó Arca da Aliança, vestida de pureza em vez de ouro! Vós sois a Arca em que foi encontrado o pote dourado contendo o verdadeiro maná, isto é, a Carne em que a Divindade reside.

terça-feira, maio 01, 2012

Primeiro de Maio: hoje festa pagã, como no passado pré-cristão.


Maio é o mês mariano, um fato agora esquecido por não católicos e por muitos católicos também. Na Europa, continente antigamente católico, o primeiro de maio e “celebrado” como o dia do Trabalhador, oficialmente celebrado em mais de 80 países, embora nos EUA e Canadá não estejam entre estes. A Igreja (começando em 1956) agora celebra o primeiro de maio como o dia de São José Operário, o que pode parecer a alguns como uma acomodação ao período da Guerra Fria, durante o qual o comunismo e socialismo foram muito favoráveis à Doutrina Social da Igreja, que estava em crescente desprestígio. Antes de 1956, o primeiro de maio era o dia da festa dos apóstolos São Felipe e São Tiago. No passado pré-cristão, este dia era o de um festival pagão na maior parte da Europa; só no final do século XIII que a Igreja começou a dedicar o mês de maio a Maria, e livros alimentando essa devoção não apareceram antes do século XVI, quando a arte da impressão tornou possível a difusão relativamente ampla de livros. Foi a Companhia de Jesus que popularizou a devoção, a partir do século XVIII.

Todavia, o “festival” pagão de demonstrações por “trabalhadores” e seus patrões políticos agora quase completamente eclipsou tanto os festivais pré-cristãos quanto a devoção católica a Maria; a festa de “São José Operário” é uma “tradição” recente que, para ser honesto, não passa de um exercício pio de futilidade em países antes católicos, mas agora firmemente dominados por materialistas seculares, cujas promessas de um paraíso terrestre para a classe trabalhadora provou ter um apelo popular muito maior. Uma vez mais, a Sagrada Família descobre que nas sociedades que foram criadas e sustentadas por seu exemplo não há para eles “lugar na estalagem”.


Trecho do artigo “Primeiro de Maio”, de Timothy J Cullen, The Remnant Magazine, 30 de abril de 2012.

quinta-feira, abril 19, 2012

SALVO PELO ROSÁRIO


Era em maio de 1808. Os habitantes de Madrid tinham-se levantado contra o intruso José Bonaparte, que usurpara o trono dos Bourbons. 

Os insurretos, cheios de ódio contra os franceses, matavam sem piedade os soldados que podiam surpreender nas ruas e nas casas.

Certa manhã encontrou-se o célebre Dr. Claubry com uma turba de insurretos que, pelo seu traje, viram que pertencia ao exército invasor.

O Dr. era grande devoto de Nossa Senhora e pertencia à Confraria do Rosário. Naquele dia mesmo recebera a comunhão numa igreja dedicada a Nossa Senhora e voltava tranquilamente
para casa.

Quando percebeu o perigo, levantou as mãos ao céu e invocou os santos nomes de Jesus e de Maria.

Já estavam prestes a matá-lo, acoimando-o de renegado e ímpio, quando uma feliz ideia lhe passou pela mente.

- Não, disse, não sou infiel nem blasfemo e se querem uma prova, vede o que tenho comigo. E mostrou-lhes o rosário que estava rezando.

Diante disso os assaltantes baixaram imediatamente as armas, dizendo:

- Este homem não pode ser mau como os outros, pois reza o rosário.

Precisamente naquele instante, como que enviado por Nossa Senhora, surgiu ali o sacristão da igreja em que o Doutor comungara e, vendo-o cercado pelos insurretos, gritou bem alto:

- Não lhe façam mal; é devoto de Nossa Senhora; eu o vi comungar esta manhã em nossa igreja.

Ouvindo isto, os agressores acalmaram-se, beijaram o crucifixo do rosário de Claubry e levaram-no a um lugar seguro.

Regressando à sua pátria, o piedoso Doutor publicou o favor recebido e continuou toda a sua vida rezando o rosário.

Tesouro de Exemplos, Pe. Francisco Alves, Editora Vozes (quando ainda católica).

domingo, março 25, 2012

Festa da Anunciação de Nossa Senhora

Antiquíssima é a festa que a Igreja celebra hoje, e tem o nome de Anunciação de Nossa Senhora pelo seguinte motivo: estava no plano de Deus que a segunda Pessoa da Santíssima Trindade salvasse o gênero humano, e para este fim tomasse a natureza humana. Tendo chegado o momento escolhido desde a eternidade, para a realização deste grande mistério, o Arcanjo São Gabriel foi incumbido da missão de comunicá-lo a Maria, santa donzela, que residia em Nazaré, e era descende de Davi.  Foi o mesmo Arcanjo que, havia 400 anos, tinha anunciado a vinda e a morte de Messias ao profeta Daniel e, poucos meses atrás, comunicado ao sacerdote Zacarias o nascimento do Precursor.

Maria, casada com José, homem justo, também da casa de Davi, em virtude de um voto que havia feito a Deus, vivia com ele em perfeita e virginal castidade. Entre todas as mulheres do mundo, a SS. Trindade tinha escolhido esta para mãe do Messias prometido, e por este motivo, não resta dúvida, foi que a enriqueceu de tantos privilégios e graças, que em santidade a elevara acima de toda criatura humana. A virgem, por Deus tão privilegiada, achava-se em oração, quando o Arcanjo entrou no aposento. Não é destituída de razão a opinião de Santos Padres, que supõem que o objeto da oração de Maria tivesse sido o que interessava vivamente a nação inteira: a vinda do Messias. O arcanjo saudou-a com estas palavras: “Ave, Maria, cheia sois de graças, o Senhor é convosco; bendita sois entre as mulheres.” Maria, ao ouvir esta saudação, assustou-se. O Arcanjo, porém, prosseguiu: “Nada temais, Maria! Achastes graça diante de Deus. Eis que concebereis e dareis à luz um filho, e por-lhe-eis o nome de Jesus. Este será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai, Davi, e reinará eternamente na casa de Davi, e seu reinado não terá fim.” (Lc 1,30.)

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

O martírio de Maria

Pe. Frederick William Faber

Nota: Assim começa o extraordinário livro de Pe. Faber sobre as dores de Maria. Junto com o Tratado, de São Luiz de Montfort, e de Glórias de Maria, de Santo Afonso, este livro completa uma extraordinária trilogia sobre a Virgem Santíssima que é imprescindível a todo católico. Este livro, pelo que sei, nunca foi traduzido para o português. Desnecessário dizer que está dentro dos planos deste modesto blogueiro a tradução deste livro tão importante. Por enquanto, leiamos o trecho abaixo e façamos dele nossa meditação de início de Quaresma. Meditemos sobre as dores de Nossa Senhora, à medida que a Paixão se aproxima e peçamos a Nosso Senhor que se digne a permitir a nossa participação, segundo a nossa fraqueza, em suas dores no Calvário, pela participação nas dores de sua Santa Mãe.


A beleza de Jesus é inexaurível. Como a Visão de Deus no céu, ela é sempre diversa, embora sempre a mesma; sempre apreciada como um contentamento antigo e familiar, embora sempre surpreendente e estimulante por ser, na verdade, perpetuamente nova. Ele é sempre belo, belo em todo lugar, tanto na desfiguração da Paixão, quanto no esplendor da Ressurreição, tanto nos horrores da Flagelação, quanto nos indizíveis encantos de Belém. Mas acima de todas as coisas, Nosso Senhor é belo em Sua Mãe. Se O amamos, devemos amá-la. Devemos conhecê-la, para conhecê-Lo. Da mesma forma que não há verdadeira devoção à Sua Sagrada Humanidade, que não seja consciente de Sua Divindade, também não há amor adequado ao Filho que O separe de Sua Mãe, e a coloque de lado, como um mero instrumento, a quem Deus escolheu como se escolhesse uma coisa inanimada, sem consideração por sua santidade e idoneidade moral. Mas é nosso dever diário amar Jesus cada vez mais. Um ano acaba e outro começa; o antigo curso das festas se repete; as conhecidas divisões do ano cristão nos abarcam, deixam em nós a sua marca, e se sucedem. Múltiplos Natais, Semanas Santas, Pentecostes, e algo há em cada um deles que os fazem residir como datas em nossa mente! Passamos alguns deles sob certas circunstâncias, e outros, sob outras. Alguns, graças a Deus, se distinguem por excepcionais aberturas de coração em nossa vida interior, de tal forma a alterar ou intensificar nossa devoção e materialmente influenciar nossas secretas relações com Deus. As fundações de muitas construções, que não se levantaram sobre a terra senão depois de muito tempo, foram lançadas quase inconscientemente nesses períodos. Todavia, quaisquer que tenham sido as alterações que essas festas trouxeram, elas sempre nos encontraram ocupados com uma única e mesma tarefa: estávamos tentando amar Jesus cada vez mais. E por meio de todas essas mudanças, e em toda a perseverança de nossa tarefa única, a experiência infalível nos tem dito que nunca avançamos mais rapidamente no amor do Filho do que quando viajamos com sua Mãe, e que o que construímos mais solidamente em Jesus, foi construído com Maria. Não há tempo perdido em Sua busca, se recorremos de imediato a Maria; pois Ele está sempre lá, sempre em casa. A obscuridade de Seus mistérios torna-se luz quando os colocamos sob sua luz, que é Sua luz também. Ela é o caminho mais curto a Ele. Ela tem o “grandioso acesso” a Ele. Ela é Sua Ester, e rápidas e integrais são as resposta a petições que suas mãos apresentam.

quinta-feira, dezembro 08, 2011

Regina sine labe originali concepta, ora pro nobis!

“... Em honra da Santa e Indivisível Trindade, para a glória e adorno da Virgem Mãe de Deus, para a exaltação da Fé católica e o incremento da religião cristã, em virtude da autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos santos Apóstolos Pedro e Paulo, e da Nossa própria, declaramos, pronunciamos e definimos que a doutrina que tem a Santíssima Virgem Maria, por singular favor e privilégio de Deus Onipotente, à vista dos méritos de Jesus Cristo, o Salvador da raça humana, como isenta de toda mácula do pecado original, desde o primeiro instante de sua conceição, é uma doutrina revelada por Deus e que, por conseguinte, deve ser crida firme e constantemente por todos os fiéis. Se alguém, portanto, presumisse dissentir interiormente desta Nossa definição, do que Deus o guarde, saiba e se compenetre de que seu próprio juízo já o condenou, sua fé naufragou e, ele se desligou da unidade da Igreja ...”

(Bula Ineffabilis Deus, Papa Beato Pio IX, 8 de dezembro de 1854.)

domingo, novembro 27, 2011

Medalha Milagrosa


 Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.

quarta-feira, outubro 12, 2011

A CRUZ DO ROSÁRIO

No dia de Nossa Senhora Aparecida, uma historinha de criança para abrir os olhos dos adultos.


Sobre S. Pedro, o chaveiro do céu, há várias lendas, sendo a seguinte bastante interessante e instrutiva.

Dizem que, um belo dia, S. Pedro fechou a porta do céu por fora e veio dar umas voltas pelo mundo, para ver como andavam as coisas por aqui. Parecia-lhe que estava chegando pouca gente ao céu e era preciso conhecer a causa dessa triste situação.

Terminado o seu inquérito, e achando mais prudente não conceder entrevista aos jornais bisbilhoteiros, dirigiu seus apressados passos lá para cima. Aconteceu, porém, que, ao chegar à porta do paraíso, meteu a mão nos bolsos e, ai! não encontrou mais a chave. Perdera-a e não sabia nem onde nem como. Que fazer em tamanha aflição?

- Descerei de novo à terra, disse, e procurarei um bom serralheiro que me faça um,a nova chave.
De fato, não custou a encontrar um muito entendido e disse-lhe:
- Olhe, eu preciso com urgência de uma chave para abrir a porta do céu. Você pode fazê-la?
- Perfeitamente, mas custará mais, porque há de ser uma chave extraordinária.
- Que homens! disse consigo S. Pedro, nem para o céu fazem uma chave de graça!... Bem! Não há dúvida; vamos lá para cima.

sábado, outubro 01, 2011

Outubro, mês do Rosário.

Outubro, como todos sabem, é o mês do Rosário. É o mês de nos consagrarmos à Mãe Santíssima e de rezarmos o terço com a maior devoção que nos for possível.


Sugiro também a leitura das várias encíclicas de Leão XIII, o Papa do Rosário.

Finalmente, sugiro a extraordinária aula de Dona Ivone Fedeli, abaixo, sobre a devoção à Santíssima Virgem.

sábado, julho 09, 2011

A Virgem Santíssima: a dúvida (?) de um leitor.

Wendy, um dos leitores mais assíduos do blog, colocou um comentário – não postado lá, mas comentado aqui – ao post Atenção: a devoção a Nossa Senhora não é opcional! Bastante curto foi o comentário: “Angueth, isso é tradicional ou bíblico?” Eis aí todo o espírito protestante! 

Ora, é bíblico que a Revelação não está toda na Bíblia; por isso, a importância da Tradição. Vemos isto em pelo menos três passagens do Novo Testamento. 

Muitas coisas, porém, há ainda, que fez Jesus, as quais se se escrevessem uma por uma, creio que nem no mundo todo poderiam caber os livros que delas se houvessem de escrever. (Jo XXI, 25)  

Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas vós não as podeis compreender agora. Quando vier, porém, o Espírito de verdade, ele vos guiará no caminho da verdade integral, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e anunciar-vos-á as coisas que estão para vir. (Jo XVI, 12-13) 

Na primeira narração, ó Teófilo, falei de todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar até o dia em que, tendo dado as suas instruções por meio do Espírito Santo, foi arrebatado ao céu; aos quais também se manifestou vivo, depois de suas paixão, com muitas provas, aparecendo-lhes por quarenta dias e falando do reino de Deus. (Atos I, 1-3) 

Agora, sobre ser Maria Santíssima a medianeira de TODAS AS GRAÇAS, isto também é bíblico, e obviamente tradicional. É bíblico primeiro por ela ser CHEIA DE GRAÇAS: Salve, ó cheia de graça, o Senhor é contigo (Lc 1, 28). Cheia de graças significa COM TODAS AS GRAÇAS, inclusive a de nos trazê-las, as poucas que recebemos, não por merecimento próprio, ao longo da vida. 

É bíblico porque por meio dela veio o primeiro milagre na ordem sobrenatural – a santificação de São João. É bíblico porque por meio dela veio o primeiro milagre na ordem natural – o vinho das bodas de Caná. Assim, por meio dela vêm todas as graças. 

Isto é tão simples de entender que só mesmo o espírito protestante pode evitar que o intelecto de alguém fique fechado a receber tal verdade. Este espírito, sendo anti-tomista é também anti-aristotélico, é ilógico, daí esta aparente contradição que um jovem tão interessado e inteligente em outras áreas, seja tão resistente à pura lógica neste que é um assunto simplesmente fundamental para esta vida e para outra vida. 

A devoção de Maria está na Tradição desde os primeiros Padres, mas este não é nosso assunto aqui. 

Sugiro ao Wendy, e a todos os leitores, a leitura de duas cartas respondidas pelo Prof. Orlando Fedeli a respeito de Maria; elas são extraordinárias: Imagens, ídolos, veneração, adoração e Virgem Maria, Mãe de Deus. Nelas me baseei para escrever este post.

quarta-feira, julho 06, 2011

Atenção: a devoção a Nossa Senhora não é opcional!

Nota do blog Isto é o que nos avisa Pe. Frederico Faber (oratoriano, originalmente anglicano, nasceu e viveu na Inglaterra de 1814 a 1863)num texto belíssimo e terrível. Ele o inicia dizendo: “Concluo que os nossos obstáculos (à vida espiritual) secretos se baseiam em cinco erros”. Um deles é o relacionado à devoção a Santíssima Virgem. Vejamos então o que nos ensina Pe. Faber no capítulo 5 do seu livro “Progresso na Vida Espiritual”, Editora Vozez, trad. Mariana Nabuco, 1954.

É bem possível que o empecilho (à vida espiritual) seja a falta de devoção a nossa Senhora. Sem esta devoção a vida interior é impossível, porque não é conforme a vontade de Deus. E esta reside sobretudo em nossa Senhora. 

Ela é a solidez da devoção, e não nos lembramos bastante disso. Os principiantes estão com freqüência tão ocupados com a parte metafísica da vida espiritual, que não dão a esta devoção a necessária importância. Mencionarei aqui alguns pontos que eles não parecem ter a peito. 

A devoção à Mãe de nosso Senhor não é um ornamento do sistema católico, uma beleza supérflua, nem mesmo um auxílio, dentre os muitos que podemos ou não empregar, mas é parte integral do cristianismo, e, sem ela, nossa religião não é, estritamente falando, cristã. Seria uma religião diferente da que Deus revelou. Nossa Senhora é uma lei distinta de Deus, um meio especial de graça, cuja importância ressalta do ódio instintivo que lhe tem a heresia. 

Maria é o pescoço do corpo místico unindo portanto todos os membros à Cabeça, e sendo o canal e o instrumento que dispensa todas as graças. A devoção a nossa Senhor é a verdadeira imitação de Jesus, porque, após a glória do Pai, foi a devoção mais ligada e mais cara ao sagrado Coração. É de uma solidez a toda prova, porque está perpetuamente ocupada como o ódio do pecado e a aquisição de virtudes substanciais. Descuidar-nos dela é desprezar a Deus, pois ela é a sua lei; é ferir a Jesus em sua Mãe. 

Deus mesmo a colocou na Igreja, como um poder distinto, e, portanto, o seu culto é eficaz, é fonte de milagres, é parte da nossa religião, que de modo algum podemos pôr de lado. A espiritualidade é necessariamente ortodoxa. Isto é evidente. Ora, a doutrina não seria ortodoxa, se preterisse o ofício e as prerrogativas da Mãe de Deus. Assim, também a espiritualidade não é ortodoxa, em se desviando ou separando duma devoção tão generosa quão justa. Com efeito, um erro de doutrina é duplamente perigoso quando se relaciona com a vida espiritual. Envenena a tudo, e não há prejuízo que não se possa prever para a infortunada alma que lhe é sujeita. 

Se, então, tendes os sintomas que indicam algo de errado, algo que vos retarda, verificai primeiro se vossa devoção a nossa Senhora é o que devia ser, em qualidade e grau, em fé e confiança, em amor e lealdade. A perfeição está sob a sua proteção particular, porque é uma das especiais prerrogativas de que goza como rainha dos santos.