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quinta-feira, fevereiro 22, 2018
Quaresma nos tempos atuais
segunda-feira, fevereiro 19, 2018
Tempo da Quaresma: vídeo no canal do YouTube do Blog do Angueth
quinta-feira, fevereiro 15, 2018
A Imitação de Cristo, uma leitura eminentemente quaresmal
quarta-feira, fevereiro 14, 2018
Memento, homo, quia pulvis es, et in pulverem reverteris.
Leitura absolutamente fundamental para hoje, quarta-feira de cinzas, é o sermão do Pe. Antônio Vieira.
sábado, fevereiro 10, 2018
Quaresma 2018 - Palestra de preparação e outros materiais.
Apresento abaixo algumas sugestões para práticas e meditações para a Quaresma de 2018. São coisas já publicadas no blog, mas não custa repetir.
Começo por duas palestras que fiz sobre as mortificações cristãs.
Desejo também apresentar dez sugestões de leituras proveitosas para este período do ano, que é essencial para toda a vida católica.
1. Imitação de Cristo;
2. Glórias de Maria, de Santo Afonso;
3. Filotéia: introdução à vida devota, de São Francisco de Sales;
4. A Prática do Amor a Jesus Cristo, de Santo Afonso;
5. História de Uma Alma, Santa Teresinha do Menino Jesus;
6. A Alma de Todo Apostolado, de Dom Jean-Baptiste Chautard;
7. Tratado da Verdadeira Devoção a Virgem Santíssima, São Luiz de Montfort;
8. O Inferno, de Monsenhor de Segúr;
9. Meditações sobre os Principais Mistérios da Virgem Santíssima Senhora Nossa, Pe. Manuel Bernardes;
10. Tratado da Oração e da Meditação, São Pedro de Alcântara.
Finalmente, convido os leitores a visitarem o marcador "Quaresma" do blog.
Santa Quaresma a todos vocês!
quarta-feira, março 01, 2017
Palavras do último sermão de Pe. Faber: Quaresma de 1863
"A pior e mais fatal preparação do demônio para a vinda do Anticristo é o enfraquecimento no homem da crença na punição eterna. Fossem estas as últimas palavras que devesse dirigir a vocês, nada eu diria com mais ênfase que isto: que depois do pensamento acerca do Precioso Sangue, não há outro, em toda a nossa Fé, que lhes seja mais precioso e mais necessário que o pensamento acerca da punição eterna"
segunda-feira, fevereiro 20, 2017
Quaresma 2017
Sobre as Mortificações Cristãs
domingo, março 20, 2016
Os Inimigos do Homem
sábado, fevereiro 28, 2015
A primeira frase da Metafísica e a humildade cristã: meditação quaresmal.
Diz a primeira frase da Metafísica de Aristóteles: todos os
homens têm, por natureza, o desejo de conhecer. Santo Tomás de Aquino explica,
em seu Comentário à Metafísica, esta primeira frase de Aristóteles.
Há três razões para isso. A primeira é que
cada coisa naturalmente deseja sua própria perfeição. Assim, a matéria deseja a
forma, como todas as coisas imperfeitas desejam sua perfeição. Portanto, como o
intelecto, pelo qual o homem é o que é, considerado em si mesmo é todas as
coisas potencialmente, transforma-se realmente nelas somente por meio do conhecimento.
Então, cada homem deseja o conhecimento tão como a matéria deseja a forma.
A segunda razão é que cada coisa tem uma inclinação
natural à desempenhar sua própria operação, como algo quente se inclina
naturalmente a aquecer, e algo pesado a ser movido para baixo. Ora, a operação própria
do homem como homem é compreender, e por isso ele difere de todas as outras coisas.
A terceira razão é que é desejável por todas
as coisas estarem unidas às suas fontes. (...) Ora, é somente por seu intelecto
que o homem se torna unido às substâncias separadas, que são a fonte do
intelecto humano e com as quais o intelecto humano se relaciona como algo
imperfeito a algo perfeito. É por essa razão, também, que a felicidade última
do homem consiste nessa união.
Mas já dizia São Paulo (1 Cor 8,1): “a ciência infla de
orgulho”. Então, como lutar contra o orgulho, que é o dever de todo cristão, se
possuímos esse desejo natural de conhecer? A resposta está na Imitação de Cristo, e é a única resposta
que nos afasta de uma das três concupiscências, a concupiscência dos olhos. No
capítulo “Do humilde pensar de si mesmo”, de Kempis nos ensina:
1.
Todo homem tem desejo natural de saber; mas que
aproveitará a ciência, sem o temo de Deus? Melhor é, por certo, o humilde
camponês que serve a Deus, do que o filósofo soberbo que observa o curso dos
astros, mas se descuida de si mesmo. Aquele que se conhece bem despreza-se e
não se compraz em humanos louvores. Se eu soubesse quanto há no mundo, porém me
faltasse a caridade, de que me serviria perante Deus, que me há de julgar
segundo minhas obras?
2.
Renuncia ao desordenado desejo de saber, porque
nele há muita distração e ilusão. Os letrados gostam de ser vistos e tidos como
sábios. Muitas coisas há cujo conhecimento pouco ou nada aproveita à alma. E
mui insensato é quem de outras coisas se ocupa e não das que tocam à sua
salvação. As muitas palavras não satisfazem à alma, mas uma palavra boa
refrigera o espírito e uma consciência pura inspira grande confiança em Deus.
Temos o desejo natural de saber para nos aproximarmos de
Deus. Se o operar desse desejo, pela desordem do Pecado Original, nos afasta d’Ele,
que nos aproveita a ciência? Essa é uma boa meditação quaresmal.
quarta-feira, fevereiro 18, 2015
Quaresma 2015
Começa hoje a Quaresma. É o período mais importante do Ano
Litúrgico, onde procuramos padecer com Nosso Senhor, e com Sua graça, Sua
Paixão. A Cruz nos acompanhará até a Ressurreição.
O Ano Litúrgico é uma lição anual que a Igreja nos dá, uma
espécie de Catecismo permanente a nos lembrar das Verdades fundamentais,
aquelas que não devemos esquecer até nossa morte. A maior delas nos é ensinada
na Quaresma: que somos pó e ao pó retornaremos. Nada melhor que hoje
relembremos o sermão de Pe. Antônio Vieira, que nos fala sobre isso. Reproduzo
abaixo esse extraordinário sermão, pedindo a Deus, como no Introitus da Missa de hoje:
Misereris omnium, Domine, et nihil odisti eorum
quae fecisti, dissimulans peccata hominum propter paenitentiam et parcens illis:
quia tu es Dominus, Deus noster.
Ps. Miserere mei, Deus, miserere mei: quoniam
in te confidit anima mea. Gloria Patri.
SERMÃO DE QUARTA-FEIRA DE CINZA
(Igreja de S. Antônio dos Portugueses,
Roma. Ano de 1672.)
Padre Antônio Vieira
Memento homo, quia pulvis es, et in pulverem reverteris.
Lembra-te homem, que és pó, e em pó te hás
de converter.
I
O pó futuro, em que nos havemos de
converter, é visível à vista, mas o pó presente, o pó que somos, como poderemos
entender essa verdade? A resposta a essa dúvida será a matéria do presente
discurso.
Duas coisas prega hoje a Igreja a todos os
mortais, ambas grandes, ambas tristes, ambas temerosas, ambas certas. Mas uma
de tal maneira certa e evidente, que não é necessário entendimento para crer:
outra de tal maneira certa e dificultosa, que nenhum entendimento basta para a
alcançar. Uma é presente, outra futura, mas a futura vêem-na os olhos, a
presente não a alcança o entendimento. E que duas coisas enigmáticas são estas? Pulvis es, tu in pulverem reverteris: Sois
pó, e em pó vos haveis de converter.
Sois pó, é a presente; em pó vos haveis
de converter, é a futura. O pó futuro, o pó em que nos havemos de converter,
vêem-no os olhos; o pó presente, o pó que somos, nem os olhos o vêem, nem o
entendimento o alcança. Que me diga a Igreja que hei de ser pó: In pulverem reverteris, não é
necessário fé nem entendimento para o crer. Naquelas sepulturas, ou abertas ou
cerradas, o estão vendo os olhos. Que dizem aquelas letras? Que cobrem aquelas
pedras?
As letras dizem pó, as pedras cobrem pó, e tudo o que ali há é o nada
que havemos de ser: tudo pó. Vamos, para maior exemplo e maior horror, a esses
sepulcros recentes do Vaticano.
Se perguntardes de quem são pó aquelas cinzas,
responder-vos-ão os epitáfios, que só as distinguem: Aquele pó foi Urbano,
aquele pó foi Inocêncio, aquele pó foi Alexandre, e este que ainda não está de
todo desfeito, foi Clemente. De sorte que para eu crer que hei de ser pó, não é
necessário fé, nem entendimento, basta a vista.
Mas que me diga e me pregue
hoje a mesma Igreja, regra da fé e da verdade, que não só hei de ser pó de
futuro, senão que já sou pó de presente: Pulvis
es?
Como o pode alcançar o entendimento, se os olhos estão vendo o
contrário?
É possível que estes olhos que vêem, estes ouvidos que ouvem, esta
língua que fala, estas mãos e estes braços que se movem, estes pés que andam e
pisam, tudo isto, já hoje é pó: Pulvis
es?
Argumento à Igreja com a mesma Igreja: Memento homo. A Igreja diz-me,
e supõe que sou homem: logo não sou pó. O homem é uma substância vivente,
sensitiva, racional. O pó vive? Não. Pois como é pó o vivente? O pó sente? Não.
Pois como é pó o sensitivo?
O pó entende e discorre? Não. Pois como é pó o
racional? Enfim, se me concedem que sou homem: Memento homo, como me pregam
que sou pó: Quia pulvis es? Nenhuma coisa nos
podia estar melhor que não ter resposta nem solução esta dúvida. Mas a resposta
e a solução dela será a matéria do nosso discurso.
Para que eu acerte a
declarar esta dificultosa verdade, e todos nós saibamos aproveitar deste tão
importante desengano, peçamos àquela Senhora, que só foi exceção deste pó, se
digne de nos alcançar graça.
Ave Maria.
Para continuar a ler clique aqui.
quinta-feira, abril 18, 2013
Palestra sobre os Novíssimos
domingo, março 24, 2013
A SEMANA SANTA COMEÇA COM O SEGUNDO DOMINGO DA PAIXÃO
Começamos a Semana Santa, durante a qual a Igreja celebra os
santos Mistérios de nossa Redenção. É ela a preparação última para a
Ressurreição de nosso Divino Salvador. Correspondendo à sua alta significação,
distingue-se esta Semana por comoventes cerimônias e atos litúrgicos.
Cada dia é privilegiado, de sorte que nenhuma festa pode ser
celebrada durante esta semana. As Orações, os Cânticos, as Leituras nos Ofícios
e nas santas Missas relembram os grandes Mistérios de nossa Redenção.
No Domingo, chamado de Ramos, comemoramos a solene entrada
de Jesus em Jerusalém e sua aclamação pelo povo dos judeus.
Na Quarta-feira, o grande sinédrio resolve condenar Jesus à
morte e Judas vende por isso o seu Mestre por trinta dinheiros.
Na Quinta-feira, assistimos à última Ceia, ao Lava-pés, à
instituição do Sacrifício e do Sacramento da Eucaristia. E acompanhamos a Jesus
em oração ao Horto das Oliveiras, vendo a sua prisão e a fuga dos discípulos.
Sexta-feira Santa é o dia da condenação do Salvador, de sua
Crucifixão e Morte na Cruz.
Sábado Santo é o descanso do Senhor na sepultura e o raiar
do dia da Ressurreição.
Como vemos, a Igreja se aprofunda mais e mais nos insondáveis
Mistérios da Paixão do Salvador, até que a nossa tristeza atinge o mais alto
grau nos últimos três dias. Os sinos se calam, os altares são despojados das
toalhas. A história da Paixão nos é narrada pelos quatro Evangelistas. O
Apóstolo S. Paulo nos exorta para toda a Semana, a participarmos dos
sentimentos de Nosso Senhor e de sua Igreja, dizendo na Epístola de Domingo de
Ramos: ''Hoc enim sentite in vobis
quod et in Christo Jesu". Tende em vós os mesmos sentimentos que
teve Jesus Cristo.
Cuidemos que esta semana seja para nós verdadeiramente
santa, esforçando-nos por uma vida mais perfeita para que possamos participar
dos frutos de nossa Redenção. Evitemos as distrações supérfluas, para que o
nosso espírito possa estar junto a Jesus. Enquanto for possível, assistamos às
cerimônias e atos litúrgicos destes dias.
Como os catecúmenos, preparemo-nos para renovar e avivar em
nós a graça batismal. Como os penitentes públicos dos antigos tempos, tenhamos
bem vivos os sentimentos de dor e arrependimento por nossos pecados, e com toda
a santa Igreja, tenhamos firme esperança na vitória final, na Ressurreição com Jesus
Cristo para uma vida melhor.
Domingo de Ramos
É o domingo que precede à festa da Páscoa e dá início à
Semana Santa. Domingo de Ramos, Páscoa florida, Domingo das Palmas, assim
chamado porque antes da Missa principal se realiza a bênção dos Ramos com
procissão.
Desta bênção e desta 'procissão, já encontramos vestígios
claros no século V.
Se deveras queremos compreender a liturgia deste domingo,
cumpre colocarmo-nos bem no meio do cenário onde se vai desenrolar p doloroso
drama, e, para que possamos atingir esse objetivo, útil será recordarmos os
acontecimentos dos últimos dias da vida do Divino Salvador aqui na terra.
Jesus à frente de uma romaria vai de Jerico a Betânia, onde
se hospeda com seus amigos Lázaro, Maria e Marta, que, para O homenagearem, dão
um banquete. EV nessa ocasião que Maria unge com arômatas a cabeça de Jesus.
Indignado com esse desperdício, Judas rompe com seu Mestre. Muita gente vem a
Betânia para ver a Jesus e a Lázaro ressuscitado. Com estás multidões parte Jesus
no dia seguinte em direção a Jerusalém, passando pelo monte das Oliveiras.
Festiva é sua entrada, como narra o Evangelho. O povo aclama
o Messias. Honras dignas de um Rei são-Lhe tributadas enquanto os fariseus cada
vez mais enraivecem. Contemplando a cidade, Jesus chora, lastimando-lhe a infidelidade
e a sorte triste que a espera. Entra solenemente no templo, mas nessa mesma
tarde regressa a Betânia.
Esses os principais fatos históricos em que se firma a
liturgia deste domingo, que consta de duas partes bem distintas:
1. a Bênção e procissão dos Ramos — Alegre e triunfal.
Porque nela aclamamos o Cristo, Rei e Vencedor.
2. a santa Missa —
Profundamente triste. Porque nela contemplamos o Homem das dores.
In Missal Quotidiano,
D. Beda Keckeisen, O.S.B., Tipografia Beneditina, LTDA, Bahia, junho de 1957.
domingo, março 17, 2013
O TEMPO DA PAIXÃO
1. Significação deste
Tempo. Com o Domingo da Paixão, iniciamos a terceira fase da preparação
para a Páscoa. A Igreja concentra toda a sua atenção no Senhor que padece, e O
acompanha em seu caminho de dores, que, pelo ódio e pelas hostilidades dos
judeus, conduz até o Calvário. Assistimos ao conflito entre o Salvador e os
seus inimigos que Lhe recusam acolhimento. O ódio destes já não procura
dissimular-se e, cada vez mais crescente, prorrompe em grosseiras injúrias
contra Aquele que, qual bom Samaritano, vai curar-lhes as feridas e libertá-los
da morte eterna. O Salvador, às injúrias que Lhe fazem, chamando-O de sedutor,
blasfemo, possesso do demônio, responde com toda a calma. Ele bem sabe porque
assim o fazem. É vontade de seu Pai que Ele sofra por aqueles que assim O
perseguem. Na realização de seus desígnios os adversários do Cristo são apenas
instrumentos de que Deus se utiliza para a execução de seus eternos decretos. Sobre
o Madeiro da Cruz, Jesus alcança a vitória final (Prefácio da Santa Cruz).
2. Nossos sentimentos
durante este Tempo. Embora Deus, Jesus Cristo sofreu todas as atrocidades
das dores físicas e morais. A natureza humana padece, geme, procura a salvação.
Neste sentido a Igreja compreende os Cânticos das Missas destes quinze dias. E
nós, com toda a confiança que temos na vitória final, não deixamos de
abismar-nos nas dores de nosso Salvador. Aumente em nós a dor por nossos
pecados que Lhe custaram tantos padecimentos. Aumente em nós o amor por nosso Jesus
que tanto sofreu por todos os homens!
3. Particularidades deste
Tempo. Para bem demonstrar a sua compaixão pelo Esposo, a Igreja omite
nestes dias todas as demonstrações de alegria. . Não se diz o salmo Judica, ao pé do altar, nem o Glória Patri. São veladas nas igrejas as
imagens e os próprios Crucifixos, em sinal de tristeza. Desaparecem, quase por
completo, nestes dias, as referências aos catecúmenos e às igrejas estacionais.
A Igreja quer que nos concentremos o mais intensamente possível sobre a Paixão
de Jesus e gravemos profundamente em nossas almas o Mistério de nossa Redenção.
In Missal Quotidiano,
D. Beda Keckeisen, O.S.B., Tipografia Beneditina, LTDA, Bahia, junho de 1957.
terça-feira, março 12, 2013
Os amigos e os inimigos da Cruz
Seguem abaixo, dois trechos de obras diferentes, mas
igualmente fundamentais, definindo quem são, de fato, os amigos e os inimigos
da Cruz de Nosso Senhor (Amicos et inimicos Crucis Christi).
Ouçamos com atenção e escolhamos já o nosso lado. Aproveitemos o resto de
Quaresma para nos juntarmos aos amigos da Cruz.
Os amigos da Cruz dizem continuamente: “Soframos, choremos,
jejuemos, oremos, ocultemo-nos, humilhemo-nos, empobreçamo-nos,
mortifiquemo-nos; porque o que não tem o espírito de Jesus Cristo, que é um
espírito de cruz, não pertence a Ele; os que são de Jesus Cristo mortificaram a
carne com as suas concupiscências; é preciso ser conforme a imagem de Jesus
Cristo ou condenar-se. Coragem! exclamam eles. Coragem! Se Deus está por nós,
quem estará contra nós? Aquele que está em nós é mais forte que o que está no
mundo. O servo não é maior que o senhor. Um momento de leve tribulação redunda
em peso eterno de glória. Há menos eleitos do que se pensa. Só os corajosos e
os violentos arrebatam o céu de viva força; ninguém será lá coroado se não houver
combatido legitimamente, segundo o Evangelho, e não segundo a moda. Combatamos,
pois, vigorosamente, corramos depressa para atingir a meta, a fim de ganharmos
a coroa!” (Carta Circular aos Amigos da Cruz, São Luiz Maria Grignion de
Montfort, Editora Petrus, 2011.)
“Inimicos crucis
Christi são esses cristãos efeminados que julgam coisa indispensável verem-se
rodeados de todas as comodidades, cederem a todas as exigências do mundo,
entregarem-se aos seus prazeres desordenados, seguirem apaixonadamente todas as
suas modas, esses cristãos que se ofendem com estas palavras que já não
compreendem mas que, sem embargo, Jesus Cristo disse para todos: Se não fizerdes penitência, todos perecereis
da mesma maneira. A Cruz, segundo a expressão de São Paulo, tornou-se para
eles um escândalo.” (A Alma de Todo
Apostolado, Dom Jean-Baptiste Chautard, Serviço de Animação Eucarística
Mariana, 2003.)
quarta-feira, fevereiro 20, 2013
Leituras Quaresmais de 2013
Este é um tempo que podemos e devemos nos entregar a leituras edificantes. Além dos Evangelhos das Missas diárias deste tempo, há muitos outros livros que podem nos auxiliar a viver este tempo mais integralmente.
Escolha um só livro, esta é a minha sugestão, e o leia lentamente, um pouco cada dia, dos 40 que temos, como uma disciplina quaresmal, como uma espécie de mortificação, trocando a leitura por uma coisa que normalmente fazemos por prazer; prazer lícito, obviamente.
Abaixo, dou dez sugestões.
1. Imitação de Cristo;
2. Glórias de Maria, de Santo Afonso;
3. Filotéia: introdução à vida devota, de São Francisco de Sales;
4. A Prática do Amor a Jesus Cristo, de Santo Afonso;
5. História de Uma Alma, Santa Teresinha do Menino Jesus;
6. A Alma de Todo Apostolado, de Dom Jean-Baptiste Chautard;
7. Tratado da Verdadeira Devoção a Virgem Santíssima, São Luiz de Montfort;
8. O Inferno, de Monsenhor de Segúr;
9. Meditações sobre os Principais Mistérios da Virgem Santíssima Senhora Nossa, Pe. Manuel Bernardes;
10. Tratado da Oração e da Meditação, São Pedro de Alcântara.
sexta-feira, fevereiro 08, 2013
Palestra domingo (10/02), depois da Missa, no Colégio Monte Calvário: os Novíssimos.
“Em todas as tuas obras lembra-te dos teus novíssimos, e nunca mais pecarás.” (Eclo 7, 40)
Com
o começo iminente da Quaresma, escolhi o tema dos Novíssimos para nos estimular
à penitência e à conversão. Lembro aqui o grande Cardeal Manning que, no início
de uma série de
palestras proferidas no século XIX, nos lembra o seguinte.
|
SINCE last Lent began, how many souls that were gathered
here have passed into eternity? And before another Lent begins, how many will
stand before the Great White Throne? Who among us shall be the first to go to
judgment? Let us therefore enter upon this Lent as if knowing it to be our last;
let us begin this time of conversion to God as if we were sure that another would
never be granted to us. “Bring forth, therefore, fruits worthy of penance, for
now the axe is laid to the root of the tree, every tree therefore that bringeth
not forth good fruit is hewn down, and cast into the fire.” (S. Matt. iii.
8-10.)
|
Desde
a última Quaresma, quantas almas que aqui estavam passaram para a eternidade?
E antes mesmo da próxima Quaresma, quantas não estarão ante o Grande Trono do
Altíssimo? Quem dentre nós será o primeiro a ser julgado? Entremos pois na
Quaresma como se ela fosse nossa última; comecemos este tempo de conversão a
Deus como se estivéssemos seguros de que outro não seria dado a nós. “(8) Fazei, pois, frutos convenientes ao arrependi-mento. (10) Já o machado
está posto à raiz das árvores e toda árvore que não dá bom fruto será cortada
e deitada ao fogo.” (Mt 3: 8, 10)
|
Estão todos convidados!
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quarta-feira, fevereiro 22, 2012
O martírio de Maria
Pe. Frederick William Faber
Nota: Assim começa o extraordinário livro de Pe. Faber sobre as dores de Maria. Junto com o Tratado, de São Luiz de Montfort, e de Glórias de Maria, de Santo Afonso, este livro completa uma extraordinária trilogia sobre a Virgem Santíssima que é imprescindível a todo católico. Este livro, pelo que sei, nunca foi traduzido para o português. Desnecessário dizer que está dentro dos planos deste modesto blogueiro a tradução deste livro tão importante. Por enquanto, leiamos o trecho abaixo e façamos dele nossa meditação de início de Quaresma. Meditemos sobre as dores de Nossa Senhora, à medida que a Paixão se aproxima e peçamos a Nosso Senhor que se digne a permitir a nossa participação, segundo a nossa fraqueza, em suas dores no Calvário, pela participação nas dores de sua Santa Mãe.
A beleza de Jesus é inexaurível. Como a Visão de Deus no céu, ela é sempre diversa, embora sempre a mesma; sempre apreciada como um contentamento antigo e familiar, embora sempre surpreendente e estimulante por ser, na verdade, perpetuamente nova. Ele é sempre belo, belo em todo lugar, tanto na desfiguração da Paixão, quanto no esplendor da Ressurreição, tanto nos horrores da Flagelação, quanto nos indizíveis encantos de Belém. Mas acima de todas as coisas, Nosso Senhor é belo em Sua Mãe. Se O amamos, devemos amá-la. Devemos conhecê-la, para conhecê-Lo. Da mesma forma que não há verdadeira devoção à Sua Sagrada Humanidade, que não seja consciente de Sua Divindade, também não há amor adequado ao Filho que O separe de Sua Mãe, e a coloque de lado, como um mero instrumento, a quem Deus escolheu como se escolhesse uma coisa inanimada, sem consideração por sua santidade e idoneidade moral. Mas é nosso dever diário amar Jesus cada vez mais. Um ano acaba e outro começa; o antigo curso das festas se repete; as conhecidas divisões do ano cristão nos abarcam, deixam em nós a sua marca, e se sucedem. Múltiplos Natais, Semanas Santas, Pentecostes, e algo há em cada um deles que os fazem residir como datas em nossa mente! Passamos alguns deles sob certas circunstâncias, e outros, sob outras. Alguns, graças a Deus, se distinguem por excepcionais aberturas de coração em nossa vida interior, de tal forma a alterar ou intensificar nossa devoção e materialmente influenciar nossas secretas relações com Deus. As fundações de muitas construções, que não se levantaram sobre a terra senão depois de muito tempo, foram lançadas quase inconscientemente nesses períodos. Todavia, quaisquer que tenham sido as alterações que essas festas trouxeram, elas sempre nos encontraram ocupados com uma única e mesma tarefa: estávamos tentando amar Jesus cada vez mais. E por meio de todas essas mudanças, e em toda a perseverança de nossa tarefa única, a experiência infalível nos tem dito que nunca avançamos mais rapidamente no amor do Filho do que quando viajamos com sua Mãe, e que o que construímos mais solidamente em Jesus, foi construído com Maria. Não há tempo perdido em Sua busca, se recorremos de imediato a Maria; pois Ele está sempre lá, sempre em casa. A obscuridade de Seus mistérios torna-se luz quando os colocamos sob sua luz, que é Sua luz também. Ela é o caminho mais curto a Ele. Ela tem o “grandioso acesso” a Ele. Ela é Sua Ester, e rápidas e integrais são as resposta a petições que suas mãos apresentam.
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domingo, fevereiro 05, 2012
Domingo da Setuagésima: começa o Ciclo Pascal. Celebremos o Mistério da Redenção da humanidade.
Nota: Um dos instrumentos mais eficazes para nossa luta contra o mundo, e contra seu príncipe, está no ciclo litúrgico, que nos é oferecido pela Igreja. Viver cada ciclo litúrgico não nos deixa esquecer quem deve reinar na nossa vida, em todos os seus momentos, em todas as suas situações. A celebração desses ciclos é certamente uma arma que temos contra a perversão do mundo. Mergulhemos pois nos ciclos litúrgicos da Igreja Católica como quem vai em busca daquela água que matará nossa sede para sempre.
Está encerrada a primeira parte do ano eclesiástico, O Ciclo de Natal, em que se relembra o Mistério da Encarnação do Verbo Divino. O Salvador veio ao mundo, e alegres, nós O saudamos como Rei e Lhe rendemos a nossa homenagem.
Sua missão é remir a humanidade. Eis o sentido da segunda parte do Ano eclesiástico: a celebração do Mistério da Redenção. Assim como o Natal teve a sua preparação (o Advento) e a sua celebração (Natal até Epifania), igualmente a Páscoa tem a sua preparação (Setuagésima, a Quaresma e o Tempo da Paixão) e a sua celebração (a Páscoa até Pentecostes, e seu prolongamento, o Tempo depois de Pentecostes).
TEMPO DE PREPARAÇÃO
Três degraus subimos para celebrar a Ressurreição de Jesus Cristo e também para ressurgirmos com Ele: 1. o Tempo da Setuagésima; 2. o Tempo da Quaresma; 3. o Tempo da Paixão.
O Tempo da Setuagésima
1. Significado. A Setuagésima é a primeira parte da preparação para a Páscoa e abrange as três semanas anteriores à Quaresma. Embora não fossem exatamente 70, 60 e 50 dias antes da festa da Ressurreição, em imitação, talvez, ao domingo seguinte, Quadragésima, foram estes domingos denominados: Setuagésima, Sexagésima e Quinquagésima.
A mobilidade da Festa da Páscoa faz também variar a data da Setuagésima, que, todavia, ordinariamente se abeira do dia 2 de fevereiro, conclusão do Tempo de Natal.
O Domingo da Setuagésima e os dois domingos seguintes são, pois, uma preparação para a Quaresma, tempos de penitência propriamente dito.
2. Nossos sentimentos durantes este período. Devem conformar-se com o espírito do Tempo, que é expresso pelos textos das Missas e do Ofício divino que os sacerdotes rezam. A lembrança da criação do mundo, da queda no pecado e de todas as suas conseqüências como sejam: a luta do bem contra o mal, da luz contra as trevas, a dor, o sofrimento, eis os assuntos que devem ocupar nosso pensamento durante estas semanas. Pelo combate, para a vitória! Pela cruz, para a luz! Pela morte, para a vida! Pelo sepulcro, para a Ressurreição com o Cristo!
Jesus Cristo mesmo nos ensina nos Evangelhos destes domingos estas verdades, e São Paulo, lutador corajoso, anima-nos por seu exemplo e por sua palavra. Animam-nos ainda os Santos em cujas igrejas nos reunimos.
In Missal Quotidiano, D. Beda Keckeisen, O.S.B., Tipografia Beneditina, LTDA, Bahia, junho de 1957.
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quarta-feira, abril 20, 2011
No Sangue
Nota do blog: não custa nada, nesta Semana Santa de 2011, lembrar o valor do Sangue de Nosso Senhor. Acompanhemos o grande Corção, que rastreia este Sangue e o traz até nós, sem deixar de nos alertar acerca do sofrimento da Igreja, de seu sangramento, nestes tempos de modernismo extremo.
Gustavo Corção
Desde os primeiros anos de sua peregrinação na terra, "entre as aflições dos homens e as consolações de Deus", a Igreja sempre marcou uma especial devoção pelo Sangue de nossa salvação. Já o Apóstolo em Hebreus IX, 22 diz: "É com sangue que quase todas as coisas se purificam e sem efusão de sangue não há salvação".
Mas foi no tormentoso século XIV que Catarina de Sena, nas cartas e nas lições ditadas aos seus discípulos, pôs uma singular ênfase na riqueza de significações do Sangue, sim, uma ênfase marcante no Sangue! Transcrevemos a seguir algumas amostras de sua pregação colhidas ao acaso no livro Sainte Catherine de Sienne vous parle do Pe. S. Bezin O.P., ed. L´Abeille, Lyon, 1941: "Corramos, então, corramos todos cristãos fiéis, atraídos pelo odor do Sangue" (pág. 251). "Inebriemo-nos do Sangue de Jesus crucificado já que o temos ao nosso alcance. Não nos deixemos morrer de sede. Não nos contentemos com pouco, mas tomemos muito para nos embriagarmos e nos afastarmos de nós mesmos". "Nós não fomos resgatados por preço de ouro, nem somente por amor mas pelo Sangue". "Não há outra maneira de saciar o homem: somente neste Sangue poderá alguém se desalterar". "Este Sangue é nosso, foi derramado para nós, ninguém nô-lo pode tirar a não ser nós mesmos" (pág. 252).
Folheando o epistolário de Santa Catarina de Sena em seis volumes (Le Lettere di S. Catarina de Siena, Casa Editrice Marzocco, Firenze 1947) não resistimos ao desejo de transcrever mais este grito da Dolce Mama: "Caminho sobre o sangue dos mártires, o sangue dos mártires ferve e convida os vivos a serem fortes".
Tenho a firme convicção de que Santa Catarina de Sena falava com esta obsessiva insistência por uma razão muito simples e muito extraordinária: a vigésima terceira filha do tintureiro Benincasas via o Sangue do nosso Salvador em todos os sinais sagrados da Igreja. Quando por exemplo ela procurava seu confessor Frei Raimundo de Capua costumava dizer: "Vou-me ao Sangue".
De bom grado ficaria aqui a contar histórias da dolce mama Catarina; mas o encontro marcado deste artigo me obriga a seguir o roteiro que deixa quinhentos anos para trás a santa padroeira da Itália.
* * *
Foi efetivamente no século XIX, no longo e glorioso pontificado de Pio IX, que o preciosíssimo Sangue de Jesus teve no calendário da Igreja o lugar que merecia. Pio IX, caro leitor, foi o grande Papa que sempre combateu os graves erros de seu tempo sem nenhuma transigência e acomodação à mentalidade contemporânea. E não somente denunciou os erros de uma "civilização" apóstata, como também nos ensinou o modo de combatê-los.
Em 9 de novembro de 1846 Pio IX lançou com a encíclica Qui Pluribus, seu primeiro brado de alerta; mais tarde, em 8 de dezembro de 1864, publicou a encíclica Quanta Cura, à qual anexou o famoso Syllabus que catalogava as proposições errôneas que a Igreja condenava, e que ainda hoje, onde ela estiver, una e santa, continua a condenar. Todas essas publicações foram firmadas na santa intolerância, sem a qual não há nem pode haver catolicismo fiel a Deus e marcado pelo Sangue de nosso Salvador.
Essa pregação desencadeou a fúria dos anarquistas italianos (carbonários) que, comandados por Garibaldi e Mazzini, conseguiram expulsar de Roma o Papa para júbilo de todos os revolucionários da época, e de todos os liberais que, desde então, fizeram tudo para lançar à execração pública até hoje as encíclicas de Pio IX, principalmente o Syllabus.
Os soldados franceses e pontifícios conseguem dominar a fúria dos carbonários, e com o apoio deles o Papa volta a Roma.
Em ação de graças por essa vitória contra os inimigos da Igreja, Pio IX teve a idéia de marcar no calendário católico uma data litúrgica que ficou até anteontem fixada no dia 1o. de julho, sendo o mês inteiro consagrado ao Preciosíssimo Sangue. Até anteontem a festa do Preciosísismo Sangue era considerada "duples de primeira classe".
Será preciso dizer aos nossos leitores que no atual calendário da liturgia alterada, reformada ou deformada "para se acomodar à mentalidade contemporânea" da Igreja pós-conciliar, foi suprimida a festa do Preciosíssimo Sangue? E por quê? Primeiro, por alguma razão que comandou todo o conjunto frenético das reformas. Creio eu entretanto que a "Igreja Conciliar" e "Pós-conciliar" sente uma aversão sistemática pelo caráter de luta, de vitória e de sangue que destoa, para eles, de todas as aberturas e de todos os ecumenismos. Ocorre-me a idéia de associar a supressão do culto do Preciosíssimo Sangue, ao silêncio sepulcral da Hierarquia na data do quarto centenário da miraculosa vitória de Lepanto. Que eu saiba, em 7 de outubro de 1971 só manifestou júbilo nessa data, aqui no Brasil, a excelente publicação o Catolicismo. Para caracterizar ainda melhor esse silêncio, tivemos uma notícia singular: por ordem superior a Santa Sé, com certo alarde, devolveu os troféus, digo melhor, as relíquias daquela vitória, aos turcos. "Que turcos?" perguntou-me aflito e divertido Ariano Suassuna a quem contava eu a história de tão cômica e trágica devolução.
Decididamente a "nova Igreja" que pretende eclipsar a Igreja Católica, não gosta de soldados, não gosta de lutas e não gosta de sangue e também não gosta de odiar o mal como Santa Catarina recomendava: "Deveis odiar o mal com os dentes". Daí o frenesi de concessões e de ecumenismos agora adotados pelas hierarquias em contradição formal com a Doutrina imutável da Igreja.
Ao menos resta-nos um proveito nesta supressão da data litúrgica escolhida para a comemoração do Preciosíssimo Sangue. Que proveito? O de tornar cada dia mais evidente que a chamada "Igreja pós-conciliar" opõe-se sistematicamente à Tradição Católica, colocando os fiéis numa alternativa estapafúrdia: recusar as "novidades" que vêm de Roma ou acatar todos os atos, ditos e feitos do Papa reinante e para isto renegar o Depósito sagrado e os ensinamentos que a Igreja por seus 254 papas nos legou como tão bem disseram os Cardeais Ottaviani e Bacci no Breve Exame Crítico do Novo Ordo dirigido ao Papa Paulo VI no dia de Corpus Domini, em 1969. Eles disseram que as reformas litúrgicas pós-conciliares "... põem cada católico na trágica necessidade de escolher". Eu já escolhi.
O Globo, 13/7/78
O último artigo entregue por Gustavo Corção ao GLOBO foi publicado com o noticiário sobre sua morte. Este texto, embora estivesse concluído, só foi encaminhado à redação após a morte do escritor, por seus colaboradores.
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