Mostrando postagens com marcador Campanha da Fraternidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Campanha da Fraternidade. Mostrar todas as postagens

sábado, março 12, 2011

CNBB, aprenda com o Cardeal Piacenza o que é Quaresma!

Caríssimos Irmãos,

O tempo de graça, que nos é dado a viver em conjunto, chama-nos a uma conversão renovada, da mesma forma como sempre é novo o Dom do Sacerdócio ministerial, através do qual o Senhor Jesus torna-se presente nas nossas existências e, através delas, na vida de todos os homens. Conversão, para nós, Sacerdotes, significa, antes de tudo, adequar sempre mais a nossa vida à pregação, que cotidianamente nos é dado oferecer aos fiéis, tornando-nos, desse modo, “trechos do Evangelho vivente”, que todos podem ler e acolher.


Fundamento de uma tal atitude é, sem dúvida, a conversão à própria identidade: devemos converter-nos àquilo que somos! A identidade, recebida sacramentalmente e acolhida pela nossa humanidade ferida, demanda a progressiva conformação do nosso coração, da nossa mente, das nossas atitudes, de tudo quanto nós somos à imagem de Cristo Bom pastor, que, em nós, foi sacramentalmente impressa.

Devemos entrar nos Mistérios que celebramos, especialmente na Santíssima Eucaristia, e deixarmo-nos plasmar por eles; é na Eucaristia que o Sacerdote redescobre a própria identidade! É na celebração dos Divinos Mistérios que se pode perceber o “como” ser pastores e o “que” seja necessário fazer para sê-lo verdadeiramente ao serviço dos irmãos.


Um mundo descristianizado requer uma nova evangelização, mas uma nova evangelização reclama Sacerdotes “novos”, não certamente no sentido do impulso superficial de toda a efêmera moda passageira, mas naquele de um coração profundamente renovado por cada Santa Missa; renovado segundo a medida da caridade do Sacratíssimo Coração de Jesus, Sacerdote e Bom Pastor. Particularmente urgente é a conversão do rumor ao silêncio, do preocupar-nos com o “fazer” para o “estar” com Jesus, participando sempre mais conscientemente do Seu ser. Cada agir pastoral deve ser sempre eco e dilatação daquilo que o Sacerdote é!

Devemos converter-nos à comunhão, redescobrindo o que ela realmente é: comunhão com Deus e com a Igreja, e, nessa, com os irmãos. A comunhão eclesial caracteriza-se fundamentalmente pela consciência renovada e vivida de viver e anunciar a mesma Doutrina, a mesma tradição, a mesma história de santidade e, por isso, a mesma Igreja. Somos chamados a viver a Quaresma com profundo sentido eclesial, redescobrindo a beleza de estar em um êxodo do povo, que inclui toda a Ordem Sacerdotal e todo o nosso povo, que aos seus Pastores olha como a um modelo de segura referência e, desses, espera renovado e luminoso testemunho.

Devemos converter-nos à participação cotidiana no Sacrifício de Cristo sobre a Cruz. Como Ele disse e realizou perfeitamente aquela substituição vicária, que tornou possível e eficaz a nossa Salvação, assim cada sacerdote, alter Christus, é chamado, como os grandes santos, a viver em primeira pessoa o mistério de tal substituição, ao serviço dos irmãos, sobretudo na fiel celebração do Sacramento da Reconciliação, procurado para si mesmos e generosamente oferecido aos irmãos, em união à direção espiritual, e na cotidiana oferta da própria vida em reparação dos pecados do mundo. Sacerdotes serenamente penitentes diante do Santíssimo Sacramento, capazes de levar a luz da sabedoria evangélica e eclesial nas circunstâncias contemporâneas, que parecem desafiar a nossa fé, tornando-se na realidade autênticos profetas, capazes, por sua vez, de lançar ao mundo o único desafio autêntico: aquele do Evangelho, que chama à conversão.


Às vezes, o cansaço é muito grande e fazemos e experiência de sermos poucos, frente às necessidades da Igreja. Mas, se não nos convertemos, seremos sempre menos, porque somente um sacerdote renovado, convertido, “novo” torna-se instrumento através do qual o Espírito chama a novos sacerdotes.

À Beata Virgem Maria, Rainha dos Apóstolos, confiamos esse caminho quaresmal, implorando da Divina Misericórdia que, a partir do modelo da Mãe celeste, também o nosso coração sacerdotal torne-se “Refugium peccatorum”.

Cardeal Mauro Piacenza

PUBLICADA EM: http://missatridentinaemportugal.blogspot.com/

sexta-feira, março 11, 2011

Rom 8:22 – A Campanha da Fraternidade do sindicato panteísta dos bispos do triste Brasil

Que péssima lembrança a da CNBB, tomando como mote da CF2011 um versículo da Epístola aos Romanos! É nela que Paulo fala ferozmente o que se aplica muito bem aos senhores bispos: “Vangloriando-se, embora sábios, tornaram-se estultos, e trocaram a glória de Deus indefectível pela reprodução em imagens do homem corruptível, de aves de quadrúpedes e de répteis.” (Rom 1:22-23) Começaram, em síntese a adorar a natureza. Abraçando a falácia do aquecimento global, que é apenas a última moda dos comunistas, “new agers” e internacionalistas de plantão, os bispos do Brasil se tornam como estes “estultos” panteístas adoradores de ídolos, “Por isso é que Deus os abandonou, em poder da concupiscência dos seus corações” (Rom 1:24).

Mas vejamos se o versículo escolhido pela CNBB condiz com o que este sindicato de bispos quer que nós católicos acreditemos. Testemos o conhecimento exegético de nossos bispos. Reproduzamos um trecho um pouco maior (Rom 8:19-23): “Portanto, a criação atende ansiosamente a revelação dos filhos de Deus. De fato, a criação foi submetida à caducidade, não por sua inclinação, mas por vontade daquele que a submeteu, na esperança, porém, de que as próprias criaturas serão libertadas da escravatura da corrupção, para participarem da gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Sabemos, com efeito, que a criação inteira geme e sofre em conjunto, as dores do parto, até ao presente. E não só ela: também nós próprios, que possuímos as primícias do Espírito, gememos igualmente em nós mesmos, anelando a adoção filial, a redenção do nosso corpo.”

Será que o gemido da criação inteira, suas dores de parto, se refere aos maus tratos que o homem dá à natureza? Será que Paulo está dizendo que os homens é que fazem a natureza gemer? Será a interpretação da CNBB das palavras de Paulo corresponde minimamente ao que diz a Tradição?

Sobre esse trecho, reproduzo um comentário do extraordinário livro de Josef Holzner, Paulo de Tarso (Editora Quadrante, 2008) que se encontra em sua página 411.

“Paulo nos sugere a imagem, cheia de melancolia e de poesia, da Criação que sofre ‘dores do parto’ e anseia por uma transfiguração. A história da humanidade e da Criação é um mistério, e não encontra qualquer explicação em si própria; não existe nenhum sentido imanente na História, como pretende o panteísmo [ouviram, senhores bispos!]. Em sim mesma, a História é um monstro, uma esfinge cujo enigma a humanidade tenta em vão decifrar desde os dias de Jó, e nem a Revelação nem a Redenção ergueram esse véu que oculta o destino. Pelo contrário, abriram-nos os olhos e fizeram-nos tomar consciência dos abismos à beira dos quais nos movemos, apesar de também nos assegurarem que todas as dissonâncias se reabsorverão finalmente na harmonia eterna. Se Virgílio ouve chorar as coisas (sunt lacrmae rerum, diz: ‘há lágrimas nas coisas’), o Apóstolo vê as criaturas elevarem as mãos ao Criador, num gesto de súplica, procurando ser libertadas da servidão do Maligno, ‘da sujeição à corrupção’ (Rom 8:21). [atenção bispos: a criação sente dores de parto porque está sujeita à lei da corrupção!] Os santos souberam captar esse mudo olhar da criatura maltratada [maltrata pela corrupção, senhores bispos!], e São Francisco de Assis ficou de tal modo impressionado como esse olhar que estreitou contra o seu coração todas as coisas criadas.”

Não conheço outro texto tão conciso quanto este para explicar o que os bispos parecem não compreender. A criação toda, incluindo os seres humanos chora e sente as dores do parto por causa da Queda (A Vós suspiramos gemendo e chorando neste vale de lágrimas!). A lei da corrupção é a lei de nosso estado.

Portanto, parem de tentar enganar os católicos do Brasil, senhores bispos da CNBB. O que vocês querem com esta CF2011 é pregar o panteísmo “new age”, usando para isto uma “ciência” vagabunda e de quebra achincalhando a verdadeira Doutrina Católica. Vocês já leram Ap 21:8?

terça-feira, agosto 26, 2008

Campanha da Fraternidade 2008: observações tardias

Vocês vêem aí ao lado o cartaz da Campanha da Fraternidade 2008 da CNBB. Um velho negro segurando no colo uma criança branca. Nada na foto lembra o tema da campanha. O texto é uma aula de como não ir direto ao ponto. E, sob o ponto de vista católico, aí meu Deus, é lamentável. A palavra pecado não aparece nem mesmo uma vez. Veja aqui o texto de Dom Jacyr Francisco Braido. Procure a palavra pecado e verão que ela não existe.

Mas voltemos ao cartaz. Quando eu o vi, numa missa de domingo, fiquei pensando no que aquilo significava. Cheguei à conclusão que era mais uma dessas peças publicitárias politicamente corretas. Daí para uma profunda indignação foi um pulo. Ora, mas a CNBB, tratando de um tema tão relevante como a defesa da vida, vem se colocar numa posição politicamente correta! Se isso não é vender a alma ao demônio, não sei o que é.

Tão logo me acalmei um pouco, fiquei pensando numa foto que tinha visto num artigo do pe. Lodi no MSM, sobre a menina Marcela, que nasceu sem cérebro e já fazia um ano de idade. Pensei cá comigo, era aquela foto, ou outra parecida, que tinha que se constituir no cartaz da campanha contra o aborto. A menina Marcela foi um sinal de Deus, tanto para os abortistas, quanto para quem defende a vida. Esse sinal significa simplesmente o seguinte: Deus nos está dizendo que Ele é o dono da vida e que Ele a mantém em quem Ele quiser, em qualquer situação, mesmo na falta de um cérebro. Também significa que ninguém tem o direito de imaginar que qualquer quantidade de conhecimento humano será suficiente para que o homem decida quando tirar a vida de um ser humano. Os especialistas sempre afirmaram que casos como o da Marcela são impossíveis.


Pensei em tudo isso e desejei que a CNBB pudesse ter sido um pouco mais católica. Tive a esperança de que num futuro próximo, aquela instituição pudesse fazer justiça ao sinal de Deus e então pudesse exibir um retratinho da Marcela que fosse, no site tão pomposo dessa ONG dos bispos do Brasil. Mas, agora, Deus resolveu chamar a Marcela de volta a Ele. Nesse chamado, mais um sinal foi dado. Ela morreu por um motivo completamente alheio à anencefalia. Qualquer criança com cérebro normal poderia ter morrido pelo mesmo motivo. Aí do lado, está um retratinho de Marcela com sua mãe, santa mãe, quando ela fez um aninho de idade.
A CNBB perdeu definitivamente a oportunidade.