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sexta-feira, setembro 14, 2018

O deslocamento da função magisterial depois do Concílio Vaticano II, por Romano Amerio - Parte I

Texto de Romano Amerio, de 1996, publicado no Courrier de Rome, em janeiro de 2018

Introdução

1. Chamado a dar minha contribuição ao Congresso Teológico Si Si No No, gostaria de desenvolver este princípio: a crise da Igreja Católica é uma crise devida ao deslocamento da autoridade magisterial que, da autoridade do Magistério universal é transferida à autoridade dos teólogos. Deslocamento que foi rapidamente sentido, pois nos anos imediatamente pós-concílio a reação foi rápida, e nesses últimos 30 anos a maioria dos teólogos conseguiu o que reivindicava então e se propunha a realizar: isto é, que os próprios teólogos fossem reconhecidos como participantes do ofício didático da Igreja. Tenho entre meus documentos muitos recortes de jornal, numerosas provas que a coisa era sentida como um perigo.

I - Das origens da crise: a equivocidade dos textos do Concílio

2. O Concílio -- deve-se dizer -- afirmou sobre este ponto a doutrina perene da Igreja. Mas o perigo se anunciou imediatamante depois. De fato, aqui, não se deve esquecer o grande princípio metódico dos inovadores, bispos e experts conciliares. Estes últimos introduziram sub-repticiamente nos textos propostos ao Vaticano II as expressões ambíguas que reservaram a si, depois da publicação dos textos, o direito de interpretar segundo um sentido inovador. Eis a estratégia perpetrada, e perpetada explicitamente, pelos modernistas. A este propósito há uma declaração muito importante -- contida também no Iota Unum -- do dominicano holandês: "As ideias que nos eram caras, nós as exprimimos diplomaticamente, mas depois do Concílio tiraremos as conclusões implícitas". O que equivale dizer: utilizamos uma linguagem diplomática, isto é, dupla, na qual a letra é formada em vista à hermenêutica, aclarando ou obscurecendo as ideias que nos interessam ou que nos convenham.

3. Formaram-se assim os documentos conciliares que, supondo uma hermenêutica laxista e frágil, iriam reforçar as sentenças inovadoras. Sem esquecer que o escândalo principal e radical, que se deve atribuir a João XXIII, devido a que ele consentiu que os observadores protestantes não só assistissem aos trabalhos das comissões, mas que eles com elas cooperassem, a tal ponto que certos textos do Concílio não são somente elaborações de teólogos e bispos, mas de teólogos protestantes.

CONTINUA...

sexta-feira, novembro 01, 2013

Por que o Concílio Vaticano II tinha a obrigação, perante Deus, de condenar o comunismo?

Quando hoje, até um Papa espalha ao vento ideias comunistas,  pode-se ficar sem entender quão monstruoso é a obra prática do comunismo, o quanto ele precisa destruir o cristianismo para se implantar e o seu apetite por sangue humano. O vídeo abaixo mostra isso tudo e muito mais. Cuidado: o que se verá é monstruoso!



terça-feira, agosto 27, 2013

Koch admite: a Missa Nova é uma ruptura com a Tradição.




O Cardeal Kurt Koch, Presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, numa palestra em um congresso sobre o Summorum Pontificum ocorrido em 15 de maio de 2011, admitiu que “a reforma litúrgica pós-conciliar é considerada, em largos círculos da Igreja Católica, como uma ruptura com a tradição e como uma nova criação” e que, no Novus Ordo Missae, “aquela sacralidade que atrai tanta gente ao antigo uso deve se manifestar mais vigorosamente.” (Zenit, 17 de março de 2011.) 
 
Esta declaração é muito modesta, mas pelo menos é um reconhecimento de que, na mente dos fiéis, há um problema real com o Novus Ordo. Isso é o que temos dito desde sempre! O problema da nova liturgia é uma ruptura doutrinal. 
 
O Cardeal Koch explicou que é o desejo do Papa (então Bento XVI) de que a Missa tradicional seja uma “ponte ecumênica”, pois, por meio dela, o Papa
 
deseja contribuir para a solução dessa disputa e para a reconciliação dentro da Igreja: o Motu Proprio promove, por assim dizer, um ecumenismo intra-católico... se o ecumenismo intra-católico falha, a controvérsia católica acerca da liturgia se estenderá ao ecumenismo, e a antiga liturgia não será capaz de cumprir sua função ecumênica de ponte. (op. cit.)
 
O propósito da instrução sobre o Summorum Pontificum seria consequentemente forçar todos os católicos a aceitarem a liturgia um do outro, de modo a acabar com todas as disputas. Por mais surpreendente que isto seja, este é o mesmo espírito ecumênico que emana do Vaticano II, que produziu a reforma da liturgia e que pretende conceder o uso de um rito que nunca foi ab-rogado. 
 
O Cardeal Koch foi ainda mais explícito em sua análise do objetivo último dessa iniciativa, ou seja, que as Missas tradicional e nova desenvolver-se-iam finalmente num rito comum, isto é, que ambas desapareceriam:
 
Bento XVI sabe muito bem que a longo prazo não podemos permanecer com a coexistência das formas ordinárias e extraordinárias no Rito Romano, mas que a Igreja precisará novamente de um rito comum no futuro... Contudo, dado que uma nova forma litúrgica não pode ser decidida num gabinete, pois ela requer um processo de crescimento e purificação, por enquanto o Papa enfatiza que, acima de tudo, as duas formas do uso do Rito Romano podem e devem enriquecer-se mutuamente. (Ibid.)
 
Segundo o Cardeal Koch, a permissão de Roma para a Missa que não precisa de permissão seria para que ela finalmente desaparecesse!  
 
Nem a diplomacia nem o ecumenismo pode resolver o problema doutrinal. Afirmar que há continuidade doutrinal entre a Missa Tridentina e o Novus Ordo Missae não tornará essa continuidade uma realidade. O estudo de ambos os ritos, assim como dos frutos que eles têm produzido, prova que eles têm princípios e efeitos contraditórios. A reconciliação precisa ser fundamentada em discussões doutrinais para o triunfo da verdade. Não se trata tanto de uma reconciliação entre católicos que está hoje em discussão, mas uma reconciliação entre pastores com suas respectivas missões de defender e ensinar a Fé. Trata-se na verdade de reconciliar os católicos com a Fé católica. De fato, a divergência não é tanto entre a FSSPX e a Santa Sé, mas entre a Missa Tradicional e o Novus Ordo Missae; entre o espírito conciliar e a Fé de todos os tempos. 
 
 

sábado, agosto 24, 2013

Afinal, por que digo NÃO à missa de Paulo VI ('missa nova') e por que digo SIM à Missa Tradicional ('missa em latim').

Um irmão em Cristo, que não quer se identificar, preparou o farto material abaixo, sobre a Missa Nova e a Missa de Sempre. Compartilho o material com vocês.

Na sua cidade já existe a Missa Tradicional? Clique no link abaixo e descubra:
  
Cardeal Ratzinger: a Missa Nova de Paulo VI é uma fabricação e representa uma ruptura com "trágicas consequências"
 
 Hans Kung: ´O Concílio Vaticano II introduziu o modelo protestante na Igreja Católica!`
  
(ÁUDIO) Missa Tridentina (Missa "em latim") e os erros da Missa Nova
  
Missa Nova: A ruptura litúrgica confirmada pelo Papa Paulo VI
 
Missa Nova e a hermenêutica da ruptura (A intenção protestante na Missa Nova)
 
Dr. Siegwalt, professor de Teologia Dogmática na Faculdade protestante de Strasburgo: "A missa nova é católica?"
 
 
O que dizem os protestantes sobre a Missa Nova de Paulo VI:
  
Jean Guitton (amigo pessoal do Papa Paulo VI): "Paulo VI fez tudo o que estava em seu poder para aproximar a Missa católica - a do Concílio de Trento - da Ceia protestante"
  
O que está errado nessas missas? (SURPREENDENTE!):
  
Papa Bento XVI corrige o Concílio Vaticano II: A Igreja é "santa e pecadora"??? - Tese de Lutero tristemente abraçada pelo Concílio Vaticano II. "Em nossos tempos de confusão e de heresia, foi o teólogo modernista — portanto, herege — Karl Rahnner, a alma negra do Concílio Vaticano II, quem afirmou essa tese herética."
  
Por que santo Padre Pio preferia celebrar a Missa Tradicional (e não a Missa Nova, de Paulo VI)?
 
 Cardeal Eugênio Pacelli em 1936, o futuro Pio XII: No Terceiro Segredo de Fátima, Nossa Senhora teria antecipadamente acusado o Concílio Vaticano II e a Missa Nova de Paulo VI como suicidas. 
  
Foi revelado o Terceiro Segredo de Fátima? ('Cardeal Oddi observou que o 3º segredo: “Não tem nada a ver com Gorbachev. A Virgem Abençoada nos alertou contra a apostasia na Igreja”')
  
As 62 razões para não assistir à Missa Nova
 
A sombria estética do catolicismo pós-conciliar - Exemplo 1:
 
A sombria estética do catolicismo pós-conciliar - Exemplo 2:
  
(Vídeo) O que nós perdemos... e o caminho para a restauração! (IMPRESSIONANTE)
 
(Vídeo) Um esquema crítico da doutrina do Concílio Vaticano II
  
(Vídeo) Nossa Senhora e o Concílio Vaticano II
 
 (Vídeo) Reforma ou Revolta? O Movimento Litúrgico e a Missa de Paulo VI
 
 (Vídeo) Falso Ecumenismo
 
A Eclesiologia do Vaticano II
  
Frutos do Concílio Vaticano II
  
Por que o Concílio Vaticano II se calou sobre a maior heresia de seu tempo, o comunismo?
  
Sinopse dos Erros de Vaticano II (tradução da versão francesa do jornal 'Sim, Sim; Não, Não')
  
Pequenas considerações sobre o Concílio Vaticano II e seus frutos
  
Um pró stalinista no Vaticano de Pio XII?
 
Paulo VI e a “fumaça de Satanás”, presente na Igreja há quarenta anos
  
Você conhece o livro "Paulo VI: o Papa que mudou a Igreja". Qual a sua opinião a respeito? Segue o link do livro:

sexta-feira, fevereiro 15, 2013

O concílio da mídia

O Papa Bento XVI, em discurso para o clero de Roma, faz afirmações, digamos, curiosas. Afirma que existiram dois concílios na década de 1960: o dos padres e o da mídia. O vencedor foi o da mídia que: “criou muitas calamidades, muitíssimos problemas, tanta miséria, na realidade: seminários fecharam, conventos fecharam, a liturgia foi banalizada… e o verdadeiro Concílio batalhou para se materializar, para ser realizado: o Concílio virtual foi mais forte que o Concílio real.” Os padres do concílio “se realizava dentro da fé”, enquanto a “a mídia via o Concílio como uma batalha política, uma batalha pelo poder entre diferentes correntes dentro da Igreja. Era óbvio que a mídia ficaria do lado de qualquer facção que mais se adequasse ao seu mundo. Havia aqueles que buscavam uma descentralização da Igreja, poder para os bispos e então, pela expressão “Povo de Deus”, o poder ao povo, ao leigo. Havia esta tripla questão: o poder do Papa, então transferido ao poder dos bispos e, então, ao poder de todos… soberania popular. Naturalmente, eles viam isso como a parte a ser aprovada, promulgada, favorecida.”
 
O momento é por demais grave para ficarmos nos demorando sobre esta questões, mas é preciso dizer que já não é mais possível concordar com o Papa Bento, depois de tantos estudos históricos sobre o Concílio. Não é possível acreditar que o Concílio que não deu certo foi o concílio que a mídia criou, pois a mídia não celebra Missa, não faz homilias, não promulgou uma Missa protestantizante, não tirou a batina dos padres, não tirou os santos, o Crucifixo e o confessionário das Igrejas, não promulgou os documentos do Concílio, não fez os discursos lamentáveis nas aulas conciliares, não deu o golpe nos esquemas originais, não perseguiu todos os que tentaram se ater à Igreja de Sempre.
 
Não, Santo Padre! Isso não pode ser dito sobre a mídia. Isso precisa ser dito sobre os Padres Conciliares, sobre as Conferencias Episcopais, que passaram a afirmar e fazer coisas cada vez mais estranhas à Tradição de Sempre. A Conferência Francesa, por exemplo, decretou, em 1978, a inexistência do Inferno, só para dar um exemplo.
 
Não, Santo Padre! Foram os bispos e os padres que, dando prosseguimento a um tal “espírito do Concílio”, causaram a gravíssima situação em que estamos afundados. Situação inclusive que é, quase certamente, a causa de vossa renúncia!
 
Não, Santo Padre! com todo o respeito, não foi isso que aconteceu.

terça-feira, novembro 20, 2012

O Concílio Vaticano II e suas definições sobre a Santíssima Virgem.

Palestra proferida no dia 28 de outubro último, no Colégio Monte Calvário, após a Missa Tridentina.


quinta-feira, novembro 08, 2012

Padre Estevam não assistiu, não viu, não leu, não conhece e não gostou.


Resposta de um padre ao envio do vídeo de um TrueOutSpeak (31/10/2012) de Olavo de Carvalho sobre o Concílio Vaticano II, fazendo um comentário ao livro, recém lançado em português, do prof. Roberto de Mattei.
  
Não  li, não sei quem é este Olavo, presumo que seja mais um dos doidos que ao invés de darem testemunho tornando um missionário em meio as comunidades, mostra-se um acomodado que como diz são Paulo é muito atarefado sem nada fazer. Me faz lembrar dos fariseus com suas hipocrisias. Por favor não me envie mais estas bobagens são de péssimo nível, vergonha para os que se dizem católicos... Só mesmo coisa de quem não tem o que fazer, pessoas assim fazem um desserviço a Igreja e a Cristo. Pe. Estevam

Vocês veem que é uma resposta perfeitamente previsível de um padre “normal” da Igreja pós-conciliar. Nenhuma capacidade de raciocínio, nenhum conhecimento, cheio de chavões – missionário em meio as comunidades --, e cheio de opiniões, inclusive sobre o Olavo de Carvalho, a quem não leu, não assistiu, não viu e não conhece! Chama-o de louco, hipócrita e fariseu.

segunda-feira, novembro 05, 2012

Paulo VI e a Tiara Papal

Outro dia, numa lista de discussão católica de que participo, encontro a seguinte frase surpreendente: "O Papa Paulo VI tinha verdadeiro amor à Igreja, e isso é inegável. Quando da reforma litúrgica, o Santo Padre, de veneranda memória, estava em depressão clínica, e a aprovou descuidadamente." Sei que a frase tem vários aspectos que irão chamar a atenção dos leitores. Vou me ater aqui à afirmação de que "Paulo VI tinha um verdadeiro amor à Igreja". E vou discuti-la por meio de um dos muitos atos públicos de de demolição da Igreja personificados por Paulo VI ; são muitos, são diversos, são escandalosos. Mas vou me referir a apenas um, em que parece que Paulo VI não estava nem um pouco deprimido. 

Trata-se da "deposição da Tiara (Triregnum) Papal", símbolo dos três poderes do Papa: Ordem, Jurisdição e Magistério. Escreve Luigi Villa, em Paulo VI: o papa que mudou a Igreja: "Em 13 de Novembro de 1964, Paulo VI, na presença de 2.000 Bispos, depõe definitivamente a Tiara sobre o altar. Era este o grande objetivo da Revolução Francesa, praticado pelas mãos daquele que se sentava na Cátedra de Pedro; uma consequência mais importante do que a decapitação de Luís XVI e do que a “brecha da porta Pia”. Com este gesto, Paulo VI rejeitava os três poderes papais, simbolizados na tríplice coroa, quase a significar que não queria mais governar a Igreja. A que poderes se referia, durante o seu Pontificado, depois daquele  gesto?"

Luigi Villa continua dizendo: "Recordemos as palavras do Pontífice da Maçonaria Universal, Albert Pike: 'Os inspiradores, os filósofos e os chefes históricos da Revolução Francesa tinham jurado lançar a Coroa e a Tiara sobre a tumba de Jacques de Molay… Quando Luis XVI foi justiçado, metade do trabalho estava feita; e desde então, o Exército do templo dirigiu todos os seus esforços contra o Papado'."

O mesmo autor lembra ainda uma instrução secreta da Alta Vendita, de 1820, que dizia: "Façam com que o clero caminhe sob a vossa bandeira, crendo caminhar sob a bandeira das Chaves Apostólicas! Estendei as vossas redes; estendei-as no fundo das sacristias, dos seminários e dos conventos (…) Pescareis amigos e os conduzireis aos pés da Cátedra Apostólica. Pescais assim uma revolução em tiara e capa, precedida da Cruz e do pendão; uma revolução que não terá necessidade senão de uma pequena ajuda para pegar fogo aos quatro cantos do mundo.

"Pegar fogo aos quatro cantos do mundo", que descrição mais precisa dos resultados do Concílio Vaticano II!

D. Hélder Câmara (ver Nelson Rodrigues entrevista D. Hélder Câmara, aqui e aqui), em suas Lettres Conciliaires (existe edição em português dessas cartas), descreve o evento assim: "Em emocionante silêncio, a Basílica viu Paulo VI avançar com a tiara nas mãos, pousá-la sobre o altar, e voltar para trás satisfeito! Foi um delírio!" (Concílio Vaticano II: um história nunca escrita, Roberto de Mattei, Caminhos Romanos, 2012.) Foi um delírio dos maçons! Foi um delírio de satanás! Pe. Congar outro representante do demônio no Concilio, consigna em seu diário: "O Papa tirou a tiara e ofereceu-a aos pobres. Se se trata de renunciar à tiara e se, depois daquela, não vai ter mais nenhuma, muito bem. De outro modo, será apenas um gesto espetacular sem futuro. Em suma, é necessário que ele tenha colocado sobre o altar, não uma tiara, mas A tiara." (Ibid.) Foi A tiara que ele depôs; não houve outra. O demônio e seus representantes estavam satisfeitos!

Este gesto de Paulo VI demonstra bem, como vocês veem, seu inegável e verdadeiro amor pela Igreja

segunda-feira, outubro 29, 2012

Boçal engajado, modernista do CVII, com apelido florestal, nervosinho com o verdadeiro catolicismo!


Meu amigo do Resposta Católica, além do site, faz um apostolado por meio de listas para onde ele envia muito material católico interessante. Às vezes ele recebe respostas deveras reveladoras, como a reproduzida abaixo, em resposta a uma lista de vídeos de Michael Voris, o grande leigo católico americano. Vejam e curtam a boçalidade do rapaz; esqueçamos o analfabetismo do mancebo. Os negritos são meus.

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Ei [palavrão], não manda essas porcarias para meu e-mail que eu já te disse que eu não quero ler estas imundícies fundamentalistas que tu insiste vomitar nos nossos endereços eletrônicos. Vai procurar o que fazer em outro canto e deixa em paz quem quer fazer alguma coisa pra mudar a realidade.

Se tu quer endeusar o Papa e seus cardeais, fique a vontade. Porém, faça isso em outro canto e não no meu e-mail. Estou cansado de receber estas mensagens medievais. Procura na internet o e-mail de satanás e manda pra ele, mas não me encaminha mais lixo virtual que só fazem a Igreja ser menos humana e mais romana.

E se ainda puder, exclui o meu e-mail da tua lista que basta eu olhar uma mensagem tua que me bate um nojo. (...). E quem está falando aqui é uma pessoa e não uma organização.

Sem paciência,

Fulano (Fulano da Amazônia)
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terça-feira, outubro 23, 2012

Discípulo do herege frei Cláudio desanca o blog. Blog responde.


Estou abismado, sem palavras para descrever como me sinto nesse momento. Tolos (sem querer ofender ninguém. Frei Claudio fala VERDADES, e vocês são seres de mentes fechadas e medievais, ele apenas que mostrar as verdades!Alem de elitistas que condenam alguém apenas pela visão politica. O Frei Claudio me motiva a continuar na Igreja de maneira que me mostra que ainda ha maneiras de nos libertarmos do que hoje [e a Igreja Catolica, quem conhece bem a historia dessa sabe o que eu estou falando. Mas o que eu vi hoje nesse blog me assusta. CHEGA DE VIVER EM UMA SOCIEDADE COnTROLADA PELA MEnTIRA! CHEGA DE PEnSAMEnTOS MEDIEVAIS! CHEGA DE MAnIPULACAO DE MEnTES! SIM A VERDADE E A LIBERDADE! esse é, depois da falta de valores e da apoteose do dinheiro, dos maiores problemas atuais da humanidade em meu ver


Foi um tal de Fernando que escreveu tal comentário ao post 50 Anos de Concilio Vaticano II. Frei Cláudio: Um herege em plena atividade. A reação irada do rapaz me lembra a de um discípulo de outro frei, frei Betto; um tal de Padre Gelson. Veja aqui o post e os comentários.

Todos sabemos que o Concílio Vaticano II tentou criar uma nova religião. É muito interessante observar como os adeptos dela reagem de maneira tão semelhante: tão irados e com tantas afirmações de que não desejam ofender ninguém. O Fernando além de tudo, mesmo sem saber escrever, ainda fala em maiúsculas, gosta de gritar. Grita só tolices, mas grita!

Frei Cláudio motiva Fernando a “continuar na Igreja”, mostrando-lhe “maneiras de nos libertarmos do que hoje é a Igreja Católica”. Que modo mais doce de confessar que eles fundaram uma nova religião! Sim, porque “quem conhece bem a história dessa [da Igreja Católica, a esposa de Cristo, a quem Jesus deu o Poder das Chaves!] sabe o que eu estou falando.” Eu sei do que você está falando, Fernando. Você está falando que você não gosta dela, não gosta da Inquisição, não gosta das Cruzadas, não gosta de Santo Tomás de Aquino e da Escolástica (Bem, aqui acho que exagerei. O Fernando não sabe o que é isto.), não gosta dos seus santos, das suas penitências, das suas orações, da Eucaristia, não gostaria de morrer por Cristo, não gosta da disciplina da vida de um católico comum. Você não quer nem pensar no Inferno; aliás, você e seu guru não acreditam “que um Deus tão bom!” vá criar um lugar tão horrível. Você gosta mesmo do prazer, da liberdade; daquela liberdade dos sentidos, das partes mais inferiores da alma, não a liberdade da razão, da vontade. Sei que Frei Cláudio lhe ensinou que Cristo teria dito: Eu sou o caminho (dos prazeres), a verdade (aquela que mais me apetece) e a vida (aquela que eu decido viver); tudo em letra minúscula, viu Fernando? Isto que é a superação do medievalismo; a superação pela via da concupiscência; que é a via do demônio. Sei que você não acredita nele; sei bem e vou lhe contar um segredo: ele, o demônio, adora que você não acredite nele; faz tudo para que não acredite.

Você fala que se preocupa com o pobre, mas gosta mesmo é do luxo; você é comunista, você é herege e, a menos que se converta, você vai para o Inferno (isto quem diz é a Igreja, esta cuja história você pensa que conhece!), um lugar especialmente reservado a quem não acredita nele.

Você se libertou tanto da Igreja, que caiu fora dela! Para entrar de novo, converta-se; não há saída!

sexta-feira, setembro 07, 2012

50 anos de Vaticano II: DOM SABURIDO E AS BESTAS, COM APROVAÇÃO "NEOECLESIAL".


Nota do blog: As travessuras de Saburido seria um título muito apropriado para um livro infantil, não fossem suas travessuras muito sérias e não fosse este senhor um sucessor dos Apóstolos. Melhor seria falarmos das tragédias de Saburido ou dos escândalos (no sentido bíblico) de Saburido. Eu já escrevi aqui muito sobre este senhor (ver aqui, aqui e aqui). Marcos Paulo, autor do texto abaixo e leitor do blog, também já escreveu aqui sobre o tal bispo. Mais recentemente alguns leitores de Pernambuco estão escrevendo ao blog para protestar contra suas mais recentes declarações. É que agora o bispo está sendo também, além de outras coisas, bestial. Vejam, no trecho a seguir, que Chesterton acertadamente mostra que a tendência dos pagãos modernos (sim, pagão é o que o bispo é, na melhor das hipóteses) de borrar a diferença entre homem e animal (que é o que o bispo agora quer nos impingir) leva logicamente ao canibalismo, que pensávamos extinto nas sociedades civilizadas. Vamos ao trecho de Chesterton: 

"Assim, muitos de nossos amigos e conhecidos continuam a entreter um saudável preconceito contra o canibalismo. O momento em que este próximo passo na evolução ética será dado parece ainda distante. Mas a noção de que não há muita diferença entre os corpos de homens e de animais – de que não eles estão, de modo algum, distantes, mas muito próximos – é expressa em centenas de maneiras, como um tipo de comunismo cósmico. Podemos quase dizer que é expressa de todas as formas, exceto pelo canibalismo. Ela é expressa, no caso dos vegetarianos, na não colocação de partes de animais nos homens. É expressa quando se deixa um homem morrer como morre um cachorro, ou quando se considera mais patético a morte de um cachorro do que a de um homem. Alguns se inquietam sobre o que acontece com os corpos dos animais, como se estivessem certos de que um coelho se ressentisse em ser cozido, ou que uma ostra exigisse ser cremada. Alguns são ostensivamente indiferentes ao que acontece aos corpos dos homens; e negam toda a dignidade aos mortos e todo gesto de afeto aos vivos. Mas todos têm uma coisa em comum; consideram os corpos humano e bestial como coisas comuns. Pensam neles sob uma generalização comum; ou, na melhor das hipóteses, sob condições comparativas. Entre pessoas que chegaram a esta posição, a razão para desaprovar o canibalismo já se tornou muito vaga. Permanece como uma tradição e um instinto. Felizmente, graças a Deus, embora seja agora muito vaga, é ainda muito forte. Mas, embora o número dos mais ardentes pioneiros éticos que provavelmente começariam a comer missionários cozidos seja muito pequeno, o número daqueles dentre eles que conseguiriam explicar suas próprias razões reais para não fazê-lo é ainda menor."

Curtam agora mais um lance na vida do pagão Saburido! Chamo-o de pagão por pura caridade. Agradeço a Marcos Paulo o texto muito bem fundamentado.


Marcos Paulo

“Havendo perigo próximo para a fé, os prelados devem ser argüidos, até mesmo publicamente, pelos súditos”. (Sum. Teol.II-II.ª,XXXIII,IV,a.d.2)

Dom Saburido não para de nos surpreender. E, o faz com regularidade solar. Passemos em revista alguns dos seus “portentos”, não em ordem cronológica necessariamente.
 Após uma infeliz declaração de independência da “ciência” frente à Santa Igreja Católica em questões da vida:

A Igreja defende que o aborto deve ser evitado. Mas é claro que tem que ver as condições médicas. Se existe um risco muito grande, há um consenso nesse sentido, então é algo a se considerar[1](http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/04/10/urbana8_1.asp);

Após mobilizar o clero diocesano que comanda contra a dengue: “Arquidiocese renova parceria no combate à Dengue[2]”;
Após a capitulação diante da “gaystapo”, pois, nada fez contra a catilinária da ideologia gay em pleno território Católico, apologia da cultura gay na UNICAP[3], mesmo com idas e vindas de católicos zelosos ao Palácio Episcopal, pedindo sua intervenção[4];
Após participar da “Marcha contra a corrupção” (como é dado às marchas e movimentos este Bispo): "o evangelho é libertador e está para os homens[5]" (esse discurso é Teologia da Libertação em estado puro!);
Após participar da marcha “Grito dos excluídos”, juntamente com abortistas, petistas (desculpem o pleonasmo), comunistas...;[6]
Após cantar loas a um dos mais ferozes inimigos da Santa Igreja que é a Maçonaria[7], Dom Saburido adere agora ao famigerado movimento pela defesa dos animais (?);
A proposta é ridícula em si mesma. Já o fato de discutir isto já depõe contra os contendores, mas, como estamos no tempo do ridículo mesmo, vamos lá.
Eis o novo prodígio, em excertos[8]:

Integrantes do Pacto Pela Vida Animal, formado pela delegacia do meio ambiente e por ONG's que lutam contra os maus-tratos aos animais, se reuniram nesta quinta-feira (16) com o arcebisto de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, na Cúria Metropolitana da Igreja Católica, no bairro das Graças, Zona Norte do Recife. 
E continua:

O objetivo do encontro foi pedir a ajuda do arcebispo para divulgar o Pacto e ajudá-lo a se transformar em projeto de lei. Para que isso aconteça, o grupo precisa reunir 64, 634 mil assinaturas de pessoas que apoiem a causa, o que corresponde a 1% do eleitorado pernambucano. Trinta mil  delas já foram recolhidas.
[...]Em resposta à solicitação dos integrantes do Pacto, Dom Fernando Saburido disse que vai reunir todo o clero na próxima terça-feira (21), repassar estas informações aos padres e pedir o apoio deles para a divulgação nas igrejas da diocese.

     O link para o site desta estrovenga é este aqui: http://www.pactopelavidaanimal.com.br/. Vão lá e vejam o que estes iluminados pregam.
Não resisto e copio um trechinho do que eles chamam de “documento de trabalho”:
Isto quer dizer, que a proteção e o bem-estar dos animais é um princípio tão importante, como garantir a proteção social, respeitar a diversidade e combater a discriminação, reconhecer a igualdade de gênero, proteger a vida e a saúde humana, impulsionar o desenvolvimento sustentável e proteger os vulneráveis.

Não grifei nada acima, pois tudo acima seria grifado. Chamo a atenção para o léxico utilizado. Está tudo lá. Toda a agenda, tudo bem engendrado. Os dentes da catraca estão todos bem posicionados e azeitados. Temos diversidade, igualdade de gênero, ecoterrorismo, gaystapismo, e, “proteger a vida e saúde humana”. Quer apostar que na linguagem deles isto significa abortismo?
Pois bem, um Bispo da Santa Igreja, Dom Saburido, comprometeu-se mobilizar os parócos para arregimentarem votos para esta empreitada ilógica e ideológica.
Façamos o inverso, procuremos estas entidades, que o jornal chama de Ong’s simplesmente, sem declinar os nomes, e peçamos apoio para campanhas contra o aborto e vejamos se haverá esta solicitude. Aposto um churrasco que não!
Ficam as perguntas:
a)    Desconhecerá Dom Saburido que estas suas atitudes só fazem minar a igreja que ele jurou morrer por ela?;
b)   Ignora que suas ações listadas supra, todas elas, são pautadas pela agenda globalista?;
c)    Que nesse caso a idéia aí, defesa dos animais, não é defesa alguma das bestas como criaturas de Deus, mas sim a inversão ontológica da escala valórica do ser?
d)   Ignora, por acaso, Dom Saburido que abortismo, gaysismo, igualdade de gênero, direitos animais são premissas de um mesmo silogismo?;
e)    Que isto não pode ser atribuído ao que o professor Olavo de Carvalho nomina de “Teoria da Mera Coincidência”?
É claro que um Bispo não é obrigado a saber de tudo, porém, não pode é não saber de nada. Como defensor mor da Igreja deve saber quem são os inimigos a combater e as armas por eles utilizadas. Para que existem, por exemplo, os consultores do Bispo. Seus padres.
Pois bem, o que o referido Bispo fez tem a chancela papal. Vamos aos fatos e as fontes.
Vejam lá no novo Catecismo, mais conhecido como o amarelo, das questões 2415 a 2416. Ao término de uma redação até então condizente com o magistério não corrompido pelo liberalismo, temos a “pérola”: “Pode-se amar os animais, porém não se deve orientar para eles o afeto devido exclusivamente às pessoas”.
 Esperar o que de um Catecismo redigido com a clave da ambigüidade?  
Amor aos animais? Amor com moderação? Comentar o quê, não é mesmo? Pelo que se lê na Sagrada Escritura, o pai Adão rejeitou as bestas por companhia. Pediu Eva a Deus. Uma redação destas e Bento XVI ainda nos fala de hermenêutica da continuidade? Só se for a continuidade no erro.
Mas, claro, as coisas podem piorar. E, podendo, piorarão, como predisse Murphy.
No Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, do amarelo, lemos um upgrade(?), do sétimo mandamento:

506. O que prescreve o sétimo mandamento?
O sétimo mandamento prescreve o respeito dos bens alheios, mediante a prática da justiça e da caridade, da temperança e da solidariedade. Em particular, exige o respeito das promessas e dos contractos estipulados; a reparação da injustiça cometida e a restituição do mal feito; o respeito pela integridade da criação mediante o uso prudente e moderado dos recursos minerais, vegetais e animais que há no universo, com especial atenção para com as espécies ameaçadas de extinção. 
507. Como é que o homem se deve comportar com os animais?
O homem deve tratar os animais, criaturas de Deus, com benevolência, evitando quer o amor excessivo para com eles, quer o seu uso indiscriminado, sobretudo para experimentações científicas efectuadas para lá dos limites razoáveis e com sofrimentos inúteis para os próprios animais. [...]
Não, o redator acima não foi Peter Singer, o filodoxo de Princeton, mas poderia ter sido. Um dos redatores foi o então Cardeal Ratzinger. Podemos ler ali que podemos amar as bestas, mas com moderação. É espantoso!
Leiamos agora, uma explicação do mesmo mandamento na pena de São Pio X, no Catecismo escrito por este, nominado “Catecismo Maior de São Pio X”:
431) Que nos proíbe o sétimo Mandamento: não furtar? O sétimo Mandamento: não furtar, proíbe tirar ou reter injustamente as coisas alheias, e causar dano ao próximo nos seus bens de qualquer outro modo.
432) Que quer dizer furtar? Furtar quer dizer: tirar injustamente as coisas alheias contra a vontade do dono, quando ele tem toda a razão e todo o direito de não querer ser privado do que lhe pertence.
433) Por que se proíbe o furtar? Porque se peca contra a justiça, e se faz injúria ao próximo, tirando e retendo, contra o seu direito e contra a sua vontade, o que lhe pertence.
434) Que são as coisas alheias? São todas as coisas que pertencem ao próximo, das quais tem a propriedade ou o uso, ou simplesmente as tem em depósito
Que diferença. Não adianta procurar amigo, não há ai “animais em extinção”, nem “amor moderado” para com as bestas. O que há, é a verdadeira tradução do sétimo mandamento como quis o Logos Divino. Não há invencionices, modernidades e liberalismos.
E não se venha falar de são Francisco de Assis, coisa alguma, e sua oração da “irmã lua”, “irmão sol”..., o que houve, nesse caso, foi uma tradução equivocada, fazendo crer que este grande santo era panteísta.
Voltemos a Dom Saburido. Dom Saburido é ambíguo como os documentos do Concílio Vaticano II e seguintes. No caso do Bispo não poderia dizer se a vacilação e vocabulário escorregadios são propositais ou não, como os são nos documentos conciliares.
Não quero fazer ilações que me imantem ao pecado, mas é muito difícil compreender como um Bispo tão solícito a campanhas seculares, que nada tem a ver com sua missão de pastor, muitas delas contrárias mesmo ao seu telos, seu múnus apostólico, não consiga enxergar que, se há uma “categoria” ameaçada, assassinada, caçada em todo o mundo, quase em extinção mesmo é a dos Católicos Apostólicos Romanos. Justamente aqueles contrários às idéias e ações que vem sendo implementadas por Dom Saburido. “Erguei-vos, Senhor, e julgai vossa própria causa”.



[1]Sobre a declaração acima, ele, por meio de nota diocesana veio a culpar os jornalistas que, segundo ele ainda, o teriam enganado com “perguntas repetitivas”(sic! ?) Sei! Porém, em entrevista ao site UOL, http://mais.uol.com.br/view/k77arz6psxw4/dom-fernando-saburido--pedofilia-aborto-e-divorcio-04023262E4910366?types=A, mais anticatólico que o capeta, ele repete em essência aquilo que disse ao diário de Pernambuco, e, não vi a mocinha que o entrevistou engalobá-lo com “perguntas-charada” coisa nenhuma. Ela foi sim objetiva. Dom Saburido é que foi conciliarista. Afinal, não quer desagradar ninguém[1].
[2]http://www.arquidioceseolindarecife.org/2012/03/arquidiocese-renova-parceria-no-combate-a-dengue/ Esta “ação”, é verdade, ocorreu em outras dioceses pelo Brasil afora. Embora importante isto é prioritário na vida da Igreja? Imagino a maioria dos “padres sem batina” dizendo na homilia que a culpa é do capitalismo.
[7]http://pazzebem.blogspot.com.br/2012/03/dom-fernando-e-condecorado-com-medalha.html; Disse PIO IX: dirigem a sua criminosa conspiração contra esta Igreja romana”[...]Encíclica QUI PLURIBUS-1846.

quarta-feira, agosto 29, 2012

A Revista Permanência: Deus lhe pague, Dom Lourenço!


Para nós católicos nada pode ser comparado no campo literário ao relançamento da Revista Permanência. O impacto que esta revista teve, na sua existência anterior, pode ser aquilatado pelo pungente depoimento do Pe. João Batista (em pdf ou no Fratres). Veja aí a influência da revista na formação do Pe. João Batista e de sua família. Veja aí como ela contribuiu como antídoto ao Concílio Vaticano II.


Pois bem, Dom Lourenço, filho de um dos fundadores da revista juntamente com Gustavo Corção, Júlio Fleichman, relança agora a revista e já podemos adquirir os números 264, 265 e 266. É material de altíssima qualidade e catolicidade. É coisa para agradecermos a Deus e para O suplicarmos as graças necessárias para que a equipe liderada por Dom Lourenço consiga levar o projeto adiante. Nunca precisamos tanto de antídotos ao CVII como agora. Nunca precisamos influenciar a mocidade tanto quanto agora. Nunca Nosso Senhor precisou tanto de nós como agora. E esta revista será um alimento saborosíssimo e substancioso para que possamos continuar a luta. Não deixem de comprar as revistas; elas são fundamentais.

sexta-feira, julho 20, 2012

Pe. Gaudron responde Mons. Bux sobre Arcebispo Mueller

O site do distrito alemão da FSSPX, pius.org , fez uma entrevista com Pe. Mathias Gaudron, um padre da Fraternidade Sacerdotal São Pio X que ensina teologia dogmática.


A discussão sobre as controvertidas afirmações do bispo (agora arcebispo) Gerhard Ludwig Mueller relativas à Virgindade de Nossa Senhora está atraindo atenção crescente. Uma gama enorme de portais na Internet apresentam contribuições que são a favor ou contra tais afirmações.


O site pius.org verificou com o teólogo dogmático Pe. Gaudron se ele ainda sustenta sua crítica às afirmações do bispo Mueller.

sexta-feira, julho 06, 2012

Bispo Mueller: uma análise da FSSPX.


SSPX.org Updates
  
O bispo Gerhard Mueller, ex-bispo de Regensburg, Alemanha, acaba de ser nomeado Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé pelo Papa Bento XVI.

O Pe. Matthias Gaudron, padre da FSSPX especializado em teologia dogmática e autor do livro Catecismo Católico da Crise da Igreja, recentemente publicou algumas observações, no website do Distrito Alemão da FSSPX, relativas à afirmações feitas, no passado, pelo bispo Mueller. Os comentários do Pe. Gaudron terminam com um apelo à Sua Excelência.
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A Igreja sempre considerou ser uma de suas mais importantes tarefas manter fielmente o Depósito da Fé, que lhe foi confiado por Cristo e os Apóstolos, e defendê-lo contra erros para transmiti-lo intacto às gerações posteriores. E assim, o cargo de Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé é um dos mais altos da Igreja.

A FSSPX na Alemanha soube, com assombro, do fato de que o Bispo de Regensburgo, Gerhard Ludwig Mueller, fora nomeado para este cargo. A FSSPX pergunta que adequação para este cargo pode ser encontrada num homem que se colocou contra a doutrina católica inúmeras ocasiões, tanto em seus escritos quanto em seus discursos públicos.

Alguns exemplos devem ser mencionados:

1. O bispo Mueller nega em seu livro Die Messe: Quelle christlichen Lebens [A Missa: Fonte da Vida Cristã] a transformação real do pão e vinho em Corpo e Sangue de Cristo. Pão e vinho permanecem, segundo ele, o que são; contudo, eles se tornam instrumentos para a integração dos fiéis na vida em comunhão com o Pai e o Filho. Isso lembra o ensinamento calvinista, segundo o qual o pão e o vinho não se transformam, mas se tornam instrumentos da graça.[1]

2.Contrário à doutrina católica, segundo a qual a transformação dos dons ocorre ao se pronunciar as palavras da instituição, “Isto é o meu corpo... Isto é o cálice de meu sangue”[2], o bispo Mueller afirma que a questão do momento da transformação “não faz sentido.”[3]

3.O bispo Mueller nega, em seu livro Dogmatik [atualmente o texto padrão sobre Dogmática na Alemanha], o dogma da Virgindade de Maria no momento do nascimento de Jesus[4], e, portanto, o ensinamento de que Maria deu a luz a seu filho sem violar sua integridade física.[5]

4. Num panegírico ao bispo protestante Dr. Johannes Friedrich, bispo Mueller disse, em 11 de outubro de 2011: “Também os cristão que não estão em comunhão integral com a Igreja Católica em relação ao ensinamento, meios de salvação e episcopado apostólico, são justificados pela fé e batismo e são integralmente (!) incorporados/integrados na Igreja de Deus, sendo o Corpo de Cristo.” Isso contradiz toda a tradição católica e especialmente o ensinamento de Pio XII na encíclica Mystici Corporis.

5. Contra a doutrina católica da necessidade da conversão à Igreja Católica, como ainda proclamada no ensinamento do Vaticano II[6], o bispo Mueller caracteriza, no mesmo discurso, o assim chamado “ecumenismo de retorno” como sendo “errôneo”.

A Fraternidade apela urgentemente ao bispo Mueller para que ele comente sobre estas afirmações polêmicas, ou para que ele as corrija. A motivação dessa atitude da Fraternidade não é uma aversão pessoal, mas apenas o desejo de uma proclamação não adulterada da doutrina.

Como o bispo Mueller, no passado, não escondeu sua atitude negativa em relação à Fraternidade, a Fraternidade não vê, a princípio, nesta nomeação um sinal de disposição para discutir seu reconhecimento canônico. Não obstante, ela espera que o novo Prefeito – acerca das discussões na igreja universal – possa alcançar uma atitude mais positiva a respeito da FSSPX.


[1] Na realidade, o corpo e o sangue de Cristo não significam os componentes materiais da pessoa humana de Jesus durante sua vida ou em sua corporalidade transfigurada. Aqui, corpo e sangue significam a presença de Cristo nos símbolos do pão e vinho. ...Temos “agora uma comunhão com Jesus Cristo, mediada pelo comer o pão e pelo beber o vinho. Mesmo na esfera meramente pessoal, algo como uma letra pode representar a amizade entre pessoas e mostrar e corporificar a simpatia do emissor pelo receptor.” Pão e vinho assim apenas se tornam “símbolos de sua presença salvítica.” (Die Messe: Quelle Christlichen Lebens, Augsburg: St. Ulrich Verlag: 2002, p. 139).
[2] Catecismo da Igreja Católica, n. 1375, n.1377.
[3] Die Messe: Quelle Christlichen Lebens, p. 142.
[4] Catecismo da Igreja Católica, n. 499, n. 510.
[5] “Não é tanto acerca das propriedades fisiológicas específicas no processo natural de nascimento (tal como o canal não ter sido aberto, o hímem não ter sido rompido, ou a ausência das dores do parto ), mas acerca da influência curativa e salvítica da graça do Salvador na natureza humana, que foi ferida pelo Pecado Original. ...não é tanto acerca dos detalhes somáticos fisiológica e empiricamente verificáveis.” (Katholische Dogmatik für Studium und Praxis, Freiburg 52003, p. 498.) De fato, a doutrina tradicional se preocupa precisamente com tais detalhes fisiológicos.
[6] Pelo que, não se poderiam salvar aqueles que, não ignorando ter sido a Igreja católica fundada por Deus, por meio de Jesus Cristo, como necessária, contudo, ou não querem entrar nela ou nela não querem perseverar. (Lumen Gentium, 14.)