quarta-feira, fevereiro 21, 2018

Lições das missas dominicais pós-Vaticano II– Parte XXIX


Comento aqui, principalmente, os artigos finais d’O DOMINGO de 18/02/2018. Um deles é do Pe. Paulo Bazaglia, o outro de Izalene Tiene, que se intitula “leiga missionária na Amazônia”. Veremos quem é essa senhora.

A Missa do último domingo é a do 1º domingo da Quaresma. A Quaresma é o Tempo litúrgico mais importante do ano para nós católicos.

Na Missa de Sempre, o evangelho desse domingo é Mt 4, 1-11, que descreve detalhadamente a tentação de Jesus no deserto. Aquele diálogo que Ele mantém com o demônio. O interessante desse diálogo é o quanto o demônio conhece as Sagradas Escrituras, uma das bases de nossa fé. Neste trecho do evangelho está contido também todo o programa demoníaco de tentação; estão ali tipificadas as principais tentações que nos atingem diretamente.

Na Missa Nova, de Paulo VI, o evangelho é Mc 1, 12-15, que descreve assim a tentação de Jesus: “Logo o Espírito o impeliu para o deserto. Permaneceu no deserto quarenta dias, sendo tentado por satanás; estava entre as feras, e os anjos o serviam”. Comparem os leitores os dois evangelhos e verão qual dos dois é mais apropriado para o início da Quaresma.

Bem, mas vamos ao folheto O Domingo e aos artigos. Logo no início do folheto (na coluna à esquerda, logo abaixo de um desenhozinho) estão os “Lembretes e sugestões para a Quaresma”. Aqui se esperaria algumas sugestões salutares para a Quaresma, que é um tempo de penitência, esmola e oração. São estas sugestões que têm me ocupado em vídeos no YouTube e em vários posts do blog. Procuro, na medida do possível, chamar a atenção dos católicos para a importância desse Tempo. Nas sugestões listadas no folheto, eu destaco duas, para não cansar os leitores. A sugestão dois: “o espaço celebrativo seja simples e despojado”. A ênfase aqui é “o espaço celebrativo”. Imagino que tal espaço seja a Igreja! Mas vocês imaginem tal sugestão sendo implementada em Notre Dame, Chartres ou em São Marcos, em Veneza. Como despojar tais igrejas. Uma Igreja católica nunca pretendeu ser um espaço despojado. Mas continuemos com a sugestão 3: “Dar destaque à cruz e ao cartaz da Campanha da Fraternidade”. Quando é preciso sugerir a um pároco que ele deve, em sua Igreja, dar destaque à Cruz de Nosso Senhor, é porque as outras coisas de nossa fé já estão comprometidas em último grau. Recuso-me a comentar sobre o cartaz da tal campanha.

Analisemos agora os artigos do final do folheto. O primeiro se intitula “Deixar-se Conduzir” e é assinado por Pe. Paulo Bazaglia. A parte mais significativa do artigo é seu início: “Jesus é batizado por João e passa quarenta dias no deserto sendo tentado por satanás”. Padre modernista falando de satanás é raro e uma ponta de esperança surge. Será que o Pe. Bazaglia falará mesmo do demônio, de seu poder, de seu intento, de suas artimanhas? A próxima frase já destrói toda a esperança, pois o padre define o que ele pensa ser satanás: “Satanás representa todas as forças contrárias ao projeto que Jesus vem realizar. Os projetos contrários ao projeto de Deus são tentadores, com promessas maravilhosas pelo menor esforço”. Então, caros leitores, para Pe. Bazaglia, o demônio são forças. Sabendo o que são os padres modernistas e comunistas desse nosso Brasil, essas forças são políticas e sociais contrárias ao PT. Na frase final, Pe. Bazaglia fecha o artigo com chave de ouro: “O Senhor nos acompanha e nos dá forças para vencer as tentações do poder, do prestígio e das riquezas; para fazer acontecer, hoje, as ações do Reino”. Isso tudo, depois de Jesus ter dito que o Reino d’Ele não era daqui. Vejam vocês que mensagem mais elevada para o primeiro domingo da Quaresma. Com essa mensagem, aposto que todos os católicos saíram da Missa e foram se afiliar ao PT.

Mas o segundo artigo é mais interessante. Ele tem como título “CAMPANHA DA FRATERNIDADE”, em caixa alta mesmo! Ele é assinado por uma leiga da Amazônia. Poxa!, que humildade assinar o artigo como leiga da Amazônia; é a senhora Izalene Tiene. Confesso logo que nunca tinha ouvido falar dela e logo fui ao Google. Ah!, mas que surpresa! Dona Izalene Tiene, antes de ser uma humilde leiga da Amazônia foi simplesmente prefeita de Campinas. Adivinhem o partido da Dona Izalene? Quem falou PT levou o prêmio. Se vocês fizerem o mesmo que eu, descobrirão a quantidade de processos que há contra a administração dela e também que suas contas não foram aprovadas pelo legislativo de São Paulo. Será que ela fugiu lá para a Amazônia? Não dá para saber, mas o que é surpreendente é que o folheto O Domingo tenha escolhido justo ela para o artigo de abertura da campanha no semanário. O artigo é um ajuntamento de jargões sobre a violência contra as mulheres. Não vale ser lido de modo algum. É daqueles artigos em que o autor é mais interessante do que o que ele escreve.

Como conclusão, podemos dizer que os fiéis que receberam e leram o folheto no primeiro domingo de Quaresma, aprenderam que satanás é uma força contrária ao projeto do PT e que uma grande apoiadora da Campanha da Fraternidade de 2018 é uma ex-prefeita, agora leiga na Amazônia, que é, senão corrupta, pelo menos suspeita de corrupção na prefeitura de uma das maiores e mais importantes cidades do país.

Não poderíamos desejar mais no início da Quaresma.

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