terça-feira, maio 01, 2012

Primeiro de Maio: hoje festa pagã, como no passado pré-cristão.


Maio é o mês mariano, um fato agora esquecido por não católicos e por muitos católicos também. Na Europa, continente antigamente católico, o primeiro de maio e “celebrado” como o dia do Trabalhador, oficialmente celebrado em mais de 80 países, embora nos EUA e Canadá não estejam entre estes. A Igreja (começando em 1956) agora celebra o primeiro de maio como o dia de São José Operário, o que pode parecer a alguns como uma acomodação ao período da Guerra Fria, durante o qual o comunismo e socialismo foram muito favoráveis à Doutrina Social da Igreja, que estava em crescente desprestígio. Antes de 1956, o primeiro de maio era o dia da festa dos apóstolos São Felipe e São Tiago. No passado pré-cristão, este dia era o de um festival pagão na maior parte da Europa; só no final do século XIII que a Igreja começou a dedicar o mês de maio a Maria, e livros alimentando essa devoção não apareceram antes do século XVI, quando a arte da impressão tornou possível a difusão relativamente ampla de livros. Foi a Companhia de Jesus que popularizou a devoção, a partir do século XVIII.

Todavia, o “festival” pagão de demonstrações por “trabalhadores” e seus patrões políticos agora quase completamente eclipsou tanto os festivais pré-cristãos quanto a devoção católica a Maria; a festa de “São José Operário” é uma “tradição” recente que, para ser honesto, não passa de um exercício pio de futilidade em países antes católicos, mas agora firmemente dominados por materialistas seculares, cujas promessas de um paraíso terrestre para a classe trabalhadora provou ter um apelo popular muito maior. Uma vez mais, a Sagrada Família descobre que nas sociedades que foram criadas e sustentadas por seu exemplo não há para eles “lugar na estalagem”.


Trecho do artigo “Primeiro de Maio”, de Timothy J Cullen, The Remnant Magazine, 30 de abril de 2012.

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