segunda-feira, maio 28, 2012

O Pecado e suas Espécies - II


Pergunta: Quais são as principais fontes do pecado?
Resposta: As principais fontes do pecado são sete: Orgulho, Cobiça, Luxúria, Ira, Gula, Inveja e Preguiça; e são usualmente chamados de pecados capitais.

Orgulho: O membro do parlamento e o conde

Como trabalho não é desgraça, ninguém deve ser tratado com desprezo por ganhar ou ter ganhado seu pão com o trabalho de suas mãos. Um dos reis da Suécia convidou um eminente membro da Casa dos Comuns para um jantar, na esperança de, com isso, ganhar seu voto a favor de um projeto (a extensão de uma fortaleza) que ele tinha concebido. Ora, este homem tinha anteriormente sido sapateiro e, quando ele tomou seu lugar à mesa, ele se viu ao lado de um conde, que se orgulhava de seu posto. Neste momento, o conde, se dirigindo ao seu vizinho, disse: “É verdade que o senhor foi sapateiro?” “Sim, é verdade,” foi a resposta; “mas o senhor, conde, nunca foi sapateiro?” “O que o senhor quer dizer com esta pergunta?” disse o conde, vermelho de raiva. O deputado, que foi rápido na resposta, e disse: “Quero dizer isto: se o senhor tivesse sido um sapateiro, teria certamente permanecido como tal até o fim dos seus dias.” O conde mordeu os lábios, mas o rei, que tinha ouvido por acaso a conversa, riu animadamente, e disse que o conde merecia muito propriamente a reprimenda.

Graças a uma pedra mó

O pobre pode frequentemente ajudar o rico em momentos de necessidade. Um pobre homem do campo teve de entregar diversos carregamentos de madeira a um grande fabricante. Quando estacionava sua carroça no pátio da fábrica, ele observou que os trabalhadores instalaram uma nova pedra mó e tinha colocado a antiga num canto. Ao se dirigir ao chefe para receber seu pagamento pela madeira, ele perguntou se podia ficar com a antiga pedra mó. O fabricante respondeu que muito bem vindo em tirar aquela pedra do caminho. O homem o agradeceu muito sinceramente e disse que talvez pudesse oferecer-lhe alguma cortesia. Mas o fabricante se irritou e disse, orgulhosamente: “Não quero nenhuma cortesia sua; se precisar de seus serviços, eu pagarei por eles.” O homem foi embora em silêncio, e levou consigo a desejada pedra mó. Toda vez que ele usada a pedra ele lembrava o que o homem rico lhe tinha dito e rezava para que Deus lhe desse uma oportunidade de retribuir-lhe o favor que tinha feito. A ansiada oportunidade logo se apresentou. Um domingo, quando o homem do campo ia para a Igreja, ele viu uma carruagem vindo pelo caminho, numa velocidade louca. Os cavalos se assustaram e o cocheiro caiu de seu assento. Na carruagem o rico fabricante estava sentado com sua família, gritando por socorro. O camponês não hesitou por um momento; arrancando a balaustrada de uma ponte de madeira, ele a colocou no meio da estrada para parar os cavalos; e quando eles surgiram, ele pulou na direção da carruagem, agarrou a rédea e forçou, com sua mão forte, os cavalos a pararem. O homem rico apeou, e tirando a carteira, ia recompensar o camponês por sua bravura. Mas este disse: “Tais serviços não são para serem pagos com dinheiro. Esta é a retribuição que faço ao senhor pela velha pedra mó que o senhor me deu.” Esta história nos mostra que não devemos desprezar ninguém. Nunca sabemos o quanto precisaremos dos serviços dos mais pobres e humildes. 


In Anecdotes and Examples Illustrating the Catechism, Rev. Francis Spirago, Roman Catholic Books, 1903.

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