quinta-feira, maio 17, 2012

Anedotas e exemplos ilustrativos do Catecismo


O Pecado e suas Espécies


Pergunta: O Pecado Original é o único tipo de pecado?
Resposta: O Pecado Original não é o único tipo de pecado; há outro tipo de pecado que cometemos chamado pecado atual.

Uma das exceções

Nenhum homem está livre do pecado. Muitos indivíduos, por orgulho, imaginam-se sem pecados, porque não roubam, assassinam, cometem qualquer outro crime que a sociedade condenaria. Certa vez, na presença de outros, um cavalheiro disse ao pároco: “Nunca me confesso, padre; não tenho pecados para confessar.” “Como não peca, você pertence às exceções,” o padre respondeu. “A que exceções eu pertenço? O senhor me coloca entre os santos?”, o homem perguntou. Ele não deu sossego ao padre até saber o que ele tinha a contar, mas primeiro teve de dar sua palavra que não iria se ofender com a resposta. Então o padre disse: “Dir-lhe-ei quais são os indivíduos que não pecam: as crianças que não atingiram a idade da razão, e os idiotas ou loucos que perderam a razão.” Depois disso, nada mais foi dito sobre o assunto religião. Ao ver que o homem é tão fraco espiritualmente quanto fisicamente, ninguém pode ousar afirmar que ele não comete pecado algum.

Pergunta: Porque uma grave ofensa à Lei de Deus é chamada pecado mortal?
Resposta: Uma grave ofensa à Lei de Deus é chamada pecado mortal porque ela nos priva da vida espiritual, que é a graça santificante, e nos traz a morte e condenação eterna à alma.

Rodolfo de Hapsburgo recusa a beber a água tomada do sedento

A opressão do pobre e desvalido é um pecado tão grave que brada ao céu. No ano de 1278, Rodolfo de Habsburgo, o imperador alemão, estava em guerra com Ottocar, o rei da Boêmia. Ele o derrotou numa batalha perto de Jedenspengen. Na época, por causa de um forte calor que fazia, todas fontes de água fresca secaram; o imperador Rodolfo sofria uma sede muito intensa, e nenhuma água foi encontrada. Então, dois soldados cavalgaram a uma grande distância a procura de água para seu imperador. Finalmente, eles se depararam com um grupo de colheitadores que almoçavam, e tinham um grande jarro d’água ao lado. Os soldados imperiais suplicaram pela água, mas os homens não cederam, pois a água era escassa e eles estavam sedentos. Então, os soldados desembainharam suas espadas e ameaçaram os colheitadores de morte se eles recusassem dar-lhes o jarro. Tremendo de medo, os homens cederam relutantemente, e os soldados cavalgaram de volta, triunfantemente, com o jarro d’água. Eles alegremente o levaram ao imperador, e contaram-lhe como o tinham obtido. O monarca estava levando o jarro aos lábios ressecados quando ouviu a história; imediatamente ele recuou, dizendo: “Não matarei minha sede com a água que foi roubada dos pobres. Vão e levem de volta o que pertence aos pobres.” Os soldados foram obrigados a obedecer a ordem de seu real senhor, e restituir aos colheitadores a água de que eles foram privados à força. Muitos homens ricos atualmente, que se aproveitam dos pobres, devem aprender uma lição como o generoso imperador Rodolfo.

Um comentário:

Luiz Fernando disse...

Caro Angueth,

Salve Regina, Mater Dei!

Obrigado por este post!

Para mim foi uma leitura muito proveitosa e significativa, particularmente porque irei receber hoje o Santo Sacramento da Confissão.

É uma necessidade de cada católico sempre e sempre recordar a condição miserável de mendicantes da misericórdia de Deus.

Um abraço,
Luiz Fernando de Andrada Pacheco