sábado, fevereiro 28, 2009

Um ateu bem desinformado

Um sujeito que se denomina “Ateu informado” deixou um comentário (não publicado) no post Não tenho tanta fé para ser ateu: argumentos científicos dizendo, entre outras coisas: “Os argumentos desse livro tosco não sobrevivem a qualquer meia hora de análise mais atenta.” Depois cita seu guru, Richard Dawkins e outras bobagens.

Este blog tem alguns artigos sobre ateus e, especificamente, sobre Richard Dawkins. Veja, por exemplo, Sábios ignorantes, Ateus solitários da Aldeia Global - Parte I, Parte II, Parte III, Parte IV e Final, Dawkins está errado.

Se quiserem algo mais substancial em termos de doutrina católica, filosofia e teologia, veja Ateismo Militante, de Pe. Leonel Franco.

O que sempre me espantou nos ateus que a gente encontra pela vida é, primeiramente, a tentativa de refutar um argumento metafísico com meras observações científicas. É o que esse autodenominado “Ateu informado” faz. Isso mostra que ele pode até ser ateu, mas de informado não tem nada.

Em segundo lugar, os ateus não começam, para justificar sua falta de crença, por derrubar os argumentos metafísicos a favor da existência de Deus. Por exemplo, esse “Ateu informado” poderia nos fazer o favor de refutar a prova da existência de Deus, em cinco vias, de Santo Tomás de Aquino. Depois desta refutação (se ele conseguir) aí sim é hora de deitar falação de Richard Dawkins na nossa cabeça.

Mande sua refutação de Santo Tomás de Aquino para o blog que eu publicarei. Não publico baboseiras de Richard Dawkins.

9 comentários:

Anônimo disse...

Professor,

parabéns pelo post. sempre leio seu blog, mas tenho dificuldade de encontrar os textos por assunto

Um dos tópicos que buscava era o ateísmo e vc resolveu esse problema agora

Zeca Portuga disse...

Os ateus não seriam assunto que me merecesse qualquer comentário, não fosse o facto de serem extremamente malcriados e indecentes.

Para já, não conheço verdadeiros ateus, mas sim alguns rebeldes que, por acharem que se trata de uma opção pela diferença, dizem-se ateus. Poderiam andar de calças rotas, de cu-à-mostra, de cabelo às pintinhas (tipo dálmata), ser delinquentes… preferem dizer-se ateus (que se tornou uma forma de delinquência).

Não viria mal ao mundo, se não usassem tal rótulo para delinquir: ofendendo tudo e todos, gerando a revolta de muitas pessoas.
Em nome do estado laico (que os católicos apoiam e desejam) e da liberdade de expressão, acham-se no direito de dizer todas a enormidades que lhe vêm à cabeça, levantar suspeitas infundadas, mentir, caluniar, injuriar, fabricar factos, tentar impor a o ateísmo … e por aí fora.

Essa forma de actuar gera uma insegurança que preocupa a ONU, como varias vezes tenho dito no meu blog.

Tornaram-se tão indecentes que, se eu pegar num texto deles e substituir as palavras: religião, crente, fé, Igreja e similares, por: atei, ateísmo… etc, dizem já que os estou a insultar.
Afinal o texto deles só não insulta os outros!...

Por isso não posso com estes ateus.

E, não me gabem os profetas do ateísmo – tipo Dawkins –‘ porque se trata de um aproveitador, tipo guru de qualquer seita (com quem tem grandes afinidades).

A falta de formação cívica torna os ateus perigosos e muito mal intencionados.

Vejam-se os comentários do portal anti-ateu.

francisco disse...

Prezado Angueth...
Tudo bem? Gostaria de saber se você conhece alguma crítica específica sobre Sébastien Faure e suas "12 Provas da inexistência de Deus".
Sou católico e um ateu me veio com esses argumentos dizendo que era algo de extraordinário e que é com essas teses que eles criticam os religiosos.
Um forte abraço cordial
Francisco

Antonio Emilio Angueth de Araujo disse...

Caro Francisco,

Não conheço Sébastien Faure e, pelo que você me conta, não terei nenhum prazer em conhecê-lo.

Informe seus amigos ateus que não existe prova de inexistência. Prova-se somente a existência. Na verdade, quem tenta provar a inexistência de algo, só prova a inexistência da própria inteligência.

De qualquer forma, se sobrar alguma inteligência a eles, sugira-os ler as primeiras 50 páginas da Filosofia Concreta de Mário Ferreira do Santos. Se o cérebro deles não definharem, talvez haja alguma esperança de eles recobrarem o senso comum.

Um abraço. Antônio Emílio.

Leandro disse...

O ateísmo é a total falta de esperança, é a total falta de sentido na vida, é considerar inútil a própria existência!

Graças a Deus sou crente, creio na vida eterna, creio no propósito de Deus.

Se eu fosse ateu, será que ainda me restariam forças para continuar vivendo uma vida material vazia e jogada a própria sorte?

Que sentido teria nascer, aprender, acumular conhecimento, conhecer pessoas, me tornar um idoso cheio de experiência e lembranças de uma vida de batalhas e após todo esse esforço que criou rugas e quem sabe alguns problemas físicos eu morra e tudo se acabe?
Todas minhas lembranças, toda minha experiência de vida, tudo o que construí?

E filhos? Se eu fosse um ateu por qual motivo ainda iria querer ter filhos? Por que colocar filhos num mundo lançado a própria sorte sem Deus? Se eu colocasse filhos no mundo sendo ateu, seria além de descrente um perverso que sabendo da crueldade existente no mundo material sem acreditar numa punição de Deus para os injustos estaria sendo cruel com meus filhos.

O ateísmo é a morte em vida.

Julie Maria disse...

Amei suas respostas professor!

Julie Maria

Anônimo disse...

Me entristece tal generalização de ateus como "mal-criados", "desesperançosos", entre outros. Não nego, há sim ateus por rebeldia, extremamente pessimistas a ponto de desvalorizar a vida. Não são todos. Vejam, vocês teístas, ateus como pessoas normais que apenas acreditam em um Deus a menos que vocês (monoteístas). Isso não torna um ateu uma aberração, mas sim um ser que sabe ou acha que sabe de fatos suficientes pra não precisar acreditar em Deus.
Ou seja, se você procurar "ateu" em um dicionário, certamente não achará "menino mal", essa imagem é preconceituosa e repressiva.

Antonio Emilio Angueth de Araujo disse...

Anônimo ateu,

Há ateus educados, claro, desde que não se fale sobre Deus.

Que o ateísmo é uma postura de desesperança não há dúvidas. Pois que não há nenhuma dúvida sobre a existência de Deus, por isso é incorreto dizer que cremos na existência de Deus. Nós católicos cremos nas palavras de Deus nas Escrituras e cremos na inspiração de Deus na Tradição. Sobre a existência Dele, não cremos, sabemos dela indubitavelmente.

Assim, a postura ateísta é uma postura sub-intelectual, que menospreza a inteligência e a razão. Sendo assim, é uma postura que diminui o homem perante suas próprias potencialidades.

Leia um pouco mais sr. anônimo, leia um pouco mais e o sr. vai acabar se convencendo da existência de Deus. E note uma coisinha: a existência Dele não depende em nada de sua crença. Sua existência é que depende Dele.

Antônio Emílio Angueth de Araújo

Junior Ribeiro disse...

Espera o que de pessoas que tem como filosofo Nietzsche, uma verdadeira pornografia mental? Não preciso nem falar dos gurus atuais desse movimento, que são totalmente despreparados para o debate filosófico.