segunda-feira, dezembro 31, 2012

Leitor, com "sentimento cristão", discorda do blog!


Recebo um comentário para encerrar o ano civil de 2012. Embora o blog esteja num pequeno recesso (que ainda continuará um tempo) e o blogueiro em viagem, não podemos deixar nosso leitor, Airton Barros, repleto de “sentimento cristão”, sem uma resposta ao seu comentário ao post Belloc em português, pela primeira vez.

Ele reclama de minha frase: “Lutamos contra os cátaros que desejavam destruir a humanidade.” Parece que feri mortalmente o sentimento cristão do senhor Barros. Ele diz: “Meu Deus, quanta falta de sentimento cristão ao colocar esta frase com relação ao seu livro.”

Primeiramente, devo informar ao senhor Barros que o livro não é meu, eu apenas o traduzi. O livro é de Hilaire Belloc, um grande historiador inglês e também grande católico.

Eu sei exatamente o que este senhor quer dizer com sentimento cristão: os cristãos são todos uns bananas, que não devem reagir a nenhuma agressão, mesmo que seja uma agressão mortal a sua fé, com a dos cátaros. Sei que ele pensa que devemos responder a toda a agressão com palavras de “amor”. Sei disso, porque conheço cristãos como ele e também porque ele me lembra que está escrito: “Quem viver pela espada, pela espada também morrerá.” São palavras de Nosso Senhor, quando Pedro arrancou com a espada a orelha de um soldado que estava prendendo Cristo e dando início à Sua Paixão.

Que memória seletiva tem o senhor Barros. A mesma memória seletiva que tem os protestantes! Ele esquece que em outra oportunidade, Nosso Senhor também disse a Pedro: “Quem não tem uma espada, que venda seu manto e compre uma.” Note que é o mesmo Cristo que afirma as duas coisas. Ora, é preciso ser um pouco mais perspicaz que o senhor Barros para entender o que Cristo quer dizer. Numa oportunidade, Pedro estava lutando contra a realização da Paixão de Cristo, Sua Obra de Redenção. Por isso, Nosso Senhor o condenou. Na outra oportunidade, Cristo quis lembrar que a vida do cristão é uma luta permanente, não só contra si mesmo, mas contra o mundo e o demônio.

E lutar contra o mundo, por mais que isso desagrade o senhor Barros, muitas vezes envolve usar a espada contra nossos inimigos, contra os inimigos de Cristo. Isso a Igreja fez gloriosamente ao longo da história, inclusive contra os cátaros.

Mas o senhor Barros ainda demonstra uma visão avantajada de si mesmo, pois diz: “E não adianta blasfemar contra mim”. Ora, senhor Barros, a gente blasfema contra Deus. O máximo que posso dizer com relação ao senhor é que o senhor não sabe ler. Não soube ler meu texto, pois entendeu que o livro que eu introduzia era meu, e não de Belloc. Não sabe ler as palavras de Nosso Senhor, e se comporta ao modo dos protestantes, escolhendo as passagens que mais confortem seu coraçãozinho, numa interpretação água-com-açúcar e boboca do catolicismo. Não blasfemo, senhor Barros, apenas constato.

6 comentários:

Anônimo disse...

As coisas estão feias para nós Católicos do Mundo inteiro. Existe uma intenção explícita de nos destruir. Já passou da hora de desvestirmos o terno e a gravata (ou a bermuda e a camiseta)e vestirmos novamente a armadura do Cruzado.

Anônimo disse...

Caro professor,

A propósito desta postagem, chamaram-me a atenção três das datas comemorativas constantes do livreto Liturgia Diária - Ano XXII - nº 253 - Janeiro de 2013: dia 1º, dia 17 e dia 30.

Não seriam essas datas uma injeção desse "sentimento cristão" nos fiéis?

Será que A Mãe de Deus merece dividir um dia com a paz? (numa das duas missas a que assisti no dia 1º, Maria foi citada de raspão numa homilía pelo dia mundial da paz).

Para qual instituição estará voltada toda a artilharia pesada no 17, dia de combate à intolerãncia?

O termo profeta terá uma conotação diferente após o dia 30, dia dedicado a Ghandi, o profeta da Paz? Um santo da Igreja não seria mais adequado?

Alessandro.


Antônio Emílio Angueth de Araújo disse...

Alessandro,
Salve Maria!

Ghandi era, de certa forma, um cátaro moderno, como tantos outros e como o senhor Barros. O pacifismo é uma das características marcantes de todo cátaro que se preze.

Aguarde o futuro post em que respondo outro comentário do senhor Barros.

Ad Iesum per Mariam.

Ana Maria Nunes disse...

Adoro essas voadoras na jugular dessa gente kkkkk

Antônio Emílio Angueth de Araújo disse...

Você adorará o próximo post sobre o Sr. Barros, Ana Maria. Aguarde.

Durval disse...

O primeiro comentário anônimo foi excelente, para um cristão sobreviver a armadura de Cruzado será fundamental e pelo desenrolar da história não vai tardar.