sexta-feira, fevereiro 14, 2014

Leitor opina, blog responde.

Um leitor anônimo escreve um comentário ao post Blog se solidariza com D. Walmor no caso de van Balen., que diz o seguinte: 
 
Seu eu levar a sério o seu Blog, jamais poderia ser um católico. Ele "prova" o tempo todo que a Igreja Católico não tem liderança, e que as ovelhas que pastoreia, se quiserem salvar-se, precisa, cada uma delas, ser melhor do que o Papa em quase todos os aspectos, inclusive o intelectual. Creio que o senhor peca por excesso de zelo.
 
Há duas soluções para o problema: não levar a sério o blog; ou, estudar, ler livros sobre a crise da Igreja (eles existem: aqui, aqui e aqui.), observar os acontecimentos, pensar, refletir, e depois tirar as próprias conclusões.
 
Admito que não levar a sério o blog é muito mais fácil. Além do mais, criticar o Papa, cardeais e bispos não é fácil. Tomar o caso do D. Gerhard Mueller, que nega vários dogmas da Igreja, saber que ele foi nomeado por Bento XVI para o cargo que cuida justamente do respeito aos Dogmas, e deste caso concluir que algo de muito errado está se passando com a Igreja e com sua liderança é uma imposição racional apenas para os que estudam e pensam. Mais fácil seria “não levar a sério” quem denuncia, quem comenta, quem critica.
 
O anônimo fala em excesso de zelo. Seria excesso de zelo exigir que um cardeal, um bispo ou um padre da Igreja, aceitasse todos (TODOS) os Dogmas da Igreja. Talvez para o espírito moderno, isto seja mesmo excesso de zelo. Imaginemos em qualquer época passada, imaginemos que estivéssemos diante de São Francisco de Sales, e lhe disséssemos que o Papa havia nomeado para o Santo Ofício um bispo que nega, por escrito, Dogmas (não só um) da Igreja. Imaginemos que isso ocorresse com Santa Catarina de Sena, ou com São Francisco de Assis. Todos estes santos se encheriam de santa indignação; Santa Cataria seria capaz de ir ao Vaticano com dedo em riste para puxar a orelha do Papa. Para nosso anônimo, isso é excesso de zelo.
 
A Igreja está numa violenta crise e quem a denuncia é acusado de pecar por excesso de zelo. Mas não está exatamente aí um exemplo da crise, um católico absolutamente inconsciente, que nada vê sobre a crise e que se move na Igreja como se ela navegasse em mares calmíssimos? Não é isso que o demônio mais deseja? Não é isso que os modernistas que tomaram de assalto a Igreja depois do Vaticano II mais querem?
 
Quanto menos os católicos estudarem, se informarem, refletirem, mais serão enganados pela turma que assaltou a Igreja: a turma dos Congars, de Lubacs, e Rahners. O termo “assalto” poderá ferir a sensibilidade do anônimo tão otimista, mas ele é até um termo suave para descrever exatamente o que ocorreu com o CVII e a Igreja. É só estudar, o que eu recomendo a todos, até aos mais sensíveis.

6 comentários:

Lino Batista disse...

Prezados, SM!

Quanto ao "excesso de zelo" cito a seguinte passagem do Evangelho:
"Lembraram-se então os seus discípulos do que está escrito: O zelo da tua casa me consome" (Sl 68,10). (São João 2, 17)
Em relação à omissão citada pelo prof. Angueth não há que se duvidar dessa terrível realidade muitos menos virar-lhe as costas como fazem os covardes. O mal do modernismo aflige toda a Igreja e o exemplo do frei Claudio é apenas um entre tantos outros, infelizmente. Na própria arquidiocese há casos de desobediência e acovardamento por parte das autoridades eclesiásticas. Em Pedro Leopoldo, por exemplo, ouvi de uma liderança (pseudo-ministro da Eucaristia) que o canto gregoriano parecia mais um berro de bode além do fato do seu grupo ter criado uma comunidade que suspeita-se fazer simulação de sacramento.
Concordo em número, gênero e grau com o prof. Angueth de que é preciso se preparar, estudar que á armadura que devemos vestir para esse combate no qual se ultraja o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo dentro das próprias igreja.

Ad Majorem Dei Gloriam
Lino Batista

Lino Batista disse...

Prezados, SM!

Quanto ao "excesso de zelo" cito a seguinte passagem do Evangelho:
"Lembraram-se então os seus discípulos do que está escrito: O zelo da tua casa me consome" (Sl 68,10). (São João 2, 17)
Em relação à omissão citada pelo prof. Angueth não há que se duvidar dessa terrível realidade muitos menos virar-lhe as costas como fazem os covardes. O mal do modernismo aflige toda a Igreja e o exemplo do frei Claudio é apenas um entre tantos outros, infelizmente. Na própria arquidiocese há casos de desobediência e acovardamento por parte das autoridades eclesiásticas. Em Pedro Leopoldo, por exemplo, ouvi de uma liderança (pseudo-ministro da Eucaristia) que o canto gregoriano parecia mais um berro de bode além do fato do seu grupo ter criado uma comunidade que suspeita-se fazer simulação de sacramento.
Concordo em número, gênero e grau com o prof. Angueth de que é preciso se preparar, estudar que á armadura que devemos vestir para esse combate no qual se ultraja o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo dentro das próprias igreja.

Ad Majorem Dei Gloriam
Lino Batista

Anônimo disse...

Eu estava imaginando, professor, é alguém que, desejando ser católico, lesse todas essas informações. Essa pessoa não teria motivos ou segurança para aderir ao catolicismo, principalmente se lesse todas as tendências que existem dentro da Igreja Católica.

O seu trabalho parece-me muito necessário se fosse do tipo "lavar roupa suja em casa". Mas ele lava a roupa publicamente e, com isso, leva inquietação aos que estão em fase de observação para escolher entre o catolicismo e outras alternativas.

Que Deus nos ilumine a todos!

Anônimo disse...

Prof. Angueth,

Diferente do que diz o 'anônimo', o seu blog e importantíssimo para converter os CATÓLICOS e para isso é necessário muita ortodoxia. De heresias e hereges já estamos fartos.
Lamento pelos não católicos, mas se é para começar que comecem do jeito certo, conhecendo a Verdade.
Abraço,
Cristina.

Antônio Emílio Angueth de Araújo disse...

Resposta ao anônimo aqui.

Junior Ribeiro disse...

Esses, tão inebriados com toda a sorte de imundices modernas, se "escandalizam" com a critica certeira aos erros que vemos. Nesse primeiro ano como católico de fato, vejo que há um pensamento presente do "não se escandalize com os erros do clero", disfarçado de obediência. Quem tem o cargo, mas não tem a dignidade de pastor por omissão ou vilania deve ser denunciado sim. Seus frutos podres devem ser conhecidos, e seu fedor deve ser evitado! Mas ao mesmo tempo temos que rezar pelas almas desses infelizes, por suas conversões, oferecendo tudo por amor ao Senhor!