sexta-feira, fevereiro 07, 2014

Bob Fields, Robertchev ou Robert Ping?

Recebi ontem e já devorei o ótimo “O homem mais lúcido do Brasil: as melhores frases de Roberto Campos”, organização de Aristóteles Drummond, Ed. Resistência Cultural.
 
Roberto Campos foi um homem de múltiplas facetas, representante daqueles que, mesmo brasileiros, conseguiram se elevar acima e além da burrice e cretinice nacional e ver um pouco da realidade como ela é. Participou ativamente de boa parte da história da república (falo república e já lembro aqui de uma frase do livro: “No Brasil, res publica é cosa nostra.”). Foi, claro, um homem de direita. Digo claro porque, como dizia J.O. Meira Pena (frase incluída no livro): “Os marxistas inteligentes são patifes. Os marxistas honestos são burros. E os inteligentes e honestos nunca são marxistas”.
 
Uma das facetas de Campos é a de grande frasista, como o foi também Nelson Rodrigues, que admirava Campos (como o foi meu querido Chesterton). O título do post tem a ver com uma frase do livro: “Adquiri o apelido de Bob Fields, mas, depois que Gorbachev abriu a União Soviética para capitais estrangeiros, eu podia me chamar Robertchev. E depois que Deng Xiaoping abriu a China para capitais estrangeiros, eu podia me chamar Robert Ping.”
 
Algumas das minhas frases preferidas, só para aguçar a curiosidade dos leitores, seguem abaixo.
 
“Os artistas brasileiros são socialistas nos dedos e na voz, mas invariavelmente capitalistas nos bolsos.”
 
“Os ‘progressistas’ farão o Brasil crescer como rabo de cavalo: para trás e para baixo.”
 
“Há três maneiras de o homem conhecer a ruína: a mais rápida é pelo jogo; a mais agradável é com as mulheres; a mais segura é seguindo os conselhos de um economista.”
 
“O PT é o partido dos trabalhadores que não trabalham, dos estudantes que não estudam e dos intelectuais que não pensam.”
 
Hoje à noite, às 20h, haverá uma palestra virtual de lançamento do livro com Aristóteles Drummond, pela Radio Vox. Para adquirir o livro envie um e-mail para o editor José Lorêdo Filho.
 
Ficam aqui o registro e a sugestão.

Um comentário:

Anônimo disse...

Me deu curiosidade de ler esse livro!

Apenas uma discordância sobre um dos modos de ir à ruína: hoje com o feminismo, infelizmente as mulheres deixaram de ser um modo agradável de ir à ruína; mas isso é outro assunto. Deixemos isso pra lá!