quarta-feira, março 14, 2018


Lições das missas dominicais pós-Vaticano II– Parte XXXII

Comento aqui a edição do quarto Domingo da Quaresma d’O DOMINGO de 11/03/2018.

O desenhozinho de antes dos Ritos Iniciais é a grande surpresa dessa edição.



Como o Evangelho da Missa Nova começa, “Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemus”, podemos supor que o homem a quem Jesus fala é Nicodemos. Uma curiosa semelhança nos faz lembrar outro personagem: o nosso Nicodemos. Esse personagem comunga. Vejam as fotos abaixo.

Em 2005, no funeral de JPII

Em 2018, em São Bernardo do Campo


Em 2005, quando perguntado sobre a Confissão Sacramental antes da Comunhão, esse personagem respondeu: “"Não precisa, eu sou um homem sem pecados", disse, sorrindo. E completou, afirmando que não sabe "o que é ser um bom católico". "Acima de tudo, temos de ser bons seres humanos", salientou.” Em 2018, não encontrei nenhuma menção ao estado de nosso Nicodemos.

Deixo aos leitores as considerações possíveis neste caso.

Vou agora ao artigo final “Jesus Revela o Amor de Deus”, do Pe. Nilo Luza, redator do panfleto. As frases que chamam nossa atenção são estas: “Por causa de sua (de Jesus) opção em favor da humanidade mais fragilizada, Jesus acabou morrendo na cruz como marginal e criminoso. Não poupou sua vida; ao contrário, doou-a para que aprendêssemos a não nos fecharmos em nosso egoísmo, buscado salvar a nós próprios, mas soubéssemos olhar para o sofrimento de tantos irmãos e irmãs, solidarizando-nos com eles – especialmente os que habitam as ‘periferias existenciais’. Somente as pessoas generosas, capazes de amar até a doação da própria vida, pode-se construir uma nova sociedade.” (Grifos meus.)

A teologia do Pe. Luza nos ensina que aquela máxima de que devemos nos salvar primeiro para depois tentar salvar nossos próximos é puro egoísmo. Aquilo que Dom Chautard nos fala sobre o apostolado (em seu livro A Alma de Todo Apostolado), de que primeiro é preciso ter vida interior (estar em estado de graça, permanentemente) para depois tentarmos algum apostolado, ou seja, tentar salvar os outros, já está ultrapassado na igreja de Pe. Luza.

Destaco também as “periferias existenciais” das quais nada sei, mas achei muito “chique” a expressão. Seria uma periferia da existência, algo que estivesse ainda fora da existência (ainda não seria um ente, ainda não teria ser) e que por nossa ação passaria a ter existência? Seriam os esquecidos, de que nos fala o Cardeal del Val na sua extraordinária Ladainha da Humildade: do desejo de ser conhecido, livrai-nos Senhor? São José estaria na categoria da periferia existencial (quase nada se fala dele nas Escrituras)? Não sei. Mas o que suspeito, do que sinto um cheirinho aqui, é a velha lenga-lenga comunistóide da teologia da embromação.

Sim, e também tem a coisa de “construir uma nova sociedade”. Aqui, lembremos de Iscariotes, que espera exatamente isso de Jesus. Tendo se decepcionado com Ele, O vendeu por trinta dinheiros. Iscariotes sempre estava preocupado com os pobres, mas não recusou os trinta dinheiros dos judeus. Ninguém é de ferro, né?

Temos também, como tem acontecido, o texto sobre a campanha da fraternidade, assinado pela ex-prefeita petista (cheia de processos por corrupção), abortista confessa (ver aqui), autodenominada “missionária na Amazônia”. Continua a falar sobre violência, sem mencionar o aborto. Suas sugestões são variadas. Ela dá uma receita para a educação para a paz. Segundo ela, precisamos desenvolver: consciência de cidadania, ações em redes, novo conceito de segurança, ampliar a participação nas CEB’s e nos grupos da Pastoral Operária e demais pastorais operárias. Tudo o que pregam esses teólogos canalhas da teologia da embromação.

Para terminar, e aqui também eu termino, as palavras do Papa Francisco: “Continuai com a vossa luta e, por favor, cuidai bem da Mãe Terra”. Mãe Terra em caixa alta? Nossa Mãe, dos católicos, é só uma: Maria Santíssima. Rezemos pela conversão desse pessoal!






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