segunda-feira, setembro 23, 2013

Olavo de Carvalho sobre o Papa Francisco: na mosca!

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2013/09/1344294-papa-critica-obsessao-da-igreja-com-aborto-casamento-gay-e-contracepcao.shtml

O esforço intenso que esse Papa desempenha em lisonjear os inimigos e escandalizar os católicos não parece deixar margem a dúvidas sobre quem é ele e quais as suas intenções.
 
Bergoglio está para a Igreja Católica como Barack Hussein Obama está para a nação americana.
 
Li a declaração no original. Não há desculpa. Não é a Igreja quem "fala muito desses assuntos". É o movimento gayzista internacional, que tem todos os megafones à disposição, e perto do qual a voz da Igreja se torna um sussurro inaudível. E, se é para dar aos gayzistas o conforto do silêncio, é preciso conceder o mesmo benefício aos adúlteros, aos masturbadores, etc. que pelo menos pecam em privado e não se arrogam o direito de achincalhar a Igreja em público.
 
Esse é o ponto mais importante. Se o Papa tivesse recomendado mais discrição da Igreja ao falar dos pecados sexuais em geral (inclusive o homossexualismo, é claro), tendo em vista a ascensão generalizada de pecados infinitamente mais graves, como o homicídio em massa, o tráfico de pessoas, a prostituição infantil, etc., eu seria o primeiro a aplaudi-lo. Não tem sentido, no mundo atual, achar que o garoto que tocou uma punheta no banheiro vai para o inferno ao lado de Fidel Castro, Pol Pot e Robert Mugabe. Mas o homem concedeu uma trégua especial ao gayzismo e ao abortismo, que são forças políticas mundiais organizadas, sem estendê-la a todos os pecados da carne, mesmo infinitamente menos graves que o aborto, o qual não é um simples pecado da carne e sim um homicídio. É absurdo, é injusto, é um escândalo em toda a linha.
 
O abortismo já alcançou as dimensões de um genocídio mundial, e dar-lhe trégua sem poupar garotos de 13 anos que se masturbam é TOTAL falta de senso das proporções.
 
Aos adeptos do "senta que o leão é manso": O mesmo pretexto, de que se trata apenas de pastoral, não de doutrina, foi usado para justificar todos os erros do Concílio Vaticano II que estão destruindo a Igreja há meio século. Chega!

[Negritos são meus]
 
OBS do Blog: Vamos parar de achar que é a imprensa que distorce as palavras do Papa!
 

8 comentários:

Anônimo disse...

Que tal pedir aos cristãos paquistaneses para deixarem o tema do terrorismo de lado e entrarem num diálogo lindo, rico e frutuoso com os seus algozes. Este Papa escolheu o nome errado, não deveria ser Francisco mas Paulo VII.

Anônimo disse...

Neste texto Olavo de Carvalho disse tudo sem tentar amenizar o que é impossivel e culpar a imprensa. A imprensa não inventou nada. Apenas destacou o que quis e interessava.Francisco Castro

Gederson Falcometa disse...

"OBS do Blog: Vamos parar de achar que é a imprensa que distorce as palavras do Papa!"

Caro Prof. Angueth,
Salve Maria!

É útil recordar as palavras de Paulo VI no discurso de encerramento do Concílio Vaticano II, onde diz:

"A religião, que é o culto de Deus que quis ser homem, e a religião — porque o é — que é o culto do homem que quer ser Deus, encontraram-se. Que aconteceu? Combate, luta, anátema? Tudo isto poderia ter-se dado, mas de facto não se deu. Aquela antiga história do bom samaritano foi exemplo e norma segundo os quais se orientou o nosso Concílio. Com efeito, um imenso amor para com os homens penetrou totalmente o Concílio."

Parte da imprensa mundial representa e é constituída por membros da religião do homem que se fez "deus". Assim, o que chamam de instrumentalização nada mais é do que o exercício desta suposta divindade, ou seja, enquanto dão as palavras do Papa e do Concílio o sentido que querem apenas dão testemunho prático da crença em suas divindades pessoais. Além disso, com textos e falas ambíguas como vem acontecendo desde o encerramento do Concílio, o próprio Católico corre o sério risco de praticar isso involuntariamente. Enquanto o Concílio carece de uma interpretação e de uma hermenêutica da reforma na continuidade, não sabemos o significado de seus textos e no fim das contas acabamos dando assentimento a nossa própria razão.

Não dá mesmo para aceitar essa história de instrumentalização e de que o Concílio foi roubado. O que acontece nesses casos é que o encontro de que falou Paulo, VI no discurso de encerramento do Concílio, se repete. Luta combate e anátema? Não, a história do samaritano continuou a ser exemplo e norma para a Igreja pós-conciliar: continuaram a aplicar a misericórdia ao erro...

Fique com Deus.

Abraço

Anônimo disse...

Prezado Sr Angueth,
sempre admirei seu blog.
Mas não creio ser sadio expressar-se com palavras de baixo calão.
Em nenhuma passagem da Biblia, inclusive Novo Testamento, foi necessário defender a fé desta forma.
Não é necessário publicar este comentário. Apenas em privado refletir sobre o tema, e oxalá abandonar este caminho.
Luiz

Antônio Emílio Angueth de Araújo disse...

Caro Luiz,
Salve Maria!

Essa questão do uso do palavrão já rendeu muitas discussões na internet. Não sei se você acompanhou uma discussão entre Sidney Silveira e Olavo de Carvalho a esse respeito. Mas, em certo ponto, houve um desafio sobre se os santos falavam palavrão ou não: a resposta do Olavo foi imediata.

Não sei também se a Bíblia está livre deles. Jesus, por exemplo, chama os fariseus de raça de víboras: "progenies viperarum quomodo potestis bona loqui cum sitis mali ex abundantia enim cordis os loquitur" [Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca.] (Mt 12,34.) Se isso não e um palavrão é, pelo menos, um claríssimo xingamento.

Mas, de qualquer modo, agradeço e entendo seu comentário.

Ad Iesum per Mariam.

Anônimo disse...

Angueth

Eu acompanhei esse debate do Olavo com o Sidney. Essa resposta do Olavo foi prontamente rebatida pelo Sidney. No blog dele é só procurar.

E ele respondeu esclarecendo que não cabia usar as palavras de baixo calão usadas quando a pessoa não era praticante

Ex: são Tomas Becket, se me recordo, foi o exemplo usado pelo Olavo, só se converteu ao inal da vida pelo martírio.

e nessa fase não pronunciou nada grotesco

Santo Agostinho, pelo que sei, teve uma vida devassa, mas antes da sua conversão, seu vocabulário não trazia serventia ao debate.
E por aí vai.

Em tempo. Não tive pais e aprendi as regras morais dentro de ambientes da Igreja. Tive sérios problemas pessoais e até profissionais por usar termos de baixo calão em ambientes de trabalho, de família etc.. Termos estes que foram usados por imitação a padres e consagrados modernistas.

Assim, só posso dar meu apoio ao Luiz

Att, Alerj

Anônimo disse...

Salve Maria,
não querendo entrar em polêmicas sobre o uso de linguagem (e não entrando), indico a leitura deste post a seguir que trata da entrevista do papa:

http://missatridentinaembrasilia.org/2013/09/26/sermao-para-o-18o-domingo-depois-de-pentecostes/

Luiz

Unknown disse...

Prezados,

No caso em particular desta postagem não seria puritanismo as acusações sobre o problemas dos palavrões? O termo "punheta" é tão grave assim?