sábado, junho 14, 2008

René Guénon e monsenhor Lefebvre

Olavo de Carvalho tem nos alertado sobre a dominação mundial vagarosa que o Islã promove, a começar pela dominação cultural e religiosa. O filósofo tem artigos que devem ser lidos e relidos, estudados enfim. São eles: O segredo da invasão islâmica, Ocidente islamizado e Alquimia da islamização.

Eu tenho, também vagarosamente, traduzido neste blog o livro de Hilaire Belloc “As grandes heresias”, que tem um capítulo, ainda não completamente traduzido, específico sobre o Islã: “A grande e duradoura heresia de Maomé” (Parte I, Parte II, Parte III , Parte IV e Parte V). Este texto, em conjunto com aqueles artigos de Olavo nos dão uma idéia do inimigo que a Civilização Ocidental terá, cedo ou tarde, de enfrentar novamente.

Recentemente, Olavo de Carvalho escreveu outro artigo sobre o Islã: Influências discretas. Há uma afirmação no final desse artigo que me causou certa surpresa. Ele diz: “Para fazer uma idéia da força da influência sutil de Guénon e Schuon, basta saber que este último interferiu diretamente na produção da crise entre monsenhor Lefèvre [acho que a grafia correta é Lefebvre] e o Vaticano, em 1976, e até hoje os historiadores católicos – sejam progressistas ou conservadores – nem se deram a mínima conta disso.” Achei excessiva essa afirmação. Contudo, como nada sabia que pudesse corroborar ou negar essa afirmação, fiquei aguardando algo mais concreto que pudesse me ajudar a entender o que queria Olavo de Carvalho dizer.

Ontem (13/06/2008), surge um texto de d. Lourenço Fleischman no site Permanência, que, considero, começa a esclarecer esse assunto. O filósofo comenta, em seu talk show de 09/06/2008, a respeito do que ele ouviu, certa vez, de Rama Coomaraswamy, um guenoniano: “Mons. Lefebvre é um idiota, mas trabalha para nós”. Comenta ainda: “Eu vou dizer: aqueles quatro padres que foram sagrados bispos pelo Mons. Lefebvre, foram alunos do professor Rama Coomaraswamy”.

Esses comentários suscitam, então, uma resposta de d. Lourenço, que é um dos dois padres brasileiros sagrados por monsenhor Lefebvre. Vale a pena ler o que d. Lourenço escreve.

A discussão está em andamento e já estamos sabendo, pelo menos, a respeito das fontes de Olavo de Carvalho, para o enigmático e, talvez, excessivo trecho do artigo citado acima.

Continuo achando a afirmação de Olavo de Carvalho, naquele artigo, excessiva. Se há algum flanco da Igreja suscetível de um ataque cultural e religioso islâmico, este não é o flanco tradicionalista, representado por monsenhor Lefebvre. É justamente o modernista, filho do Vaticano II, que é ecumênico e aberto a influências religiosas variadas. São os modernistas que se gabam por acolher outras vias de salvação da alma, além da Igreja Católica. São eles que gostam do tal “diálogo” inter-religioso. Não monsenhor Lefebvre, não os tradicionalistas, não a Fraternidade Sacerdotal São Pio X.

7 comentários:

Anônimo disse...

única influência certa nesta história é a péssima influência do Olavo naqueles que o admiram.
Ao invés de se tornarem melhores todos seus admiradores se treansformam em poços de arrogância e começam a xingar a todos por se acharem superiores. Se existe uma influência nefasta é a do Olavo sobre as olavetes.

Anônimo disse...

Ouviu o programa do Olavo hoje? Depois de ter acusado os bispos da Fraternidade de terem sido nela infiltrados pelos esotéricos, e tendo Dom Lourenço respondido que nenhum deles foi aluno de Comara-sei-lá-o-que, não podendo responder a Dom Lourenço, Olavo disse hoje que não falou de influência, mas de infiltração, que os brasileiros não sabem ler (seu aluno, Pedro Sette, fala em manipulação... talvez os anos de aulas com o Olavo o tenham feito desaprender a ler), e perguntou por que Dom Lefebvre expulsou Comaras***, dizendo que este podia ter sido expulso por ter cuspido na rua... Disse ainda querer conhecer a verdade, e reclamou que os outros gostam de dar opinião sem conhecê-la. Então por que ele saiu dando opiniões sobre os bispos da Fraternidade e a manipulação de Dom Lefebvre por esotéricos islâmicos etc., se ele nem sabia que o seu amigo schouniano havia sido expulso do seminário da Fraternidade, se não sabia que ele dava aula de história (não de teologia), se não sabia que os bispos não foram alunos dele?! Quem preza tanto a verdade devia ter mais cuidado para não dar opiniões sobre aquilo que não conhece -- pode induzir os outros ao erro.

w disse...

Resumindo:

1) O Olavo vinha dizendo que os esotéricos tinham interferido "diretamente na produção da crise" entre o Vaticano e a FSSPX; no entanto, não dizia que interferência foi essa.

2) Em um talkshow um ouvinte finalmente perguntou qual foi o papel dos esotéricos naquela crise, e o Olavo respondeu que os esotéricos tinham enviado para a FSSPX quatro alunos do tal Coomaraswamy; que esses alunos, feitos padres, vieram a ser ordenados bispos pelo superior da FSSPX, Dom Lefebvre, desencadeando a crise; que C* foi professor de teologia num seminário. Não se limitou a isso, mas disse também que o tal C* lhe dissera que Dom Lefebvre era um idiota mas fazia tudo que eles, os esotéricos, queriam.

3) Dom Lourenço respondeu que os quatro bispos sagrados por Dom Lefebvre jamais foram alunos do tal C*; que esse não era professor de teologia, mas de história; e que levou nove padres, recém-ordenados, à rebelião contra seu superior e foi expulso da Fraternidade; que as afirmações de C* sobre Dom Lefebvre não são dignas de confiança porque C* sempre levou uma vida dupla, fingindo ser católico embora fosse islamita, sendo, portanto, um mentiroso. O professor Angueth respondeu que é mais provável que as pessoas que não crêem na tradição católica sejam influenciadas pelos esotéricos islamitas do que aquelas que são fiéis a essa tradição.

4) Nesta segunda feira o Olavo respondeu que brasileiro não entende o que lê, lê tudo errado, é desatento e paranóico; que C* pode ter sido expulso por ter cuspido na rua e que Dom Lourenço tem de contar a verdade sobre isso (no texto de Dom Lourenço, realmente, não é dito que a expulsão se deveu à vida dupla de C*, mas certamente ela não foi motivada por secreções das glândulas salivares; em Dom Lourenço lemos que C* levou nove seminaristas a trair seus superiores e foi expulso no ano em que tal se deu, então não parece absurdo "juntar 2 + 2" -- mas o Olavo diz que fazer essa soma é dar opinião, que as pessoas têm mania de dar opinião sem conhecer a verdade etc.); o Olavo diz ainda que não falou de influência dos esotérios na FSSPX, mas de infiltração (os quatro únicos bispos da FSSPX, que teriam sido preparados pelos esotéricos e enviados "como uma espécie de bomba de efeito retardado" não influenciariam a Fraternidade?); que ele quer conhecer a verdade e não está preocupado em denegrir ninguém (fazer as afirmações de 1) e 2) sem ter se dedicado a estudar o assunto e interrogar os envolvidos, correndo o risco de errar, de ofender injustamente pessoas honestas, não é "dar opinião" sem conhecer os verdadeiros fatos, coisa que ele sempre diz abominar?). Agora que soube que Dom Lefebvre expulsou C* da Fraternidade (diz ele que não tem motivos para duvidar de que tenha ocorrido essa expulsão), Olavo admite que talvez algumas das coisas que C* lhe disse possam ser mentirosas. Diz ainda que o fato de C* ter levado nove seminaristas a trair seus superiores confirma o que ele havia dito antes ("o Dom Lourenço, querendo desmentir o negócio, ele confirma", diz o Olavo)! Ora, mas o que ele havia dito era que os esotéricos tinham influenciado na crise com o Vaticano, que levou à excomunhão de Dom Lefebvre, e que tal se deu pela infiltração dos quatro padres que vieram a ser consagrados Bispos! Ele não havia antes falado daqueles nove seminaristas que, assim que ordenados padres, se rebelaram, deixaram a FSSPX e fundaram uma sociedade sedevacantista!

E ainda há quem o siga como se seguisse a um profeta...

Anônimo disse...

O Sr Olavo de Carvalho demonstrou orgulho,falta de educação e falta de honestidade intelectual.

Oswaldo disse...

Oremos pelo Olavo, para que ele se torne um cristão, ie, um discípulo de Jesus, o Cristo, ressucitado.

Anônimo disse...

Nao se enganem: Olavo serve a interesses diabólicos. Pelo amor de Deus, não dêem crédito sequer às verdades episódicas que ele diga, pois, como Agostinho já mostrara no seu De Mendacio (Sobre a Mentira), o cume da malícia é mentir com a verdade, ou seja, dizendo coisas absolutamente verdadeiras, mas carcomidas por uma mentira central, que não é perceptível para a maioria...

Aprendiz disse...

Não creio que Olavo haja de má fé. Digo isot pelo motivo dele ter tido sua honra enxovalhada apenas por ter dito a verdade sobre o "foro de São Paulo". Na verdade, era o único jornalista do Brasil a comentar sobre o assunto. Por tal motivo, dou crédito a ele. Entretanto, parece-me que a lida do debate jornalístico não é o seu forte. Ele se sai melhor ao escrever livros, não ao responder de bate pronto num debate.

Devo admitir também que considero que ele talvez seja mal infuenciado pelo pensamento esotérico (como no caso da astrologia). Penso que isto pode causar certa confusão de conceitos sobre alguns assuntos. Uma pena. Em outros aspéctos, ele é ótimo.