sábado, dezembro 19, 2009

Padre Gelson defende “frei” Betto e dirige doces palavras ao blogueiro

Padre Gelson, sendo admirador de “frei” Betto, escreve ao blog para protestar contra o artigo Ufa! “Frei” Beto, finalmente, confessa não ser católico. A primeira grande lição, sutil é verdade, que o doce padre me dá é que o apelido do “frei” se escreve com “tt”. Fica mais sofisticado mesmo! Não pega bem para alguém tão moderno, com tantas idéias novas – como o aborto, a modernização da Igreja, o ecumenismo, o comunismo, etc. – não pega bem se chamar apenas Beto. Este nome talvez coubesse a um carpinteiro da Galiléia, mas não a pessoa tão sofisticada, de idéias tão avançadas.

Mas vamos à mensagem simpática do padre Gelson: “Olá...leio aqui abaixo que os comentários devem ser aprovados pelo autor do blog: portanto, vc só posta o que te interessa. Mesmo assim, voce lendo meu comentário já basta. Você é analfabeto pois nem sabe que a palavra TEMOR, tem dois sentidos. tire esse lixo de blog do ar e para de publicar idéias ridículas sobre nosso querido frei Betto. Grato! Padre Gelson

É verdade, Pe. Gelson, eu só posto o que me interessa. Foi para isto que criei o blog. Aqui só se publica o que me interessa. Mas veja que seu comentário me interessou. Interessou-me tanto que ele ganhou um post.

Interessou-me primeiro pela sua maneira educada de se dirigir a mim: chamou a mim de analfabeto, ou seria analfabetto?, e ao meu modesto blog de lixo. Analfabeto, considero que não sou, pois escrevo bastante aqui, e em outros lugares, e também leio um bocado. Sua apreciação sobre o blog – lixo foi o adjetivo – é completamente aceitável. Um blog que se objetiva católico não pode agradar a todo mundo, nem à maioria. Não pode nem mesmo agradar a todos os padres, no atual momento da Igreja. E pode de fato ser que ele seja mesmo muito ruim. Aceito sua apreciação com tranqüilidade, creia-me.

Interessou-me, em segundo lugar, pela fúria que lhe causou minhas observações sobre as idéias de seu querido “frei” Betto. Mas, padre, sendo eu católico e sendo o senhor padre, não daria para o senhor, ao invés da fúria – da ira, do descontrole – tentar me explicar o que tem a ver os dois significados da palavra TEMOR, com o que eu disse sobre “frei” Betto? Sua ira lhe impediu de ler um dos comentários que faço no referido post sobre os dois temores: o filial e o servil. O senhor está, por acaso, dizendo que não devemos um desses temores a Deus? Que não Lhe devemos o temor filial? Que não Lhe devemos o temor servil? Não creio que seja isso, pois se o senhor negar quaisquer desses dois temores a Deus, o senhor cometerá falta grave. Creio que o senhor não sendo analfabeto como pensa que sou, e sendo padre e tendo freqüentado algum seminário deve ter lido, pelo menos, os quatro primeiros capítulos do Eclesiástico. Eles são um pequeno tratado sobre o temor de Deus. O temor de Deus de que fala Santo Agostinho, citado no post em questão, é o temor nos dois sentidos, padre. Ele é o fundamento do catolicismo, do amor a Deus, do amor a Nosso Senhor Jesus Cristo.

Mas, padre, isso são conceitos e idéias de um analfabeto, segundo sua avaliação. O senhor é padre e tem a obrigação de ensinar a Doutrina da Igreja, tem a obrigação de corrigir os fiéis em seus erros. Padre, diga-me, e a todos os meus leitores, onde está a falha no meu raciocínio, onde está o erro em minha análise. Digo que ninguém a que falte o temor a Deus, nos dois sentidos, pode ser considerado ou se considerar católico. Onde isto está errado? Corrija-me, padre, por caridade!

Uma observação sobre analfabetos, padre. À frase “tire esse lixo de blog do ar e para de publicar idéias ridículas” falta, no mínimo, o fundamental paralelismo verbal. Sendo a frase imperativa, ou bem o senhor diz “tire esse lixo de blog do ar e pare de publicar idéias ridículas” – neste caso, o senhor estaria usando a terceira pessoa, você – ou bem o senhor diz “tira esse lixo de blog do ar e para de publicar idéias ridículas” – caso em que o senhor estaria usando a segunda pessoa, tu. Ficaria melhor também que o senhor dissesse “este blog” no lugar de “esse blog”, pois o senhor estava postando um comentário no próprio blog.

Mas, padre, isso não tem importância nenhuma, pois o senhor tornou muito clara a sua confusa fúria.

36 comentários:

Anônimo disse...

Vou explicar o sentido do termo TEMOR, embora teu pedido esteja carregado de ironia. O que você fez foi um reducionismo, considerando apenas o sentido de RESPEITO para a palavra TEMOR, ou seja, você fala em respeito filial e respeito servil. Estou de acordo que devemos todos estar imbuídos deste respeito em relação a Deus. O que Frei Beto disse foi:"do que é invisível só não temo Deus" (ele não disse "não temo a Deus") Isso significa: "não tenho medo de Deus". Eu também não tenho medo de Deus. Nem ameaço meus paroquianos com a imagem de Deus juiz e castigador como aconteceu na Idade Média e como acontece ainda hoje com teu grupo com fins claros de manter as pessoas subjugadas enquanto as elites econômicas, políticas e também religiosas gozam de privilégios sem fim. Perdoo tua confusão hermenêutica, mesmo em relação a uma sentença tão simples. O que não posso aceitar calado é a públicação de afrontas que tentam macular a biografia de um grande profeta como frei Beto a partir de um erro de interpretação. Grato! padre Gelson

Antonio Emilio Angueth de Araujo disse...

Divido a resposta em duas partes por limiitação do Blogger

1a. Parte

Padre, obrigado por sua resposta.
De novo, padre, o senhor mantém sua fúria. O senhor diz que tenho um grupo que tenta manter as pessoas subjugadas “enquanto as elites econômicas, políticas e religiosas ...”. Padre, não precisou de muito para o senhor se revelar. O senhor é um marxistazinho de meia tigela, tentando vender sua ideologia na forma de religião. Meu grupo, padre, é um antigo grupo. Ele foi fundado, há uns dois mil anos, por Nosso Senhor Jesus Cristo e se chama Igreja Católica. Hoje este grupo é liderado por um representante de Cristo na Terra, que se chama Papa Bento XVI.

O senhor fala não acreditar que Deus seja juiz e castigador. Padre, o senhor acredita no Juízo Final? Vamos ver se o senhor acredita nesta passagem: “Quando pois vier o Filho do homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então se sentará sobre o trono da sua majestade. Serão todas as gentes congregadas diante dele, o qual separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. Porá as ovelhas à sua direita e os cabritos à esquerda. Então, o rei dirá aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí o reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque tive fome (...) Então também dirá aos que estiverem à esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, que foi preparado para o demônio e para aos seus anjos (...) Esses irão para o suplício eterno, os justos para a vida eterna.” (Mt 25, 31-46.) Que tal padre? Use sua hermenêutica para me explicar esta passagem de um Deus que, segundo sua interpretação completamente contrária à Doutrina da Igreja, não é juiz.

Esta passagem também revela as duas dimensões da palavra temor. O senhor novamente se engana com o que seja temor e com o que o “frei” Betto disse. Aliás, eu elogiei o senhor por ter escrito certo o apelido de seu profeta e agora o senhor escreve Beto apenas. Terá sido porque o senhor quis fazer seu profeta um pouco mais humilde, um pouco menos sofisticado? Mas sigamos. Se o senhor fosse a um dicionário antes de me responder, talvez tivesse compreendido o que eu e o seu profeta dissemos. Um significado da palavra temor é o temor filial, ou seja, respeito, receio de ofender a um ser tão bom. O outro é o temor servil, ou seja, medo do castigo. Não há mais nada. Esses dois temores são os que temos de ter de Deus: o respeito de filhos, por merecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, e o temor de Sua justiça, como juiz. Este último temor só tem os humildes, que se sabem pecadores, que se sabem merecedores do inferno, não fosse pelo Santo Sacrifício da Cruz. O medo do inferno é o medo que fabrica os santos. O verdadeiro católico reza permanentemente para não ser contado entre os cabritos, mas entre as ovelhas. É esse temor que fez Santo Agostinho, Santo Agostinho, padre, pedir incessantemente aos seus amigos e conhecidos que rezassem por ele depois de sua morte, para que sua alma se salvasse. Ou seja, Santo Agostinho tinha temor de ser contado entre os cabritos!

Antônio Emílio Angueth de Araújo.

Antonio Emilio Angueth de Araujo disse...

2a. Parte

Há ainda, em sua resposta, padre, a alusão à Idade Média. Parece que o senhor pensa que a imagem de Deus “juiz e castigador” foi forjada na Idade Média. Ora, a passagem do Evangelho, sobre os cabritos e as ovelhas, mostra que isso não é verdade. Mas a idéia que o senhor tem da Idade Média é mesmo coerente com o fato de o senhor considerar “frei” Betto um profeta. Um profeta comunista, abortista, ecumênico, etc. Um profeta admirador de Fidel Castro ... Sem comentários, padre!

Padre, de novo, o senhor comete outro equívoco dizendo que perdoa minha confusão hermenêutica. Não, padre, o senhor pode perdoar meus pecados no confessionário, In Persona Christi. Falo em confessionário e já duvido que o senhor confesse seus paroquianos em confessionário. Confessionário deve ser outra invenção medieval. O senhor é muito moderno para confessionários. Mas, o senhor não precisa me perdoar a aludida confusão hermenêutica. Primeiro porque, tendo o hábito de ler dicionários, eu sei muito bem qual é o significado da palavra temor. Em segundo lugar, tendo o hábito de ler a Bíblia e a patrologia latina e grega, como também os santos, eu sei muito bem o que é o temor a Deus, ou temor de Deus. Seu profeta também sabe e ele disse que não teme Deus, ou seja, não lhe tem respeito e/ou teme sua justiça. Não há outra opção. Sua tentativa de distinção entre “temer Deus” e “temer a Deus” é falsa. Basta ler o “Aurélio” para se certificar disso.

Rezo para seus paroquianos, para que eles tenham o Santo Temor de Deus, que é o fundamento do catolicismo, que é a ÚNICA religião que salva. Rezo também pelo senhor, padre, para que o Espírito Santo ilumine seu ministério.

Antônio Emílio Angueth de Araújo.

asahi disse...

Antonio,acompanho seu blog não faz muito tempo e pela primeira vez posto um comentário.

Queria te perguntar sobre esse "frei" betto e o "frei" leonardo boff.

Como que o papa não faz nada contra estes srs.? Seriam casos de excomunhgão,e se forem,porque o papa não age?

Sou católico.
QUE NS Jesus Cristo e NS de Fátima nos abençõem e protejam.

Flavio.

Antonio Emilio Angueth de Araujo disse...

Caro Flávio,

Obrigado pela visita e comentário.

Contra Leonardo Boff se fez alguma coisa. Aliás, justiça seja feita, foi o Cardeal Ratzinger que fez.

Se é ou não caso de excomunhão, só a Igreja poderá dizer. Eu, humildemente, penso que são casos para se começar processos de excomunhão. Por que não se faz isso? Para entender a situação é preciso considerar toda a crise monumental da Igreja atualmente, sobretudo depois do Vaticano II.

Rezemos à Virgem Santíssima e ao seu casto esposo, São José, pela Igreja de Cristo.

Antônio Emílio Angueth de Araújo

asahi disse...

Sim Antonio,imaginei que fosse falar sobre a situação atual da Igreja apôs o Concilio Vaticano II.

Li o livro O Derradeiro Combate do Demônio que o prof. Olavo de Carvalho indicou várias vezes dizendo ser um dos livros mais importantes que ele já leu.

Realmente fiquei impressionado com o livro.Todo católico deveria ler.

Me parece que a Igreja hoje está timida,com medo dos julgamentos das pessoas do mundo,e que seria duramente criticada,caso,por ex.,abrisse processos de excomunhão contra esses freis.Não sei se estou certo,mas é essa sensação que me passa.

Esse ano,se não me engano, vi uma reportagem que esse frei leonardo boff foi ao um encontro de freis franciscanos e ali foi muito aplaudido como o grande palestrante do encointro.

Esse tipo de coisa não consigo entender e imagino que deixe muito confuso qualquer católico atento as coisas da Igreja.

Sobre sua resposta a esse padre Gelson,achei excelente.Eu,por ex.,como um simples católico e que me acho muito burro,seguido sou tomado pela preocupação do juizo de Deus sobre mim e meus familiares.Assim,conto com a misericórdia de Deus para eu e meus familiares termos um lugar entre as ovelhas.

Não entendo como um padre não possa ter essa preocupação quanto ao juizo de Deus.

Como simples católico só posso desejar que o pe. Gelson tire os olhos do "frei" betto e olhe para os santos da igreja.

Antonio,sou um grande admirador dos santos.Li algumas biografias de alguns santos,mas não sei se eram boas biografias,bons livros.

Se puder me indique algumas biografias de santos.Desde já agradeço.

Fique com Deus,tu e todos do blog,e em especial o pe. Gelson.

Flavio.

Francisco Razzo disse...

Acho que o Padre Gelson não leu alguns documentos fundamentais da sua própria Igreja.

Com toda humildade, caro Pe Gelson, leia e nos ensine:


São Pio X - "Pascendi Dominici Gregis"

Papa Pio IX - "Quanta Cura" e a "Syllabus"

e João Paulo II - "Evangelium vitae"

entre outros...

Sem contar, é claro, Pe. Gelson, a tua temerária opinião a respeito da Idade Média! Lamentável que isso venha de um padre.

Respeitosamente
Francisco

Antonio Emilio Angueth de Araujo disse...

Caro Flávio,

Algumas dicas, entre vidas de santos e suas obras:

1. biografia de Santo Tomás de Aquino escrita por Chesterton;
2. biografia de São Francisco de Assis escrita por Chesterton;
3. Livro da Vida, de Santa Teresa de Ávila;
4. História de Uma Alma, de Santa Teresinha;
5. A Prática de Amor a Jesus Cristo, de Santo Afonso Maria de Ligório;
6. Glórias de Maria, de Santo Afonso Maria de Ligório;
7. As Cartas, de Santa Catarina de Sena;
8. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, de São Luis de Montfort;
9. Confissões, de Santo Agostinho.
10. Filotéia: Introdução à vida devota, de São Francisco de
Sales
11. etc.

Procure aqui no blog pelo livro Tesouro de Exemplos. É um livrinho precioso.

Obrigado pela visita e suas palavras. Deus lhe pague.

Antônio Emílio Angueth de Araújo.

Anônimo disse...

Este é meu último comentário aqui: primeiramente porque não passarei os próximos dias num escritório e sim com o povo pobre e excluído, que celebra o Natal sem hipocrisias; segundo, porque discutir com você é como discutir cores com cegos. Para concluir, garanto que conheço muito bem a passagem de Mt 25. Pratico a caridade, mas não fico só nela. Praticar a caridade não é atestado de bom católico. Também os maçons, os espíritas e os ateus praticam a caridade. Ser católico verdadeiro exige praticar a caridade e lutar pela justiça. Jesus não seria morto se apenas ensinasse a caridade. Mas ele propos a prática da justiça como condição para a chegada do Reino. Por isso foi perseguido, caluniado e morto. Não por ateus, mas pelos mais fervorosos judeus. O mesmo excesso de fervor levou às cruzadas e às fogueiras da inquisição. A inquisição moderna quer levar a fogueira frei Betto ou Beto(não vem ao caso aqui)e certamente com ele Pe José Comblin,D. Pedro Casaldáliga e ainda postumamente D Helder entre outros. A Igreja que pediu perdão por condenações passadas precisa urgentemente aprender a dialogar internamente e externamente, ao invés de punir sem direito a defesa, àqueles que porventura ousam criticá-la sem deixar de amá-la!
Pe Gelson

Antonio Emilio Angueth de Araujo disse...

Pe. Gelson, é uma pena que o senhor não tenha mais tempo para discutir comigo. Tinha ainda algumas coisas para perguntar ao senhor.

Por exemplo, o senhor não respondeu sobre sua interpretação de Mt 25. Eu nunca duvidei que o senhor conhecesse o Evangelho. Gostaria de saber seu entendimento, sua hermenêutica. Depois de dizer que Deus não é castigador, seria interessante saber como interpretar Mt 25.
Seu último comentário também deixa algumas perguntas. O senhor diz “Jesus não seria morto se apenas ensinasse a caridade.” Puxa! padre, o senhor não para de me surpreender. Este “apenas” é demais! Lembra-me de outra passagem do Novo Testamento, que o senhor certamente conhece: 1 Cor 13.

Padre, quem esperava em Jesus um justiceiro foi Judas Iscariotes. Jesus não propôs esta justiça da qual o senhor fala, coisíssima nenhuma. A justiça que ele veio anunciar é a de Mt 25, não esta justiça vermelhinha de Casaldáligas, de Helderes e de Bettos. É fácil se esquecer de 1 Cor 13, quando se tem o Capital de Marx como Bíblia.

O senhor diz: “pratico a caridade, mas não fico só nela”. Sei. O senhor também pratica o comunismo, claro. O senhor sabe, claro, que a Igreja condena o comunismo. Mas isso é coisa da Idade Média. O que vale uma condenação da Igreja? Afinal, vocês, padres de passeata, como dizia Nelson Rodrigues, não se preocupam com condenações da Igreja.

Vejo que o senhor se preocupou muito em se dizer caridoso. Graças a Deus, padre, o senhor pratica a caridade. Queira Deus que o senhor continue assim.

Mas vejo também que o senhor pratica a maledicência, pois sutilmente o senhor quis dizer que quem fica num escritório não praticaria a caridade. Ora, sendo eu um professor que fico a maior parte do tempo entre quatro paredes, o comentário tem endereço claro. Mas, veja padre, o senhor não está errado não. Eu pratico muito pouco a caridade. Devia praticá-la muito mais. Penitencio-me por isso.

Padre, o senhor também fala das Cruzadas e da Inquisição. Que pena, padre que o senhor não fará mais comentários. Tanta coisa eu teria para lhe perguntar! Por exemplo, se o senhor sabe que São Francisco de Assis, São Luis e Santa Catarina de Sena apoiaram vivamente as cruzadas. O senhor já leu as cartas de Santa Catarina de Sena que falam sobre as Cruzadas? O senhor sabia que muitos santos apoiaram e até participaram dos tribunais da Inquisição?

Pois é, padre, tantas perguntas que agora ficarão sem respostas! É uma pena.

Mas, padre, uma coisa ficou clara: para o senhor sou um analfabeto cego! Como tal, me calo, fico também mudo.

Rodrigo disse...

"segundo, porque discutir com você é como discutir cores com cegos"
Pois a mim padre Gelson, me parece ser justamente ao contrário. Seria uma projeção dos seus próprios defeitos no professor?
"A inquisição moderna quer levar a fogueira frei Betto ou Beto"
Pelo tom das respostas do professor e das suas, parece ser justamente ao contrário, você e seu mestre Betto, se pudessem, mandariam todos os católicos tradicionalistas e burgueses indesejáveis para a fogueira ou, segundo o método castrista, para o paredão de fuzilamento.

"A Igreja que pediu perdão por condenações passadas precisa urgentemente aprender a dialogar internamente e externamente"
Só se for na sua cabeça que a Santa Igreja é pecadora, parece que além da Teologia da Libertação, você também aderiu ao modernismo que diz que a Igreja é santa e pecadora. Na verdade para a TL, essa sentença soa muito bem, já que o que menos importa a vocês padres de passeatas é a doutrina da Igreja.
Padre, infelizmente o senhor é mais uma má influência dentro dessa crise atual da Igreja, releia os posts do prof. Angueth com calma e não com sua mente revolucionária e preconceituosa. Sim preconceituosa porque parece que já julga a caridade do professor Angueth sem conhecê-lo, somente se baseando nos seus rótulos marxistas.
Curioso é que você quer que a Igreja aprenda a dialogar, mas é você quem deveria saber fazê-lo primeiro. A não ser que seu diálogo seja de outra forma... talvez de uma forma bem revolucionária.

Que Deus o abençoe!
Rodrigo

Anônimo disse...

Só faltou dizer que os comunistas comiam criancinhas...

Anônimo disse...

O Pe. Gelson veio mostrar como deve ser a igreja. Não aquela que amedontra, mas sim aquela que acolhe a todos. Se isto é ser comunista que sejamos todos comunistas então.
Angela - RS

Antonio Emilio Angueth de Araujo disse...

Cara Ângela,

Mais uma vez: o comunismo é condenado pela Igreja.

Além disso, Cristo veio para muitos, não para todos. Lembra dos cabritos e das ovelhas. Os cabritos vão para o inferno. Foi Cristo quem disse isso.

Antônio Emílio Angueth de Araújo.

Antonio Emilio Angueth de Araujo disse...

Anônimo leviano,

Os comunistas mataram 100 milhoes de pessoas no mundo, EM TEMPO DE PAZ!!!!!!!

Deixe de ser cafajeste! Você quer ser cúmplice deste crime monstruoso?

Aliás, tenha coragem e ponha seu nome nos comentários. Covarde!

Antônio Emílio Angueth de Araújo.

Anônimo disse...

Por causa dessa mentalidade que hoje a Igreja Católica perde tantos fiéis.

Angela - RS

Antonio Emilio Angueth de Araujo disse...

Cara Ângela,

Você é da PUC-RS? Se for, não me admira seus conceitos.

Esta mentalidade é a de Cristo. Ela afugenta mesmo, afutenta os cabritos. As ovelhas são apascentadas, os cabritos saem correndo.

Antônio Emílio Angueth de Araújo

Rodrigo disse...

Infelizmente com esse pessoal não existe um verdadeiro diálogo, eles são os verdadeiros fariseus, aliás conseguem ser mais hipócritas, porque ao mesmo tempo em que pregam a tolerância, são extremamente intolerantes com os católicos ligados à Tradição e obedientes à Igreja.
Eles querem moldar à Igreja ao modo deles e não ao modo como Deus quer. E não adianta provar por A+B que seguir a doutrina católica é igual a obedecer a Deus. Geralmente esse TListas não estão dispostos a escutar, nem a estudar, nem a se auto-questionarem, nem AO MENOS TENTAR ENTENDER O PONTO DE VISTA DO PROFESSOR.
Seria um bom começo se eles AO MENOS LESSEM A BIBLIOGRAFIA SUGERIDA pelo professor, não iria doer nada, eu garanto, aliás só faria bem e talvez os ajudassem a acabar com essa visão torta que eles têm da Santa Igreja. Mas em vez disso, só lêem as asneiras que o mestre Boff ou o pseudo-frei Betto escrevem. A grande verdade é que esses dois já estão excomungados por vontade própria.
Aliás uma das causa da perda de fiéis é devido a essa mentalidade moderna e estreita, nunca por causa do catolicismo tradicional, esse sim ajudaria a recuperar os fiéis DE VERDADE, afinal se a Igreja para esses "gênios" da Teologia da Libertação é apenas um meio para "transformar" a sociedade, então para que seguir todos os dogmas, ir à Santa Missa e se confessar? Talvez o aquecimento global os preocupem mais, quando na verdade outro tipo de aquecimento que é eterno deveriam preocupá-los.

Anônimo disse...

A Paz de Jesus!
Gostaria de deixar também minha mensagem ao Pe.Gelson: Sabe Padre, eu sou católica praticante, catequista, tenho meus defeitos, mas procuro superá-los pela prática da caridade, caridade esta que pratico com esmolas , visitas a doentes, etc.Pois bem, vejo em minha paróquia, que me omito dizer o nome por questões obvias, vejo com muita tristeza a indiferença com o sagrado, por parte dos leigos, mas também e principalmente do clero. As confissões são apenas comunitárias, os padres não tem tempo para confessar os paroquianos, mas tem tempo para brincar no computador várias horas por dia, , isso acontece muito seguido, e muitas outras coisas que levaria dias contando. Esses são seguidores de Reitores de seminários da Teologia da Libertação, essa praga maldita que entrou na Igreja Católica como uma peste, mas acredito está com os dias contados. Digo isso, porque quando fazem encontros na Diocese não se veem jovens, apenas pessoas de mais idade que estão ainda persistindo por amor a Jesus Cristo. Nesses encontros fala-se apenas de natureza e ecologia, pobres e oprimidos, mas esses que falam não pagam o justo salario aos funcionários da Paróquia. Digo isso, porque eu ajudo com as minhas economias uma funcionária necessitada por doença e problemas fisicos a comprar botas especiais, pois ela com o miserável salário não consgue nem comer. Quero dizer ao pe.Gilson que pessoas como frei betto estragam a Igreja Católica, afastam os fiéis. A Teologia da libertação é uma ideologia marxista que defende a luta de classes e entendem que Jesus assim ensinou, mas a interpretação da biblia por esses pobres ignorantes é ridicula, não tem nada de espiritual. Não falam a verdade aos paroquianos, dizem que pecados são aqueles que agridem a natureza e por aí... se pudesse pular as homilias das missas seria tão bom. Sabe Padre, eu sonho com o dia em que os sacerdotes serão santos, rezo por isso, mas a cabeça dura não permite que o espirito santo os conduza, pois são conduzidos por essa ideologia que os cega e nos envergonha. Sou uma simples leiga, e aprendi que Teologia não se aprende em sala de aula, mas com o joelho no chão. Ah, nunca vi um padre de minha Paróquia adorando o santissimo na Igreja, os leigos sim, esses graças a Deus precisam adorar a Jesus e sabem quem é jesus, mas os padres estão acima e não precisam. Sou uma católica fiel, de comunhão diária, respeito os sacerdotes, obedeço naquilo que não fere as normas da Igreja, mas estou cansada de ver tanta negligencia e falta de amor a Deus.Perdão se o que falei é falta de caridade, acredito que não. Que deus nos abençoe e Nossa senhora estenda sua mão e colnduza os nossos sacerdotes a dias melhores. Amém.

asahi disse...

Obrigado Antonio pelas dicas de livros.

Um FELIZ NATAL A TI E A TODOS,sob as bençãos de NS Jesus Cristo e NS de Fátima.

Flavio.

Anônimo disse...

É impressionante e devastador ver a quantas anda o nível conceitual e a cosmovisão das pessoas...
Reduzem a realidade a umas tantas idéias toscas, mas que tem o poder de magnetizar a alma prendendo-a aos grilhões ideológicos mais torpes.
Dizia o Olavo que "pessoas comuns podem aderir à ideologias francamente demenciais" - não sem ser-lhes cobrado um imenso preço: as suas almas!
Entre o idiota útil e o esperto malicioso há uma perversa simbiose satânica: o primeiro, por covardia ou burrice (que eu gostaria que fosse ignorância invencível...) ajuda na disseminação do mal; o segundo, por orgulho e vaidade, é um multiplicador da iniquidade.
O que se vê hoje é uma preguiça monstruosa a devorar o laicado inerme e acéfalo, para regozijo do clero corrupto que se vende por um prato de lentilhas já que, pelas suas próprias virtudes [inexistentes] jamais conseguiriam esse projeção de "satélites malfazejos" dos Astros-Apóstatas que pululam por aí na mídia!
Essa subserviência ao mal, ao feio e a mentira é uma característica bem evidente do Fim; aquele mesmo Final dos Tempos que muito poucos se lembram que virá inexoravelmente para glória dos justos e terror dos impenitentes.
O Santo Temor é o início da sabedoria: é aquela reverência cheia de respeito e tremor, mas prenhe de esperança, contrição e amor para com Deus - Bom, mas Justo; Misericordioso, mas Rigoroso.
Ainda há tempo para a conversão Pe. Gelson!!!
MMLpimenta

Jose Ramon Santana Vazquez disse...

...traigo
sangre
de
la
tarde
herida
en
la
mano
y
una
vela
de
mi
corazón
para
invitarte
y
darte
este
alma
que
viene
para
compartir
contigo
tu
bello
blog
con
un
ramillete
de
oro
y
claveles
dentro...


desde mis
HORAS ROTAS
Y AULA DE PAZ


TE SIGO TU BLOG




CON saludos de la luna al
reflejarse en el mar de la
poesía...


AFECTUOSAMENTE
BLOG DO ANGUETH

DESEANDOOS UNAS FIESTAS ENTRAÑABLES DE NAVIDAD 2009 ESPERO OS AGRADE EL POST POETIZADO DE CREPUSCULO.

José
ramón...

Anônimo disse...

Pe. Gelson, o senhor leu os discursos do Santo Padre aos Bispos visitantes provenientes da CNBB?...
Destaco especialmente este artigo do Frates In Unum sobre o tema: http://fratresinunum.com/2009/12/07/fim-a-tribulacao-da-querida-igreja-que-peregrina-nas-terras-da-santa-cruz/
Lá podemos encontrar a luz para um tema candente: a teologia-marxista que se aboletou nos corações e mentes dos católicos modernos, suas [nefastas] consequências e os seus remédios.
Em princípio qualquer remédio é ruim, amargo e pode provocar efeitos colaterias terríveis: os transtornos da vaidade, as convulsões do orgulho, as náuseas da inveja, as tonturas do ego; mas posso lhe afiançar que será salutar a oração - e não a praxis materialista - bem como os estudos para elevar a mente e desopilar o coração.
Um amigo me falava que "quem nunca foi socialista quando jovem, não tinha coração" e "quem permanece socialista depois de velho, não tem cérebro"...
Peço que não sejamos eternos adolescentes.
MMLPimenta

Anônimo disse...

http://www.veritatis.com.br/article/4504
Indico aqui o local virtual onde pode ser encontrado o Documento Instrutivo sobre a nefasta TL.
Antes de tudo, convém salientar que a perversão das idéias começa pela perversão das escolas: depois de abandonar o tomismo, em prol de idéias mais "atuais", vemos o clero ser paramentado com os antolhos do marxismo e abastecido com o fel da revolta travestida de "justiça social".
"Pobres sempre os tereis, mas a Mim, não", já dizia o Cristo.
Mas Judas, o primeiro socialista, maquinava em seu coração que o óleo poderia ser melhor aproveitado se vendido em proveito dos pobres...
O que a turba preferiu depois disso: Cristo [manso] ou Barrabás [justiceiro]?
"Não servirei!", já dizia o "Libertário Luminoso" que não queria servir com temor...
"Volvei para sto Tomás", falou o Magistério: lá terá o caminho seguro para a verdade e as armas fortes para denfedê-la!
MMLPimenta

Leandro disse...

Infelizmente esse padre Gelson é mais um filhote do marxismo infiltrado na Igreja. Não é de se esperar muito deles em relação a doutrina Católica, ao comportamento católico. Eles acolheram o pensamento marxista de luta de classes, basta ler o que ele escreve: "excluídos". Quem excluiu? Quando isso ocorreu? Qual o motivo dessa "exclusão"? Quem são os excluídos?

A palavra exclusão é nebulosa na boca de marxistas e perigosa na boca de padres. Ela aparenta ter um significado, mas tem outro.

O que é um excluído na boca de padre Gelson? Será um excluído do reino de Deus? Não! É um excluído financeiramente. A TL defende não o bem-estar espiritual dessa gente, mas sim o material.

Uma aberração dessas ligada a luta de classes não tem chances de permanecer ligada a Santa Igreja. Ou ela se extingue ou se separa. Cedo ou tarde.

Assim como o arianismo e outras heresias que duraram tanto tempo mas sucumbiram, essa também será extirpada, é só termos paciência.

Anônimo disse...

Segundo a ótica do Padre Gelson , dos Teologos da Libertação não é interessante tirar o pobre da pobreza, pois ele perderia o reino dos Céus. Ridiculo!!! Segundo eles o rico Zaqueu recuperou o reino perdido quando se tornou pobre, mas a palavra de Deus diz que Zaqueu devolveu o que havia reoubado, fica muito claro que Zaqueu saiu da situação de PECADO, mas continuou cobrando impostos porque esse era seu trabalho, apenas de maneira honesta agora. E Jesus acabou dizendo que ele veio para salvar os pecadores. Acho que não entende quem não quer, ou porque está preso a uma ideologia marxista e não quer pensar de outra maneira. Mas segundo os Teologos da Libertação se quisermos o bem dos pobres devemos deixá-los na pobreza, para que não percam, o reino dos Céus.

Rodrigo disse...

Lamentável como uma heresia pode ser tão mortífera para a alma, como o crack é para o drogado.
Eu mesmo não entendo como alguém pode ser herege, seria menos pior sair da Igreja que diz representar. Por isso que eu acho que a Igreja deveria endurecer no combate aos hereges mais pertinazes, mas isso é uma doce ilusão atualmente.

Eduardo Araújo disse...

Concordo, inteiramente, Rodrigo.

Quanto às intervenções da Sra. Ângela - RS, não poderia deixar de passar em branco que:

1 - A única igreja (assim, mesmo, em minúsculas o mínimo possível) que amedronta é a de padres Gelsons, bispos Casaldáligas e freis Betto, igreja esta que NÃO é católica, porquanto ao contrário do que a Sra. Ângela - RS afirma, não acolhe todos, mas apenas os "oprimidos", consoante lhes dita o seu marxismo virulento e imbecil;

2 - E, sim, isso é ser comunista. Quer ser essa droga, que seja! Só não venha CÍNICA E HIPOCRITAMENTE se dizer aquilo que não o é - católica, porque se o fosse não admitiria ser algo que a Igreja Católica Apostólica Romana condena veementemente.

3 - Não poderia faltar a baboseira da perda de fiéis. S.S. o Papa Bento XVI já declarou e deixou bem assentado que não interessa à Santa Igreja o simples acúmulo de falsos fiéis que denigrem a própria Igreja, desprezam seus princípios e sua Doutrina e ainda enfileiram-se com os seus declarados inimigos. Lembre-se que os defensores da "justiça social" para os "excluídos" têm um histórico de antagonização e perseguição a todo o Cristianismo desde a sua gênese em Marx.

E, sinceramente, perder "fiéis" que preferem ser comunistas é ganhar - e muito - em qualidade. Precisamos, precisamente, dessa depuração.

Por último, o Prof. Angueth já respondeu muitíssimo bem ao anônimo imbecil que mencionou as "criancinhas comidas por comunistas".

Bem típico! Assassinam mais de CEM MILHÕES DE PESSOAS, sem falar de outra miríade de crimes pavorosos, como o aprisionamento em masmorras dos "indesejáveis" políticos (qualquer um que ouse pensar de modo diferente do deles) em condições deploráveis; o cerceamento de direitos e garantias individuais como o simples direito de ir e vir; a liberdade de manifestação e de expressão; a propriedade privada, muitas vezes auferida por uma vida de sacrifícios e esforços, além das competências individuais.

Com essa "fichinha" assaz interessante, vêm esses cretinos posarem de vítimas. Coitadinhos, tão caçados pelos anticomunistas ... Pena que não sabem ou fingem não saber a cruel realidade da caçada DOS comunistas, mormente em relação á religião, algo que essa "boa gente"´, tão vítima dos malvados burgueses, teima em exterminar.

Anônimo disse...

Sobre os comunistas, ver este documentário:
http://www.sovietstory.com/
Há DVd à venda!
Eu já comprei o meu!!!
MMLPimenta

Anônimo disse...

Não há como resistir!
Peguei lá no www.advhaereses.blogspot.com
"Nesses tempos que correm, a calamidade é constatar que os loucos guiam os cegos!". (William Shakespeare)
MMLPimenta

Gederson disse...

Prezado Prof. Angueth,
Salve Maria!

Para Padres (ou padrecos?), como Gelson, no fim, no banquete, eterno (já que Deus não é justo e castigador), se sentarão à mesa indistintamente os malvados junto com as vítimas, como se nada tivesse acontecido. Embora seja nítida a separação entre bodes e ovelhas, em Mateus 25, sabendo-se que as ovelhas sentar-se-ão a mesa para o banquete eterno e os bodes não, para o padreco Gelson, Deus não é justo e nem castigador. Seria interessante que ele colocasse a interpretação para este capítulo do evangelista, mas pelo visto, já fugiu da verdade, como o diabo foge da cruz.

Repare Prof. Angueth, que para defender a obra “imaculada” de “frei” Betto, o Padre Gelson, mácula a própria Santíssima Trindade. Realmente na obra do dito “frei” não se pode dizer que Deus seja justo ou castigador, porque ela não apresenta solução para as questões:

O que é Deus?

Quem é Deus?

“Transforma-se o amador na cousa amada”, já dizia Camões e como para Padre Gelson venera a “frei” Betto, como um santo, não é de se espantar que ele tenha se transformado na cousa amada. Contudo, o que sabemos, através da “obra” de “frei” Betto é; o que não é Deus e quem não é Deus. Trata-se de uma obra que tem como fundamento uma falsa teologia. Sendo assim para a questão da justiça, poderia apenas produzir um resultado agnóstico. Isto, sem considerar, que, as próprias escrituras nos alertam sobre os falsos profetas. Os tais diriam que Cristo “estaria aqui ou acolá” e Cristo definitivamente não está no marxismo, mas a DIREITA (não à esquerda) de Deus Pai TODO PODEROSO.

Na teologia da libertação, poder é algo intrinsecamente mau e é substituída pela solidariedade. Mas é uma solidariedade na corrupção, não na santificação, porque para a mesma, é necessário o PODER do alto. Além disso, apenas uma teologia demente defenderia o poder, como algo intrinsecamente mal. Deus é todo poderoso e distribui poderes entre os homens, como Cristo conferiu poderes aos apóstolos. Se o poder é mal, então, porque Cristo deu as chaves, aos apóstolos?

Admiro me que esses padrecos da teologia da libertação, falem tanto em pobreza e exclusão social. Se tanto uma como a outra fossem intrinsecamente más, Cristo não teria escolhido nascer em uma manjedoura e os apóstolos por amor a Cristo, não teriam escolhido a pobreza e a exclusão social naqueles tempos. Na verdade, estavam inseridos na “sociedade” de Deus, e não tinham porque ter a sociedade dos homens, como um fim em si mesma, muito menos tê-la como um meio, enquanto não fossem cristianizadas. Para a teologia da libertação, até mesmo Cristo e os apóstolos, necessitariam de libertação. Em si mesmo, isto é um testemunho para que as pessoas de bom senso e que ainda conservam a inteligência, se afastarem desta falsa teologia.


Na Idade Média, milhares de nobres venderam tudo e entregaram aos pobres, apesar de poderem por direito divino (tal como Zaqueu), manterem se ricos. Bons tempos aqueles, onde estes gestos eram efeitos da evangelização. Atualmente estes padrecos, pregadores da ilicitude da propriedade privada e das leis de Moisés, passam ao povo que ninguém tem o direito de ser rico. Neste aspecto, imprimem uma verdadeira subversão entre a relação de causa e efeito. Onde a partilha dos bens materiais, tornou-se causa e a evangelização efeito, algo ininteligível para as pessoas de bom senso. Principalmente para aquelas que tiveram a oportunidade de ler Chesterton e sabem que o mundo moderno enlouqueceu as virtudes cristãs retirando as de seus devidos lugares, para recolocarem nas em lugares que não deveriam estar de jeito nenhum.

Merece de nossa parte uma especial consideração das seguintes palavras do Padre Gelson:

“Este é meu último comentário aqui: primeiramente porque não passarei os próximos dias num escritório e sim com o povo pobre e excluído, que celebra o Natal sem hipocrisias; segundo, porque discutir com você é como discutir cores com cegos”.

Gederson disse...

Prezado Prof. Angueth, as escrituras dizem que o homem deve se gloriar em conhecer o Senhor, mas Padre Gelson se vangloria de estar com os pobres. Demonstrando que não é sem razão que alguém criticou o fato da teologia da libertação, colocar os pobres no lugar de Cristo, dos Apóstolos e dos Santos. Além disso, os dizeres do “Padre” lembram por analogia, o comportamento do fariseu diante do publicano. Isto sem contar que se apenas o povo pobre e excluído celebra o natal, sem hipocrisias, a pobreza não é intrinsecamente má, como preceituam estes padrecos de passeata. Estranho que estes mesmos padrecos consideram a riqueza, intrinsecamente má, porque não fazem uma consideração racional de uma e de outra, mas uma consideração meramente sentimental, motivada pelo ódio. Daí não poderem apresentar o bem e o que é bom, como na Idade Média...

Por fim, a teologia da libertação, subverte a própria essência da religião de religar a Deus, para religar a sociedade. Trata-se de uma teologia que prepara o caminho do anticristo, assim como João Batista preparou o caminho do Senhor.

Fique com Deus e feliz natal

Gederson disse...

Complementando o comentário anterior:

Santo Agostinho, dizia que “as virtudes dos pagãos, são tremendos vícios”, isto devido ao fato de não se ordenarem a Deus de forma alguma. Então, um Padre só pode considerar o que é praticado por maçons, espíritas e ateus, como caridade, se ele mesmo estiver afastado do conceito católico de caridade. Talvez isso se deva ao fato do referido Padre ser um marxistóide de meia tigela de onde reduz a caridade a um sentido meramente material. Contudo mesmo em um sentido material, a caridade praticada ao toque de trombetas pelos referidos grupos, não é uma caridade que se ordena a Deus.

Espanta me ainda que o Padre consiga separar a justiça da caridade e a caridade da justiça. Sendo que sem justiça, não há caridade e sem caridade, não há justiça, como esse Padre consegue fazer essa separação?

A inquisição, também não é, mais uma das coisas intrinsecamente más, tal como o inferno não é intrinsecamente mal, uma vez que é criação de Deus. Se por um lado o Padre afirma que a inquisição moderna quer levar os falsos cristãos que ele cita para a fogueira, os falsos cristãos citados e o próprio Padre Gelson, também gostariam de colocar na fogueira, as elites capitalistas, tal como na URSS, elas foram colocadas nos Gullag’s. Onde se não me engano, morreram mais de 70.000.000 de pessoas.

A Igreja nunca pediu perdão por condenações passadas. João Paulo II, disse que se fosse provado algo contra a Igreja, ela pediria perdão. As condenações contra o comunismo permanecem, por este sistema ser naturalmente perverso, como pode se ver na obra das pessoas citadas pelo Padre e no próprio Padre Gelson.

Prof. Angueth, repare que o Padre Gelson não apresenta Deus, como Deus é, ou seja, amor, justo e castigador (existe justiça sem castigo?), ele apresenta como justos aos seus paroquianos, ele mesmo e personalidades da teologia da libertação. Dentre as quais, encontra-se “frei” Betto que admira ninguém menos que o terrorista Marighella. Deus e a Igreja, não podem castigar, mas o terrorista Marighella e os países comunistas, podem... qual será a concepção de justiça, deste Padre Hipócrita?

Alguém que apresenta outros e a si mesmo, como justo e não apresenta a justiça de Deus, é um mentiroso. Como um Padre pode trabalhar pela salvação de seu fiéis, sem apresentar a eles o Deus de justiça, que é o nosso Deus?

Não há como lembrar de Paulo VI neste post: Padre Gelson, prova nos que a Igreja também tem o culto do homem. Para defender a divindade do corruptor “frei” Betto, ele mácula a própria Santíssima Trindade e demonstrou todo ódio, através de palavras indignas de um sacerdote da Igreja dirigidas ao Sr.. Mesmo se o Sr. fosse analfabeto, nisto não existiria nenhum problema, pelo fato de alguns dos apóstolos, também terem sido analfabetos, mas não serem teologicamente analfabetos, como é o Padre Gelson

Fique com Deus.

R. Ruiz disse...

Caríssimo Prof. Angueth. Salve Maria!
Pela primeira vez posto em seu excelente blog, pelo qual lhe dou meus mais sinceros parabéns na defesa valorosa da ortodoxia católica! Deus o conserve na lida!
É cada vez mais triste ver o desperdício de vocações sacerdotais que, chamadas à santificação própria e à santificação dos outros, preferem encher suas mentes com as idéias anti-católicas, anti-cristãs, perseguindo e atacando quem não lhes faz côro, mas lhes resiste!
Esse sacerdote mostra, para escândalo de muitos, sua total arrogância e ignorância, defendendo um pseudo-religioso que rejeita à fé na qual foi batizado e na qual deveria, por obrigação, santificar-se!
Além do mais, para minha surpresa, mostra grande ignorância da Idade Média, repetindo ad nauseam, os chavões preconceituosos e desinformados de sempre.
Pe. Gelson, leia mais, estude mais. Os anos de seminário obscureceram seu coração e sua mente, pois é certo que de ortodoxia e história o senhor nada entende, exceto o que lhe ensinaram as mentes corrompidas dos arautos do modernismo.
Rezarei pela sua vocação!

Jesuan disse...

Salve Maria!
Quando não há argumentos só existe um caminho, as ofensas e o silêncio. Estamos acostumados com a postura dos pseudos católicos.
O mais triste de tudo é o mesmo ser um sacerdote.
Devemos rezar pelo Padre Gelson.
Um gande abraço
Jesuan
www.saopiov.org

Andre disse...

Gostaria de parabenizar o autor do blog e dizer que li "As Grandes Heresias", de Belloc. Ótimo livro!

É interessante observar a arrogância do revolucionário marxista: já parte para um debate ou discussão convencido da própria visão atéia e materialista. Fazem malabarismos para associar o maldito comunismo com a Fé. Outra coisa é a síndrome de vitimização: apesar de já terem dominado a maioria dos seminários e paróquias, terem os meios de comunicação e a maioria dos governos da AL nas mãos, continuam dizendo que são oprimidos pela "ultradireita integrista e fascista". E é a "ultradireita" que faz com a Igreja perca fiéis. Reducionismo e chororô marxistas.

E a maldita revolução que já tirou a vida e a fé de tantas pessoas nunca chega. E eles dizem: "acredita, irmão... Irá chegar um novo dia!!!" E seguem chorando, "denunciando" e falando besteiras.