sábado, março 28, 2009

Um visão do mundo baseado em Fátima

Acabo de ler um folheto, recebido em uma missa, com este título. É coisa preciosíssima que recomendo a todos. Ele está disponível na Internet. Recomendo sobretudo duas cartas da Irmã Lúcia que se encontram ao final do folheto, sobre o terço. Não resisto a citar duas passagens das cartas:

"[O terço] é oração trinitária, sim, porque Maria foi o primeiro Templo vivo da Santíssima Trindade: 'O Espírito Santo decerá sobre Vós, -- O Pai Vos cobrirá com a Sua sombra, -- E o Filho, que de Vós nascer, será chamado o Filho do Altíssimo' ". Maria é o primeiro Sacrário vivo onde o Pai encerrou o Seu Verbo.

"Quanto à repetição das Ave-Marias, não é como querem fazer crer que seja uma coisa antiquada. Todas as coisas que existem e foram criadas por Deus, se mantêm e conservam por meio da repetição, continuada sempre, dos mesmos atos. E ainda a ninguém ocorreu chamar antiquado o sol, lua, estrelas, aves e plantas etc., porque giram, vivem e brotam sempre do mesmo modo! E são bem mais antigos que a reza do Terço! Para Deus, nada é antigo. São João diz que os Bem-aventurados, no Céu,cantam um cântico novo, repetindo sempre; Santo, Santo, Santo é o Senhor, Deus dos Exércitos! É novo porque, na luz de Deus, tudo aparece com novo brilho!"

Nossa Senhora, sede da sabedoria, rogai por nós.

4 comentários:

Anônimo disse...

essa explicação sobre a repetição das ave-marias é sensacional

Anônimo disse...

É católico quem diz que a Bíblia é um instrumento de alienação cuja finalidade é justificar a exploração realizada por quem detenha o poder político?

Tive a grande infelicidade de comprar, há bastante tempo, uma "Bíblia Sagrada - Edição Pastoral", publicada pela editora Paulus, impressão sexagésima segunda, de setembro de 2007, com Imprimatur dado por Luciano Mendes de Almeida, Presidente da CNBB, em 26 de novembro de 1991, "ouvida a Comissão Episcopal de Doutrina", com tradução e notas de Ivo Storniolo, Euclides Martins Balancin e José Luiz Gonzaga do Prado, "revisão exegética" de José Bortolini, "revisão literária" de José Dias Goulart, não havendo nenhuma informação sobre esses tradutores e revisores, de modo que não sei se são clérigos, leigos ou filhotes de urubu, mas as evidências favorecem a última hipótese.

Comprei esse exemplar levado por uma ingenuidade bem próxima do retardo mental grave: imaginei, veja só!, que "Pastoral" significasse "Pastoral". Queria uma Bíblia Católica que tivesse notas explicativas, usava a internet para comprar e não estava muito bem informado sobre a novilíngua da CNBB... Graças a Deus me dediquei a ler outras coisas nesse meio tempo, senão hoje, abrindo a "Bíblia" da Paulus, da CNBB e desse tal de Luciano Mendes, podia virar ateu materialista como eles.

Pois bem, comecei a ler pelos livros que nunca antes abrira, pois tinha sido educado protestante e nas bíblias que eu até então conhecia faltavam livros. Não vou falar do texto horrível, inimigo de toda beleza, que faz duvidar da realização da tal "revisão literária".Vamos ao mais grave: as notas, as introduções e os títulos são eivados do pior marxismo, e muitas vezes parecem escritas para algum curso de formação da guerrilha sem-terra ou das FARC. Um exemplo, escolhido aleatoriamente entre inúmeros possíveis, é o modo como se comenta o capítulo 3 do Primeiro Macabeus:

"3,1-9: O texto é elogio à pessoa do herói popular, que entrega a vida pela causa do povo. Ele combate tanto o opressor como também aqueles que, embora pertencendo ao povo, o atraiçoam, favorecendo o jogo do opressor (v.5).
10-26: A luta desigual entre um exército armado e um pequeno grupo relembra as antigas lutas do tempo dos juízes e de Davi. O que dá eficácia à luta é o esforço para defender a vida e o projeto que é dirigido para a conquista da liberdade. E quem lidera essa luta é o próprio Deus."

A defesa da Fé? A defesa da Lei de Deus? A salvação da alma? Nada disso... O fim sobrenatural de Luciano Mendes, da Comissão Episcopal de Doutrina, da Paulus e dos tradutores e revisores é a "causa do povo" e a "conquista da liberdade".

Movido por uma espécie de mórbida curiosidade, quis saber o que os biblistas da Paulus diriam sobre outras passagens: a saída de Israel do Egito é "projeto de libertação"; a recusa do Faraó é "fracasso da via legal", "o opressor conseguiu o que queria, desarticular a organização do povo e desacreditar seus líderes", mas "o projeto continuará pela força" --mas, naturalmente, eles usam a narrativa mosaica sem acreditar no que ela diz, veja uma nota do livro do Exôdo:

"6,14-27: O propósito dessa genealogia é mostrar que Moisés e Aarão são irmãos e que a tribo de Levi é que teve a iniciativa da libertação. O texto foi elaborado por sacerdotes que dirigiam a comunidade judaica depois do exílio na Babilônia."

Notas de teor semelhantes estão por todo lado: a narrativa de Gênesis 2,4-25 foi elaborada na corte de Salomão e se originou entre nômades que viviam no deserto (quero crer que eles tenham voltado no tempo e tenham acompanhado, ao longo de séculos, o desenvolvimento da narrativa pelos tais nômades do deserto e sua chegada à corte de Salomão, caso contrário a afirmação tem o mesmo valor que uma afirmação proposta por um louco qualquer com o seguinte teor: "a narrativa foi elaborada há 70 milhões de anos por inteligentes velociraptores").

No livro de Juízes, aprendemos:

"2,6-3,6: [...] O importante para levar à frente um projeto é manter a memória ativa ou consciência histórica, adquirida através da resistência e da luta. [...] Os vv. 11-16 apresentam a dinâmica que marca o destino histórico de um povo: A) Pecado = alienação da consciência histórica: o povo abandona Javé, o Deus que produz liberdade e vida, para servir aos ídolos que corrompem, produzindo um sistema social injusto (vv. 11-13). [...] C) Conversão = volta à consciência histórica [...] D) Graça = libertação: Javé responde ao clamor, fazendo surgir líderes (juízes) que organizam o povo e o ajudam a reconquistar a liberdade e a vida (v.16) [...]"

Logo, para a CNBB, a Paulus, Luciano Mendes e a Comissão Episcopal de Doutrina, a Graça se confunde com o Lula, o Dirceu, a Dilma, o Stálin, o José Rainha, o Pol Pot e o Mao!

Quando se chega em Primeiro Samuel, então! A religião revelada por Deus passa a ser tratada como instrumento de alienação. Veja alguns exemplos das notas:

"1,1-28: É um momento importante na história de Israel: o povo vai passar do sistema tribal para o sistema tributário. A mudança é de grandes proporções: a religião que sustentava a participação política e a divisão igualitária dos bens [!], agora servirá para cimentar uma ideologia de Estado onde a economia e a política ficarão concentradas em mãos de um poder central.[...]"

"[1,]11-36: O texto procura explicar por que o sumo sacerdote, no tempo de Salomão, passou de Abiatar, descendente de Eli, para Sadoc (cf. 1Rs 2,27.35). Ao mesmo tempo, procura justificar a destituição dos levitas de seus diversos santuários locais, quando se centralizou o culto em Jerusalém no fim do séc. VII (cf. 2Rs 23,9). O autor se serve da profecia, com estilo literário, para justificar a política centralizadora do rei Salomão e do rei Josias. Isso nos mostra que os poderosos, em todos os tempos e lugares, usam freqüentemente a religião para explicar e justificar as próprias atitudes. [...]"

São católicos os autores dessas notas? São católicos os revisores? São católicos os editores? É católica a comissão da CNBB que as aprovou? É católico o presidente da CNBB que deu o Imprimatur? Algum deles pode alegar ignorância invencível da Doutrina da Igreja? Será que o então presidente da CNBB "assinou sem ler"? Será que ignorava o conteúdo das notas, mesmo havendo uma gigantesca concentração de heresias por centímetro quadrado de papel? Não botou os olhos em uma das páginas sequer, por dez segundos sequer?

É possível consultar as atas da "Comissão Episcopal de Doutrina" que tratam da aprovação dessa Bíblia? Terá havido alguma voz discordante nessa Comissão? Como terão sido os debates?

É possível denunciar essa tradução ao Vaticano, sem passar pelo núncio apostólico? Quem foi o núncio que sagrou Luciano Mendes? Não terá havido nenhuma denúncia desse texto desde 1991, quando do Imprimatur?

Alguém mais bem informado que eu me responda! Mais ainda: e quanto à jurisdição? Como podem hereges desse porte, que trabalham para destruir a Igreja e a Fé, e o fazem tão às claras, como podem manter sua jurisdição? Sou obrigado a chamar Luciano Mendes de "Dom"? Se eles acreditam que a Graça se confunde com o Hugo Chavez e o Fidel Castro, como podem ter as intenções corretas para ministrar os Sacramentos?

Anônimo disse...

Good day!

I just wanted to say hi :)

Anônimo disse...

O que é de Deus nunca é velho. Ele não precisa mudar, é Eterno. Quem precisa se reciclar é o Satanás, para continuar enganado as almas, pois o que ele quer é que caiamos no Inferno com ele. Muito bom o blog.