quarta-feira, abril 12, 2017

Libido Dominandi, pornografia, controle social e político

Traduzo e transcrevo abaixo trecho da introdução do importantíssimo livro de E. Michael Jone, Libido Dominandi: sexual liberation and political Control, a que algumas vezes já me referi aqui no blog.

Tal como a história da pornografia é uma história de progresso (tecnológico, não moral, claro), assim a exploração da compulsão tem sido explorada de modo cada vez mais explícito durante os últimos duzentos anos de nossa era revolucionária. O que começou como a servidão do pecado, tornou-se eventualmente controle financeiro e o que se tornou aceito como transação comercial [compra de pornografia pela Internet, por exemplo] tomou a forma de controle político. A revolução sexual é contemporânea da revolução política do tipo que começou na França em 1789. Isso significa que não falamos de vício sexual quando usamos o termo revolução sexual, mas da racionalização do vício sexual, seguido da exploração financeira desse vício, seguido pela mobilização política da mesma coisa como uma forma de controle. Como a “liberação” sexual tem o caos social como uma de suas sequelas inevitáveis, ela engendra quase desde o momento inicial a necessidade de controle social.

Não é nenhum segredo agora que a luxúria é também uma forma de dependência. Minha opinião é a de que o regime atual sabe disso e explora a situação em seu próprio benefício. Em outras palavras, “liberdade” sexual é realmente uma forma de controle social. Estamos, na realidade, diante de um sistema gnóstico de duas verdades. A verdade exotérica, aquela propagada pelo regime por meio da propaganda, da educação sexual, dos filmes de Hollywood, do sistema universitário – a verdade, em outras palavras, para o consumo geral – é que a liberação sexual é liberdade. A verdade esotérica, aquela que informa o manual de operação do regime – em outras palavras, o pessoal que se beneficia da “liberdade” – é o exato oposto, ou seja, que a liberação sexual é uma forma de controle, um modo de manter o regime no poder pela exploração das paixões do ingênuo, que se identifica com suas paixões, como se elas fossem propriamente suas, e com o regime que ostensivamente o capacita a gratificar-se delas. Às pessoas que sucumbem a suas paixões desordenadas são oferecidas racionalizações do tipo que inundam as páginas da Internet e que são assim moldadas por uma poderosa força política por aqueles que são mais habilidosos em manipular o fluxo de imagens e racionalizações.


Como o laissez-faire econômico, as primeiras ideias experimentais de como explorar o sexo como uma forma de controle social surgiram também durante o Iluminismo. Se o universo era uma máquina cuja força motora era a gravidade, a sociedade era também uma máquina cuja força motora era o auto-interesse, e o homem, do mesmo modo, dessacralizado, era uma máquina cujo combustível era a paixão. Dali, não precisamos de muita imaginação para entender que o homem que controlasse a paixão, controlaria o homem.

2 comentários:

Isac disse...

O pansexualismo, de fato, faz parte da dominação por animalizar as pessoas e a luxuria desenfreada e instigada, disse um certo santo, é coisa de porcos, tendo por fim no momento atual, num dos fronts, enfraquecer as mentes para breve ou futuro dominio!
1º mandamento do Decálogo de Lênin: "Corrompa a juventude e dê-lhe toda liberdade sexual".
Como o *comunismo é subsidiario da maçonaria-ONU-NOM, o resto v entende!
*Idem o nazifascismo.

Thiago disse...

Interessantíssimo esse texto. Gostaria de ler outras traduções de trechos dessa obra.