segunda-feira, setembro 21, 2009

SANTA CATARINA DE SENA

Do livro Tesouro de Exemplos.

Nasceu em Sena, cidade da Itália, em 1347, no dia em que a Igreja celebra o mistério da Encarnação.

Seu pai dedicava-se à indústria tintureira.

Catarina fora precedida, no lar paterno, por vinte e um irmãos. Contava apenas seis anos, quando Nosso Senhor a favoreceu com uma visão extraordinária e profética.

Sobre a torre do convento de S. Domingos viu num trono resplandecente, no qual estava sentado Jesus Cristo, revestido como um Papa, com a tiara na cabeça, e tendo a seu lado S. Pedro, S. Paulo e S. João. Jesus Cristo infundiu-lhe um conhecimento sobrenatural do que é a Igreja e um amor ardentíssimo à mesma, e anunciou-lhe que seria uma grande capitã de seus exércitos e que se valeria dela para purificar a sua Igreja.

Aos catorze anos, manifestou a seus pais o desejo de ingressar na Ordem Terceira de S. Domingos. Para provar sua vocação, empregaram-na nos trabalhos mais humildes. Foi a criada de todos. Portou-se com tamanha humildade que seus pais consentiram que seguisse a vocação religiosa.

Para que compreendesse ainda mais a Igreja, Jesus Cristo fê-la morrer, e sua alma, separada do corpo, percorreu o céu e o purgatório e mostrou-lhe mesmo o inferno, onde os separados para sempre da Igreja sofrem eternamente e logo a ressuscitou. Assim preparada, começou o seu apostolado. Não pregava dos púlpitos, porque isso compete aos sacerdotes; falava, porém, a enormes auditórios tanto nas praças como em pleno campo. Seguiam-na milhares de discípulos, entoando salmos de penitência; seguiam-na muitos sacerdotes, que confessavam os pecadores arrependidos. Aqueles eram para a Igreja dias difíceis. O Papa mudara-se para a cidade de Avinhão, na França, e esta troca de residência do bispo de Roma escandalizava e dividia os católicos.

Obedecendo a Jesus Cristo, S. Catarina apresentou-se ao Papa, que era Gregório XI, e intimou-o a voltar para Roma. O Pontífice pediu-lhe uma prova de que o Espírito Santo a inspirava e ela respondeu: "Tu mesmo o prometeste, com voto, no dia de tua elevação ao Pontificado". O Papa, ao ver descoberto esse segredo, que a ninguém da terra havia confiado, não vacilou mais e transferiu-se para Roma.

S. Catarina pediu a Deus que aceitasse a sua vida pela salvação do sucessor de Gregório XI, Urbano VI, a quem os demônios queriam assassinar, induzindo os romanos à sublevação. Aceitou Jesus a sua oferta, sendo a sua última enfermidade um verdadeiro martírio. Seu corpo parecia um esqueleto.

A 29 de abril de 1380, aos trinta e três anos de idade (isto é, na mesma idade em que morreu Jesus Cristo, segundo se crê) seu rosto iluminou-se e sua alma voou para o céu.

Festa: 30 de abril.

Ler também: Santa Catarina de Gênova, Mais uma historinha do Tesouro de Exemplos, Tesouros de Exemplos – mais três historinhas, Mais duas historinhas católicas: Ah! se a Vozes ainda fosse uma editora católica!,Quando a Vozes ainda era uma editora católica

3 comentários:

Anônimo disse...

gostei muito dos artigos,dos textos,das figuras e acima de tudo
os poemas.

Unknown disse...

Professor, poderia nos indicar uma boa biografia dessa grande Santa? As publicadas aqui, do Frei João Alves Basílio (Paulus) e de Bernard Sesé (Paulinas) são confiáveis?

Antônio Emílio Angueth de Araújo disse...

Caro Junior,
Não conheço os livros citados. Creio que a biografia mais completa da Santa, a que eu tenho, e que não está em português, é a escrita por seu confessor, Raimundo de Capua. É possível comprá-la em inglês.

Ad Iesum per Mariam.