sexta-feira, março 14, 2014

O dilema que a canonização de João Paulo II apresenta.

Na edição de janeiro de 2014 (n. 372) do Courrier de Rome, Pe. Jean-Michel Gleize, professor de eclesiologia do Seminário da FSSPX em Econe, publicou um estudo intitulado: “João Paulo II: um novo santo para a Igreja?” Depois de lembrar que a canonização é infalível, ele pergunta: “As novas canonizações exigem obediência dos fiéis católicos?” e então “João Paulo II pode ser canonizado?”, citando as afirmações do papa polonês aos luteranos, anglicanos, ortodoxos, judeus, muçulmanos, além de suas observações sobre a liberdade religiosa. 
 
A seguir, o epílogo do Pe. Gleize 
 
Se João Paulo II é um santo, sua teologia deve ser impecável, até o mais mínimo detalhe. De fato, a virtude da fé em níveis heroicos implica uma perfeita docilidade a todo o espírito do Magisterium, e não somente à letra dos ensinamentos do Magisterium infalível e ao mais baixo denominador comum dos dogmas obrigatórios.
 
Se João Paulo II é verdadeiramente um santo, os fiéis católicos devem reconhecer que a Igreja católica e as comunidades ortodoxas são igrejas irmãs, corresponsáveis por resguardar a única Igreja de Deus.[1] Devemos, portanto, reprovar o exemplo de Josaphat Kuncewicz, arcebispo de Polotsk (1580-1623). Convertido da Igreja Ortodoxa, ele publicou uma Defesa da unidade da Igreja em 1617, na qual reprova a sua antiga Igreja por romper a unidade da Igreja de Deus, excitando o ódio desses cismáticos que o martirizaram.
 
Se João Paulo II é verdadeiramente um santo, os fiéis católicos devem reconhecer os anglicanos como irmãos e irmãs em Cristo e expressar esse reconhecimento rezando em conjunto.[2] Devemos também condenar o exemplo de Edmund Campion (1540-1581) que recusou-se a rezar com um ministro anglicano, na ocasião de seu martírio.
 
Se João Paulo II é verdadeiramente um santo, os fiéis católicos devem defender que o que divide católicos e protestantes – isto é, a realidade do sagrado e propiciatório Sacrifício da Missa, a realidade da mediação universal da Santíssima Virgem Maria, a realidade do primado da jurisdição do Bispo de Roma – é mínimo em comparação com o que os une.[3] Devemos, portanto, condenar o exemplo do capuchinho Fidelis de Sigmaringa (1578 – 1622) que foi martirizado por reformadores protestantes, a quem ele foi enviado como um missionário e para quem ele escreveu um Disputatio contra ministros protestantes, sobre a questão do Santo Sacrifício da Missa.
 
Se João Paulo II é realmente um santo, os fiéis católicos devem reconhecer o valor do testemunho religioso do povo judeu.[4] Devemos então condenar o exemplo de Pedro de Arbues (1440 – 1485), Grande Inquisidor de Aragão, que foi martirizado por judeus por ódio à fé católica.
 
Se João Paulo II é realmente um santo, os fiéis católicos devem reconhecer que depois da ressurreição final, Deus estará satisfeito com os muçulmanos e eles estarão satisfeitos com Ele.[5] Devemos então condenar o exemplo do capuchinho José de Leonessa (1556 – 1612) que trabalhou incansavelmente em Constantinopla entre cristãos reduzidos à escravidão pelos seguidores do Islã. Seu zelo lhe fez ser arrastado perante o sultão por insultar a religião muçulmana, e lhe custou ser dependurado num cavalete por uma corrente presa a ganchos em uma das mãos e a um dos pés. Os fiéis católicos devem deplorar também o exemplo de São Pedro Mavimenus, que morreu em 715 depois de ser torturado por três dias, por ter insultado Maomé e o Islã.
 
Se João Paulo II é santo, os fiéis católicos devem reconhecer que chefes de estado não deve se arrogarem o direito de impedir a profissão pública de uma falsa religião.[6] Devemos portanto condenar o exemplo do rei francês, Luiz IX, que limitava a prática das religiões não cristãs ao máximo possível.
 
Contudo, Josaphat Kuncewicz foi canonizado em 1867 por Pio IX, e Pio XI dedicou-lhe uma encíclica; a Igreja celebra sua festa em 14 de novembro. Edmund Campion foi canonizado por Paulo VI em 1970, e a Igreja o honra no dia 1 de dezembro. Fidelis de Sigmaringa foi canonizado em 1746 e Clemente XIV o proclamou “protomártir da Propaganda” (da Fé); sua festa, no calendário da Igreja, é no dia 24 de abril. Pedro de Arbues foi canonizado por Pio IX, em 1867. José de Leonessa foi canonizado em 1737 por Bento XIV e sua festa é celebrada em 14 de fevereiro; Pio IX o proclamou patrono das missões da Turquia. Finalmente, São Pedro Mavimenus, é celebrado pela Igreja no dia 21 de fevereiro. Quanto ao Rei São Luis, seu exemplo muito conhecido é uma demonstração ideal dos ensinamentos de São Pio X, também canonizado. Se João Paulo II é realmente um santo, todos esses santos se enganaram grandemente e deram à Igreja não um exemplo de autêntica santidade, mas um escândalo de intolerância e fanatismo. É impossível evitar este dilema.
 
A única forma de evita-lo é tirar uma dupla conclusão: Karol Wojtyla não pode ser canonizado e o ato que proclamaria sua santidade perante e Igreja só poderia ser uma falsa canonização.
 
FONTE: Distrito americano da FSSPX
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[1] A Igreja Católica e as comunidades ortodoxas “reconhecem uma à outra como Igrejas Irmãs, corresponsáveis por resguardar a única Igreja de Deus, em fidelidade ao plano divino, e num modo completamente especial em relação à unidade.” João Paulo II, Declaração Conjunta assinada no Vaticano pelo Papa João Paulo II e o Patriarca Bartolomeu I, 29 de junho de 1995 (DC no. 2121, p. 734-735).
 
[2] O Papa e o líder dos anglicanos agradecem a Deus “que em muitas partes do mundo anglicanos e católicos, juntos num só batismo, reconheçam uns aos outros como irmãos e irmãs em Cristo e expressem isso por meio de orações conjuntas, ação e testemunho comuns.” Declaração Conjunta de João Paulo II e o Arcebispo de Cantuária, representando a Comunhão Anglicana, assinada em 5 de dezembro de 1996. (DC no. 2152, pp. 88–89).
 
[3] “O espaço espiritual compartilhado supera muitas barreiras confessionais que ainda nos separam, no limiar do terceiro milênio. Apesar das divisões, somos capazes de nos apresentar num caminho de crescente união em oração perante Cristo, percebemos cada vez mais quão pequeno é o que nos divide em comparação com o que nos une.” João Paulo II ao discursar perante o Dr. Christian Krause, presidente da Federação Luterana Mundial, 9 de dezembro de 1999 (DC no. 2219, p. 109).
 
[4] “Sim, com minha voz, a Igreja Católica (...) reconhece o valor do testemunho do vosso povo.” João Paulo II, em discurso à comunidade judaica de Alsácia, 9 de outubro de 1998 (DC no. 1971, p. 1027).
 
[5] “Acredito que nós, cristãos e muçulmanos, devemos reconhecer com alegria os valores religiosos que temos em comum e agradecer a Deus. (...) Cremos que Deus será um juiz misericordioso no final dos tempos e esperamos que, depois da ressurreição, Ele esteja satisfeito conosco, e nós com Ele.” João Paulo II, em discurso por ocasião do encontro com jovens no estádio de Casablanca, 18 de agosto de 1985 (DC no. 1903, p. 945).
 
[6] O Estado não pode reivindicar autoridade, direta ou indireta, sobre as convicções religiosas de uma pessoa. Não pode se arrogar o direito de impor ou de impedir a profissão ou a prática pública de religião por uma pessoa ou comunidade.” João Paulo II, mensagem na celebração do Dia Mundial da Paz, 8 de dezembro de 1987 (DC no. 1953, p. 2)

25 comentários:

Anônimo disse...

Professor,

Pelo critério de santidade como algo absoluto, ninguém pode ser santo. Reflitamos sobre as seguintes passagens:

1. Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus. Mateus 5:48

2. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Romanos 3:23

3. Mas ele, virando-se, e olhando para os seus discípulos, repreendeu a Pedro, dizendo: Retira-te de diante de mim, Satanás; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas as que são dos homens. Marcos 8:33

Parabéns pelo seu empenho na defesa do que julga ser correto na doutrina da Santa Igreja Católica Apostólica Romana.

Lucas Silva Vieira disse...

Esta opinião da FSSPX é herética e é baseado em uma visão milenarista, aonde os seguidores de Dom Marcel ("o Magno")" detém a verdadeira doutrina e Roma tornou-se a sede do anticristo". Nós podemos discordar do método pastoral do Beato João Paulo II, mas enquanto papa ele foi verdadeiramente ortodoxo e um modelo de santidade a ser seguido pelos cristãos.

Maria Cristina Rodrigues Ornelas disse...

Sr. Lucas Silva Vieira,


"O pior cego é aquele que não quer ver" ou "de ilusão também se vive".
Não sou ninguém para julgar o interior, os sentimentos e as intenções de João Paulo II, mas posso julgar/analisar seus atos públicos, os quais não foram nem um pouco católicos. Com tantos atos contra a verdadeira fé, escarnecendo dos santos e mártires, como aceitar sua canonização?

Prof. Francisco Castro disse...

Segundo o dicionário, mártir significa: Aquele que preferiu morrer a renunciar à fé, à sua crença. Aquele que sofre muito.

"E uma das principais vitimas da inquisição espanhola foram os cristãos novos, judeus que se convertiam para o catolicismo (eu não sou judeu). Muitos desses continuaram, secretamente, com seus costumes judeus, depois de declararem convertidos para a Igreja. Muitos foram mortos por isso. Aqui vai uma parte de um texto da Wikipeadia sobre a inquisição espanhola: "Judeus conversos eram apanhados por intrigas e vestígios de prática mosaica: recusa de porco,
toalhas lavadas à sexta-feira, uma prece escutada à soslaia, freqüência irregular à igreja, uma palavra mal ponderada."

Vocês não acham controverso dizer que um inquisidor, que condenava um judeu por não querer abandonar sua fé, e que foi morto por judeus, mas que matou muitos deles
antes, ser chamado de mártir? Ou melhor! Não seria controverso um SANTO INQUISIDOR?! Ninguém estava forçando ele a largar o catolicismo."

gostaria professor que esclarecesse a atuação deste inquisidor, pois já li outros textos sobre ele e vejo que na são atribuídas a ele muito rigor em ralação ao judeus convertidos ou não e que o memso foi mais vitima de seu inimigos do que dos inimigos da fé.

Antônio Emílio Angueth de Araújo disse...

Prof. Francisco,
Salve Maria!

Nada sei acerca de São Pedro de Arbues, mas me surpreende sua observação sobre santos inquisidores. A Inquisição é chamada pela Igreja de Sempre, não pela Igreja do CVII, de Santa Inquisição.

Santos Inquisidores existem aos borbotões: São Pio V, São João Capistrano, São Domingos, São Roberto Belarmino, para citar alguns. Além disso, nenhum santo jamais criticou a Inquisição.

Talvez fosse aconselhável ler textos verdadeiros sobre a Inquisição e fugir daqueles mentirosos. Como sugestão, indico este texto.http://permanencia.org.br/drupal/node/879.

Ad Iesum per Mariam.

Roma de Sempre disse...

Prof. Angueth, Salve Maria!

Santo Inacio de Loyola tbm foi um grande Santo, inquisidor de primeira.

Peço sua licensa para para deixar um endereço, pois já falei dos cristãos novos em meu blog, pode ser que ajude.

Obrigado.

http://romadesempre.blogspot.com.br/2013/08/inquisicao-em-portugal_14.html

Prof. Francisco Castro disse...

Prof. Angueth,
salve Maria,

Na verdade me referi só a este santo inquisidor em particular. Pelo que li sobre ele, foi extremamente rigoroso, chegando a ser algumas vezes, cruel em suas atuação e não agiu em conformidade com os outros santos inquisidores que eu já conhecia; inclusive são Roberto Belarmino, a quem muito admiro.
Grato pelo atenção,
Francisco

Resistência Católica disse...

Um herege não pode ser Santo, pouco importando o tamanho da esmola que faça, ou qtas criancinhas pegue no colo e beije, ou quanta falsa caridade demonstra aos inimigos de Deus.

Deus vem em primeiro lugar.

E nenhum dos comentaristas que "discordam" do texto contra-argumentar qualquer ponto dele, se limitaram a fazer críticas vagas e totalmente alheias, e a devagar com a mente, deve ser por isso que não se concentram na Doutrina.

São Pedro de Arbues foi canonizado pela Igreja em um tempo em que havia "advogado do diabo". Somente um idiota contestaria um santaço desses!

E "discordar" de uma canonização perfeitamente e canonicamente válida de Igreja de Cristo é pecado.

Discordar de uma canonização ao arrepio da lei canônica, não é pecado, mas caridade com as almas, que seriam levada a engano por acharem que um herege possa ser um santo. Dai... para que devemos nos santificar?

Junior Ribeiro disse...

Uma pergunta, não um chamado para debate: mesmo João Paulo II tendo se arrependido de tais coisas, confessado, feito penitência, etc, ele não poderia ser santo canonizado? Os milagres atribuídos a ele seriam falsos?

Resistência Católica disse...

De maneira geral, não basta simplesmente arrepender-se, confessar-se, ser absolvido e fazer penitência, é necessário reparar o mal feito. Ainda mais no caso dele em que há fatos e atos graves contra a Fé Católica. Ele poderia mesmo ter se arrependido antes da morrer, mas teria que ter se retratado de tudo... e isso, SE aconteceu, não veio a público.

A alma humana só Deus conhece, a Igreja julga pelo que vê e ouve. E o que viu e ouviu dele... não foi coisa pouca.

Qto aos milagres que lhe são atribuídos, houve quem dissesse que seriam curas que a ciência poderia explicar, o que, por si só, já descaracteriza o milagre.

Em matéria de Fé não devemos ser sentimentais. Deus não é. A Igreja tb não.

O fato é que as últimas canonizações - desde Bento XVI, na verdade - tem sido feitas a toque de caixa, deixando de lado até o que recomenda o Código Canônico e ponde em relevância mais o pretenso "bem" que adviria de uma determinada canonização.

Sabe? Se JPII merece o Céu, Pio V não o merece, pq este fez justamente o contrário daquele. Vc imagina os dois diante de Deus, recebendo a mesma sentença?

Anônimo disse...

Se o rito atual de canonização dispensa o "advogado do diabo" e os motivos para declarar alguém santo não são colocados a prova, por que a canonização de hereges e outros beatos de meia-pataca seria infalível?

Com o devido respeito aos verdadeiros santos, mesmo os canonizados no rito novo, o rito atual não pode conferir tal grau de certeza e, portanto, de infalibilidade. Concordo com a "Resistência Católica".

Saudações do Anacoreta, O Penitente da Confraria de São João Batista.

Anônimo disse...

Nós, católicos, somos bonzinhos. Os protestantes querem esvaziar nossas igrejas. Vejam os comentários da pastora Ana Paula Valadão. Ou agridem frontalmente a Igreja Católica. Vejam o Júlio Severo. Grupos islâmicos, se pudessem, dominariam o mundo (já tentaram), e cortarão o pescoço de quem não se converter. Mas achamos tudo isso bonito.
Robson di Cola

Resistência Católica disse...

Pois é, Robson de Cola, os católicos bonzinhos confundem o que seja caridade e imprudentemente baixam a guarda em relação aos protestantes.

São Paulo disse que aos hereges não devemos dar sequer bom dia, qto mais "dialogar" com eles. Qdo um protestante procura um católico NUNCA é com boas intenções, SEMPRE querem convencê-lo a abjurar a Fé católica. Chegam com palavras mansas e elogios, fingem-se interessando em "aprender", tirar dúvidas, mas estão com a lição diabólica na ponta da língua. Qdo alguém os denuncia, tentam desacreditá-lo e redobram os elogios os católicos que se mostram mais "bonzinhos", como se isso fosse caridade.

A verdadeira caridade é para com as almas. É por caridade que eu digo aos protestantes que eles são hereges e que se devem converter ao Cristianismo. Onde está a ofensa na verdade? Eles não são cristãos e são hereges. Quem diz isso NÃO SOU EU, mas a própria Igreja. Se os católicos tivessem o hábito de estudar o Catecismo e ler as encíclicas sobre o protestantismo... saberiam. É fácil, basta procurar no site do Vaticano, ou no Google.

O que me move não é ódio - embora o ódio aos inimigos de Deus não é errado - mas a caridade. Eu quero que todos os homens do mundo se convertam à verdadeira Fé. E isso só acontecerá qdo defendermos a verdade, sem meias palavras, mas como Cristo ordenou: sim, sim, não, não. O Cristão não é um janota, mas um forte, um mártir. Não creio que algum mártir tenha tergiversado com um herege...


Anacoreta, O Penitente da Confraria de São João Batista, por prudência devemos desconsiderar as últimas canonizações da Igreja, não pq ninguém deles era santo, mas pq não seguiu-se a LEI DA IGREJA. Nada de bom vem disso. Tomemos o exemplo do grande Padre Pio, que ele é um santo homem todos nós podemos concordar, mas até mesmo ele preferiria que se tivesse seguido o procedimento padrão, pq ele era servo obediente da Igreja, não era um modernista, inclusive implorou ao Papa que o deixassem rezar a Missa de sempre, a Missa Tridentina, até o fim de sua vida...

Eu me refiro a ele sempre como "Padre Pio de Pietrelcina", e sei que ele não se ofende por não ser chamado de "Santo".

Resistência Católica disse...

Bons católicos, este blog precisa de ajuda com um protestante que está pentelhando por lá: http://www.catolicostradicionais.com.br/2014/03/uma-lastima-culto-protestante-na-cancao.html

É dever de todo católico socorrer o irmão. Sobretudo se sabe o suficiente para isso. É um ato de caridade.

Anônimo disse...

Resistência Católica, quando um protestante percebe que sou Católico, recebo dois tipos de ataques: 1)tomar a sopa pela beirada-o cidadão vem fazendo questionamentos sobre detalhes da história de nossa Igreja, mas sempre com um fundinho de crítica; 2)ataque frontal - o cidadão começa a gritar que o Papa é o Anticristo, está em Apocalipse, e que o Vaticano é a Torre de Babel dos tempos atuais; e por aí vai...
Robson di cola

Resistência Católica disse...

Sim, Robson, eles têm um padrão.

Geralmente, começam sendo amáveis, com os lábios cheios de mel, embora tenham o veneno pronto para ser inoculado, assim que vc baixar a guarda.

Se não conseguem por bem... passam ao ataque e tentam denegrir a Igreja e todos os símbolos; acabam sendo tentando desacreditar vc no ambiente em que a discussão acontece.

Por isso é que no G+, por exemplo, eu não perco mais meu tempo.

E observei que os "católicos legais" que até ficavam do lado deles (sic!!!) defendendo o respeito pelas diferenças de opiniões, por exemplo, acabavam com o tempo bloqueando as criaturas e de forma aborrecida. Menos mal! Pior é qdo lhes abrem a porta da mente e acabam por abjurar a verdadeira fé!

Não se aninha uma cobra ao peito!

Anônimo disse...

Resistência Católica,

Para o blog que tem problemas com os protestantes recomendo a leitura do livro "Heresia Protestante" de Carlos de Laet.


Fernando

Anônimo disse...

O sr. virou herege ou pelo menos favorecedor dos hereges?


“Aquele que ousasse afirmar que o Pontífice teria errado nesta ou naquela canonização, e que este ou aquele santo por ele canonizado não deveria ser honrado com culto de dulia, qualificaríamos, senão como herético, entretanto como temerário; como causador de escândalo a toda a Igreja; como injuriador dos santos como favorecedor dos hereges que negam a autoridade da Igreja na canonização dos santos; como tendo sabor de heresia, uma vez que ele abriria caminho para que os infiéis ridicularizassem os fiéis; como defensor de uma preposição errônea e como sujeito a penas gravíssimas.” (Papa Bento XIV - De Servorum Dei Beatificatione)

Felipe disse...

Salve Maria Fernando! Os livros de Carlos de Laet são muito difíceis de encontrar será que seria possível você digitalizar o livro "Heresia Protestante"? (Se você o possuir, é claro).

Antônio Emílio Angueth de Araújo disse...

Resposta ao anônimo aqui.

Resistência Católica disse...

Sr. Anônimo das 19:34... um herege não pode condenar ninguém. Bento XVI está na mesma situação de João Paulo II. Eu não tenho autoridade de "declará-lo" herege, mas que ele é... é! Portanto, não pode condenar quem quer que seja. Até pq se um papa erra, em não se tratando de infalibilidade, ele está sujeito a críticas como qqr outro cristão. E dependendo do erro... a muitas críticas. Obedientismo não é obediência virtuosa. Dizer que se vai com um papa até o inferno se preciso for é estulto. Eu não vou. Para o inferno não quero ir, nem com papa este nem com papa aquele. E os santos já disseram que haverá papas no inferno.

Resistência Católica disse...

ERRATA CORRIGE. Eu li o nome do papa errado, pensei que fosse Bento XVI.

Mas não retiro o que disse qto ao resto.

Prof. Francisco Castro disse...

Prof. Angueth como o seu artigo foi citado neste Blog, peço que por gentileza esclareça as duvidas sobre Teologia errada e santidade.http://www.deuslovult.org/2014/04/07/a-canonizacao-de-santos-nao-virtuosos/

Antônio Emílio Angueth de Araújo disse...

Caro Prof. Francisco,

Na verdade, o artigo a que o post do link se refere é o que eu traduzi, do Pe. Gleize. A defesa ou esclarecimento sobre o assunto deve vir do Pe. Gleize ou de alguém da FSSPX.

Ademais, a confusão geral que se abate sobre a Igreja promove discussões infindáveis sobre assuntos teológicos. Depois que a Igreja abandonou o Doutor Comum (e, por assim dizer, os Dogmas do Concílio de Trento), quase qualquer coisa pode ser justificada.

Alguém encontrará certamente justificativa para a Missa Nova, o novo Código Canônico, a nova Vulgata, as novas normas para as Indulgências, os novos ritos de exorcismo, e, claro, as novas canonizações. Se não fosse assim, a Igreja não teria mudado.

Obrigado pelo seu comentário.

Ad Iesum per Mariam.

Junior Ribeiro disse...

E tem mais, beatificacao de Paulo Vi:

http://fratresinunum.com/2014/04/25/revista-credere-paulo-vi-sera-beato-em-2014.html