segunda-feira, agosto 06, 2012

São Pedro e São Paulo: os dois pilares da Igreja.


SÃO PEDRO, APÓSTOLO

Nasceu em Betsaida, cidade da Galiléia. Seu pai chamava-se Jonas, nome que por singular coincidências significa "pomba". Em certo sentido, todos os Papas são filhos da pomba, porque na eleição dos mesmos influi o Espírito Santo. E S. Pedro havia de ser o primeiro Papa.

Tinha ele um irmão chamado André, e dois primos, Tiago e João, filhos de Zebedeu e pescadores, como eles, no lago de Tiberíades. Casara-se Pedro em Cafarnaum, porto famoso daquele lago, e vivia muito bem com os seus. Prova disso é que Jesus, sem dúvida a pedido de Pedro, curou-lhe a sogra. Não só era bom esposo, mas - coisa menos frequente - era também bom genro.

Um dia entrou Jesus na barca de Pedro e seus companheiros e mandou que remassem para o alto mar e lançassem as redes.

- Mestre, (disse Pedro), trabalhamos a noite inteira e não pegamos nem um peixinho; mas, já que assim o queres, em teu nome lançarei as redes.

A pesca foi tão abundante que Pedro se lançou aos pés de Jesus, suplicando:_ - Afasta-te de mim, Senhor; eu não sou mais que um miserável pescador.

- Tem confiança e segue-me. De hoje em diante serás pescador de homens.

E Pedro, abandonando tudo, seguiu, prontamente a Jesus. Cristo distinguiu-o muito e prometeu-lhe que o faria seu Vigário e chefe supremo da Igreja. Pedro, por sua vez, foi o primeiro a afirmar categoricamente que  Jesus era o Filho de Deus.

Durante a última ceia, Pedro mostrou-se excessivamente confiado nas próprias forças. Jesus, porém, disse a ele e aos outros que, quando o vissem preso e maltratado, todos o abandonariam. Pedro replicou impetuosamente: - Ainda que todos te abandonem, eu não te abandonarei.

Nosso Senhor repreendeu-o suavemente, porque sabia que o ardoroso Apóstolo o havia de negar três vezes. E assim foi. Mas Pedro, segundo contam os antigos, chorou tanto esse pecado, que as lágrimas abriram dois sulcos em suas faces.

Depois da Ressurreição foi por Jesus Cristo nomeado solenemente Chefe supremo da lgreja, que governou até à morte.

Em Jerusalém, o rei mandou prendê-lo para, depois da páscoa, dar-lhe a morte. Mas, ouvindo as preces dos fiéis pelo primeiro Pontífice, enviou Deus um anjo à prisão e o Apóstolo foi libertado.

Depois de ter estado em Antioquia, fixou Pedro a sua sede em Roma, de onde governava toda a Igreja.

Quando Nero decretou a primeira perseguição contra os cristãos, S. Pedro foi encerrado na prisão Mamertina, onde permaneceu vários meses em companhia de S. Paulo.

A 29 de junho do ano 67, o príncipe dos apóstolos foi crucificado sobre uma colina às margens do rio Tibre. Pediu e obteve que o pregassem na cruz de cabeça para baixo, por se julgar indigno de morrer da mesma forma que seu divino Mestre. No lugar do glorioso martírio de S. Pedro levanta-se hoje o Vaticano, onde reside o seu sucessor, o Papa. 


DIALOGO COM SÃO PAULO 

Jesus Cristo diz de si mesmo: "Eu sou a luz do mundo". Nos lábios seus e nos lábios de seus apóstolos, em poucos anos, viu o mundo a formosura dessa luz e ficou envolvido em seus raios. 

Duvidais? Interrogai S. Paulo, o gigante da verdade e do amor, o apóstolo que não descansa, a boca que não cala, as mãos que não desmaiam, o coração que nunca se apaga. Aí o tendes: interrogai-o.

- Santo Apóstolo, donde vens?
- Da Grécia.
- Percorreste a Arábia?
- Toda.
- Estiveste na Ásia?
.- Cheguei às suas praias mais remotas.
- E visitaste Atenas?
- Falei no Areópago, bem como nas ruas de Corinto, de Tessalonica e Éfeso.
- Pensas em ir a Roma?
- Até lá chegarei. Tenho ardentes desejos de avistar-me com os césares do mundo.
- Estiveste na prisão?
- Muitas vezes.
- Sofreste naufrágios?
- Três vezes me vi nos abismos do mar.
- Estiveste em perigo de morte?
- Em muitos; a cada passo.
- Sofreste fome?
- Sim.
- Frio?
- Também.
- Ódios e calúnias?
- lsso, toda a vida; prego a verdade e não me crêem; prego o amor e odeiam-me.
- Santo Apóstolo, descansa!
- Não posso.
- Modera tuas energias.
- Tudo me parece pouco.
- És incompreensível.
- Sou  a lógica, a lógica da verdade, a lógica do amor.

O Apóstolo cala-se um instante. Pensa. Levanta a cabeça e prossegue:

- Vi o meu divino Mestre. Conheci-o na estrada de Damasco. Compreendi que é a verdade, a luz. Levo-o no coração: é um fogo que me abrasa. Levo-o nos lábios: é uma luz que me guia e me arrebata. Poucos anos faz que andamos pelo mundo, eu e os demais Apóstolos, pregando a sua doutrina, anunciando a sua lei. Erguei os olhos e vede: a fé tem sido pregada em todo o universo. Jesus Cristo conquista toda a terra, porque Ele é a luz, é o sol da verdade.Viva Jesus Cristo!

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Tesouro de Exemplos, Pe. Francisco Alves, Editora Vozes (quando ainda católica!).

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