sexta-feira, fevereiro 03, 2006

A Visão dos Ungidos - alguns trechos

Notas:
1. Recentemente o prof. Olavo de Carvalho mencionou,
aqui, vários livros e autores que têm sido, permanente e voluntariamente, ocultados dos brasileiros, por uma política editorial dominada, há décadas, pela militância esquerdista. Ele não mencionou Thomas Sowell, certamente, porque seu objetivo era citar apenas alguns exemplos da calamidade que a falta de certos livros pode causar a um povo deles privado. No entanto, estou certo de que o livro The Vision of the Anointed (A Visão dos Ungidos) está entre os que mais falta faz aos leitores deste nosso pobre país. Abaixo se encontram alguns trechos desse livro, escolhidas por John Hawkins (versão original) e publicadas em 2001. Pela amostra, pode-se ter uma vaga idéia da preciosidade da obra.

2. O livro de Sowell, apesar das diferenças de tom e de estratégia, é semelhante ao Imbecil Coletivo de Olavo de Carvalho. Os ungidos de Sowell nada mais são que os membros do Imbecil Coletivo desmascarados, implacavelmente, por Olavo. Ambos os autores mostram, de maneira insofismável, como se move essa casta arrogante e autoritária, que objetiva, muitas vezes com sucesso, isolar a Civilização Ocidental de toda a sua herança religiosa e filosófica construída ao longo de milênios. Com Sowell percebemos que o fenômeno é universal. Como Olavo já observou em outro local: “a esquerda é internacional, enquanto a direita é nacional”.

3. Adicionei os títulos dos capítulos referentes aos trechos selecionados. Abaixo de cada título, reproduzo a citação de abertura, que dá o tom do capítulo. Os números das páginas em que aparecem os trechos se referem à edição da Basic Books de 1995.


A melhores trechos de A Visão dos Ungidos de Thomas Sowell.

John Hawkins

*** Observe que Thomas Sowell usa o termo ungido para se referir aos esquerdistas, o termo incivilizado (bárbaro) ou trágico para os conservadores, e o termo visão representa sua (dos ungidos) filosofia. Assim, “a visão dos ungidos” é o modo esquerdista de ver o mundo. ***

Capítulo 1 – A unção lisonjeira
“Não massageies tua alma com essa unção lisonjeira” -- Hamlet


“Essa visão esquerdista permeia tão amplamente a mídia e a academia, e se imiscuiu tão profundamente na comunidade religiosa, que muitos chegam até a idade adulta sem perceber que há um outro modo de olhar para as coisas, ou que evidências podem ser relevantes para a verificação das suposições tão avassaladoras dos ‘bem-pensantes’. Muitos desses ‘bem-pensantes’ podem ser mais bem caracterizados como pessoas ‘articuladas’, como pessoas cuja agilidade verbal pode mascarar a lógica e a força das evidências. Esse pode ser um talento fatal, quando ele promove o crucial isolamento da realidade que está por trás de muitas catástrofes históricas.” – P. 6


Capítulo 2 – O padrão

“Eles foram trabalhar com insuperável eficiência. Pleno emprego, os melhores resultados e o bem-estar geral deve ter sido a conseqüência. Na verdade, ao contrário, encontramos miséria, vergonha e, no final de tudo, um rio de sangue. Mas isso foi mera coincidência.” -- Joseph A. Schumpeter

“Na medida que os programas de educação sexual se multiplicaram amplamente no sistema educacional americano, durante os anos 1970, a taxa de gravidez da faixa etária de 15 a 19 anos cresceu dos aproximadamente 68/mil em 1970 para 96/mil em 1980. Dentre as meninas solteiras na faixa de 15 a 17 anos, a taxa de nascimentos cresceu 29% entre 1970 e 1984, a despeito do enorme crescimento do número de abortos, que mais que dobrou no mesmo período. Entre as meninas menores de 15 anos, o número de abortos ultrapassou o número de nascimentos em 1974.” – P. 18

Capítulo 3 – O que falam os números
“Conhecíamos muitas coisas que dificilmente podíamos entender.” – Kenneth Fearing

“Implícita na equação estatística da desigualdade promovida pela discriminação racial está a suposição que desigualdades não existiriam na ausência de tratamento desigual. No entanto, estudos internacionais têm, repetidamente, demonstrado que desigualdades inter-grupos são freqüentes em todo o mundo, seja com respeito ao consumo de álcool, à taxas de fertilidade, ao desempenho educacional, ou a outras inumeráveis variáveis. Uma lista razoavelmente completa de tais desigualdades seria tão grande quanto um dicionário.” – P. 35

“Que sentido teria a classificação de um homem como deficiente porque ele está, hoje, numa cadeira de rodas, se ele estará andando em um mês e participando de corridas em um ano? Mesmo assim, os americanos são separados em ‘classes’ com base em sua localização transitória na faixa salarial. Se a maioria dos americanos não permanece na mesma faixa salarial ampla por nem uma década, as repetidas mudanças de ‘classe’ fazem com que ‘classe’ seja um conceito nebuloso.” – P. 48

“Num dado ano, o número de divórcios pode ser metade do número de casamentos, mas dizer isso é o mesmo que comparar maçãs com laranjas. Os casamentos considerados são somente aqueles que ocorrem num determinado ano, enquanto que os divórcios daquele ano são de casamentos que ocorreram num passado que pode se estender por décadas. Dizer que metade de todos os casamentos termina em divórcio, baseado em estatísticas, seria equivalente a dizer que metade da população morreu no ano passado, se o número de mortes tivesse sido metade do número de nascimentos.” – P. 59

Capítulo 4 – A irrelevância da evidência
“Os fatos são coisas teimosas; e quaisquer que sejam nossos desejos, nossas inclinações, ou exigências de nossas paixões, eles não podem alterar nem fatos nem evidências” – John Adams

“Apesar da proporção dos filhos que moram com ambos os pais tem diminuído nas últimas décadas, o censo de 1992 mostrou que mais de dois terços – 71%, de fato – de todas as pessoas com idade menor que 18 anos estavam ainda morando com ambos os pais. Menos de 1% estavam vivendo com não parentes.” – P. 61

“Voltando a cem anos atrás, quando apenas uma geração separava os negros da escravidão, descobrimos que os dados do censo mostravam que uma proporção levemente menor de negros contraiam matrimônio, quando comparados aos brancos.” – P. 81

“Em 1940, entre as mulheres negras chefes de família, 52% tinham 45 anos de idade ou mais. Além disso, somente 14% de todas as crianças negras tinham mães solteiras.” – P. 81

“Todos somos a favor de um salário digno; eles (os ungidos), simplesmente, definem esse conceito em termos bem diferentes. Todo mundo é ‘progressista’ em seu próprio conceito. O fato dos ungidos acreditarem que esse rótulo (de progressista) os diferencia das outras pessoas é um dos vários sintomas de seu narcisismo infantil.” – P. 95

Capítulo 5 – Ungido versus incivilizado
“Todo homem, onde for, está cercado por uma nuvem de convicções confortáveis, que se move com ele como moscas num dia de verão” – Bertrand Russell

“Uma das mais importantes questões sobre qualquer curso de ação proposto é se sabemos como empreendê-lo. A Política A pode ser melhor que a Política B, mas isso não tem importância se não sabemos implementar a Política A. Talvez teria sido melhor reabilitar criminosos, ao invés de puni-los, se soubéssemos como fazê-lo. Recompensar o mérito pode ser melhor que recompensar resultados, se soubéssemos como fazê-lo. Mas, uma das diferenças cruciais entre aqueles com a visão trágica e aqueles com a visão do ungido está no que eles, respectivamente, assumem que sabemos fazer. Aqueles com a visão do ungido são, raramente, dissuadidos por qualquer questão sobre se alguém tem o conhecimento necessário para fazer o que eles estão tentando fazer.” – P. 109

“Um resumo sucinto da visão trágica foi dado pelos historiadores Will e Ariel Durant:
‘De cada cem idéias novas, noventa e nove serão, provavelmente, piores que as respostas tradicionais que elas propõem substituir. Nenhum homem, mesmo brilhante e bem-informado, pode alcançar em uma única vida uma tal completude de entendimento para, seguramente, julgar e descartar os costumes e instituições de sua sociedade, pois estes constituem a sabedoria de gerações, depois de séculos de experiência no laboratório da história.’ ” – P. 112

“Na visão trágica, os sofrimentos pessoais e os males sociais são inerentes das inatas deficiências de todos os seres humanos, sejam essas deficiências de conhecimento, de sabedoria, de moralidade ou de coragem. Além disso, os recursos disponíveis são sempre inadequados para preencher todos os desejos existentes. Então, não há ‘soluções’ na visão trágica, mas escolhas que deixam muitos desejos irrealizados e muita infelicidade no mundo.” – P. 113

“Na sua pressa para serem mais sábios e mais nobres do que os outros, os ungidos confundem duas questões básicas. Eles parecem assumir (1) que eles têm mais conhecimento que a média dos incivilizados e (2) que essa é uma comparação relevante. A comparação real, no entanto, não é entre o conhecimento possuído pela média da elite educada versus a média do público em geral, e sim entre o conhecimento total gerado pelos processos sociais (competição no mercado, organização social, etc.), envolvendo milhões de pessoas, versus o conhecimento de segunda mão, sobre generalidades, possuídos por um pequeno grupo de elite.” – P. 114

“Para o ungido, as tradições são vistas como cadáveres do passado, relíquias de uma idade menos ilustrada, e não como a experiências destilada de milhões que enfrentaram vicissitudes semelhantes, anteriormente.” – P. 118

“A suposta irracionalidade do público é um padrão usado por muitos, senão a maioria, dos grandes ungidos em suas cruzadas no século XX – independente do assunto ou da área a que se refere a cruzada. Quer o assunto seja ‘superpopulação’, economia keynesiana, justiça criminal, ou a exaustão de recursos naturais, a suposição-chave tem sido que o público é tão irracional que a sabedoria superior do ungido deve se impor, a fim de evitar o desastre. Não é que o ungido tenha, simplesmente, um desdém pelo público em geral. Tal desdém é uma parte integral de sua visão, pois, a característica central dessa visão é obstruir a decisão dos outros.” – P. 123

“Apesar de Adam Smith considerar as intenções dos empresários como egoístas e anti-sociais, ele percebeu que as conseqüências sistemáticas da competição entre eles eram muito mais benéficas para a sociedade, que uma regulamentação governamental bem-intencionado.” – P. 126

“Em seu fanatismo por tipos particulares de decisão, aqueles com a visão do ungido, raramente, consideram a natureza do processo de tomada de decisão. Freqüentemente, o que eles propõem envolve decisões de terceiros, tomadas por pessoas que não têm nenhum custo por estarem erradas – certamente, um dos modos menos promissores de tomar decisões satisfatórias para aqueles que sofrerão as conseqüências.” – P. 129

“Aqueles com a visão dos ungidos, freqüentemente, advogam a solução de disputas internacionais por meio da ‘diplomacia’ e da ‘negociação’, ao invés da ‘força’ – como se a diplomacia e a negociação não fosse dependente de um conjunto de incentivos adicionais, dos quais uma concreta ameaça militar é crucial.” – P. 130-131

“Para aqueles com a visão dos ungidos, a questão é: o que removerá uma característica particular negativa de uma situação existente para criar uma solução? Aqueles com a visão trágica perguntam: o que deve ser sacrificado para se atingir esse aprimoramento particular?” – P. 135

Capítulo 6 – As cruzadas dos ungidos
“Se acautele contra pessoas moralistas quando se trata de grandes questões; ser moralista é mais fácil do que enfrentar fatos graves” – John Corry


“Não há soluções, apenas escolhas entre situações conflitantes.” – P. 142

“A vasta penumbra de incerteza que encobriu os julgamentos de responsabilidade civil no alvorecer da revolução judicial dos anos 1960 e 1970 -- julgamentos esses que descartaram leis e princípios seculares, deixando juízes e júris livres para ceder às suas próprias inclinações --, fez com que fosse prudente para os acusados, o fechamento de acordos fora dos tribunais, mesmo que eles não tivessem feito nada de errado. Dois casos tipificam a incerteza dos resultados das cortes. Referem-se a um operador de guindaste, que encostou o braço da máquina numa linha de transmissão de alta tensão, originando um processo contra o fabricante do equipamento por não alertar os operadores sobre esse perigo – tal argumento foi refutado, sem julgamento, num estado, com o fundamento de que o perigo é óbvio demais para exigir algum tipo de aviso, apesar de em outro estado, o fabricante ter sido condenado a pagar mais de US$12 milhões. Em outras palavras, não há mais lei no sentido real da expressão, mas, somente éditos imprevisíveis emanados dos tribunais.” – P. 170

“Quando os ungidos dizem que há uma crise, isso significa que algo deve ser feito – e deve ser feito, simplesmente, porque os ungidos desejam alguma ação. Crise se tornou um dos muitos substitutos para evidência ou lógica.” – P. 182

Capítulo 7 – O vocabulário dos ungidos
“Os homens têm uma incurável propensão em prejulgar todas as grandes questões que os interessam estampando seus preconceitos em sua linguagem” – James Fitzjames Stephen


“Muitas discussões de intelectuais sobre as decisões de empresários se processam como se empregadores, proprietários e outros agentes operando sob sistemática pressão do mercado fossem livres para tomar decisões caprichosas e arbitrárias, baseadas em preconceito e informações enganosas – como se eles fossem intelectuais sentados em torno de uma mesa num seminário – e depois deixassem de pagar pelos erros cometidos.” – P. 188

“Mas, para aqueles com a visão dos ungidos, dizer que um plano ou política particular é contrário à natureza humana como a conhecemos, significa apenas que a natureza humana deve ser mudada. Então, o vocabulário dos ungidos está repleto de termos como ‘sensibilização’, ‘esclarecimento’ ou ‘reeducação’ de outras pessoas.” – P. 190

Outra forma verbal de mascarar a interferência da elite na decisão das pessoas é usar a palavra ‘pedir’ – como em ‘Só estamos pedindo que todos arquem com sua devida parcela.’ Mas, o governo não pede, ele manda. A Receita Federal não pede ‘contribuição’. Ela toma.” – P. 197

“Muitas palavras e frases usadas na mídia e entre acadêmicos sugerem que as coisas, simplesmente, acontecem com as pessoas, ao invés de serem causadas por suas próprias escolhas e comportamento. Assim, afirma-se que há uma gravidez ‘epidêmica’ ou um uso ‘epidêmico’ de drogas entre os adolescentes, como se essas coisas fossem como uma gripe que as pessoas pegam somente por estarem no lugar errado, na hora errada.” – P. 198

“Uma personificação ampla da ‘sociedade’ é outra tática verbal que esconde questões de responsabilidade pessoal. Tal uso do termo ‘sociedade’ é uma versão mais sofisticada da noção de que ‘o demônio me obrigou a fazer isso.’ Tal como o todo o vocabulário dos ungidos, esse termo é usado como uma palavra mágica que faz a escolha, o comportamento e o desempenho se esvaecerem.” – P. 199

“A visão dos ungidos considera que males como a pobreza, o sexo irresponsável e o crime derivam, primariamente, da ‘sociedade,’ ao invés de derivar das escolhas pessoais e do comportamento. Acreditar em responsabilidade pessoal seria destruir todo o papel especial do ungido, cuja visão os escala para o papel de salvadores das pessoas que são tratadas de forma injusta pela ‘sociedade.’ ” – P. 203

“Dizer que ‘a riqueza na América é tão injustamente distribuída,’ como faz Ronald Dworkin, é grosseiramente enganador, pois, a maior parte da riqueza dos Estados Unidos não é, de forma alguma, distribuída. As pessoas criam, ganham, poupam e gastam a riqueza.” – P. 211

Capítulo 8 – Cortejando o desastre
“O sistema legal perdeu sua alma e se tornou uma selva” – Bertrand de Jouvenel


“Em resumo, conquanto salvar alguns indivíduos inocentes de uma injusta condenação é importante, a questão é se isso é mais importante que poupar outros indivíduos inocentes da violência e morte nas mãos de criminosos. Salvar um réu inocente por década vale o sacrifício de dez assassinatos de vítimas inocentes? Mil assassinatos? Quando reconhecemos que não há solução, mas apenas escolhas entre situações conflitantes, não podemos mais perseguir o ideal da justiça cósmica, mas devemos fazer nossas escolhas entre alternativas, realmente, disponíveis – e essas alternativas não incluem a garantia de que nenhum mal atingirá uma vítima inocente. A única maneira de nos assegurarmos de que nenhum inocente será jamais condenado erradamente é descartarmos o sistema judicial criminal e aceitarmos os horrores da anarquia.” – P. 225

“Aqueles que, hoje, advogam uma ‘moderação judicial’ definem essa expressão como sendo juízes interpretando leis, inclusive a Constituição, de acordo com o significado que as palavras dessas leis tinham quando foram escritas.” – P. 227

“Ativismo judicial é um mecanismo por meio do qual a visão esquerdista pode ser imposta sobre o público em geral que não a compartilha, sem ter de passar pelo crivo de autoridades eleitas que não ousariam apoiar muitas das características dessa visão.” – P. 235

Capítulo 9 – Realidade opcional
“... ideologia … é um instrumento de poder; um mecanismo de defesa contra a informação; um pretexto para desprezar os limites morais na consecução ou na aprovação do mal, com a consciência tranqüila; e finalmente, um modo de banir o critério da experiência, isto é, de eliminar completamente, ou postergar indefinidamente, o critério pragmático do sucesso e do fracasso.” – Jean-François Revel

“Como Hannah Arendt observou, transformar questões de fato em questões de intenção foi uma grande realização dos totalitários do século XX. É uma realização perigosa que sobreviveu ao colapso dos impérios facista e comunista e se transformou numa marca registrada da maior parte da intelligentsia ocidental.” – P. 244

“Se a verdade é maçante, a civilização é irritante. Os limites inerentes da vida civilizada são frustrantes de muitas formas. Mesmo assim aqueles com a visão dos ungidos, freqüentemente, vêem esses limites, somente, como imposições arbitrárias, coisas das quais eles – e nós todos – podemos ser liberados. A desintegração social que segue o advento de tais liberações, raramente, provoca qualquer reconsideração séria de todo o conjunto de suposições – a visão – que levou a tais desastres. Essa visão é muito bem isolada de realimentações.” – P. 247

“Uma alegação é sempre levantada contra a intelligentsia e outros membros dos ungidos, a de que falta senso comum a suas teorias e políticas. Mas a própria normalidade do senso comum o faz muito pouco atrativo para os ungidos. Como eles podem ser mais sábios e mais nobres do que todos, ao mesmo tempo em que concordam com todo mundo?” – P. 248

“A civilização já foi definida, muito apropriadamente, como ‘uma fina crosta sobre um vulcão’. Os ungidos estão, constantemente, pressionando essa crosta.” – P. 250

“Um fazendeiro californiano pode sempre mostrar à audiência televisiva a abundante safra que ele colheu com a ajuda do projeto de irrigação governamental. Mas ninguém pode filmar as safras que teriam sido colhidas em outros lugares, a um custo menor, se não houvesse subsídios governamentais que encorajassem o uso da água, obtida a um custo maior, no deserto da Califórnia, ao invés do uso da água de graça, obtida das nuvens, em algum outro lugar.” – P. 257

“Dentre os ungidos encontramos toda uma classe de supostos ‘bem-pensantes’, que pensam, surpreendentemente, pouco sobre os fundamentos e, incrivelmente, muito sobre expressão verbal. Por esse pequeno grupo de pessoas acreditar-se mais sábio e mais nobre que os mortais comuns, temos adotado políticas que impõem altos custos a milhões de outros seres humanos, não somente por meio de impostos, mas também em empregos perdidos, em desintegração social e na perda da segurança pessoal. Raramente, tão poucos custaram tanto a tanta gente.” – P. 260

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