20/09/2026

Tesla e Sagan: ciência como apostolado.

"Para mim, o universo é simplesmente uma grande máquina que nunca teve origem e nunca terá fim. O ser humano não é exceção à ordem natural. O homem, assim como o universo, é uma máquina. Nada entra em nossas mentes ou determina nossas ações que não seja, direta ou indiretamente, uma resposta a estímulos que incidem sobre nossos órgãos dos sentidos vindos de fora."

Nikola Tesla, A Machine to End War (1935)

"Onde estamos? Quem somos nós? De onde viemos? Descobrimos que vivemos num planeta insignificante de uma estrela monótona perdida entre dois braços em espiral na periferia de uma galáxia que é membro de um aglomerado esparso de galáxias, escondidas em algum canto esquecido de um universo em que há muito mais galáxias do que pessoas."

Carl Sagan, Cosmos, 1980, p. 193

Eis aí dois cientistas famosos. Tesla é um mais superestimado cientista do século XX e sua fama parece só ter aumentado no século XXI. Não é a toa que a empresa daquele ser humano estranho se chame Tesla. Malucos de todos os matizes têm Tesla como o cara que descobriu uma série de coisas estranhas.

Carl Sagan foi o maior apóstolo do Big-Bang que já existiu. Uma observação: uma teoria científica não precisa de apóstolos, é ou não é verdadeira, ou é verdadeira dentro de certos limites. Mas o Big-Bang precisou de apóstolos e os tem até hoje. A série Cosmos na TV e o livro foi obra de um apóstolo, e um bem competente. Foram lançados nos anos 1980 e fizeram um sucesso enorme. A teoria do Big-Bang está hoje morta e quase enterrada!

As duas citações acima são de dois ateus de quatro costados. Ambas as citações não têm nada de científicas. São apenas regurgitações de homens descrentes que usam a ciência como arma, ou como racionalizações para seu próprio comportamento.

A citação de Tesla contêm uma contradição insanável, fácil de perceber: nada entra na mente de Tesla que não seja uma resposta a estímulos vindos de fora; portanto sua citação não é mais que uma resposta mecânica do organismo de Tesla a estímulos exteriores e, portanto, não tem significado algum, para além do mecanismo.

A citação de Sagan é conjunto de besteiras baseadas em conjecturas da cosmologia, que nem ciência é, a respeito de uma mistura de ontologia e metafísica barata para enganar trouxas. 

Apesar disso, os dois continuam a ocupar os altares da religião "ciência" nos dias que correm.

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