terça-feira, janeiro 26, 2010

Tesouro de Exemplos – mais três historinhas

Do livro Tesouro de Exemplos

VIVA CRISTO REI!

No México, não faz muitos anos, um presidente, chamado Calles, perseguiu com furor não só os padres, mas também todos os católicos militantes. Em setembro de 1927 os soldados de Calles prenderam três jovens: José Valência, Nicolau Navarro e Salvador Veigas, porque faziam propaganda em favor da religião.

Depois de maltratá-los brutalmente, conduziram-nos a 3 de janeiro de 1928, para longe da cidade, e ali os espancaram e feriram com cutelos.

Repreendeu-os José Valência, dizendo:

- Sois uns perversos, martirizando-nos ferozmente; Deus vos perdoe!

E dirigindo-se aos companheiros, recordou-lhes que eram católicos, que a verdadeira pátria era o céu, para onde logo partiriam. E todos os três gritaram: Viva Cristo Rei! Viva a Mãe de

Deus!

Furiosos, os cruéis soldados os espancaram de novo e cortaram-lhes a língua, dizendo:

- Vamos ver se agora falais e rezais!

Ao volver-se o mártir para seus companheiros para mostrar-lhes o céu, fuzilaram-no e em seguida cortaram-lhe a cabeça.

Os outros dois companheiros imitaram o heroísmo do primeiro. Em seguida aquela soldadesca tomou os cadáveres e, levando-os à cidade, deixou-os no meio da praça, como se tivesse realizado uma grande façanha.

Acudiu logo uma multidão imensa de curiosos. Chamaram também a mãe do jovem mártir José Valência. A heróica senhora, em vez de chorar, olhos fixos no céu exclamou:

- Senhor, bendigo-vos por terdes disposto que eu fosse a mãe de um mártir!

E julgando-se indigna de abraçar o corpo do filho, beijou-lhe os pés devotamente.

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CORTEM-LHE A CABEÇA

Conta-se que Teodorico, famoso príncipe ariano, tinha a seu serviço um católico, a quem estimava muito, a ponto de nomeá-lo seu ministro. Esse indivíduo, querendo merecer ainda mais as graças do príncipe, renunciou à religião católica abraçou a ariana, que era uma perigosa heresia.

Ao ter notícia dessa resolução do seu ministro, dirigindo se aos seus dois guardas, disse-lhes o príncipe:

- Cortem-lhe a cabeça!

Estranhando os guardas aquela ordem, acrescentou Teodorico:

- Cortem-lhe a cabeça porque, se este homem é infiel a Deus, não deixará de ser infiel a mim, que não passo de um puro homem.

E o ministro, que esperava grandes favores à custa de sua religião, foi imediatamente decapitado.

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EXPIAÇÃO

Um capelão francês visitava uma ambulância e aproximando-se dum soldado disse-lhe:

- Amigo, disseram-me que você está gravemente ferido e sofre muito.

- O sr. levante o cobertor que me cobre.

Horrorizado viu o capelão um peito robusto sem braços.

- Não se assuste - disse o soldado; levante agora a coberta dos pés.

Faltavam as pernas até os joelhos.

- Pobrezinho! - exclamou o sacerdote.

- Não se compadeça de mim, padre; dê-me antes parabéns, porque antes da guerra eu reduzi ao mesmo estado uma imagem de Jesus Crucificado.

Foi assim: Ao chegarmos à encruzilhada do caminho, eu e meus companheiros encontramos um grande crucifixo e o enchemos de insultos e blasfêmias. Quis avantajar-me a eles em impiedade e com meu sabre cortei os braços e as pernas da imagem. Quando começaram a sibilar as primeiras balas é que compreendi a enormidade de meu crime. Lembrei-me de minha igreja, do vigário, de minha defunta mãe, de meu catecismo.

Pedi a Deus que me castigasse nesta vida. E Deus me ouviu como o sr. está vendo. Como tratei ao crucifixo' assim fui tratado. Quanto maiores forem os meus sofrimentos, tanto maior será o meu consolo; pois assim estou seguro de que Deus quer perdoar-me.

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