domingo, maio 07, 2017

100 anos de Fátima!

No próximo sábado, dia 13, comemoraremos os 100 anos do aparecimento de Nossa Senhora aos pastorzinhos de Fátima: Lúcia, Jacinta e Franscisco. Os dois últimos, já beatos, serão canonizados neste dia. Seleciono abaixo alguns posts do blog sobre Fátima e suas consequências.








Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!

segunda-feira, maio 01, 2017

Libido Dominandi, psicanálise, sociedades secretas e o sacramento da Confissão



Traduzo e transcrevo abaixo trecho do livro de E. Michael Jone, Libido Dominandi: sexual liberation and political Control. Ele se refere à profunda semelhança entre a psicanálise o o método do criador dos Illuminati, Adam Weishaupt. Iluminismo aqui é a doutrina dos Iluminati.

No coração da psicanálise encontramos Freud, como o paradigmático analista, tendo como papel, em suas palavras, de "padre confessor". A manipulação tanto da confissão quanto do exame de consciência como o coração do Iluminismo é um fato bem estabelecido. Adam Weishaupt foi instruído por jesuítas por oito anos. Na criação de sua sociedade secreta (Illuminati), Weishautp simplesmente tomou os Exercícios Espirituais de Inácio de Loyola, mais especificamente o exame de consciência, e os "iluminou". Weishaupt é um caso exemplo de ambivalência quando se fala de jesuítas. Ele os odiava e, mesmo assim, contou a Friedrich Muenter que, quando jovem, ele quase se tornou um deles. Tirando do exame de consciência todo o conteúdo sobrenatural e removendo os controles sobre a Confissão estabelecidos pela Igreja Católica (principalmente a noção de confidencialidade, intrínseca ao segredo confessional) Weishaupt transformou a confissão num instrumento de manipulação e controle. O exame de consciência fora do ambiente confessional se tornou seelenspionage (espionagem da alma). Ao invés de liberar o penitente do pecado, tornava-o cativo ao seu controlador, suscetível a chantagem e, muito frequentemente manipulado segundo suas paixões, descritas em detalhe ao seu "confessor". Iluminismo não é a adoção da espiritualidade de Inácio; é a sua corrupção.

domingo, abril 30, 2017

Santa Catarina de Sena rogai por nós!

Abaixo os links de alguns posts sobre a grande santa da Igreja. Nela veneramos a mulher católica, corajosa, mãe de todos os seus filhos!





terça-feira, abril 25, 2017

Falsificações da Ciência: livro que traduzi

Acaba de ser publicado um livro que traduzi, cujo assunto é a falsificação da ciência em nome de agendas políticas, sociais, ideológicas, globalistas, etc. Leiam o livro e aprendam como o pessoal nos engana sobre quase tudo.



Para comprar o livro clique aqui.





sexta-feira, abril 21, 2017

Falsificações da Ciência

Um leitor, Thiago, deixou um comentário sobre a postagem "Ainda a Libido Dominandi: mecânica e eletricidade 

Ele diz: "Não entendi a relevância dessa citação. Se a eletricidade foi usada como propaganda do materialismo no século XIX, não é mais hoje. Qual o ponto aqui? "

Acho a dúvida relevante. Para saná-la é preciso entender que a informação de que a ciência está sendo instrumentalizada pelos ateus é muito importante. Significa que a ciência está sendo usada para um propósito que não é dela. A verdadeira ciência não emite opiniões sobre a existência ou não de Deus, sobre a existência ou não de fenômenos sobrenaturais. Sobretudo, a ciência não tem nada a dizer sobre a moral. Isso tudo está fora do escopo da ciência; todo grande cientista sempre soube disso. São os ideólogos e ateus militantes que estão sequestrando a ciência (aqui e aqui).

O segundo ponto a considerar é que a ciência da eletricidade (e do magnetismo) tem sido usada até hoje para enganar. Quem nunca viu falar a respeito de água magnetizada, travesseiro e colchão magnético, etc. Quem já não viu alguém afirmar que é bom andar descalço para descarregar as energias do corpo. Quem já não se deparou com alguém falando de energia vital, aura, energia de vida, etc, num contexto completamente materialista. A ideia de que o ser humano é só uma concentração de energias diferentes e que através da manipulação destas é possível curar, aumentar a duração da vida, trazer felicidade, etc, é uma consequência de todo esse movimento iniciado há 200-300 anos. 

Entender isso é importante para enfrentarmos os falsificadores contemporâneos que falam da teoria da evolução como algo científico, do aquecimento global como fato comprovado, além, é claro, de todo o estabelecimento de uma ditadura médica que nos pretende determinar o que e como comer.

"O ponto aqui", Thiago, é este!

quarta-feira, abril 19, 2017

Palestra, no próximo domingo: As Grandes Heresias - Parte II - A heresia de Ário

A segunda palestra sobre as grandes heresias que atacaram e atacam a Igreja Católica acontecerá dia 23/04, após a Missa, que será celebrada na Capela Nossa Senhora do Líbano (Floresta), em Belo Horizonte, MG, às 8h00. A palestra começa em torno das 9h50.

Todos estão convidados.

terça-feira, abril 18, 2017

Ainda a Libido Dominandi: mecânica e eletricidade a serviço da revolução

Assim como a teoria de Newton, como entendida, popularizada e instrumentalizada por Voltaire, a eletricidade também foi usada para dar ares científicos ao materialismo dos séculos XVIII e XIX. Mecânica newtoniana e eletricidade foram usadas como armas na luta contra a Igreja. Não esqueçamos o bordão de Voltaire com que ele terminava suas cartas: Écrasez l'infâme; écrasez l'impie. Traduzo e reproduzo abaixo mais um trecho da obra Libido Dominandi: sexual liberation and political Control, de E. Michael Jones.

Assim como a eletricidade produzia luz, que dissipava, por sua própria natureza, a escuridão da superstição, assim a eletricidade, como a força fundamental da natureza, encontrou sua expressão política no Iluminismo, a conspiração planejada por Adam Weishaupt, professor de Direito da Universidade de Ingolstadt, que destronou o Rei de França e aspirava significar a mesma coisa para padres e outros reis em toda a Europa.

quarta-feira, abril 12, 2017

Libido Dominandi, pornografia, controle social e político

Traduzo e transcrevo abaixo trecho da introdução do importantíssimo livro de E. Michael Jone, Libido Dominandi: sexual liberation and political Control, a que algumas vezes já me referi aqui no blog.

Tal como a história da pornografia é uma história de progresso (tecnológico, não moral, claro), assim a exploração da compulsão tem sido explorada de modo cada vez mais explícito durante os últimos duzentos anos de nossa era revolucionária. O que começou como a servidão do pecado, tornou-se eventualmente controle financeiro e o que se tornou aceito como transação comercial [compra de pornografia pela Internet, por exemplo] tomou a forma de controle político. A revolução sexual é contemporânea da revolução política do tipo que começou na França em 1789. Isso significa que não falamos de vício sexual quando usamos o termo revolução sexual, mas da racionalização do vício sexual, seguido da exploração financeira desse vício, seguido pela mobilização política da mesma coisa como uma forma de controle. Como a “liberação” sexual tem o caos social como uma de suas sequelas inevitáveis, ela engendra quase desde o momento inicial a necessidade de controle social.

Não é nenhum segredo agora que a luxúria é também uma forma de dependência. Minha opinião é a de que o regime atual sabe disso e explora a situação em seu próprio benefício. Em outras palavras, “liberdade” sexual é realmente uma forma de controle social. Estamos, na realidade, diante de um sistema gnóstico de duas verdades. A verdade exotérica, aquela propagada pelo regime por meio da propaganda, da educação sexual, dos filmes de Hollywood, do sistema universitário – a verdade, em outras palavras, para o consumo geral – é que a liberação sexual é liberdade. A verdade esotérica, aquela que informa o manual de operação do regime – em outras palavras, o pessoal que se beneficia da “liberdade” – é o exato oposto, ou seja, que a liberação sexual é uma forma de controle, um modo de manter o regime no poder pela exploração das paixões do ingênuo, que se identifica com suas paixões, como se elas fossem propriamente suas, e com o regime que ostensivamente o capacita a gratificar-se delas. Às pessoas que sucumbem a suas paixões desordenadas são oferecidas racionalizações do tipo que inundam as páginas da Internet e que são assim moldadas por uma poderosa força política por aqueles que são mais habilidosos em manipular o fluxo de imagens e racionalizações.


Como o laissez-faire econômico, as primeiras ideias experimentais de como explorar o sexo como uma forma de controle social surgiram também durante o Iluminismo. Se o universo era uma máquina cuja força motora era a gravidade, a sociedade era também uma máquina cuja força motora era o auto-interesse, e o homem, do mesmo modo, dessacralizado, era uma máquina cujo combustível era a paixão. Dali, não precisamos de muita imaginação para entender que o homem que controlasse a paixão, controlaria o homem.

domingo, abril 09, 2017

Frequentar ou não frequentar, eis a questão

Um leitor me escreve dizendo morar longe de uma cidade onde há Missa Tridentina e que “não tenho frequentado missas modernistas e não tenho me comungado.” Além disso, ele afirma: “Se não desejo frequentar a missa moderna e consequentemente não posso me comungar numa missa modernista, estou em pecado?” Penso ser esta uma dúvida de muitos.

A Missa de Paulo VI, missa instituída depois do Concílio Vaticano II, também chamada de Rito Romano Ordinário, é uma missa católica válida. Nela há a Consagração da Hóstia e o Sacrifício de Nosso Senhor é celebrado validamente. Há muitíssimos abusos atualmente nas missas espalhadas por aí. Isso não tem nada a ver com a validade do Sacramento.

Outra coisa: devemos ir à Missa não por quaisquer desejos. Devemos ir à Missa porque é nossa obrigação para com Deus. Quando não havia em minha cidade a Missa Tridentina, eu frequentava as Missas modernas. Escolhia sempre o padre mais piedoso e a missa menos barulhenta; descobri que as primeiras missas do dia são menos barulhentas; é que quem faz barulho deve acordar mais tarde. Descobri também que os padres mais piedosos hoje em dia são os mais intelectualmente desapetrechados, aqueles que não absorveram, pela graça de Deus, as falsidades que são ensinadas hoje nos seminários. Esse tipo de padre fala pouco na homilia e não procura aparecer como astro da Missa.


Finalmente, você leitor pode e deve comungar na Missa moderna, se estiver em estado de graça. O que se deve evitar terminantemente é a comunhão na mão; se possível deve-se também recebê-la de joelhos. Repetindo: há a Consagração e o Sacramento é válido.

sexta-feira, março 31, 2017

Big Joe cala feministas e esquerda americana na marcha das mulheres





Para quem quiser saber mais sobre a Margaret Sanger, citado por Big Joe, acerca de quem os americanos nada sabem, os leitores podem ler um texto antigo do blog. Big Joe está por dentro das coisas!

domingo, março 26, 2017

Catolicismo, vontade e sentimento.

Recebo de um leitor amigo (Flávio Dornelles) a seguinte pergunta. Na última palestra dissestes que o Catolicismo é a religião da vontade e não do sentimentalismo. Poderia em poucas palavras falar sobre a parte da vontade?

Todos nós temos sentimentos, que nos assaltam a todo momento. Mas o católico sabe que não devemos, e não podemos, ser governados por eles. Devemos ser governados pela razão, iluminada pela Fé. O que quer dizer isso? 

Que não devemos viver para alimentar nossos desejos sentimentais e nem nos medirmos pelo que sentimos; pelo que sentimos acerca dos outros, nem pelo que sentimos acerca de nós mesmos. Se ficarmos envoltos na neblina dos sentimentos, perdemos a noção da realidade, perdemos sobretudo a noção da ordenação dos bens e dos males. 

Por exemplo, o católico não assiste a Missa para se sentir bem, ou não faz caridade para se sentir bem, ou não reza o santo Terço para se sentir bem. Porque, pela razão e pela Fé, estas são nossas obrigações que devem ser feitas quer sintamos bem ou mal. 

O que faz com que não ajamos por sentimentos é o direcionamento de nossa vontade ao que dita a razão e a Fé. É a obediência ao que dita nossa inteligência.

A Igreja nunca pregou que nós estamos aqui na Terra para nos sentirmos bem, mas sempre disse que estamos aqui para nos salvar. Essas duas coisas estão, na maioria das vezes, em oposição. Por isso eu disse que o catolicismo é a Religião da realidade e não do prazer. É a Religião da alegria e não do prazer. E alegria é vontade direcionada Àquele que disse ser "a verdade, o caminho e a vida". Sentimento é pois um péssimo conselheiro para o católico.


sábado, março 18, 2017

Palestra, no próximo domingo: As Grandes Heresias - Parte I

A primeira palestra, de uma série, sobre as grandes heresias que atacaram e atacam a Igreja Católica acontecerá dia 19/03, dia de São José, casto esposo de Maria e Patrono da Igreja Universal, após a Missa, que será celebrada na Capela Nossa Senhora do Líbano (Floresta), em Belo Horizonte, MG, às 8h00. A palestra começa em torno das 9h50.

Todos estão convidados, e que São José nos proteja.

quarta-feira, março 08, 2017

Dia da mulher.

Em 2012, publiquei um artigo sobre o dia da mulher: aqui. Ele causou muita indignação a uma leitora, a quem eu respondo aqui. Vale a pena ler.

segunda-feira, março 06, 2017

O Catolicão, por Murilo Mendes

O Catolicão é o título de um fantástico artigo de Murilo Mendes sobre os católicos de sua época; penso que o texto deve ser de décadas pré-conciliares, o que indica que o catolicismo já estava em vias de uma degeneração acentuada. Eis o link para  o artigo
https://periodicos.ufsc.br/index.php/literatura/article/view/5105/4809

Levado pelo artigo, procurei menções a Murilo Mendes no diário de Josué Montelo e encontrei esta pérola, na entrada do dia 20 de dezembro de 1955. Grande Murilo Mendes.

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Lá fui eu, esta noite, ao programa de João Condé, na TV Tupi, para ser crivado de perguntas, ao vivo, diante das câmaras, no calor do estúdio intensamente iluminado.

Antes de começar o programa, sento-me no lugar que me é destinado, por baixo de grandes lâmpadas que pendem do teto. Olho-as com receio, no temor de que estourem sobre minha cabeça, e meu temor é justificado pela experiência de meu programa anterior, naquele mesmo estúdio, quando o poeta Murilo Mendes, o diplomata Roberto Assunção e eu, convocados para um debate sobre a cultura brasileira no exterior, fomos colocados ali, debaixo das mesmas luzes.

E ia em meio o programa, com Murilo Mendes a discorrer sobre a sua experiência na Itália, quando uma das lâmpadas explode, fazendo cair sobre a cabeça do poeta uma chuva de pedaços de vidro, sem que ele deixasse transparecer a menor reação.

Ao fim do programa, perguntei ao poeta: — Como foi que você conseguiu manter-se impassível, com aquele estrondo e aqueles cacos de vidro?

E Murilo, sério, ainda a sacudir do paletó os últimos estilhaços da lâmpada:
— Graças a uma certa intimidade com o sobrenatural.

Agora, no programa de João Condé, depois de lembrar-lhe o episódio, para acentuar que me falta a intimidade de que o Murilo se desvanecia, pergunto-lhe se posso ter certeza de que não vou receber o mesmo banho, na hora em que estiver falando.

— Fique tranquilo. Murilo, por ser santo, tem direito a esses sustos; você, não.

quarta-feira, março 01, 2017

Palavras do último sermão de Pe. Faber: Quaresma de 1863

"A pior e mais fatal preparação do demônio para a vinda do Anticristo é o enfraquecimento no homem da crença na punição eterna. Fossem estas as últimas palavras que devesse dirigir a vocês, nada eu diria com mais ênfase que isto: que depois do pensamento acerca do Precioso Sangue, não há outro, em toda a nossa Fé, que lhes seja mais precioso e mais necessário que o pensamento acerca da punição eterna"

segunda-feira, fevereiro 20, 2017

Palestra sobre a vida de Pe. Frederick William Faber: próximo domingo, 26 de fevereiro, após a Missa.

Padre Faber foi o fundador e superior do Oratório de São Filipe Neri em Londres. Sua história se confunde com a de grandes católicos convertidos da Igreja Anglicana para a Igreja Católica na esteira do Movimento de Oxford. Tal movimento teve enorme repercussão na Inglaterra no século XIX. A grande figura do movimento foi o beato Newman, de quem Padre Faber era um admirador. 


A palestra sobre a vida de Padre Faber acontecerá dia 26/02, após a Missa, que será celebrada na Capela Nossa Senhora do Líbano (Floresta), em Belo Horizonte, MG, às 8h00. A palestra começa em torno das 9h50.

Todos estão convidados.

Quaresma 2017

O blog sugere dois vídeos do canal do blog no youtube para a quaresma 2017.







Sobre as Mortificações Cristãs






segunda-feira, janeiro 23, 2017

Mitos são verdadeiros ou falsos? Descubra!..

Neste debate imaginário, Tolkien e Lewis debatem a questão. Tolkien foi importante na conversão de Lewis ao cristianismo. Infelizmente, Lewis permaneceu no anglicanismo toda a sua vida.



 

quarta-feira, dezembro 28, 2016

Palestra de lançamento do livro A Coisa, de Chesterton

Palestra do prof. Angueth sobre o livro A Coisa, de Chesterton. Dia 08/01, após a Missa, que será celebrada na Capela Nossa Senhora do Líbano (Floresta), em Belo Horizonte, MG, às 8h00. A palestra começa em torno das 10h.

Haverá cerca de 30 exemplares à venda, ao preço de R$50,00 cada, que podem ser adquiridos durante a palestra.

Para informações sobre o livro clique aqui.

A Coisa, Por Que Sou Católico? 

Autor: Gilbert Keith Chesterton

Tradução, Prefácio e Notas: Antônio Emílio Angheth de Araújo

Editora Oratório

sábado, dezembro 10, 2016

Um presente de Natal inesperado, mas muito, muito importante!



A Coisa, Por Que Sou Católico? 

Autor: Gilbert Keith Chesterton

 Neste livro Chesterton expõe seu pensamento sobre diversos temas, debates e ideias que vicejavam na cultura inglesa de seu tempo contra o catolicismo, refutando cada uma delas com inteligência, eficiência e compaixão. Em suas próprias palavras, o autor diz a razão pela qual escreveu o livro: "se nesta (minha) existência excessivamente feliz e preguiçosa descubro que meus companheiros de religião estão sendo execrados com insultos por dizerem que sua religião é verdadeira, não seria correto que eu não me colocasse na posição de ser também insultado”.

Sete anos após sua conversão do anglicanismo para o catolicismo, Chesterton se coloca na frente de batalha para ser execrado como seus irmãos católicos, que confessam sua Fé publicamente, numa Inglaterra majoritariamente anglicana e racionalista. A Coisa, - segundo o professor e tradutor do livro Antônio Angheth, - é antes de tudo uma confissão de fé.
Hilaire Belloc, seu grande amigo e companheiro de batalhas, disse a respeito do livro: “De todos os livros de Chesterton, A Coisa é o mais profundo e o mais claro. (...) Estou curioso e até meditativo a respeito do destino provável do livro. Se ele for lido pela geração agora jovem, isso significará que a Inglaterra começa a pensar. Se ele for esquecido, isso significará que a capacidade de pensar está naufragando, pois não há nenhum lugar onde o pensamento e a exposição clara esteja atualmente mais presente do que nesse livro”. 
Nos ensaios do livro, Chesterton trata de todos os assuntos na perspectiva do catolicismo: dos seus valores morais, dos seus santos, da sua doutrina, dos seus dogmas, da sua alegria.


Livro: A Coisa, Por Que Sou Católico?
Autor: Gilbert Keith Chesterton
Tradução e Notas: Antônio Emílio Angheth de Araújo
Editora Oratório
Formato:
 16X23, páginas: 228, preço: R$ 54,00
ISBN 978-85-64028-03-6
* O livro está com uma promoção de desconto de 10% até 31/12/2016, de R$ 54,00 por R$ 48,60.

segunda-feira, novembro 14, 2016

O Papa Francisco e eu

Uso aqui as palavras de Frei Clemente Rojão. Palavras extraordinárias que faço minhas.


Eu nunca julgo o Pontífice Romano, nunca!
Eu páro na fase de me escandalizar apenas e travo feito um Windows, aguardando a eucaristia me dar o divino ctrl-alt-del e rebutar meu sistema de crenças.

(PS - não baixem imediatamente as atualizações automáticas que vieram depois do service pack XII - S. P. XII entenderam? Ainda tem alguns conflitos de versão e back-doors de trojans vermelhos)

sábado, outubro 22, 2016

Sidney Silveira, Josué Montello e Bob Dylan

Leio esta frase lapidar de Sidney Silveira: “O homem lúcido de qualquer época tem sempre a percepção de que este mundo está a desfazer-se, tamanha é a maldade humana.”

Tamanha é a estupidez humana, diria eu. E a este propósito, lembro-me do Prêmio Nobel de Literatura outorgado este ano a um cantor popular americano. Sou lembrado também, pelas redes sociais, que Ronaldinho Gaúcho ganhou o Prêmio Machado de Assis, da nossa Academia Brasileira de Letras. Se não me engano, juntamente com Luxemburgo.

Nessas conexões futebolísticas, lembro-me de um grande escritor brasileiro, que também recebeu o prêmio agora conspurcado. Ele foi jogador de futebol na adolescência, e mudou-se para Belém quando lá foi em viagem com seu time. Estou falando de Josué Montello, romancista, dramaturgo, contista, etc. Em seu diário, ele anota – em 4 de junho de 1953, pouco antes de completar 36 anos de idade, e na véspera de receber o prêmio da Academia por seu romance Labirinto de Espelhos – o seguinte.

Penso que o escritor verdadeiro — não o simples amador, que escreve para demonstrar que possui mais uma prenda, como quem senta ao piano para tocar de ouvido — só deve pegar a pena, diante do papel em branco, com uma intenção de eternidade. Intenção, veja-se bem. Não digo convicção. E dar tudo de si para merecer esse favor de Deus.

O Labirinto de espelhos ainda não é o romance que eu posso escrever, quer no tema, quer na técnica narrativa, quer na forma. É o romance de fora para dentro, e não de dentro para fora, como deve ser. Desenvolvi o tema, parte para adestrar a pena, parte para me distrair. E o que eu quero é o romance arrancado de meu sangue e de minha carne. O Labirinto de espelhos tem mais minha zombaria que meu sangue. Mesmo nas cenas em que procuro dar vida à Carmencita, prevalece o pendor do riso. E não é isso que eu desejo. Pretendo mergulhar mais fundo na consciência humana. Não quero ser um estilo à procura de um assunto, como se dizia de Latino Coelho; mas um escritor em busca de um assunto e de um estilo, ambos a serem extraídos de minhas mais profundas experiências. Enquanto não me encontro nem me realizo, leio.

Quantas obras nos teriam poupado os maus escritores se ao invés de escreverem, continuassem lendo.


A Academia Brasileira de Letras e a Comissão do Prêmio Nobel agora parece entender que literatura é tudo o que se espalha pelo papel, qualquer conjunto de letrinhas, e mesmo o que se espalha pelos gramados. Voltamos então à frase de Sidney Silveira, que por um tempo foi Oliveira.

domingo, setembro 25, 2016

ELEIÇÕES E EXCOMUNHÃO OU: O PAROQUIANO BOBINHO E O PADRECO COMUNISTINHA DE MERDA.

Recebo de um leitor um belo texto pré-eleitoral. Que todos fiquem atentos.



Por Marcos Paulo
Vitória de Santo Antão-PE


Aproximam-se as eleições e, com estas também excomunhões. Milhares! Milhões! Eleições e excomunhões são como vasos comunicantes. São como a comida que se ingere e o bolor fecal que se expele. Para alguns, os "efeitos eleitorais" se encerram após uma rapidíssima contagem secreta de votos por um avançado sotfware. Quem ganhou, sorri, quem perdeu chora. O que ri, sorri, pois, terá quatro ou cinco anos de sinecura moral, intelectual e financeira pela frente - não necessariamente nessa ordem, nem tampouco só estas-, também por que é certo que neste interregno temporal virara "doutor" e "excelência". O choroso perdedor chora. Chora porque perdeu tudo aquilo que foi dito acima. Quem ganhou chora, também. Chora aquele "choro teomaníaco", aquele choro de alegria de se sentir um eleito, escolhido pelo próprio Deus para retificar a sociedade de cima abaixo Chorume! São lágrimas de chorume, as de ambos.

No entanto, para um sujeito mais curioso, para um cabra que não "abandone os fatos à superfície", os efeitos eleitorais - preponderantemente deletérios - não se restringem só no prestígio perdido e ou na frustração psicológica. Há um dano maior do que estes, invisível é verdade; indolor com certeza - ao menos momentaneamente - mas devastador quando viver-se-á em um "local" onde o movimento não será contado por meio dos ponteiros de um relógio analógico nem tampouco pelos saltos quânticos do "césio". Estou falando da eternidade. Eternidade: "temor e tremor".

Todo este nariz de cera acima foi utilizado por mim para dizer que um Católico Apostólico Romano não pode votar em certas siglas políticas que defendam, mesmo que em doses hahnemannianas, aquilo que a Santa Igreja pontifica serem danosas para a salvação das almas. Salvação das almas! Quanto tempo não se fala disso nas igrejas, nas campanhas da fraternidade, nos encontros do clero: "Salus animarum suprema lex est!"

Deve, o Católico, prestar atenção às sopinhas de letras que componhem certas candidaturas para não incorrer na pena da "excomunhão latae sententae". "Ah!, mas eu não voto no partido, voto no candidato", dirá um desses experts em bolinhas de sabão. Estoure sua bolhinha meu filho, não há candidaturas individuais em nosso regime. Não há o partido do eu sozinho. No mais, "quem casa com a moça, casa com a família inteira", diz o ditado.

"O padre lá da minha paróquia me disse que a CNBB disse que devemos votar sempre tendo em vista a "opção preferencial pelos pobres", diz o obediente católico. Caro paroquiano plagiando e adaptando a Peppa Pig, eu te digo: paroquiano bobinho! A autoridade da CNBB em assuntos teológicos é menor do que a de um segurança de prostíbulos. A CNBB é um mero sindicato. Teologicamente não é nada. Ah, é sim, uma pedra de tropeço na vida da grande maioria dos católicos que não tendo tempo para se instruírem, tempo para ler certa leitura especializada, acreditam, o que não deveria ser diferente, integralmente no que diz o seu pároco na missa dominical. Sabia-se que no próximo domingo, na próxima missa o padre nos diria A VERDADE: "Aquela beleza tão antiga e tão nova" da qual falava Santo Agostinho. Hoje em dia... "Missas" quase não há mais...

Algum enfezadinho já deve estar me rotulando de "blasfemo", "herético", "caluniador" ou filho de mulher de má fama. Sou um pobre miserável, pois não. Mas não é por não ter a capacidade de ser um bom cristão - essa graça Deus já lha deu-me, eu é que sou tíbio mesmo - que vou me calarei diante de certas omissões que custam uma alma.

Padres, bispos e Papa não devem militar em favor de político ou sigla alguma. Mas tem sim, o dever irrecusável de dizer quais são os partidos e políticos que conspiram contra os valores católicos sob pena de eles mesmos estarem excomungados.

"Mas que violência", dirão alguns; "que desrespeitoso" dirão outros; "Ele não sabe "dialogar", dirá o dialogador defensor de totalitarismos; "É um conservador ultra-direitista", dirão os geógrafos do espectro político. Não precisam ir tão longe. Eu mesmo me defino: sou um mau católico, um pecador consciente e que só não irei para o inferno pela intercessão da Sempre Santíssima Virgem Maria e pela piedade Divina, da Qual tanto abuso. Mas não sou eleitor de abortista, comunista, socialista, anarquista, liberal, de defensores de direitos animais e coisas do tipo.

Um pouco de CNBB. Esse negócio foi uma invenção do senhor Helder Câmara, Padre e Bispo (estes títulos não se podem retirar dele, pois, são Digitus Dei). Como dele, também, foi a invenção de um tal "Pacto das Catacumbas". Ele, o dom Helder, juntou-se com mais umas três dezenas de bispos de todos os continentes no período em que se gestava o trevoso Concílio Vaticano II para se irmanarem "nesse pacto" que consiste na cenoura de burro: "por uma Igreja pobre e servidora". Um mero flatus vocis, ou, em resumo de mesa de bar, "um peido pela boca" repetido por um monte de bobocas que esquecem o óbvio: para ajudar a alguém, você tem de ter algo que esta pessoa não possui. Logo, para dar você tem que ter. Criaram até um símbolo: um anel feito de tucum. Segundo eles, era para demonstrar a humildade! Mas dizer-se humilde não é uma atitude de não humildade?
Criada a CNBB, ficou mais fácil fazer a articulação entre os "bispos humildes" e certos "padres de passeata". É claro que nem todos os bispos, desde a criação desse troço até hoje eram/acintiam com o que os dons helderes pensavam. Mas, por questão de polidez, para não ferir os brios de ninguém, para não confundir os fiéis, se filiaram a estes sacerdotes celerados, dando assim um ar de oficialidade ao departamento petista para assuntos "espirituais".

Ao valer-me do vocábulo celerado, não me creiam hiperbólico nem muito menos difamador. O termo vai na sua mais precisa acepção psiquiátrica mesmo. Sem temer ser alcunhado de "Alienista" abilolado, à la Simão Bacamarte, duvido da sanidade mental de quem não veja insanidade em um sujeito que se diz católico e "reescreve" o Pai-Nosso, onde expressa suas parafilias, como o "frei" Betto, para quem Deus é pai no céu, mãe na terra e ambos praticariam um ménage à trois, servindo de oráculos para as formiguinhas do seu jardim. Toda editora e livraria católicas que publicassem ou vendessem livros deste maluco deveriam sofrer penas canônicas.

Ele não é o único da "gang" que é doidinho de pedra.

Peguemos o mais famoso deles, Dom Helder Câmara. Helder Câmara foi "integralista", Padre, Bispo, comunista, demagogo e tinha pendores poéticos. Sua poesia é, podemos dizer piromaníaca. Uma das suas carbonárias estrofes diz: "Sonhei que o Papa enlouquecia/E ele mesmo ateava fogo ao Vaticano/E à Basílica de São Pedro. Loucura sagrada!" Um Papa louco? Um Papa clown de Shakespeare? Loucura há. Loucura utilizada com método científico para desorientar o rebanho católico.  

Assim caro leitor católico, quando o padre de vossa paróquia, em vésperas de eleição, vier com evasivas e diversionismos e ficar cheio de cuidados, de arrodeios, teorizar muito para responder se um católico pode votar em pessoas ou partidos que defendam valores anti-católicos, com certeza apodítica você estará diante de um traidor, pois: "Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna (Mateus 5:37).


Apesar de tudo fiquemos felizes, aquela felicidade católica; aquela que está "lá", tendo a certeza de que as coisas que "cá" acontecem são o cumprimento das profecias! "Stat Crux dum volvitur orbis"! Viva Cristo Rei! Salve Maria!

quarta-feira, julho 13, 2016

Verbum, a nova revista católica.






Compras: http://www.revistaverbum.com.br/revista-verbum-ed-01

segunda-feira, junho 27, 2016

As aparições de Fátima e os males do comunismo

Quando Nossa Senhora nos alertou, em Fátima, sobre os males do comunismo e como evitá-los, não tínhamos a menor ideia do que seriam esses males. Hoje nós temos; ah! e como temos! 

No vídeo abaixo, vocês verão como a teia comunista se espalha pelo mundo. O Mercado Comum Europeu é a maior teia comunista construída no mundo livre, é uma superestrutura (palavrinha que os comunista adoram!) que esmagará o Ocidente. O grito dos ingleses é o primeiro e esperamos que outros venham de países que ainda não perderam todo o senso comum!


domingo, junho 19, 2016

A Verdadeira História do Brasil, por Sidney Silveira e Sérgio Pachá

Atenção amigos, depois desta iniciativa não há desculpas para o desconhecimento de nossa história. Eis o vídeo inicial do excelente curso que está começando.


sábado, junho 18, 2016

O liberalismo é pecado, nos explica Dr Javier Barracoya

Grande católico e tomista espanhol nos explica no vídeo abaixo o que é o liberalismo e porque ele é pecado.


sábado, abril 02, 2016

Curso de Olavo de Carvalho sobre Política e Cultura no Brasil

Acompanho a obra do filósofo Olavo de Carvalho há quase duas décadas, lendo seus livros, fazendo alguns de seus cursos; principalmente o curso de filosofia (COF). Quem lia, como eu, o filósofo, nos finais dos anos 1990 e início dos anos 2000, sabia o que ia acontecer no Brasil do PT e pode, agora, estar triste mas não surpreso. Quem o lê até hoje sabe como a CNBB pariu o PT, nutriu a criança, perverteu-a e hoje protege a cria delinquente. Quem leu Olavo, no início de 2015, sabia no que podia se transformar as passeatas e aqueles líderes que a mídia escolheu "para chamar de seu". 

Mas não é só a política e a cultura daqui que ocupa a mente do filósofo e quem o lê entende muito bem o que está se passando nos EUA e na Europa de hoje.

Agora, Olavo de Carvalho oferece um curso sobre Política e Cultura no Brasil e eu o recomendo a todos os interessados em entender a realidade. Viver de olhos abertos à realidade que nos cerca é a coisa mais difícil de se conseguir e a coisa que todos os santos procuram nos ensinar; Olavo nos ajudará a não dormir diante da assustadora realidade que nos cerca. O link das inscrições segue abaixo. Eu vou me inscrever.

http://www.seminariodefilosofia.org/produto/cultura-e-politica-no-brasil-historia-e-perspectivas/

quinta-feira, março 17, 2016

Evolução: o Deus dos ateus.

Publiquei, há algum tempo, um post intitulado Por que a Academia adota a Evolução?. Nele descrevo as razões mais torpes de grandes cientistas e pensadores para acreditarem na "teoria" da evolução. Mas nem sempre estes homens são tão francos. Há os que enfeitam seus discursos com palavras menos torpes e mais enganosas. Abaixo transcrevo um pequeno texto escrito por Stephen Jay Gould e a resposta a ele, dada por David Berlinsk, nas páginas 293 e 294 de seu livro Black Mischief.

Diz Gould: Chimpanzés e gorilas têm sido, há tempos, o campo de batalha de nossa busca por exclusividade, pois se pudermos estabelecer uma distinção inequívoca -- de espécie, não de grau -- entre nós e nossos parentes próximos, podemos encontrar a tão ansiada justificação para a nossa arrogância cósmica. As pessoas educadas aceitam, atualmente, a continuidade evolucionária entre humanos e macacos. Mas estamos tão apegados à nossa herança filosófica e religiosa que ainda procuramos um critério para uma divisão clara entre nossas habilidades e as dos chimpanzés.

Antes da resposta de Berlinsky, duas observações: que vê distinção entre macaco e homem, não é um homem de bom senso; é, segundo Gould, um arrogante cósmico. Outra coisa, a barreira que os homens, aqueles que não são educados, têm para não ver a realidade de nosso parentesco extremo com os macacos é a Filosofia e a Religião que herdamos: ou seja, a filosofia platonica-aristotélica-tomista e a religião Católica.

Bem, agora vamos à resposta de Berlinsky:

Nenhuma distinção em espécie, mas em grau, entre nós e os chimpanzés? Nenhuma distinção? Sério, pessoal? Eis um simples teste operacional: Os chimpanzés são os que estão invariavelmente atrás das grades de suas jaulas. Lá eles se sentam, mastigando solenemente bananas, catando piolhos, andando em círculos, chupando balinhas, esperando o início dos experimentos. Nenhuma distinção? Chimpanzés não podem ler ou escrever; não pintam ou compõem música, ou entendem matemática; não formam comunidades reais, apenas tribos andarilhas sem coesão; não toma refeição e não cozinham; não há registro de suas realizações; acima do puramente superficial, eles mostram pouca curiosidade; nascem, vivem, sofrem e morrem.

Nenhuma distinção? Nenhuma espécie do reino animal se organiza de modo complexo, denso e difícil como é típico das sociedades humanas. Não há algo parecido como uma cultura animal; animais não assume compromisso e não podem contar; não há nenhum traço, no reino animal, de virtualmente nenhuma das poderosas e mal compreendidas capacidades e propriedades da mente humana; em toda a história, nenhum animal contemplou o céu noturno em desconcertado e respeitoso assombro. Os chimpanzés são criaturas estáticas, solenemente ciscando por comida com seus pauzinhos, inspecionando um ao outro a procura de pulgas. Sim, eles são pacíficos se alimentados, e olhando para seus ingênuos olhos castanhos pode-se ver sinais de um grito biológico universal (uma bela manobra que envolve ouvir o que se vê), mas, e daí?

Pois é, e daí? Daí que hoje vivemos um grande dilema: a maior ignorância está na mente dos maiores "intelectuais", professores e cientistas. Este é hoje o dilema do homem comum.

São Patrício, rogai por nós!

terça-feira, março 01, 2016

Oração Segundo Santo Afonso - Parte 2

Palestra proferida no dia 04/10/2015, no Colégio Santa Maria em Belo Horizonte. Para assistir a Parte I, clique aqui.


quarta-feira, fevereiro 24, 2016

Lançamento da biografia de Santo Tomás de Aquino.

Esta palestra foi proferida no dia 6 de dezembro de 2015 e se refere à edição da Editora Ecclesiae da biografia de Santo Tomás


quarta-feira, dezembro 23, 2015

Mensagem de Natal

Que a Mãe Santíssima e seu Filho no estábulo de Belém nos abençoem a todos neste Natal. É no estábulo de Belém que já se encontra a promessa de nossa redenção, a Cruz de Nosso Senhor. Natal é tempo também de pensarmos na Cruz d'Ele e nas nossas e de procurarmos oferecer as nossas para aliviar as dores da d'Ele.

Um santo Natal a todos e um 2016 pleno de fé, caridade e esperança.

Ad Iesum per Mariam.

quinta-feira, dezembro 03, 2015

Palestra de lançamento da Biografia de Santo Tomás, de Chesterton, neste domingo, após a Missa.

O lançamento do livro será feito após a Missa do dia 06 de dezembro, domingo, quando haverá uma PALESTRA proferida pelo tradutor.

Nessa ocasião serão postos a venda 20 exemplares do livro, ao preço unitário de R$35,00. A renda será revertida para pagamento dos estudos do Diácono Thiago Bonifácio. 

Mais detalhes sobre a paletra em http://missatridentinabh.blogspot.com.br/ .

quinta-feira, novembro 19, 2015

Chesterton sobre Santo Tomás


Acaba de sair publicado a extraordinária biografia que Chesterton escreveu sobre Santo Tomás. Chesterton escreveu grandes biografias, além de sua autobiografia. Mas a que ele dedicou a Santo Tomás receberia certamente a benção do Doutor Angélico.

Traduzi o livro e escrevi o prefácio, cujo último parágrafo reproduzo aqui:

"Este livro poderia ter muitos títulos, além do título singelo que lhe deu Chesterton. Talvez o melhor título alternativo seja a essência do tomismo. Isto porque este livro é, entre outras coisas, a melhor introdução à filosofia de Santo Tomás de Aquino. Todos os interessados na filosofia do santo, a filosofia do senso comum, na expressão de Chesterton, devem mergulhar no livro. Desse mergulho, os leitores sairão com muito mais que uma introdução ao pensamento de um santo, sairão com a compreensão do que seja santidade, do que seja sanidade."

sábado, novembro 14, 2015

Estudos provam que...

Este é o título de duas crônicas de Thomas Sowell que traduzi para o Mídia Sem Máscara em 2006. Elas surgiram em minha memória quando li uma matéria na Veja online, acerca da descoberta de um risonho cientista que descobriu, assim parece, que “Pode parecer um milagre, mas, de acordo com pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos Estados Unidos e da Universidade do Colorado, o movimento do vento descrito na Bíblia [que dividiu as águas sob o comando de Moisés] pode ter, de fato, afastado as águas sem quebrar nenhuma lei da física.

Bem, bem, bem! Lembro aqui o que disse Sowell. Diz ele:

Meu falecido orientador, economista prêmio Nobel George Stigler, costumava dizer que é muito instrutivo gastar algumas horas numa biblioteca, checando estudos que foram citados como fontes em outros trabalhos. Quando comecei a fazer isso, achei não só instrutivo mas decepcionante.

Uma nota de pé de página num texto sobre economia do trabalho citava seis estudos que apoiavam suas conclusões. Mas, depois que fui à biblioteca e consultei esses seis estudos, descobri que eles citavam um outro estudo – o mesmo em todos os seis.

Agora que os seis estudos tinham se reduzido a um, fui a ele – e descobri que era um estudo de uma situação muito diferente da discutida no texto sobre economia do trabalho.

As grandes redes de televisão e a mídia impressa têm amplos recursos financeiros para conferir as alegações, antes de apresentá-las ao público como “notícias”. Mas não espere muita preocupação com os fatos quando isso puder estragar uma grande história ou a distorção política ou religiosa que a acompanhe. Quando somente pessoas com determinadas visões podem conduzir certos estudos, não se surpreenda se “estudos provarem que” aquele conjunto de visões é verdadeiro.

A frase “pode parecer um milagre” já aponta qual a visão de quem conduziu o estudo. Visão contra o milagre e também uma ignorância a respeito do que seja um milagre. Deus usa a natureza, que Ele criou, para produzir prodígios; Ele não a contradiz! O milagre do Sol, ocorrido em Fátima, outro milagre que a “ciência” parece não aceitar, não contradiz os princípios fundamentais do Universo, apenas aquela parcela que a ciência tem acesso e que considera tudo que existe. Uma lei física é apenas um padrão de repetição que é identificado pelo homem. Desse padrão se pode deduzir um punhado de coisas e delas fazer uso para um punhado de outras coisas. Mas a identificação do padrão nada diz sobre a possibilidade de a natureza poder, eventualmente, agir de outra forma, quando sob a ação de forças que estão acima dela.

Aliás, Deus quando age, na maioria das vezes, é através de causas segundas, não só para produzir prodígios naturais, mas também para produzir prodígios humanos pessoais. Um santo é um prodígio tão espetacular quanto o milagre do Sol, talvez mais. Só em ocasiões muito especiais Deus age como causa primeira.

Mas eu tenho uma listinha de milagres para a ciência desvendar: as ressurreições empreendidas por Nosso Senhor e pelos seus mais destacados santos, ao longo da história; as centenas de corpos incorruptos que existem atualmente no mundo, Hóstias que atualmente sangram permanentemente e que estão espalhadas em vários lugares da Terra (tome como exemplo a Hóstia de Lanciano, que sangra desde o século VIII); os estigmas de Padre Pio, que o vitimaram durante 50 anos, sangrando permanentemente, sem infeccionar, sem matar o santo. Para por aqui, só para não sobrecarregar muito a “ciência”.


terça-feira, novembro 10, 2015

Oração segundo Santo Afonso: parte I

Palestra proferida no dia 06/09/2015, no Colégio Santa Maria em Belo Horizonte.

quarta-feira, novembro 04, 2015

Palestra próximo domingo. Oração segundo Santo Afonso: Como e o que pedir a Deus?

Darei uma palestra no próximo domingo, depois da Santa Missa no Rito Tridentino, por volta das 10h (com aproximadamente 1h de duração), no colégio Santa Maria (endereço abaixo). A palestra será sobre "como e o que pedir a Deus" e eu me basearei no livro de Santo Afonso Maria de Ligório, intitulado Oração. É a segunda palestra sobre o tema. Estão todos convidados. Tentarei gravar a palestra e depois a publicarei aqui.

Local: Capela Nossa Senhora do Líbano (Colégio Santa Maria - Floresta)
Endereço: Rua Pouso Alegre, 659 - Floresta - Belo Horizonte, MG.

O que os leigos podemos fazer atualmente, dada a crise da Igreja?


Fica difícil fazer a devoção em lugares como aquele onde moro que não possuem padre da Tradição todos os dias (só uma vez por mês) e quando apelar à Igreja conciliar para receber a comunhão está fora de opção (pela incerteza na validade da transubstanciação).

Respondi o comentário brevemente, mas desejo fazer alguns comentários mais gerais.
Em primeiro lugar, todo católico consciente está perplexo com tudo o que está ocorrendo com a Igreja. Os católicos antigos contavam com a lentidão ou a inexistência da tecnologia para desconhecerem muito do que estava acontecendo em Roma. As crises chegavam ao conhecimento muito lentamente, quando chegavam e, às vezes, num momento em que já estavam resolvidas. Os fiéis leigos continuavam sua vida de fé, de oração, de devoção, sem saberem o que estava acontecendo nas altas esferas eclesiásticas. Hoje, infelizmente, isso não é mais possível. Qualquer respiro papal nos é informado imediatamente. O espírito católico nos recomenda nunca sermos rápidos em nossas respostas a qualquer estímulo externo, sobretudo no que diz respeito à doutrina e fé católicas. É São Tiago que nos recomenda: Sit autem omnis homo velox ad audiendum, tardus autem ad loquendum et tardus ad iram. Devemos ser rápidos no ouvir, mas lentos no falar e no reagir com ira.

Então, quando falamos do Sacramento da Ordem e de tudo que ouvimos acerca do que está acontecendo nos seminários católicos, devemos ser cautelosos. Não podemos ser rápidos ao afirmar, o que seria uma temeridade, que tal Sacramento é inválido. Quem somos nós para afirmar isso? A invalidade ou validade de um Sacramento é assunto que está fora da esfera de decisão de qualquer leigo e só os mais experientes devem entreter alguma pretensão até mesmo de discutir o assunto. O mesmo, e em nível muito superior, se deve dizer da validade ou não da Consagração da Hóstia. Não seremos nós, leigos, que iremos supor, sem conhecimento algum, que tal ou qual Consagração seja inválida. Isso é assunto de uma complexidade teológica que foge completamente da esfera dos leigos e não devemos tratar desse assunto com leviandade, quanto mais tomar decisões baseadas em fofoca. É bastante conhecida a técnica do demônio de nos afastar dos Sacramentos, colocando em nossas cabeças dúvidas sobre eles. Os escrúpulos, que ocuparam tantos santos e diretores espirituais, não são nada mais que técnicas demoníacas para afastar católicos da Comunhão. Lembremos que a crise atual é de natureza demoníaca e é o príncipe do mundo que está no comando. Não nos deixemos cair em suas redes!

Fala-se muito atualmente sobre um possível cisma na Igreja, com o Sínodo da Família. O que devemos pensar sobre isso. Ora, nada. Primeiro porque cisma se dá na esfera eclesiástica, não na massa dos leigos. Em segundo lugar, o que podemos fazer na situação de cisma? Exatamente nada! Devemos nos manter católicos, com nossas orações, com nossas devoções. Como será resolvido, no futuro, tal cisma, se ocorrer? Não sabemos, não temos como saber. Vale a pena colocar em risco a salvação de nossas almas tentando tomar posições que não nos competem?

Outro assunto que reverbera nos meios católicos são as recentes canonizações. O que dizer? Nada, exceto que devoções particulares a qualquer santo não é obrigatória. A única devoção obrigatória é a Nossa Senhora. Ah, mas e se determinado canonizado o tiver sido de modo inválido? Se tiver sido o caso, nada podemos fazer, exceto, em particular, recusar a devoção a tal santo. No futuro, se tal assunto tiver solução, esta virá das autoridades eclesiásticas, de Roma, do Papa.

Ah, na minha cidade não tem Missa Antiga! Então vá na Missa Nova e escolha a menos barulhenta, o padre mais piedoso. Não duvide dos Sacramentos, pois Nosso Senhor está no comando dessa área; a distribuição de Suas graças é tarefa d’Ele e de Nossa Senhora. Nunca deixe de rezar, inclusive e principalmente, pelo clero.

Tardus ad loquendum, tardus ad iram! São Tiago está falando para nós, católicos do século XX, mergulhados em toda a atual crise da Igreja. Não esqueçamos desse conselho do grande Apóstolo. Rezemos pelo clero, rezemos pelo Papa! 

sábado, outubro 31, 2015

O Sínodo sobre a família é consequência lógica do CVII. É complementação do silogismo conciliar.

Depois do Concílio Vaticano II, com seus documentos escritos em linguagem dúbia, com afirmações inaceitáveis segundo a Tradição da Igreja, com todos os hoje conhecidos golpes políticos durante o desenrolar das reuniões conciliares, golpes de corte marxista e que eram e são comuns em qualquer congressozinho de agremiações de esquerda mundo afora, o que os católicos esperávamos do Sínodo da Família, sob o reinado do Papa Francisco?

O CVII mudou a Missa e, portanto, a prática católica tradicional. Foi a destruição do principal Sacramento: a Eucaristia. A Confissão, nos anos posteriores, foi destruída e se transformou num bate-papo entre um padre de camiseta e o fiel, isso quando os padres aceitam ouvir confissões. O Sacramento da Ordem foi destruído por meio da destruição dos Seminários, que se tornaram antro de esquerdismos, filosofismos e, dolorosamente, de homossexualismos. O Sacramento da Crisma, bem, que conhece, hoje, este Sacramento? Qual moribundo católico sente a necessidade de solicitar a presença de um padre no momento mais crítico de sua vida, de pedir a Extrema-Unção? Todo o rito do Sacramento do Batismo foi mudado depois do CVII, amenizando a linguagem e despachando o Demônio para o confortável lugar da inexistência. Por que algo diferente aconteceria ao Sacramento do Matrimônio? Que esperávamos nós católicos?

A vida de Nosso Senhor Jesus Cristo jorra em sua Igreja através dos Sacramentos. Somos uma Igreja Sacramental porque Igreja de Cristo. Não apenas seguimos Seus amargos e doloridos passos, mas recebemos Sua Vida. Sem isso não há Graça e não há vida eterna. Acabem com isso, e iremos todos para o Inferno. A corrupção prática dos Sacramentos é um movimento contra a salvação das almas, contra a obra de Nosso Senhor; uma obra a favor de Satã, que quer fazer perder todas as almas. Esta obra satânica está em operação vigorosa no interior da Igreja, que sangra como Nosso Senhor na Cruz.


Somos, na expressão do grande criador da Fraternidade São Pio X, os católicos perplexos. Embora eu creia que hoje há muito menos perplexidade entre os católicos já anestesiados, já divorciados da Vida Sacramental, já sem acesso a esse prenúncio de Vida Eterna. Aos que ainda conseguem ver a realidade, um conselho: voltem os olhos para Fátima. Nossa Senhora deu a receita para os fiéis, embora também tenha dado à hierarquia da Igreja, que não deu bola para o que Nossa Mãe disse. Mas nós, fiéis, não podemos desconhecer os conselhos de tão boa Mãe: a reza do Rosário e a Devoção dos cinco primeiros sábados. Se há alguma tábua de salvação nesse naufrágio, Deus, por meio de Sua Mãe, está nos oferecendo esta. Não somos hierarquia da Igreja, mas somos seus fiéis e temos de dar um testemunho que há ainda Fé neste mundo e responder àquela dolorosa pergunta de Nosso Senhor, que duvidava que em Sua volta encontraria alguém com alguma fé.

domingo, outubro 18, 2015

O dia que Santo Tomás visitou Belo Horizonte.

Foi dia 17 de outubro, sábado passado, que Santo Tomás esteve entre nós. Estávamos sob a proteção de Santa Margarida Maria Alacoque, a santa do Sagrado Coração, a quem Nosso Senhor permitiu que recostasse em Seu Sagrado Peito e sentisse o fogo de Seu Divino Amor, como fez tantas vezes São João Apóstolo. Estávamos sob a proteção de uma santa do século XVII, mas sob a ação do Doutor Comum do século XIII.

Estávamos sob a ação das definições escolásticas precisas, das intuições santíssimas de Santo Tomás. Pudemos sentir em nosso coração a sutilíssima tese da primeira questão da Suma: a filosofia é serva da teologia. E se unimos a teologia com a devoção, experimentamos um pedacinho do Céu. Não é exagero dizer que estivemos na antessala do Paraíso.

Estava muito calor, éramos quase cinquenta pessoas numa sala não muito grande. Quem nos conduzia era o prof. Sidney Silveira. E ficamos sabendo sobre as quatro virtudes cardeais: Prudência, Temperança, Justiça e Fortaleza. Sem elas não há vida feliz, não há vida que viver, não há razão de viver. São virtudes que o paganismo conheceu e o alto paganismo viveu. São virtudes que foram abrasadas pelo amor de Nosso Senhor e com o cristianismo ganhou a dimensão certa quando conjugadas com as virtudes teologais: Fé, Esperança e Caridade. Sem estas três, o máximo que o homem atingiria, o ponto mais elevado possível, seria o estoicismo. Mas com a Encarnação, tudo se divinizou, inclusive as virtudes cardeais.

Neste sábado calorento de Belo Horizonte, o que sentimos foi o fogo do amor de Santo Tomás, do amor de Nosso Senhor, tudo sob a proteção de Santa Margarida Maria Alacoque.

Deus lhe pague, meu amigo e irmão Sidney Silveira, por trazer Santo Tomás a Belo Horizonte.

Santo Tomás, rogai por nós.

Santa Margarida Maria Alacoque, rogai por nós.

quinta-feira, setembro 03, 2015

Palestra no próximo domingo: Oração, primeira obrigação de todo católico!

Darei uma palestra no próximo domingo, depois da Santa Missa no Rito Tridentino, por volta das 10h (com aproximadamente 1h de duração), no colégio Santa Maria (endereço abaixo). A palestra será sobre a Oração e eu me basearei no livro de Santo Afonso Maria de Ligório, intitulado Oração. Farei umas três palestras sobre o livro, sendo que a primeira abordará o tema a Necessidade da Oração. Estão todos convidados. Tentarei gravar a palestra e depois a publicarei aqui.

Local: Capela Nossa Senhora do Líbano (Colégio Santa Maria - Floresta)
Endereço: Rua Pouso Alegre, 659 - Floresta - Belo Horizonte, MG.


Em 12/11/2015 - Para o vídeo da palestra clique aqui.