sábado, fevereiro 22, 2014

Leitor pede conselhos.

Leitor escreve o seguinte comentário ao post Leitor insiste, blog explica.:
Sou um católico pouco praticante, mas que de um ano para cá estou me sentindo compelido a ser mais participativo para com a igreja, sobretudo depois da posse deste novo "papa". Mas estou em um estágio de semi-analfabetismo funcional do ponto de vista dos dogmas da nossa igreja, e estou tentando entender alguns pontos que me perturbam. O primeiro deles é a relação entre o capital e a igreja: O que os santos textos nos ensinam em relação ao capital? Por que o comunismo vai contra nossas ideologias? Até que ponto devo buscar um crescimento financeiro? Quando uma vontade de realizar um feito pessoal (uma viagem de lazer, adquirir um bem "melhor" do que o necessário) se torna perigosa? 
 
Vemos aqui justamente um católico sendo impelido na direção da Igreja justamente por causa da crise, por causa, na expressão do leitor, do novo papa, entre aspas. É o que eu falava no post em questão.
 
A você caro leitor tenho a dizer que o que te compele é graça de Deus. Responda a ela com obediência e presteza, pois desprezar a graça de Deus é um grave pecado.
 
Sobre as dúvidas quanto ao capital e ao comunismo, você talvez possa ler o marcador Economia e Catolicismo do blog. Ainda no blog, você pode ler um belo texto de São Francisco de Sales sobre o espírito de pobreza. Leia, se puder, todo o livro Filotéia. Você certamente aprenderá que o problema com o dinheiro não é tê-lo, mas deixar que ele nos domine. São Paulo recomenda a Timóteo o que ensinar a este respeito (1Tm 7-10; 17-19): (7) Nada trouxemos para o mundo e nada dele podemos levar. (8) Quando, porém, temos o que comer e o que vestir, com isso nos contentaremos. (9) Mas aqueles que querem enriquecer caem em tentações, em laços e em muitas cobiças insensatas e nocivas, que mergulham os homens na perdição e na ruína. (10) Com efeito a raiz de todos os males é a cobiça do dinheiro, na qual, espasmando, alguns desviaram-se da fé, atormentando-se com muitas aflições. (17) Aos ricos deste século recomenda que não sejam altivos, nem ponham a esperança em riquezas incertas, mas em Deus, que nos dá todas as coisas com abundância, para delas usarmos; (18) recomenda que pratiquem o bem, que se enriqueçam de boas obras, que sejam generosos, liberais, (19) acumulando assim um excelente capital para o futuro, para alcançarem a verdadeira vida.
 
Há ainda uma perspectiva diferente a esta questão. Esta perspectiva é a da devoção à Sagrada Humanidade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Aqui, caro leitor, adentramos no ambiente do devocionário católico, naquele manancial inesgotável de delícias e consolações divinas. Pe. Faber, em texto sobre esta devoção, diz: O amor efetivo faz-nos ver a imagem viva de Jesus, representando em nossa própria vida os estados, mistério e virtudes da Sua. Trazemos exteriormente essa imagem pela contínua mortificação, diminuindo e apertando o conforto corporal, regulando os sentidos, derrubando as exigências extravagantes do mundo e da sociedade, pela ciosa moderação dos afetos e dos prazeres inocentes, e pela perpétua repressão de toda vaidade e arrogância. Nossa vida interior é conforme à de Jesus pela liberdade de espírito que significa o desapego das criaturas e a conformidade à sua vontade. Nossas ações exteriores trazem a estampa divina quando procedemos como se fôssemos membros seus, quando fazemos todas as ações em seu nome e segundo as suas inspirações.
 
Neste pequeno trecho, você encontrará temas para meditações infindáveis sobre como “apertar o conforto corporal”, “regular os sentidos”, “derrubar as exigências extravagantes do mundo e da sociedade”.
 
Algumas sugestões finais que dou a todo católico “não praticante” ou "pouco praticante":
1. Vá a Missa todos os domingos e dias de guarda; se possível, prefira a Missa Tridentina;
2. Confesse pelo menos uma vez por mês, ou quando cometer pecado mortal;
3. Comungue sempre que esteja em estado de graça;
4. Reze o Rosário (os três terços, não quatro!) de preferência, se não puder, reze o Terço todos os dias. Lembre-se, a devoção a Nossa Senhora não é opcional!
5. Leia a vida dos santos, diariamente, e reze pedindo sua intercessão.
 
Escreva-me quando quiser e que Nossa Senhora te ilumine!
 

segunda-feira, fevereiro 17, 2014

Leitor insiste, blog explica.

O anônimo anterior, ou será outro?, comenta, no post em que lhe respondo, o seguinte:
 
Eu estava imaginando, professor, é alguém que, desejando ser católico, lesse todas essas informações. Essa pessoa não teria motivos ou segurança para aderir ao catolicismo, principalmente se lesse todas as tendências que existem dentro da Igreja Católica. O seu trabalho parece-me muito necessário se fosse do tipo "lavar roupa suja em casa". Mas ele lava a roupa publicamente e, com isso, leva inquietação aos que estão em fase de observação para escolher entre o catolicismo e outras alternativas.
 
Já escrevi muito sobre a religião verdadeira e como escolhê-la. Uma coisa que eu aprendi é que, apesar da crise da Igreja, uma das formas mais eficazes de converter uma pessoa é exatamente falando-lhe da crise, da Igreja verdadeira e da falsa, da Igreja e da outra, como dizia o grande Gustavo Corção. Foi assim com meus filhos, foi assim com pessoas que dão testemunho de conversão, mesmo com tantos problemas na Igreja. Atualmente, o trabalho missionário não pode deixar de lado a monumental crise da Santa Igreja. Temos de mostrar quem, embora com a missão específica de falar pela Igreja de Sempre, está traindo Nosso Senhor Jesus Cristo. Hoje em dia, qualquer lugar é lugar de missão, pois a Igreja está em processo acelerado de destruição em todos os lugares. 
 
Se temos um Papa que dá explicações à ONU publicamente, temos de publicamente dizer que ele está errado! Que aquela turma de comunistas profissionais, de globalistas de plantão, de totalitários empedernidos, de bárbaros por convicção, de abortistas e anticristãos, não podem e não devem ser considerados sequer nossos interlocutores; no máximo pecadores que o Papa deve tentar converter. É preciso que os que “estão em fase de observação” observem que na Igreja alguém está defendendo o Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor, que na Igreja há ainda guerreiros verdadeiros, que pegarão inclusive em armas convencionais, se preciso for, para defender a Igreja, guerreiros que não a defendem apenas com palavras açucaradas de falsa humildade.
 
A conversão terá de ser em direção à Igreja Verdadeira, ou não será conversão verdadeira. Qualquer conversão que se efetivar na igreja do Vaticano II, não será ainda conversão verdadeira. Um convertido que considerar a Missa como uma simples ceia, não se converteu ainda, não está ainda desfrutando da Preciosa Redenção que o Filho de Deus veio nos trazer. Um convertido que tomar a Hóstia consagrada em suas mãos está cometendo uma falha grave. Os que “estão em fase de observação” precisam saber que há algumas pessoas na Igreja que sabem disso e falam sobre isso. Um convertido modernista que pensar que o Inferno é apenas uma metáfora, não está ainda convertido e está, na verdade, correndo um sério risco de ir para lá. E por que ele pensaria assim do Inferno? Ora, porque a igreja do Vaticano II não fala mais do Inferno, não acredita mais no Inferno, segundo o depoimento de um inúmeros padres; e quando fala é como metáfora.
 
Só uma última observação: não existe alternativa ao catolicismo; aqui não existe liberdade, pois só a Igreja salva. Isto é coisa que os que “estão em fase de observação” nunca ouvem da Igreja modernista. É preciso que alguns falem. É minha mais firme convicção de que falar sobre os problemas da Igreja exerce forte atração naqueles que estão prestes a se converter. É por isso que continuarei meu trabalho!

sábado, fevereiro 15, 2014

Gregório Duvivier se mostra por inteiro.

Depois de atacar a Igreja, Gregório Duvivier, o palhaço, ataca agora todos os valores civilizacionais que, não por acaso, foram construídos justamente pela Igreja. Veja o texto de Rodrigo Constantino em seu blog.  
 
Os católicos sabemos que fora da Igreja não há Salvação, mas os resultados do afastamento da Igreja já são sentidos ainda aqui na terra: a razão, que foi criada por Deus, que é a luz de nosso intelecto, começa também a esmaecer-se. Os afastados de Deus se tornam cruéis, imorais, delinquentes; chafurdam na lama mais imunda, até que chegará o dia em que encontrarão seus diletos companheiros (leiam aqui para saber quem são), no Inferno. 
 
Enquanto estão vivos, há tempo ainda para o arrependimento!

sexta-feira, fevereiro 14, 2014

Leitor opina, blog responde.

Um leitor anônimo escreve um comentário ao post Blog se solidariza com D. Walmor no caso de van Balen., que diz o seguinte: 
 
Seu eu levar a sério o seu Blog, jamais poderia ser um católico. Ele "prova" o tempo todo que a Igreja Católico não tem liderança, e que as ovelhas que pastoreia, se quiserem salvar-se, precisa, cada uma delas, ser melhor do que o Papa em quase todos os aspectos, inclusive o intelectual. Creio que o senhor peca por excesso de zelo.
 
Há duas soluções para o problema: não levar a sério o blog; ou, estudar, ler livros sobre a crise da Igreja (eles existem: aqui, aqui e aqui.), observar os acontecimentos, pensar, refletir, e depois tirar as próprias conclusões.
 
Admito que não levar a sério o blog é muito mais fácil. Além do mais, criticar o Papa, cardeais e bispos não é fácil. Tomar o caso do D. Gerhard Mueller, que nega vários dogmas da Igreja, saber que ele foi nomeado por Bento XVI para o cargo que cuida justamente do respeito aos Dogmas, e deste caso concluir que algo de muito errado está se passando com a Igreja e com sua liderança é uma imposição racional apenas para os que estudam e pensam. Mais fácil seria “não levar a sério” quem denuncia, quem comenta, quem critica.
 
O anônimo fala em excesso de zelo. Seria excesso de zelo exigir que um cardeal, um bispo ou um padre da Igreja, aceitasse todos (TODOS) os Dogmas da Igreja. Talvez para o espírito moderno, isto seja mesmo excesso de zelo. Imaginemos em qualquer época passada, imaginemos que estivéssemos diante de São Francisco de Sales, e lhe disséssemos que o Papa havia nomeado para o Santo Ofício um bispo que nega, por escrito, Dogmas (não só um) da Igreja. Imaginemos que isso ocorresse com Santa Catarina de Sena, ou com São Francisco de Assis. Todos estes santos se encheriam de santa indignação; Santa Cataria seria capaz de ir ao Vaticano com dedo em riste para puxar a orelha do Papa. Para nosso anônimo, isso é excesso de zelo.
 
A Igreja está numa violenta crise e quem a denuncia é acusado de pecar por excesso de zelo. Mas não está exatamente aí um exemplo da crise, um católico absolutamente inconsciente, que nada vê sobre a crise e que se move na Igreja como se ela navegasse em mares calmíssimos? Não é isso que o demônio mais deseja? Não é isso que os modernistas que tomaram de assalto a Igreja depois do Vaticano II mais querem?
 
Quanto menos os católicos estudarem, se informarem, refletirem, mais serão enganados pela turma que assaltou a Igreja: a turma dos Congars, de Lubacs, e Rahners. O termo “assalto” poderá ferir a sensibilidade do anônimo tão otimista, mas ele é até um termo suave para descrever exatamente o que ocorreu com o CVII e a Igreja. É só estudar, o que eu recomendo a todos, até aos mais sensíveis.

segunda-feira, fevereiro 10, 2014

Blog se solidariza com D. Walmor no caso de van Balen.

Caríssimo D. Walmor, 
 
Venho por meio deste modesto post me solidarizar com vossa omissão no caso do herege da Igreja de N. Sra. do Carmo, em Belo Horizonte. Seus críticos ainda não entenderam nada da situação. Ficam cobrando que o senhor afaste o indigitado padre por negar Dogmas da Santa Igreja, fazer afirmações heréticas, e coisas assim. É certo que van Balen não acredita na Presença Real e no Deus Uno e Trino. Mas, o senhor certamente sabe que também D. Mueller, prefeito do antigo Santo Ofício, nega, por escrito, importantes Dogmas da Igreja e nada com ele acontece. E alguns fiéis reclamam que o senhor nada faz. São uns tontos! 
 
Como punir van Balen, se o Cardeal Braz de Aviz, com alto cargo no Vaticano, afirma que entre o falso e verdadeiro, devemos ser flexíveis? E não é exatamente isso que o senhor está sendo, flexível! O que querem os que o criticam? 
 
Além do mais, seus críticos se esquecem do que está contido nos documentos do Concílio Vaticano II. Ouso dizer que o senhor deve ter se baseado na Dignitates Humanae em sua decisão de nada fazer: “Este Concílio Vaticano declara que a pessoa humana tem direito à liberdade religiosa. Esta liberdade consiste no seguinte: todos os homens devem estar livres de coação, quer por parte dos indivíduos, quer dos grupos sociais ou qualquer autoridade humana; e de tal modo que, em matéria religiosa, ninguém seja forçado a agir contra a própria consciência, nem impedido de proceder segundo a mesma, em privado e em público, só ou associado com outros, dentro dos devidos limites. Declara, além disso, que o direito à liberdade religiosa se funda realmente na própria dignidade da pessoa humana, como a palavra revelada de Deus e a própria razão a dão a conhecer. Este direito da pessoa humana à liberdade religiosa na ordem jurídica da sociedade deve ser de tal modo reconhecido que se torne um direito civil.” 
 
Ora, D. Walmor, van Balen, portanto, merece todo o nosso respeito, por estar no pleno direito de praticar a religião que sua consciência aceita e não deve ser coagido, de modo algum. O pessoal ainda não entendeu o espírito do concílio! Ora todos que aceitam integral e completamente o CVII, um concílio que nada condenou, nem o comunismo, que à época, já tinha matado uns 100 milhões de indivíduos, cujos documentos afirmam a liberdade de consciência e outras coisas mais, não pode agora, de súbito, vir criticar o senhor, D. Walmor. O que o senhor está fazendo está não só plenamente em consonância com passagens dos textos conciliares, mas sobretudo é integralmente coerente com o espírito do concílio. 
 
Portanto, D. Walmor, receba minha total solidariedade e creia que o senhor está sendo completamente coerente com a Igreja do Concílio Vaticano II, mesmo que esta Igreja esteja cada vez mais longe da Igreja de Cristo, mas isso é um detalhe insignificante frente às pressões do mundo moderno. Afinal, Cristo viveu no longínquo Império Romano, e não na modernidade. Temos que atualizar a doutrina d’Ele, não é mesmo? E não dá para negar que van Balen faz exatamente isso.  
 
Portanto, parabéns por sua postura tão coerente e moderna! Criei até um lema para seu arcebispado: omissão é também ação. Como negá-lo?

sexta-feira, fevereiro 07, 2014

Bob Fields, Robertchev ou Robert Ping?

Recebi ontem e já devorei o ótimo “O homem mais lúcido do Brasil: as melhores frases de Roberto Campos”, organização de Aristóteles Drummond, Ed. Resistência Cultural.
 
Roberto Campos foi um homem de múltiplas facetas, representante daqueles que, mesmo brasileiros, conseguiram se elevar acima e além da burrice e cretinice nacional e ver um pouco da realidade como ela é. Participou ativamente de boa parte da história da república (falo república e já lembro aqui de uma frase do livro: “No Brasil, res publica é cosa nostra.”). Foi, claro, um homem de direita. Digo claro porque, como dizia J.O. Meira Pena (frase incluída no livro): “Os marxistas inteligentes são patifes. Os marxistas honestos são burros. E os inteligentes e honestos nunca são marxistas”.
 
Uma das facetas de Campos é a de grande frasista, como o foi também Nelson Rodrigues, que admirava Campos (como o foi meu querido Chesterton). O título do post tem a ver com uma frase do livro: “Adquiri o apelido de Bob Fields, mas, depois que Gorbachev abriu a União Soviética para capitais estrangeiros, eu podia me chamar Robertchev. E depois que Deng Xiaoping abriu a China para capitais estrangeiros, eu podia me chamar Robert Ping.”
 
Algumas das minhas frases preferidas, só para aguçar a curiosidade dos leitores, seguem abaixo.
 
“Os artistas brasileiros são socialistas nos dedos e na voz, mas invariavelmente capitalistas nos bolsos.”
 
“Os ‘progressistas’ farão o Brasil crescer como rabo de cavalo: para trás e para baixo.”
 
“Há três maneiras de o homem conhecer a ruína: a mais rápida é pelo jogo; a mais agradável é com as mulheres; a mais segura é seguindo os conselhos de um economista.”
 
“O PT é o partido dos trabalhadores que não trabalham, dos estudantes que não estudam e dos intelectuais que não pensam.”
 
Hoje à noite, às 20h, haverá uma palestra virtual de lançamento do livro com Aristóteles Drummond, pela Radio Vox. Para adquirir o livro envie um e-mail para o editor José Lorêdo Filho.
 
Ficam aqui o registro e a sugestão.

sábado, fevereiro 01, 2014

Frei Cláudio, um herege contumaz.

Agora que a coisa ficou publicamente mais feia com o herege Frei Cláudio, lembro-me que há no blog alguns posts sobre esse discípulo do demônio. Por exemplo: 50 Anos de Concilio Vaticano II. Frei Cláudio: Um herege em plena atividade. e Discípulo do herege frei Cláudio desanca o blog. Blog responde.. Neste último post, vocês podem ver como pensam os discípulos do frei, estes mesmos que impediram a celebração recente na Igreja do Carmo. Publiquei ainda dois outros posts escritos por quem conhece profundamente frei Cláudio e suas missas: Leitora do blog responde com serenidade e firmeza ao discípulo de Frei Cláudio. e 50 Anos de Concilio Vaticano II: o mal que faz um herege sedutor. 
 
Para quem não sabe, a Igreja do Carmo fica numa região nobre da capital mineira e é frequentada por gente abastada e portanto não é ignorância stricto sensu que move esses hereges. Quem defende frei Cláudio é gente que sabe o que está fazendo, é gente que escolheu o lado, é gente que escolheu frei Cláudio ao invés do Precioso Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.
 
Lembremos, de passagem, que as classes abastadas sempre tiveram uma singular tendência a aderirem às mais diversas heresias. Muitas das milhares de heresias que atacaram a Igreja ao longo dos séculos sempre tiveram uma aura de delicadeza e sofisticação. Notem que muitas das bandeira do frei herege são consideradas sofisticadas e modernas, coisa de gente inteligente e atual: o aborto, o homossexualismo (que agora já é assunto de novela), o desprezo ao matrimônio, etc. Enquanto isso a Cruz e o Sangue de Nosso Senhor sempre contou com a repulsa de muitos, é coisa de gente atrasada e ignorante: “Efetivamente, a palavra da cruz é uma loucura para os que se perdem, mas, para os que se salvam, isto é, para nós, é a virtude de Deus” (1Cor 1, 18).
 
Este tal frei já fez um mal incomensurável às almas de muitos ex-católicos; digo ex-católicos pois já estão excomungados automaticamente há muito tempo. Afastar uma alma de Deus, de Nosso Senhor, é a obra principal do demônio, assim como aproximar uma alma de Deus é obra de santos: “...saiba que aquele que reconduzir um pecador do erro do seu caminho, salvará uma alma da morte e cobrirá uma multidão de pecados” (Tg 5,20).
 
O que devemos fazer, o quanto antes, é rezar para que as almas desencaminhadas pelo herege da Igreja do Carmo possam ser reconduzidas a Deus e à Igreja para que não morram em pecado mortal e sejam condenadas ao Inferno.
 
Santo Inácio de Antioquia, rogai por todos nós!

domingo, janeiro 19, 2014

Guia Politicamente Incorreto?

Estou lendo o Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, de Leandro Narloch. Bem escrito, com muita coisa interessante que desmistifica muito livro escolar que anda circulando por aí, financiado com nosso rico dinheirinho.
 
Mas qual não foi minha surpresa, que lendo a parte sobre os comunistas, deparo-me com a seguinte afirmação, na página 330 da edição ampliada, politicamente correta em altíssimo grau: 
 
Movimentos revolucionários costumam colocar seu ideal político acima dos valores individuais e das regras tradicionais da vida. Cria-se assim uma superioridade moral que lembra a dos cristãos nas cruzadas - um pensamento do tipo "eu luto por um mundo justo, uma sociedade sem contradições, portanto posso matar e roubar em nome desse ideal sagrado". Assim como cristãos fanáticos queimavam hereges na Idade Média, os guerrilheiros justificavam, com sua moral superior, expurgos, assaltos e assassinatos sem julgamento de seus próprios colegas. Nas pequenas organizações de conspiradores e guerrilheiros dos anos 1960 e 1970, é fácil perceber o controle extremo da conduta individual, a violência baseada na superioridade moral e a obsessão com a traição - a mesma que fez Stálin executar companheiros próximos. Seus integrantes praticaram crimes bem parecidos com o assassinato de Elza, morta a mando de Prestes. Em 1973, por exemplo, o professor Francisco Jacques Moreira de Alvarenga, integrante da Ação Libertadora Nacional do Rio de Janeiro, foi assassinado numa sala de aula do Colégio Veiga de Almeida. [Negritos meus.]
 
Viram que coisa mais charmosa? Os cristãos da Idade Média foram comparados a Stalin e aos grupelhos terroristas assassinos que existiram no Brasil nos anos 1960 e 1970. Neste trecho, nós aprendemos que as Cruzadas foram feitas por um mundo mais justo, uma sociedade sem contradições. Além disso, como isso era o objetivo das Cruzadas, elas podiam matar e roubar por estes ideais. Ora isso é um caso extremo de ignorância ou uma leviandade sem limites. Depois ficamos ainda sabendo que cristãos fanáticos queimavam hereges na Idade Média; assim mesmo, sem mais qualificações, sem mais explicações. 
 
Eu conhecia muita mentira deste nível sobre as Cruzadas, mas nunca vi ninguém afirmar que as Cruzadas foram feitas para se criar um mundo mais justo, uma sociedade sem contradições. Isto é pura projeção, puro cronocentrismo. Esta ideia idiota de que um outro mundo seja possível, uma sociedade melhor, etc., não passava pela cabeça de nenhum homem medieval. Nisto o Sr. Leandro Narloch foi muito criativo, embora ele esteja muito longe da verdade. O resto é pura difamação, através do uso de clichês mentirosos e politicamente corretos; sim, porque não há nada mais politicamente correto que denegrir a Igreja Católica!
 
Embora o Sr. Leandro Narloch não seja historiador – segundo o seu perfil, que consta no próprio livro, ele é jornalista – ele escreveu sobre a história do Brasil (escreveu também sobre a história da América Latina) e não se pode admitir que alguém interessando em história seja tão ignorante a respeito da história geral do mundo. Assim, sobre o tópico das Cruzadas e da Inquisição, que são vastíssimos temas históricos, inabarcáveis sem muito estudo e reflexão, longe portanto dos clichês politicamente corretos, vou sugerir uma bibliografia básica que talvez o jornalista queira estudar. Quem sabe no futuro ele não escreva um livro com o título: Guia Politicamente Incorreto das Cruzadas e da Inquisição? Eis alguns livros fundamentais:
 
1. The Politically Incorrect Guide to Islam, todo o livro se contrapõe aos clichês sobre as Cruzadas.
3. História das Cruzadas, Steven Runciman, 3 vols., Ed. Imago, 2003.
4. Sete Mentiras sobre a Igreja Católica, Diane Moczar, Ed. Castela, 2011.
5. A Inquisição em Seu Mundo, João Bernardino Gonzaga, Ed. Saraiva, 1993.
 
Termino com uma nota de pé de página do livro Jardim das Aflições de Olavo de Carvalho que dá bem a ideia do quanto de idiotice se fala sobre a Inquisição. Note a última observação de Olavo, pois ela se refere exatamente à mentira propagada pelo Sr. Leandro Narloch. Há aqui mais sugestões de leituras.
_________________________________________
Olavo de Carvalho, no Jardim das Aflições, página 35, ed. É Realizações, 2000.
 
O número de balelas que circulam a respeito da Inquisição é assombroso. Elas constituem um capítulo importante do fabulário popular - do "senso comum", diria Gramsci - que sustenta a crença na superioridade do mundo moderno e de seus intelectuais. Eis algumas:
A Inquisição atrasou o desenvolvimento científico, proibindo a circulação dos livros que traziam novas descobertas. - Basta examinar o Index Ubrorum Prohibitorum para verificar que nele não consta nenhuma das obras de Copérnico, Kepler, Newton, Descartes, Galileu, Bacon, Harvey e tutti quanti. A Inquisição examinava apenas livros de interesse teológico direto, que nada poderiam acrescentar ao desenvolvimento da ciência moderna. (Em caso de dúvida, leia-se A Inquisição, por G. Testas e J. Testas)
Giordano Bruno foi um mártir da ciência, condenado pela Inquisição por defender teorias científicas. - Giordano Bruno não fez nenhuma descoberta, nenhuma observação, nenhum experimento científico. Nem sequer estudou as ciências modernas, física, astronomia, biologia ou matemática. As disciplinas que lecionava eram tipicamente medievais: lógica, gramática e retórica - o trivium. Ele desprezava a nova mentalidade matemática, e todos os cientistas matematizantes, de Galileu a Descartes, mostraram a maior indiferença pela sua obra, cujo maior mérito é justamente o de ter antecipado muito do que hoje podemos dizer contra a ciência moderna (v. Paul-Henri Michel, La Cosmologie de Giordano Bruno, Paris, Hermann, 1975.). Ele não foi condenado por defender teorias científicas, mas por prática de feitiçaria, que na época era crime. Não sei se a acusação era procedente, talvez não fosse, mas aos que julguem um absurdo preconceito de eras pretéritas imputar à feitiçaria, de modo geral, qualquer caráter criminoso, recomendo a leitura do ensaio de Claude Lévi-Strauss, "O Feiticeiro e sua Magia" (em Antropologia Estrutural, trad. Chaim Samuel Katz e Eginardo Pires, Rio, Tempo Brasileiro, 1975), sobre a realidade das mortes por enfeitiçamento. - Para completar, a pesquisa histórica mais recente revelou que Bruno esteve muito provavelmente envolvido em atividades de espionagem contra a Igreja Católica (v. John Bossy, Giordano Bruno e o Mistério da Embaixada, trad. Eduardo Francisco Alves, Rio, Ediouro, 1993).
A Inquisição instituiu a perseguição aos judeus. - As matanças de judeus, promovidas por devedores espertos ou por monges fanáticos, eram um hábito consagrado na Península Ibérica. Não conseguindo reprimir a ralé enfurecida, o Rei de Portugal pediu que o Santo Ofício se incumbisse dos processos por usura, de modo a tirar qualquer pretexto que legitimasse as atrocidades dos "justiceiros populares". Instituindo os processos regulares, a Inquisição controlou e enfim extinguiu as matanças. E verdade que a Inquisição se mostrou preconceituosa contra os judeus, mas se em vez de julgá-la por um padrão moral abstrato e utópico a comparamos com as alternativas reais existentes na época, entendemos que ela foi um mal menor: a única alternativa era o massacre (v. Alexandre Herculano, op. cit.).
A Inquisição instituiu a tortura generalizada. - A tortura era considerada um procedimento legítimo e praticada em toda parte desde a Grécia antiga. Durante quase toda a Idade Média, caiu em desuso, sendo reintroduzida na justiça civil graças à redescoberta - tipicamente renascentista - dos textos das antigas leis romanas. O que a Inquisição fez foi seguir o uso então vigente na justiça civil, mas limitando-o severamente, não permitindo que o acusado fosse torturado mais de uma vez e proibindo ferimentos sangrentos (v. Testas, op. cit.). Deve-se portanto à Inquisição o primeiro passo efetivo que se deu contra o uso da tortura, o que deveria ser considerado um marco na história dos direitos humanos. A tortura ilimitada foi depois reintroduzida pelos comunistas, na Rússia, sendo seu exemplo imitado em seguida pelos nazistas e fascistas.
O processo de Galileu foi um caso de perseguição inquisitorial. - Bem ao contrário, o processo foi uma pizza, uma farsa concebida pelo Papa - padrinho de Galileu - para que seu protegido se livrasse de um grupo de inquisidores fanáticos mediante uma simples declaração oral sem efeitos práticos, após a qual ele pôde continuar divulgando suas idéias sem que ninguém voltasse a incomodá-lo (v. Pietro Redondi, Galileu Herético, trad. Júlia Mainardi, São Paulo, Companhia das Letras, 1991).
[Acréscimo da 2- ed.] A Inquisição espanhola foi um momento culminante da violência institucionalizada, comparável ao comunismo e ao nazismo. - Conversa mole. A Inquisição espanhola mandou executar, no total, não mais de 20 mil pessoas em quatro séculos, isto é, em média, quatro por ano (v. Henry Kamen, The Spanish Inquisition. A Historical Revision, New Haven and London, Yale University Press, 1997).
        Os philosophes de modo geral não ignoram essas coisas, mas falar delas não é bom para a sua saúde e suscitaria desconforto na platéia.

segunda-feira, janeiro 13, 2014

domingo, janeiro 12, 2014

Assassinato de reputações: a CNBB metida no governo até o pescoço.



Acabo de ler o livro de Romeu Tuma Júnior; é um livro realmente bombástico. Muitas coisas me chamaram a atenção, mas três ficarão na minha memória.

A primeira delas é uma foto que aparece no segundo conjunto de fotos do livro. O autor aparece com a boina de Che Guevera. Bem, o homem foi secretário nacional de Justiça. é advogado e afirma ser especialista em Segurança Pública e Polícia Judiciária; é ainda delegado de classe especial da Polícia Civil de São Paulo e primeiro chefe da Interpol em São Paulo. Isto é apenas um resumo de seu vasto currículo, que aparece no livro. Pois bem, como um homem desses, sendo o que é, acha bonito posar com a boina de um dos maiores assassinos que pisaram o solo da terra? Que o senhor ao seu lado na foto usasse a boina, eu entenderia.

Talvez um trecho do livro revela um pouco da confusão. O autor diz, na página 77: “A verdade nua e crua é que o governo – que se diz de esquerda, democrático, social, preocupado como os direitos humanos e que repudia a ‘ditadura’ – tem sob seu comando uma polícia que grampeia as pessoas, seleciona trechos de conversas, pinça frases, descontextualiza diálogos, cria enredos e manda gente para a prisão por achismo e dedução”. Romeu Tuma pensa que pelo governo ser de esquerda (na verdade, comunista) ele não poderia fazer o que fez; ele parece desconhecer que todo governo comunista faz exatamente isto!

A segunda coisa é a primeira, de duas, referências à CNBB (página 319): “Com sua [de Fernando Haddad] proximidade de anos com a Arquidiocese de São Paulo, além da intimidade de Gilberto Carvalho com a Igreja, a ausência ou abstenção da Cáritas, que é uma seriíssima instituição, diga-se de passagem, estava garantida.” Aqui estão algumas evidências de como a CNBB e seus bispos comunistas se relacionam há anos com os políticos do PT e como tais bispos são os responsáveis pelos comunismo implantado no Brasil. Veja que até articulação para ausência em reuniões importantes, para não dar quórum, ou para que a votação seja tal ou qual, a CNBB se presta a fazer. E o Gilberto Carvalho é aquele que revela ao próprio Romeu Tuma Júnior que carregava malas de dinheiro, vinda da extorsão de empresários locais, da prefeitura de Santo André, quando Celso Daniel era ainda vivo, para entregar a José Dirceu. Este é o amiguinho da CNBB, a ligação entre o governo e a CNBB.

A terceira coisa é a segunda referência à CNBB (página 496), em que num depoimento de Romeu Tuma Júnior, já caído em desgraça e frente à Comissão de Ética Pública da Presidência da República, diz: “Estranhei a insistência de um membro, representante da CNBB e muito ligado a Gilberto Carvalho, no sentido de induzir que eu avaliasse a possibilidade de me afastar do cargo para me preservar e preservar o governo”. Aqui vemos o padreco comunista, amigo da mão direita de Celso Daniel, aquele das malas de dinheiro, servindo de emissário do governo na tal comissão cujo nome é curiosíssimo: ética pública. Sei, para essa corja existe ética pública, aquela que admite o mensalão, e ética privada, aquela que ninguém vê.

Leiam o livro, vale a pena; ele é uma fresta na podridão do PT.

domingo, dezembro 29, 2013

Evolucionismo: sugestão de bibligrafia que desmonta o dogma.

Pediram-me sugestões de leitura a respeito do dogma da evolução. Eis algumas leituras básicas e fundamentais que podem preencher as férias escolares de pessoas que ainda não sucumbiram inteiramente ao domínio da idiotice.
2.  Politically Incorrect Guide to Science. Para um tira-gosto clique aqui. Traduzido por mim em 2017: clique aqui.
3. Não tenho fé suficiente para ser ateu (em português); I don't have enough Faith to be an atheist (em inglês). Prefiro o original em inglês. Neste livro tem muita coisa interessante além de uma crítica demolidora do evolucionismo. Tira-gosto aqui e aqui.
4. Hijacking Science (Whistleblower magazine). Para um tira-gosto clique aqui.
6. Extraordinária sequencia de posts do Sidney Silveira sobre A Metafísica contra a Teoria da Evolução: Parte I, Parte II, Parte III, Parte IV, Parte V, Parte VI, Parte VII. Até onde eu sei, Sidney Silveira ainda não continuou a série. Tomara que ele a transforme em livro.

segunda-feira, dezembro 23, 2013

Um santo Natal a todos os leitores do blog!

Leiam primeiramente o magistral texto de Corção: Se Ele não tivesse vindo.

Depois, escutem uma música para aquecer os corações.


terça-feira, dezembro 17, 2013

Missa Tridentina em BH nesta semana: dias 19, 20 e 21.

Teremos, pela graça de Deus, Missas, segundo o Rito de São Pio V, na quinta, sexta e sábado, desta semana, última semana do Advento. Será uma boa preparação para o Natal. Seguem os dados.
 
Celebrante: Padre José do Prado Leles, da Diocese de Uberlândia.
Datas: 19, 20 e 21 de dezembro de 2013.
Horário: 20h, nos três dias.
Confissões: a partir das 19h, nos três dias.
Local: Paróquia de São Jorge.

sexta-feira, dezembro 13, 2013

Pe. Faber, traduzido por mim, é publicado pela Ecclesiae

Pe. Faber foi um dos grandes católicos ingleses do século XIX e sempre tive vontade de traduzi-lo. Começo, e não sei onde isso vai acabar, por um livrinho belíssimo sobre o Purgatório, o dogma esquecido pelos "modernos". Escrevi também uma nota biográfica sobre o autor e Pe. Fabiano Micali, d'Oratório, escreve o prefácio, o qual acrescenta muito ao livro. Espero que vocês aproveitem o livro e que todos nós nos livremos do Inferno.

http://www.ecclesiae.com.br/Temas-Controversos/O-Purgat%C3%B3rio-Ecclesiae/flypage.tpl.html

domingo, novembro 24, 2013

Palestra: O Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Dia 27 de outubro, quando se comemorou a Festa do Cristo Rei no calendário tradicional, fiz a palestra abaixo, sobre o significado desta festa tão importante para os católicos e para a Igreja.
 


domingo, novembro 17, 2013

Mais um grande livro publicado pela Editora Castela: Penegíricos de Bossuet.























O grande bispo de Meaux, maior orador que jamais subiu a um púlpito católico (maior que Crisóstomo e Agostinho) e comparável a Cícero e a Demóstenes, segundo a Enciclopédia Católica, pronunciou vários elogios solenes a grandes santos. Tais discursos foram coligidos e publicados, em francês, com o título Oraisons Funebres Panegyriques e foi traduzido para o português em 1909. Tal é a obra, com correção e atualização do texto, que o editor Gabriel Galeffi Barreiro oferece ao público.
 
Recomendo muitíssimo o livro. Nós que já conhecemos Pe. Antônio Vieira, contemporâneo de Bossuet, temos agora a oportunidade de conhecer o grande orador francês.

sexta-feira, novembro 01, 2013

Por que o Concílio Vaticano II tinha a obrigação, perante Deus, de condenar o comunismo?

Quando hoje, até um Papa espalha ao vento ideias comunistas,  pode-se ficar sem entender quão monstruoso é a obra prática do comunismo, o quanto ele precisa destruir o cristianismo para se implantar e o seu apetite por sangue humano. O vídeo abaixo mostra isso tudo e muito mais. Cuidado: o que se verá é monstruoso!