domingo, janeiro 19, 2014

Guia Politicamente Incorreto?

Estou lendo o Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, de Leandro Narloch. Bem escrito, com muita coisa interessante que desmistifica muito livro escolar que anda circulando por aí, financiado com nosso rico dinheirinho.
 
Mas qual não foi minha surpresa, que lendo a parte sobre os comunistas, deparo-me com a seguinte afirmação, na página 330 da edição ampliada, politicamente correta em altíssimo grau: 
 
Movimentos revolucionários costumam colocar seu ideal político acima dos valores individuais e das regras tradicionais da vida. Cria-se assim uma superioridade moral que lembra a dos cristãos nas cruzadas - um pensamento do tipo "eu luto por um mundo justo, uma sociedade sem contradições, portanto posso matar e roubar em nome desse ideal sagrado". Assim como cristãos fanáticos queimavam hereges na Idade Média, os guerrilheiros justificavam, com sua moral superior, expurgos, assaltos e assassinatos sem julgamento de seus próprios colegas. Nas pequenas organizações de conspiradores e guerrilheiros dos anos 1960 e 1970, é fácil perceber o controle extremo da conduta individual, a violência baseada na superioridade moral e a obsessão com a traição - a mesma que fez Stálin executar companheiros próximos. Seus integrantes praticaram crimes bem parecidos com o assassinato de Elza, morta a mando de Prestes. Em 1973, por exemplo, o professor Francisco Jacques Moreira de Alvarenga, integrante da Ação Libertadora Nacional do Rio de Janeiro, foi assassinado numa sala de aula do Colégio Veiga de Almeida. [Negritos meus.]
 
Viram que coisa mais charmosa? Os cristãos da Idade Média foram comparados a Stalin e aos grupelhos terroristas assassinos que existiram no Brasil nos anos 1960 e 1970. Neste trecho, nós aprendemos que as Cruzadas foram feitas por um mundo mais justo, uma sociedade sem contradições. Além disso, como isso era o objetivo das Cruzadas, elas podiam matar e roubar por estes ideais. Ora isso é um caso extremo de ignorância ou uma leviandade sem limites. Depois ficamos ainda sabendo que cristãos fanáticos queimavam hereges na Idade Média; assim mesmo, sem mais qualificações, sem mais explicações. 
 
Eu conhecia muita mentira deste nível sobre as Cruzadas, mas nunca vi ninguém afirmar que as Cruzadas foram feitas para se criar um mundo mais justo, uma sociedade sem contradições. Isto é pura projeção, puro cronocentrismo. Esta ideia idiota de que um outro mundo seja possível, uma sociedade melhor, etc., não passava pela cabeça de nenhum homem medieval. Nisto o Sr. Leandro Narloch foi muito criativo, embora ele esteja muito longe da verdade. O resto é pura difamação, através do uso de clichês mentirosos e politicamente corretos; sim, porque não há nada mais politicamente correto que denegrir a Igreja Católica!
 
Embora o Sr. Leandro Narloch não seja historiador – segundo o seu perfil, que consta no próprio livro, ele é jornalista – ele escreveu sobre a história do Brasil (escreveu também sobre a história da América Latina) e não se pode admitir que alguém interessando em história seja tão ignorante a respeito da história geral do mundo. Assim, sobre o tópico das Cruzadas e da Inquisição, que são vastíssimos temas históricos, inabarcáveis sem muito estudo e reflexão, longe portanto dos clichês politicamente corretos, vou sugerir uma bibliografia básica que talvez o jornalista queira estudar. Quem sabe no futuro ele não escreva um livro com o título: Guia Politicamente Incorreto das Cruzadas e da Inquisição? Eis alguns livros fundamentais:
 
1. The Politically Incorrect Guide to Islam, todo o livro se contrapõe aos clichês sobre as Cruzadas.
3. História das Cruzadas, Steven Runciman, 3 vols., Ed. Imago, 2003.
4. Sete Mentiras sobre a Igreja Católica, Diane Moczar, Ed. Castela, 2011.
5. A Inquisição em Seu Mundo, João Bernardino Gonzaga, Ed. Saraiva, 1993.
 
Termino com uma nota de pé de página do livro Jardim das Aflições de Olavo de Carvalho que dá bem a ideia do quanto de idiotice se fala sobre a Inquisição. Note a última observação de Olavo, pois ela se refere exatamente à mentira propagada pelo Sr. Leandro Narloch. Há aqui mais sugestões de leituras.
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Olavo de Carvalho, no Jardim das Aflições, página 35, ed. É Realizações, 2000.
 
O número de balelas que circulam a respeito da Inquisição é assombroso. Elas constituem um capítulo importante do fabulário popular - do "senso comum", diria Gramsci - que sustenta a crença na superioridade do mundo moderno e de seus intelectuais. Eis algumas:
A Inquisição atrasou o desenvolvimento científico, proibindo a circulação dos livros que traziam novas descobertas. - Basta examinar o Index Ubrorum Prohibitorum para verificar que nele não consta nenhuma das obras de Copérnico, Kepler, Newton, Descartes, Galileu, Bacon, Harvey e tutti quanti. A Inquisição examinava apenas livros de interesse teológico direto, que nada poderiam acrescentar ao desenvolvimento da ciência moderna. (Em caso de dúvida, leia-se A Inquisição, por G. Testas e J. Testas)
Giordano Bruno foi um mártir da ciência, condenado pela Inquisição por defender teorias científicas. - Giordano Bruno não fez nenhuma descoberta, nenhuma observação, nenhum experimento científico. Nem sequer estudou as ciências modernas, física, astronomia, biologia ou matemática. As disciplinas que lecionava eram tipicamente medievais: lógica, gramática e retórica - o trivium. Ele desprezava a nova mentalidade matemática, e todos os cientistas matematizantes, de Galileu a Descartes, mostraram a maior indiferença pela sua obra, cujo maior mérito é justamente o de ter antecipado muito do que hoje podemos dizer contra a ciência moderna (v. Paul-Henri Michel, La Cosmologie de Giordano Bruno, Paris, Hermann, 1975.). Ele não foi condenado por defender teorias científicas, mas por prática de feitiçaria, que na época era crime. Não sei se a acusação era procedente, talvez não fosse, mas aos que julguem um absurdo preconceito de eras pretéritas imputar à feitiçaria, de modo geral, qualquer caráter criminoso, recomendo a leitura do ensaio de Claude Lévi-Strauss, "O Feiticeiro e sua Magia" (em Antropologia Estrutural, trad. Chaim Samuel Katz e Eginardo Pires, Rio, Tempo Brasileiro, 1975), sobre a realidade das mortes por enfeitiçamento. - Para completar, a pesquisa histórica mais recente revelou que Bruno esteve muito provavelmente envolvido em atividades de espionagem contra a Igreja Católica (v. John Bossy, Giordano Bruno e o Mistério da Embaixada, trad. Eduardo Francisco Alves, Rio, Ediouro, 1993).
A Inquisição instituiu a perseguição aos judeus. - As matanças de judeus, promovidas por devedores espertos ou por monges fanáticos, eram um hábito consagrado na Península Ibérica. Não conseguindo reprimir a ralé enfurecida, o Rei de Portugal pediu que o Santo Ofício se incumbisse dos processos por usura, de modo a tirar qualquer pretexto que legitimasse as atrocidades dos "justiceiros populares". Instituindo os processos regulares, a Inquisição controlou e enfim extinguiu as matanças. E verdade que a Inquisição se mostrou preconceituosa contra os judeus, mas se em vez de julgá-la por um padrão moral abstrato e utópico a comparamos com as alternativas reais existentes na época, entendemos que ela foi um mal menor: a única alternativa era o massacre (v. Alexandre Herculano, op. cit.).
A Inquisição instituiu a tortura generalizada. - A tortura era considerada um procedimento legítimo e praticada em toda parte desde a Grécia antiga. Durante quase toda a Idade Média, caiu em desuso, sendo reintroduzida na justiça civil graças à redescoberta - tipicamente renascentista - dos textos das antigas leis romanas. O que a Inquisição fez foi seguir o uso então vigente na justiça civil, mas limitando-o severamente, não permitindo que o acusado fosse torturado mais de uma vez e proibindo ferimentos sangrentos (v. Testas, op. cit.). Deve-se portanto à Inquisição o primeiro passo efetivo que se deu contra o uso da tortura, o que deveria ser considerado um marco na história dos direitos humanos. A tortura ilimitada foi depois reintroduzida pelos comunistas, na Rússia, sendo seu exemplo imitado em seguida pelos nazistas e fascistas.
O processo de Galileu foi um caso de perseguição inquisitorial. - Bem ao contrário, o processo foi uma pizza, uma farsa concebida pelo Papa - padrinho de Galileu - para que seu protegido se livrasse de um grupo de inquisidores fanáticos mediante uma simples declaração oral sem efeitos práticos, após a qual ele pôde continuar divulgando suas idéias sem que ninguém voltasse a incomodá-lo (v. Pietro Redondi, Galileu Herético, trad. Júlia Mainardi, São Paulo, Companhia das Letras, 1991).
[Acréscimo da 2- ed.] A Inquisição espanhola foi um momento culminante da violência institucionalizada, comparável ao comunismo e ao nazismo. - Conversa mole. A Inquisição espanhola mandou executar, no total, não mais de 20 mil pessoas em quatro séculos, isto é, em média, quatro por ano (v. Henry Kamen, The Spanish Inquisition. A Historical Revision, New Haven and London, Yale University Press, 1997).
        Os philosophes de modo geral não ignoram essas coisas, mas falar delas não é bom para a sua saúde e suscitaria desconforto na platéia.

segunda-feira, janeiro 13, 2014

domingo, janeiro 12, 2014

Assassinato de reputações: a CNBB metida no governo até o pescoço.



Acabo de ler o livro de Romeu Tuma Júnior; é um livro realmente bombástico. Muitas coisas me chamaram a atenção, mas três ficarão na minha memória.

A primeira delas é uma foto que aparece no segundo conjunto de fotos do livro. O autor aparece com a boina de Che Guevera. Bem, o homem foi secretário nacional de Justiça. é advogado e afirma ser especialista em Segurança Pública e Polícia Judiciária; é ainda delegado de classe especial da Polícia Civil de São Paulo e primeiro chefe da Interpol em São Paulo. Isto é apenas um resumo de seu vasto currículo, que aparece no livro. Pois bem, como um homem desses, sendo o que é, acha bonito posar com a boina de um dos maiores assassinos que pisaram o solo da terra? Que o senhor ao seu lado na foto usasse a boina, eu entenderia.

Talvez um trecho do livro revela um pouco da confusão. O autor diz, na página 77: “A verdade nua e crua é que o governo – que se diz de esquerda, democrático, social, preocupado como os direitos humanos e que repudia a ‘ditadura’ – tem sob seu comando uma polícia que grampeia as pessoas, seleciona trechos de conversas, pinça frases, descontextualiza diálogos, cria enredos e manda gente para a prisão por achismo e dedução”. Romeu Tuma pensa que pelo governo ser de esquerda (na verdade, comunista) ele não poderia fazer o que fez; ele parece desconhecer que todo governo comunista faz exatamente isto!

A segunda coisa é a primeira, de duas, referências à CNBB (página 319): “Com sua [de Fernando Haddad] proximidade de anos com a Arquidiocese de São Paulo, além da intimidade de Gilberto Carvalho com a Igreja, a ausência ou abstenção da Cáritas, que é uma seriíssima instituição, diga-se de passagem, estava garantida.” Aqui estão algumas evidências de como a CNBB e seus bispos comunistas se relacionam há anos com os políticos do PT e como tais bispos são os responsáveis pelos comunismo implantado no Brasil. Veja que até articulação para ausência em reuniões importantes, para não dar quórum, ou para que a votação seja tal ou qual, a CNBB se presta a fazer. E o Gilberto Carvalho é aquele que revela ao próprio Romeu Tuma Júnior que carregava malas de dinheiro, vinda da extorsão de empresários locais, da prefeitura de Santo André, quando Celso Daniel era ainda vivo, para entregar a José Dirceu. Este é o amiguinho da CNBB, a ligação entre o governo e a CNBB.

A terceira coisa é a segunda referência à CNBB (página 496), em que num depoimento de Romeu Tuma Júnior, já caído em desgraça e frente à Comissão de Ética Pública da Presidência da República, diz: “Estranhei a insistência de um membro, representante da CNBB e muito ligado a Gilberto Carvalho, no sentido de induzir que eu avaliasse a possibilidade de me afastar do cargo para me preservar e preservar o governo”. Aqui vemos o padreco comunista, amigo da mão direita de Celso Daniel, aquele das malas de dinheiro, servindo de emissário do governo na tal comissão cujo nome é curiosíssimo: ética pública. Sei, para essa corja existe ética pública, aquela que admite o mensalão, e ética privada, aquela que ninguém vê.

Leiam o livro, vale a pena; ele é uma fresta na podridão do PT.

domingo, dezembro 29, 2013

Evolucionismo: sugestão de bibligrafia que desmonta o dogma.

Pediram-me sugestões de leitura a respeito do dogma da evolução. Eis algumas leituras básicas e fundamentais que podem preencher as férias escolares de pessoas que ainda não sucumbiram inteiramente ao domínio da idiotice.
2.  Politically Incorrect Guide to Science. Para um tira-gosto clique aqui. Traduzido por mim em 2017: clique aqui.
3. Não tenho fé suficiente para ser ateu (em português); I don't have enough Faith to be an atheist (em inglês). Prefiro o original em inglês. Neste livro tem muita coisa interessante além de uma crítica demolidora do evolucionismo. Tira-gosto aqui e aqui.
4. Hijacking Science (Whistleblower magazine). Para um tira-gosto clique aqui.
6. Extraordinária sequencia de posts do Sidney Silveira sobre A Metafísica contra a Teoria da Evolução: Parte I, Parte II, Parte III, Parte IV, Parte V, Parte VI, Parte VII. Até onde eu sei, Sidney Silveira ainda não continuou a série. Tomara que ele a transforme em livro.

segunda-feira, dezembro 23, 2013

Um santo Natal a todos os leitores do blog!

Leiam primeiramente o magistral texto de Corção: Se Ele não tivesse vindo.

Depois, escutem uma música para aquecer os corações.


terça-feira, dezembro 17, 2013

Missa Tridentina em BH nesta semana: dias 19, 20 e 21.

Teremos, pela graça de Deus, Missas, segundo o Rito de São Pio V, na quinta, sexta e sábado, desta semana, última semana do Advento. Será uma boa preparação para o Natal. Seguem os dados.
 
Celebrante: Padre José do Prado Leles, da Diocese de Uberlândia.
Datas: 19, 20 e 21 de dezembro de 2013.
Horário: 20h, nos três dias.
Confissões: a partir das 19h, nos três dias.
Local: Paróquia de São Jorge.

sexta-feira, dezembro 13, 2013

Pe. Faber, traduzido por mim, é publicado pela Ecclesiae

Pe. Faber foi um dos grandes católicos ingleses do século XIX e sempre tive vontade de traduzi-lo. Começo, e não sei onde isso vai acabar, por um livrinho belíssimo sobre o Purgatório, o dogma esquecido pelos "modernos". Escrevi também uma nota biográfica sobre o autor e Pe. Fabiano Micali, d'Oratório, escreve o prefácio, o qual acrescenta muito ao livro. Espero que vocês aproveitem o livro e que todos nós nos livremos do Inferno.

http://www.ecclesiae.com.br/Temas-Controversos/O-Purgat%C3%B3rio-Ecclesiae/flypage.tpl.html

domingo, novembro 24, 2013

Palestra: O Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Dia 27 de outubro, quando se comemorou a Festa do Cristo Rei no calendário tradicional, fiz a palestra abaixo, sobre o significado desta festa tão importante para os católicos e para a Igreja.
 


domingo, novembro 17, 2013

Mais um grande livro publicado pela Editora Castela: Penegíricos de Bossuet.























O grande bispo de Meaux, maior orador que jamais subiu a um púlpito católico (maior que Crisóstomo e Agostinho) e comparável a Cícero e a Demóstenes, segundo a Enciclopédia Católica, pronunciou vários elogios solenes a grandes santos. Tais discursos foram coligidos e publicados, em francês, com o título Oraisons Funebres Panegyriques e foi traduzido para o português em 1909. Tal é a obra, com correção e atualização do texto, que o editor Gabriel Galeffi Barreiro oferece ao público.
 
Recomendo muitíssimo o livro. Nós que já conhecemos Pe. Antônio Vieira, contemporâneo de Bossuet, temos agora a oportunidade de conhecer o grande orador francês.

sexta-feira, novembro 01, 2013

Por que o Concílio Vaticano II tinha a obrigação, perante Deus, de condenar o comunismo?

Quando hoje, até um Papa espalha ao vento ideias comunistas,  pode-se ficar sem entender quão monstruoso é a obra prática do comunismo, o quanto ele precisa destruir o cristianismo para se implantar e o seu apetite por sangue humano. O vídeo abaixo mostra isso tudo e muito mais. Cuidado: o que se verá é monstruoso!



terça-feira, outubro 22, 2013

A demolição da Igreja em estado avançado! O que nos espera em 2017?

O Papa Francisco encara “com profunda gratidão ao Senhor Jesus Cristo” os “numerosos passos dados nas últimas décadas nas relações entre Luteranos e Católicos”, e isso “não só através do diálogo teológico, mas também mediante a colaboração fraterna em múltiplos âmbitos pastorais”.

Recebendo nesta segunda-feira, uma Delegação da Federação Luterana Mundial, juntamente com membros da Comissão Luterano-católica para a unidade, o Santo Padre recordou que o “ecumenismo espiritual constitui, num certo sentido, a alma do nosso caminho em direcção à plena comunhão”.


O Papa Francisco congratulou-se com o facto de ter sido publicado recentemente, em vista da comemoração dos 500 anos da Reforma, um texto da Comissão luterano-católica para a unidade intitulado “Do conflito à comunhão. A interpretação luterano-católica da Reforma em 2017”.


“Parece-me verdadeiramente importante para todos o esforço de confrontar-se, em diálogo, sobre a realidade histórica da Reforma, sobre as suas consequências e sobre as respostas que lhe foram dadas.
Católicos e Luteranos podem pedir perdão pelo mal que causaram uns aos outros e pelas culpas cometidas perante Deus, alegrando-se ao mesmo tempo pela nostalgia de unidade que o Senhor tem despertado nos nossos corações e nos faz olhar em frente com esperança”.

FONTE AQUI

sábado, outubro 19, 2013

São Pedro de Alcântara, rogai por nós e livrai-nos do petismo!

Hoje é dia de São Pedro de Alcântara, o Padroeiro do Brasil!

Para ler sobre sua vida, clique aqui.

Para assistir uma palestra sobre sua vida, clique aqui.

quinta-feira, outubro 17, 2013

Luiz Ruffato é demolido pela pena de José Maria e Silva.

É difícil ver a demolição pública de um dito intelectual tão bem feita quanto a que realizou o jornalista José Maria. Vale muitíssimo ler o texto da demolição cabal do discurso de Ruffato na Feira de Frankfurt. Nunca tive motivos para admirar Paulo Coelho; agora tenho, pois ele se recusou a fazer parte do grupo dos escritores brasileiros que iriam à feira. Ele devia saber da companhia que teria. Leiam o belo, sereno e esclarecedor texto de José Maria: http://www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/14601-luiz-ruffato-confunde-arte-com-panfleto-e-envergonha-o-brasil-em-frankfurt.html

Santa Margarida Maria Alacoque, rogai por nós!

Hoje é dia de Santa Margarida. Fiz um vídeo sobre esta extraordinária santa, publicado em 2011, que republico abaixo.
  

segunda-feira, outubro 14, 2013

Os fariseus da FAJE

Nota: estes excertos se encontram no comentário ao Décimo Domingo depois de Pentecostes (o fariseu e o publicano) de Pe. Leonardo Castellani (El Evangelio de Jesucristo, Ediciones Cristandad, Madrid, 2011). Nele, Pe. Castellani, traça o perfil do fariseu e do farisaísmo e mostra que a luta de Cristo contra estes seus inimigo foi central em Sua vida. O farisaísmo hoje está mais que nunca presente dentro da própria Igreja, lutando, como sempre esteve, contra N.S. Jesus Cristo. A FAJE está cheio deles, como nos mostra o recente simpósio por ela promovido. Ao trazer a discussão do aborto para seu seio, como se fosse um assunto com respeitabilidade acadêmica, os fariseus da FAJE estão praticando a monstruosa religião sem misericórdia e justiça, mencionada por Pe. Castellani. A propósito, Pe. Castellani era jesuíta e argentino, uma receita que nem sempre dá certo! 

A palavra fariseu não significava então o que significou depois de Cristo, assim como a palavra sofista não significava no século de Platão o mesmo que depois – e por obra – de Platão. Os fariseus eram os separados – é isso que significa a palavra em aramaico – os puros, os distinguidos. Não existe hoje um grupo social inteiramente idêntico aos fariseus – ainda que exista muito farisaísmo. (...) Eram, ao mesmo tempo, uma espécie de confraria religiosa, de grupo social e de poder político.
(...)
Dizia Dom Benjamin Benavides que o farisaísmo, tal como está escrito nos Evangelhos, tem sete graus: 1) a religião se torna exterior e ostentadora; 2) a religião se torna rotina e ofício; 3) a religião se torna negócio ou “lucro”, 4) a religião se torna poder ou influência, meio de dominar o próximo; 5) aversão aos que são autenticamente religiosos; 6) perseguição aos que são religiosos de verdade; 7) sacrilégio e homicídio. Em suma, o farisaísmo abarca desde a simples exterioridade até a crueldade, passando por todos os escalões de fanatismo e hipocrisia. Este é o pecado contra o Espírito Santo, para o qual não tem remédio. Aquele que não vê a extrema maldade do farisaísmo – que realmente é fácil de ver – que considere somente isto: a religião suprimindo a misericórdia e a justiça. Pode dar-se algo mais monstruoso?
(...)
Toda a biografia de Jesus de Nazaré como homem se pode resumir nesta fórmula: foi o Messias e lutou contra o farisaísmo; o quiçá mais brevemente: lutou contra os fariseus. Este foi o trabalho que pessoalmente Cristo se determinou como homem: sua Empresa.
 
A vida de Cristo não foi um idílio nem um conto de fadas nem uma elegia, mas um drama. Não há drama sem antagonista. O antagonista de Cristo foi o farisaísmo, vencedor em aparência, derrotado em realidade.
(...)
Há pois profecias no Evangelho que parecem irreconciliáveis: uma é que “as portas do Inferno não prevalecerão contra ela”; outra é que quando Cristo voltar “apenas encontrará fé sobre a terra”. E a conciliação deve estar no princípio ou norma que deu Cristo aos seus a respeito da Sinagoga já desolada e contaminada: “Na cátedra de Moisés se sentarão e ensinarão os Escribas e Fariseus: façais tudo o que disserem; mas não conforme suas obras”. A Igreja não falhará nunca porque nunca ensinará a mentira; mas a Igreja será um dia desolada, porque o que ensinam nela falarão e não farão, mandarão e não servirão; e mesclando ensinamentos santos e sacros com exemplos maus ou nulos, farão a Igreja repugnante ao mundo inteiro, exceto aos pouquíssimos heroicamente constantes.

terça-feira, outubro 08, 2013

Meu Deus é católico!

Bem, depois de publicar a opinião de Christopher Ferrara sobre as terríveis afirmações do Papa Francisco, dou agora a minha.  
 
Meu Deus é católico, como também era católico o Deus de São Paulo, de São Bento, de Santo Agostinho, de Santo Tomás de Aquino, de São Francisco Xavier (por sinal, jesuíta de verdade), de São Pedro de Alcântara, de Santa Teresa de Ávila, de Santo Afonso de Ligório, de Santa Cataria de Sena e de São Padre Pio, por exemplo. 
 
Bem, dizer que Deus não é católico é negar um tanto de verdades em que todos cremos, entre elas alguns dogmas da Igreja. Vejamos. Se Deus não fosse católico:
1. Jesus Cristo, que fundou a Igreja, não seria Deus;
2. A Redenção não teria se dado, e nós não poderíamos ser salvos;
3. Maria não seria mãe de Deus (teotokos);
4. Quando Ele apareceu a Paulo, no caminho de Damasco e perguntou: “Saule, Saule, quid me persequeris?”, Ele não teria usado o pronome pessoal “me” querendo significar os católicos que Paulo perseguia. Ou seja, perseguir os católicos é o mesmo, para Nosso Senhor, que persegui-Lo!
5. Ele não estaria presente de Corpo, Sangue, Alma e Divindade nas Hóstias Consagradas em todas as Igrejas católicas (e não outras) da face da Terra;
6. Não teríamos os milagres permanentes que Ele realiza desde de sua Ressurreição: Hóstias que sangram há séculos, corpos incorruptos (de santos da Igreja) há séculos, as aparições de Nossa Senhora e Nosso Senhor a santos da Igreja (e não a qualquer um); no século XX, as aparições de Fátima, o milagre do Sol e São Padre Pio, com suas chagas e seus milagres.
7. Não teríamos Sua Igreja, que tem sobrevivido até aos Papas conciliares; 
8. Por fim, não teríamos motivo para a esperança de ver, no futuro, Papas que não causem tanta confusão, não causem tanto prazer ao mundo, cujo príncipe é Satanás.
 
Santa Brígida, rogai por nós!