quarta-feira, novembro 02, 2011
Festas dos Santos de novembro
1 Festa de Todos os Santos
2 Dia de Finados
3 Santo Umberto, Bispo
4 São Carlos Borromeu, Bispo
5 Santa Bertila, Abadessa
6 São Leonardo, Eremita
7 Santo Engelberto, Arcebispo
8 São Godofredo, Bispo
9 São Teodoro, Mártir
10 Santo André Avelino
11 São Martinho, Bispo de Tours
12 Santo Homobonus
São Martinho I, Papa e Mártir
13 Santo Estanislau Kostka
S. Diogo, Confessor
14 S. Josafá, Bispo e Mártir
15 Santo Alberto Magno, Doutor da Igreja
São Leopoldo da Áustria
16 Santa Gertrudes
Santo Edmundo
17 São Gregório, o Taumaturgo
18 São Dionísio, Bispo
19 Santa Isabel da Turingia
20 São Félix de Valois
21 Apresentação de Nossa Senhora
22 Santa Cecília, Mártir
23 São Clemente, Papa e Mártir
24 São João da Cruz, Carmelita e Doutor da Igreja
25 Santa Catarina de Alexandria, Virgem e Mártir
26 São Pedro de Alexandria
27 São Tiago, o Mutilado, Mártir
28 São Leonardo de Porto Maurício, O. F. M.
29 São Saturnino, Mártir
30 Santo André, Apóstolo
terça-feira, novembro 01, 2011
Festa de Todos os Santos
quarta-feira, outubro 19, 2011
Hoje é dia de São Pedro de Alcântara, o Padroeiro do Brasil.
segunda-feira, outubro 17, 2011
Santa Margarida Maria Alacoque, rogai por nós!
quinta-feira, setembro 29, 2011
A VIDA LENDÁRIA DE SÃO DIMAS
domingo, setembro 18, 2011
Devoção ao Sagrado Coração de Jesus
sábado, março 19, 2011
A vida de São José
quarta-feira, setembro 08, 2010
Comemora-se hoje o nascimento de nossa Corredentora: a Virgem Santíssima Senhora Nossa
Em Nazaré, uma cidade da Galiléia, vivia um homem bom e humilde da descendência de David, chamado Joaquim. Sua esposa era Ana. Eles andavam pelos caminhos da virtude, mas os céus não os abençoavam com nenhum filho.
A bondade de Joaquim e Ana, todavia, não foi deixada sem recompensa. Vinte anos se passaram e, em 8 de setembro, uma maravilhosa criança foi enviada para alegrar sua velhice. A Virgem prometida, que se destinava a reparar a Falta primitiva, acabava de nascer; e ela veio ao mundo vestida com inexprimível pureza e beleza. No nono dia após o nascimento, segundo o costume, a Criança Imaculada, recebeu o nome de MARIA [que em siríaco significa senhora, soberana; em hebreu significa estrela do mar].
“E seguramente,” diz São Bernardo, “a Mãe de Deus não poderia ter um nome mais apropriado, ou mais expressivo de sua alta dignidade. Maria é, de fato, aquela bela e luminosa estrela que brilha sobre o vasto e tormentoso mar deste mundo.”
A compreensão da criança, como o dia em algumas regiões favorecidas, quase não conheceu a aurora; brilhava claramente desde seus primeiros anos. Sua virtude precoce e sua sabedoria com as palavras, num período da vida quando as outras crianças ainda desfrutam apenas uma existência puramente física, convenceram seus pais que o tempo da separação se aproximava; e quando Joaquim ofereceu ao Senhor, pela terceira vez desde o nascimento de sua filha, os primeiros frutos de sua pequena herança, o marido e a esposa, gratos e resignados, partiram para Jerusalém, a fim de depositar nos recintos sagrados do Templo o tesouro que eles receberam do Deus Único de Israel.
A antiga capital da Judéia foi logo alcançada e, pela primeira vez, Maria ultrapassou seus pesados portões e contemplou suas sisudas muralhas. Os piedosos pais apresentaram sua criança no grande Templo do Senhor dos Exércitos. Ela foi recebida pelo sacerdote com as cerimônias usuais, e então colocada entre as virgens consagradas, que ocupavam uma ala do sagrado edifício reservada especialmente para elas.
Maria passou os melhores anos de sua juventude no Templo. Foi um tempo precioso de preparação. A futura Virgem-Mãe foi bem educada, mas naqueles dias as tarefas domésticas eram sabiamente consideradas importante ramo da educação. Ela se levantava todos os dias graciosamente, pensava na sagrada presença de Deus e se vestia com a maior modéstia.
“Ela se vestia de forma extremamente simples”, escreve o Abade Orsini, “e isso lhe consumia muito pouco tempo. Ela não usava nem braceletes de pérola, nem cordões de ouro incrustado de prata, nem tampouco túnicas púrpuras, como as filhas das princesas de sua descendência. Um robe azul celestial, uma túnica branca presa na cintura por um cinto de pontas soltas, um longo véu, simples e graciosamente disposto para cobrir a face quando necessário – isto, além de um tipo de sapato combinando com o robe, compunham o traje oriental de Maria.”
Cada dia tinha suas horas de exercícios religiosos. As palavras da oração e o hino de louvor se elevavam dos puros lábios da jovem Virgem.
Conta-se que a estatura de Maria estava acima da média. Sua adorável face era o espelho de sua mais pura e bela alma, e sua pessoa era a própria perfeição física. Ela era o mais refinado trabalho da natureza. São Denis Areopagita, que viu a Virgem Santíssima, nos assegura que ela era de uma beleza deslumbrante.
Ela tinha uma perfeita compreensão das Sagradas Escrituras. Seus dons físicos, mentais e morais não tinham comparação. Falava pouco, e sempre com propósito. Virtude e bom senso regulavam seus pensamentos, palavras e ações.
Assim passou Maria, silenciosamente, pelos caminhos da vida, tal como uma bela estrela deslizando por sobre as nuvens prateadas. Graças à sua Imaculada Conceição, ela possuía uma doce e natural inclinação para a virtude; e suas brilhantes ações eram como uma grinalda de neve que silenciosamente caia sobre o topo da montanha, acrescentando pureza à pureza e brancura à brancura, até que se elevava, formando um cone brilhante que atraia os raios do sol e deslumbrava os olhos dos homens.
A Virgem Santíssima passou nove anos em seu retiro no Templo, quando a primeira nuvem negra obscureceu sua jovem vida. Joaquim, seu amado pai, caiu doente; e ela voltou para casa apenas a tempo de rezar ao lado de seu leito e dele receber sua última benção. Mas ainda outra aflição se aproximava. Depois de um curto período de tempo, Santa Ana abençoou sua querida filha e morreu em paz. Maria era agora órfã, mas suportou sua tristeza em silêncio e com paciência.
É a opinião de diversos escritores eminentes que foi neste período, quando seu caminho foi obscurecido pelas nuvens da tristeza e desolação, que a santa e jovem Virgem fez seu voto de virgindade perpétua e ofereceu a Deus, para sempre, o mais puro de todos os corações.[1]
[1] Trecho traduzido da biografia da Santíssima Virgem que aparece em Little Lives of the Great Saints, John O’Kane Murray, 1985, Editora TAN Books. A edição original deste livro clássico é de 1880.
segunda-feira, julho 19, 2010
Santa Maria do Egito e São Carlos Borromeu
segunda-feira, abril 05, 2010
O Tesouro de duas santas: Paula e Margarida de Cortona
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
Mais duas historinhas do livro Tesouro de Exemplos
VISITANDO O SANTÍSSIMO
Um sacerdote, que estava a rezar o ofício divino a um canto da igreja sem que o pudessem ver, foi testemunha de uma graciosa visita ao Santíssimo.
Aproximaram-se da grade do altar dois meninos: Lino, de seis anos, e seu irmãozinho, de três. O maiorzinho tomou pela cintura o pequeno, ergueu-o e conservou-o de pezinho sobre a grade. Com a mão livre tomou a mãozinha de seu irmão para persigná-lo e, em seguida, rezou com ele esta breve e bela oração:
"Meu Jesus, eu te amo de todo o meu coração" . E repetiu estas últimas palavras, pondo a mão sobre o peito para indicar o coração.
Terminada a oração, Lino explicou ao irmãozinho:
- Olha, o bom Jesus, está dentro daquela casinha. As imagens que vês em cima são retratos de Jesus e de sua santa Mãe.
O pequenito olhava atentamente com seus olhos grandes e negros para a estátua de Nossa Senhora do Sagrado Coração, e de repente perguntou:
- Lino, Jesusinho quer bem a mim também?
Sim, responde Lino; olha como nos mostra seu coração com a mão esquerda e com a direita nos indica sua Mãe.
- Por que, hein?
O maiorzinho, um pouco perplexo, não soube o que responder.
- Por quê? insiste o pequeno.
Então Lino, lentamente, indeciso, atreve-se a balbuciar: Talvez Jesusinho queira que peçamos a sua mamãe licença para ficarmos com Ele.
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QUE É QUE PEDES A JESUS?
Joei era uma menina que as Irmãs de Caridade encontraram abandonada pelos pais às margens do Rio Amarelo da Grande China.
Estava a criancinha a morrer de fome e frio, quando as Irmãs a levaram para o hospital. Logo que a vestiram e alimentaram, dando-lhe leite quente, começou a pequena a recobrar a vida e a saúde. Foi batizada e logo brilhou a inteligência em seus olhinhos vivos e começou a conhecer a Deus e a aprender as coisas do céu. Andava já pelos oito anos e gostava de assistir à doutrina com as crianças que se preparavam para a primeira comunhão. Mas a sua memória não acompanhava o seu coração e quando o missionário foi examiná-la, teve que dar-lhe a triste notícia de que não seria admitida à primeira comunhão enquanto não soubesse melhor a doutrina.
Julgava o Padre que essa determinação a deixaria indiferente. Mas não foi assim. Daquele dia em diante notou-se uma mudança extraordinária no comportamento da menina.
Em lugar de brincar, como antes, com as crianças de sua idade, Joei começou a passar seus recreios na capela aos pés de Jesus.
Um dia, estando Joei diante do santíssimo, o Padre acercou-se dela devagarinho e ouviu que repetia com freqüência o nome de Jesus.
- Que é que fazes aí?
- Estou visitando o Santíssimo Sacramento.
- Visitando o Santíssimo? Tu nem sabes quem é o Santíssimo ...
- É meu Jesus, respondeu Joei.
- Bem; e que pedes a Jesus?
Então, com as mãos postas e sem levantar a cabeça, com lágrimas nos olhos, respondeu com indizível doçura:
- Peço a Jesus que me dê Jesus.
E a pequena Joei teve licença de fazer sua primeira comunhão.
sábado, outubro 03, 2009
SANTA CASSILDA
Era princesa moura, filha do rei de Toledo, e nasceu em fins do século décimo.
Seu boníssimo coração estremecia diante das misérias e sofrimentos que suportavam os escravos cristãos, aprisionados pelo rei em suas campanhas guerreiras.
A princesa visitava as masmorras e socorria os prisioneiros com dádivas e palavras consoladoras.
Eles, em troca, instruíam-na pouco a pouco na doutrina cristã. Atraída pela beleza de nossa religião, tão heróica e ao mesmo tempo tão misericordiosa, Cassilda pedia a Nossa Senhora, da qual lhe haviam falado os cativos, que se compadecesse dela e lhe mostrasse o caminho para receber o batismo e viver segundo a fé cristã.
A Virgem atendeu às suas súplicas. Cassilda começou a sentir-se doente de um mal estranho que lhe consumia os ossos, e contra o qual se mostravam impotentes os melhores médicos.
Um cativo cristão contou-lhe que, perto de Burgos, havia uma fonte, chamada de S. Vicente, cujas águas curariam a sua doença.
A princesa referiu ao pai o que ouvira do cativo e pediu-lhe licença para experimentar aquele remédio. Seu pai opôs-se, a princípio, por achar-se a fonte em terra de cristãos; mas, diante dos progressos da enfermidade, terminou por aceder.
Acompanhada de um séquito deslumbrante, chegou Cassilda a Burgos, onde foi cortesmente recebida pelo rei Fernando I de Castela e hospedada com todas as honras. Dirigiu-se logo à prodigiosa fonte e, quando se banhou em suas águas, recobrou a saúde corporal. Atribuindo-a à intercessão de Nossa Senhora, acabou de instruir-se na doutrina cristã e, pouco depois, as águas do batismo deram-lhe a saúde da alma.
O rei, seu pai, alarmado com a demora e com as notícias que recebia, enviou-lhe mensageiros com a ordem de regressar imediatamente.
S. Cassilda mandou dizer-lhe que já era princesa do céu e que, por seu reino temporal, não queria perder o Reino eterno.
Mandou construir uma humilde cela perto da fonte milagrosa e da igreja, onde recebera o batismo e ali passou a vida, dando exemplo de todas as virtudes, especialmente de caridade e penitência.
Sua festa cai no dia 9 de abril; e suas preciosas relíquias são veneradas, atualmente, parte na catedral de Burgos e parte na de Toledo.
Ler também: Santa Catarina de Sena, Santa Catarina de Gênova, Mais uma historinha do Tesouro de Exemplos, Tesouros de Exemplos – mais três historinhas, Mais duas historinhas católicas: Ah! se a Vozes ainda fosse uma editora católica!,Quando a Vozes ainda era uma editora católica
segunda-feira, setembro 21, 2009
SANTA CATARINA DE SENA
Nasceu em Sena, cidade da Itália, em 1347, no dia em que a Igreja celebra o mistério da Encarnação.
Seu pai dedicava-se à indústria tintureira.
Catarina fora precedida, no lar paterno, por vinte e um irmãos. Contava apenas seis anos, quando Nosso Senhor a favoreceu com uma visão extraordinária e profética.
Sobre a torre do convento de S. Domingos viu num trono resplandecente, no qual estava sentado Jesus Cristo, revestido como um Papa, com a tiara na cabeça, e tendo a seu lado S. Pedro, S. Paulo e S. João. Jesus Cristo infundiu-lhe um conhecimento sobrenatural do que é a Igreja e um amor ardentíssimo à mesma, e anunciou-lhe que seria uma grande capitã de seus exércitos e que se valeria dela para purificar a sua Igreja.
Aos catorze anos, manifestou a seus pais o desejo de ingressar na Ordem Terceira de S. Domingos. Para provar sua vocação, empregaram-na nos trabalhos mais humildes. Foi a criada de todos. Portou-se com tamanha humildade que seus pais consentiram que seguisse a vocação religiosa.
Para que compreendesse ainda mais a Igreja, Jesus Cristo fê-la morrer, e sua alma, separada do corpo, percorreu o céu e o purgatório e mostrou-lhe mesmo o inferno, onde os separados para sempre da Igreja sofrem eternamente e logo a ressuscitou. Assim preparada, começou o seu apostolado. Não pregava dos púlpitos, porque isso compete aos sacerdotes; falava, porém, a enormes auditórios tanto nas praças como em pleno campo. Seguiam-na milhares de discípulos, entoando salmos de penitência; seguiam-na muitos sacerdotes, que confessavam os pecadores arrependidos. Aqueles eram para a Igreja dias difíceis. O Papa mudara-se para a cidade de Avinhão, na França, e esta troca de residência do bispo de Roma escandalizava e dividia os católicos.
Obedecendo a Jesus Cristo, S. Catarina apresentou-se ao Papa, que era Gregório XI, e intimou-o a voltar para Roma. O Pontífice pediu-lhe uma prova de que o Espírito Santo a inspirava e ela respondeu: "Tu mesmo o prometeste, com voto, no dia de tua elevação ao Pontificado". O Papa, ao ver descoberto esse segredo, que a ninguém da terra havia confiado, não vacilou mais e transferiu-se para Roma.
S. Catarina pediu a Deus que aceitasse a sua vida pela salvação do sucessor de Gregório XI, Urbano VI, a quem os demônios queriam assassinar, induzindo os romanos à sublevação. Aceitou Jesus a sua oferta, sendo a sua última enfermidade um verdadeiro martírio. Seu corpo parecia um esqueleto.
A 29 de abril de 1380, aos trinta e três anos de idade (isto é, na mesma idade em que morreu Jesus Cristo, segundo se crê) seu rosto iluminou-se e sua alma voou para o céu.
Festa: 30 de abril.
Ler também: Santa Catarina de Gênova, Mais uma historinha do Tesouro de Exemplos, Tesouros de Exemplos – mais três historinhas, Mais duas historinhas católicas: Ah! se a Vozes ainda fosse uma editora católica!,Quando a Vozes ainda era uma editora católica
sexta-feira, setembro 18, 2009
SANTA CATARINA DE GÊNOVA
Esta Santa, falecida em 1510, não foi santa desde seus primeiros anos de vida.
Nasceu rica, viveu entre as diversões e nos dias de sua mocidade não foi lá muito piedosa, não. Era como tantas moças de hoje, que pensam ser muito santas, só porque vão à missa de preceito e não dão graves escândalos.
Casou-se, afinal, com um moço muito rico, o qual de cristão tinha apenas o nome. Isso bem o sabia ela antes de casar-se; mas, como acontece, deixou-se fascinar pelas riquezas, pela elegância e até pelas audácias daquele aventureiro do amor.
E sucedeu o que era de esperar: aquele homem, por causa de sua vida licenciosa, não pôde fazê-la feliz. Enquanto ela, em casa, chorava a sua desgraça, ele, como louco, corria de orgia em orgia. Esquecida de Deus, a pobre mulher maldizia a hora em que se casara com um vilão como aquele.
Menos mal. Morreu o canalha (e dizem que morreu convertido), e a jovem viúva pôde respirar. Buscou ainda a felicidade nas diversões, reuniões barulhentas e nos espetáculos. Tinha uma fome canina de felicidade, e cada dia se sentia mais desgraçada.
Certo dia ouviu uma voz interior que lhe dizia:
- Catarina, só em Deus acharás o verdadeiro amor e a felicidade.
A jovem viúva ficou muito comovida. Parecia-lhe, porém, impossível que a felicidade estivesse escondida atrás das grades de um convento e debaixo de um grosseiro hábito religioso. Não entrava em sua cabeça que o amor pudesse viver no silêncio do claustro e entre cilícios e disciplinas.
Catarina tinha uma irmã, que, mais piedosa do que ela, se fizera religiosa e vivia contentíssima no convento. Quantas vezes esta santa religiosa, prostrada aos pés do sacrário, havia pedido a Jesus por aquela irmãzinha sua, que andava pelo mundo, tão fútil, tão infeliz!
Deus atendeu a sua oração. Um dia Catarina foi visitá-la. Estava triste como nunca a pobre viúva. E ali, no regaço de sua santa irmã, deixou correr lágrimas muito amargas. Disse-lhe: Sou uma desgraçada; o mundo é um impostor; o amor não é mais que egoísmo brutal; não, não agüento mais! quero morrer.
A santa irmã deixou que ela se desabafasse e, enxugando as lágrimas, disse-lhe:
- Catarina, parece mentira que andes tão louca e enganada. Já não te disse mil vezes que só Deus é a verdadeira felicidade e que só nele encontrarás o amor puro que não deixa na alma remorsos e desengano?. Deus te chama ao seu amor e tu te empenhas em fazer-te surda às suas vozes amorosas. Resolve-te de uma vez a consagrar-te a Deus e encontrarás a paz e o amor. Faze uma boa confissão e confia na divina misericórdia. Estou certa de que Nosso Senhor te fará feliz.
A dor e os desenganos, e mais que tudo a mesma graça de Deus haviam preparado já o coração de Catarina. Caiu de joelhos diante da imagem de Jesus crucificado e chorou amargamente, dizendo: Meu Jesus, não mais pecar, não mais pecar. Jesus, Amor infinito das almas, toma o meu coração. É teu.
E assim, banhada em lágrimas, ajoelhou-se aos pés de um santo confessor. Ali esteve longo tempo. Quando se levantou, já era outra.
Ajoelhara-se pecadora, levantara-se santa, porque esse foi o dia de sua definitiva conversão. Dai em diante, viveu e morreu como santa.
Festa: 22 de março.
Ler também: Mais uma historinha do Tesouro de Exemplos, Tesouros de Exemplos – mais três historinhas, Mais duas historinhas católicas: Ah! se a Vozes ainda fosse uma editora católica!,
Quando a Vozes ainda era uma editora católica
sábado, setembro 12, 2009
Mais uma historinha do Tesouro de Exemplos
São João Maria Vianney
Nasceu de família humilde numa pequena aldeia da França, em 1785. Aos oito anos guardava um pequeno rebanho e, levando consigo uma imagenzinha de Nossa-Senhora reunia os companheiros da sua idade e diante da imagem rezavam o rosário. Outras vezes, confiava à sua irmãzinha a guarda das ovelhas e procurava um lugar solitário para rezar.
Aos treze anos deixou o rebanho e começou a trabalhar na roça.
"Quando estava na roça - conta ele mesmo - rezava em voz alta, se não havia ninguém perto; e em voz baixa, quando havia ali algum companheiro. Ao manejar a enxada, costumava dizer: É preciso arrancar da alma as más ervas. Quando, depois de comer, os outros dormiam a sesta, eu aparentava dormir, mas continuava conversando com Deus em meu coração. Quando ouvia o relógio, dizia: Coragem, minha alma; o tempo passa; a eternidade chega; vivamos como condenados a morrer. E rezava uma Ave-Maria".
Estudou para padre. Muito lhe custou passar nos exames; mas, à força de trabalho, penitência e oração, conseguiu chegar a bom termo. Seus superiores mostraram-se benévolos com ele, porque reconheciam sua virtude e seu zelo.
Foi destinado a reger a pequenina paróquia de Ars. Os moradores de Ars eram indiferentes; não iam à igreja. João Maria recorreu a suas armas favoritas: passava horas inteiras, em oração, diante do sacrário; mortificava-se, disciplinava-se e tudo oferecia a Deus para que tocasse os corações de seus paroquianos. Ao mesmo tempo, esmerava-se em tratá-los com amor e prodigalizar-lhes conselhos e esmolas.
Pouco a pouco fez-se o milagre, e Ars começou a ser uma paróquia exemplar. A fama da santidade do cura de Ars transpôs fronteiras não só daquela aldeia, mas até da França. Milhares e milhares de pessoas chegavam de toda a parte para confessar-se com o Santo, ouvir os seus sermões, solicitar seus milagres. Em 1840, contaram-se mais de 20.000 peregrinos, e esse número continuou aumentando.
Levantava-se, invariavelmente, à meia-noite para dirigir-se à igreja e sentar-se no confessionário. Os penitentes sucediam-se sem interrupção até as sete, hora em que o vigário celebrava. Terminada a missa, outra vez confissão até as onze. Subia, então, ao púlpito e fazia a sua instrução catequética. Saía da igreja ao meio-dia. Dois guardas precisavam defendê-lo dos empurrões do povo, pois todos queriam vê-lo, falar-lhe, tocá-lo, receber sua bênção, guardar alguma palavra sua. Às 13 horas, novamente confessar até à reza da noite.
Perguntaram-lhe uma vez:
- Se Deus vos permitisse escolher entre estas duas coisas: ir para o céu, agora mesmo, ou ficar na terra, até o fim do mundo, trabalhando na conversão dos pecadores, que faríeis?
- Ficaria na terra.
- Até o fim do mundo?
- Sim, até o fim do mundo.
- Mas, com tanto tempo ainda, não vos levantaríeis tão de madrugada... não é?
- Ah! meu amigo; levantar-me-ia como agora, à meia noite, e seria o mais feliz dos servidores de Deus.
Gozava do dom da profecia e de penetrar no mais secreto das vidas e das consciências. Gente não disposta a confessar-se, resolvida a fazê-lo mal, ficava surpreendida quando o Santo recordava pecados ocultos, e saía chorando do confessionário. Dissipava as dúvidas com muita facilidade.
Fez grandes e inúmeros milagres tanto em vida como depois de sua morte, cuja data ele mesmo anunciou com exatidão. A 9 de agosto de 1859, aos setenta e três anos de idade, sua alma voou para o céu, onde goza e gozará do prêmio eterno de seus trabalhos e penitências.
Festa: 9 de agosto.
Ver Quando a Vozes ainda era uma editora católica
segunda-feira, junho 15, 2009
Tesouros de Exemplos – mais três historinhas
Vamos a mais três historinhas do volume I.
O CONSÔLO DE LÚCIFER
Um dia, voltando da terra, chegou um demônio ao inferno. Estava triste e abatido. Dirigindo-se a Lúcifer, o rei das trevas, disse:
- Chefe, Falhou completamente o meu esforço. Mostrei ao Filho do homem todas as riquezas e grandezas do universo e prometi-lhe dar-lhe tudo aquilo com a única condição de que me adorasse... E eis que ele me repeliu com desprezo.
- Consola-te, meu filho, responde Lúcifer, mesmo que esse esteja perdido, todos os outros nos pertencem...
Depois de algum tempo regressa o demônio de sua nova excursão pela terra e diz:
- Chefe, está tudo perdido. o Filho do homem acaba de fazer ao povo, no monte Tabor, um sermão sem igual. Ele afasta a todos das vaidades terrenas e impele-os para o reino de Deus.
- Consola-te, meu filho, diz Lúcifer, .eles gostam de ouvir palavras novas e belas, mas não as põem em prática. Esquecerão delas como se esqueceram dos ensinamentos dos profetas.
Faz o demônio outra excursão pela terra. Quando volta ao inferno, chega-se ao poderoso rei Lúcifer e, desanimado, diz:
- Meu chefe, o nosso poder está liquidado para sempre. O Filho do homem selou sua doutrina com a própria vida, provando assim que é realmente o Filho de Deus.
- Não te aflijas demais, meu filho, replicou Lúcifer, eles serão nossos, apesar de tudo. O Filho do homem provou, é verdade, por sua morte na cruz, que é o Filho de Deus, mas consola-te, meu fiel emissário, os homens não crerão Nele.
Meu irmão, tira deste imaginário diálogo uma preciosa lição para tua alma, isto é, que não deves viver como os pagãos e os libertinos, sem fé, sem religião, sem Deus.
SEMPRE MAIS
Perguntai a S. Paulo o que deveis fazer para vos tornardes semelhantes a JesusCristo. S. Paulo não vos enganará. Ele é o doutor que mais admiravelmente expõe as leis divinas de nossa perfeição na vida espiritual.
- Santo Apóstolo, temos a fé de Pedro, o discípulo escolhido por Jesus Cristo para seu vigário na terra... Basta-nos?
- Não basta.
- Temos a caridade para com Deus e o amor para próximo, que aprendemos com o discípulo predileto de Jesus. Basta?
- Não.
- Temos a fortaleza heróica demonstrada pelo Batista ante os inimigos. Basta?
- Não.
- Temos a confiança em Deus que distinguiu o patriarca S. José, o qual mereceu ser tido por pai de Jesus. Basta?
- Não basta, não... Escutai o que vos digo: Jesus Cristo é o modelo que deveis ter sempre diante dos olhos ... é o retrato que haveis de reproduzir em vosso corpo e em vossa alma. E quem era Jesus Cristo? Era a caridade, era a justiça, a mansidão, a prudência e a paciência... Era a beleza de Deus manifestando-se aos olhos humanos, para que Nele nos transformemos. Tendes, pois, de trabalhar, trabalhar muito, até que sejais retratos perfeitos desse divino Modelo...
- Mas, santo Apóstolo, nossa carne é fraca, nosso coração é louco, nossa concupiscência é animal, nossas inclinações perversas, as tentações são muitas, os demônios rodeiam-nos dia e noite, o mundo nos fascina...
- Trabalhai! E' preciso imitar a Jesus Cristo. Essa é a única segura garantia de nossa eterna salvação. Se temos a graça, temos tudo...
- Mas isso será trabalho de muitos anos.
- Tendes razão: é trabalho de toda a vida. Mas para isso é que Deus nos pôs no mundo, para isso é a vida. Se não a entendeis assim, estais tristemente equivocados...
Trabalhai! ... Tendes diante de vós uma eternidade para descansar e gozar de vossas virtudes.
PAI TODO-PODEROSO
Falava um pastor protestante com um menino que se preparava para a primeira comunhão, e perguntou-lhe:
- Você crê que na Hóstia, que vai receber, está Jesus em corpo e alma?
- Creio, sim, senhor.
- Você sabe o Pai-Nosso?
- Sei, sim, há muito tempo.
- Então, reze-o.
- Pai nosso que estais no céu. .
- Chega! Você compreende que Deus está no céu; logo, não pode estar na Hóstia.
O menino pensou um instante e disse:
- O senhor é capaz de rezar o Credo?
- Sou, sim: Creio em Deus Pai todo-poderoso...
- Basta! O sr. compreende que, sendo Deus todo-poderoso, pode fazer o que quiser, e assim pode estar no céu e ao mesmo tempo na Hóstia consagrada.
O pastor, não sabendo que responder, confundido, deu por terminado o diálogo.
Ver Quando a Vozes ainda era uma editora católica
quinta-feira, junho 04, 2009
Mais duas historinhas católicas: Ah! se a Vozes ainda fosse uma editora católica!
No ano de 304, no maior furor da perseguição movida por Diocleciano, u ma virgem cristã, chamada Dorotéia, foi conduzida ao tribunal do governador de Cesaréia, na Capadócia. Como não quis sacrificar aos deuses e aos ídolos pagãos, a esposa de Cristo teve de sofrer horrível martírio. Tranqüila no meio dos tormentos, disse ao juiz
- Apressa-te a fazer o que queres, e sejam os suplícios o caminho que me leve, ao celeste esposo. Amo-o e nada temo. Desejo os tormentos, pois são leves e passageiros, u ma vez que por eles chegamos às delícias do paraíso, onde há frutos e flores de maravilhosa formosura e suavidade que nunca murcham, fontes de águas vivas, onde os santos se desalteram na alegria eterna de Jesus Cristo.
Ao ouvir estas palavras o assessor do juiz, um letrado chamado Teófilo, dirigiu-se à Santa caçoando e rindo:
- Envia-me rosas e maçãs do jardim de teu esposo do paraíso quando lá chegares.
- Sim, eu as enviarei, respondeu a jovem.
Notemos que se estava em pleno inverno.
O verdugo apoderou-se da virgem e cortou-lhe a cabeça. Teófilo, chegando em casa, contou a pilhéria aos amigos entre zombarias e sarcasmos. De repente, porém, apareceu-lhe um menino de rara beleza, levando nas pregas de seu manto três magníficas maçãs e três rosas de e fragrância.
- Eis aqui, disse, o que a virgem enviou-lhe da parte de seu esposo do céu.
Teófilo, estupefato, tomou as maçãs e contemplando-as um instante, exclamou:
- Verdadeiramente, Jesus Cristo é Deus, o Deus que não engana.
Fazendo esta confissão, Teófilo selava a sua sentença de morte. Algumas horas depois, conduziram-no ao suplício, tornando-se mártir da mesma fé católica de que antes zombara.
HEROÍSMO DE UM ANCIÃO
S. Policarpo, um dos grandes heróis da Igreja Católica, era bispo de Esmirna e discípulo de S. João Evangelista. Foi um dia detido por um piquete de soldados, os quais recebeu e tratou com muita caridade, convidando-os a se assentarem à sua mesa para a ceia.
Pediu-lhes depois lhe dessem tempo para encomendar a Deus, a Igreja e seus perseguidores. Feita a sua oração, pôs-se a caminho com os soldados, que o maltrataram cruelmente durante toda a viagem, pagando com violências os benefícios que lhes fizera o santo bispo.
Conduzido à presença do governador, quis este convencê-lo que era melhor sacrificar aos deuses e salvar a vida do que deixar-se martirizar. Falou-lhe assim:
- Venerável ancião, amaldiçoa a Cristo e eu te porei em liberdade.
- Faz oitenta anos que sirvo a Jesus Cristo e dele só tenho recebido favores e benefícios; por que, pois, haveria de amaldiçoá-lo?
- Se as feras não te dilacerarem, insistiu o governado - serás queimado vivo.
- Bem se vê que desconheceis o fogo eterno do inferno, e por isso me ameaça com o tormento do fogo terreno e passageiro.
Condenado à fogueira, o fogo, em vez de queimá-lo, formou uma como grinalda ao redor dele, não lhe causando o menor dano.
Atravessaram-no então com a espada e, assim, terminou gloriosamente a sua vida terrena o heróico confessor de Jesus Cristo e defensor intemerato da Santa Igreja.
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quarta-feira, junho 03, 2009
Quando a Vozes ainda era uma editora católica
Pe. Francisco diz que “o propósito deste livro é oferecer a todos que têm a obrigação de educar a infância e a juventude um variado repertório de fatos verídicos ou verossímeis que, contados, movam seus ouvintes a julgar sãmente do seu valor moral e, por conseguinte, os disponham, à luz desses exemplos, a praticar o bem e evitar o mal.”
E os fatos narrados são extraordinários. Neste primeiro volume (não sei se há outros volumes) há 407 historinhas fabulosas. Apresento abaixo duas delas para o leitor ter uma idéia do conteúdo do livro.
Quem se interessar em fazer o downloado do livro clique aqui.
QUERO IR AONDE ESTÁ JESUS
Um pastor protestante, inclinado já ao catolicismo, foi um dia com sua filhinha em visita à capital da Inglaterra. A menina contava apenas cinco anos.
O pai levou-a primeiro a uma igreja católica e a atenção da pequena ficou muito tempo prêsa à lâmpada do Santíssimo.
- Papai, - disse - para que aquela lâmpadazinha?
- Filha, é para lembrar a presença de Jesus atrás daquela portinha dourada.
- Papai, eu quero ver Jesus!
- Filha, a porta está trancada e Ele está escondido debaixo de um véu, não o poderás ver.
- Ah! papai, quanto eu quisera ver Jesus! . . .
Saindo dali, entraram logo depois num templo protestante, onde não havia nem imagens, nem lâmpada nem sacrário.
- Papai, por que não há lâmpada aqui?
- Filhinha, é porque aqui não está Jesus.
Desde aquele dia a menina só falava na Igreja Católica. Nunca mais quis entrar num templo protestante, que para ela não tinha já nenhum atrativo. Perguntaram-lhe:
- Aonde queres ir, então?
- Quero ir aonde está Jesus.
O pastor ficou confundido e comovido. Compreendeu, como sua filha, que só se pode estar bem onde está Jesus. Havia de fazer-se católico, havia de abjurar sua seita e renunciar a uma renda de cem mil libras, de que vivia a sua família, e ver-se pobre de um dia para o outro.
Não obstante, pai e mãe se converteram ao catolicismo, dizendo com sua filha: "Queremos estar onde está Jesus"
O MEDO DO COROINHA
S. Pedro, chamado de Alcântara, pelo lugar onde nasceu (1499), entrou na Ordem dos Franciscanos com a idade de 16 anos. Foi um dos santos mais penitentes e favorecidos de Deus em seu tempo. S. Teresa de Ávila, que o conhecia de perto, conta-nos que S. Pedro passara 40 anos sem dormir mais de hora e meia por dia. O Santo não se deitava, mas ficava assentado com a cabeça encostada a um pau da parede. Essa foi a penitência
que mais sacrifícios lhe custou.Além disso, usava horríveis cilícios, passava às vezes três dias, e até oito, sem outro alimento que a Sagrada Comunhão. Em vista de tudo isso, não é de estranhar que se tenha elevado à mais alta contemplação, e Jesus o tenha favorecido com inefáveis carícias, mormente na missa e na sagrada comunhão.
Conta-se que, em certo convento, o coroinha, que ajudava na missa do Santo, era um menino inocente e bonzinho. Um dia, ao regressar a igreja, procurou o menino a sua mãe e disse-lhe:
- Mamãe, eu não quero mais ajudar à missa do Padre Pedro.
- Por que, meu filho, não hás de ajudar o Padre Pedro, que é um padre tão santo?
- Mamãe, ao ajudar-lhe a missa, várias vezes tenho visto um menino lindo, muito lindo, nas mãos dele; e, na hora da comunhão, ele come aquele menino. Mamãe, tenho medo que ele me coma também.
A mãe, que conhecia a santidade do Padre Pedro, compreendeu logo o mistério e disse:
- Não temas, meu filho; é o Menino Jesus que está na Hóstia . Que feliz és tu, que o vês com teus olhos inocentes!
Dali em diante o menino não teve mais medo e ajudava à missa do Santo com muito gosto e devoção.



