terça-feira, junho 29, 2010

Nossa participação na Vida Divina

 

O texto que vai abaixo me parece útil como marco referencial às discussões que andam ocorrendo no blog, entre o blogueiro e leitores protestantes, protestantes quase-católicos, católicos quase-protestantes, católicos modernistas, padres modernistas, etc. O blogueiro, como todos sabem é, com a graça de Deus, apenas um católico imerso numa crise monumental da Igreja, que se agarra firmemente à Doutrina Tradicional e imutável da Santa Igreja de Roma e que tem sempre na ponta da língua a regra de São Vicente de Lerins: “Quod ubique, quod semper, quod ab omnibus.” O texto é também útil a todo católico que, por diversas razões, ainda não teve acesso a textos teológicos mais profundos. A fonte do texto não poderia ser mais ortodoxa: Tratado de Teologia Ascética e Mística, de Pe. Adolph Tanquerey.

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A vida divina na sua fonte é a Santíssima Trindade. Deus, que é a plenitude do ser e da caridade, contempla-se desde toda a eternidade; contemplando-se, produz o seu Verbo, este Verbo é seu Filho, distinto d’Ele e, contudo, perfeitamente a Ele igual, a sua imagem viva e substancial. Ele ama a este Filho e é por Ele amado; deste amor mútuo procede o Espírito Santo, distinto do Pai e do Filho, e perfeitamente igual a um e a outro. E é esta a vida de que nós participamos!

Por ser infinitamente bom, quer Deus comunicar-se a outros seres: fá-lo pela criação e, sobretudo, pela santificação. Pela criação somos servos de Deus, o que é já para nós uma grande honra. E na verdade, que Deus tenha pensado em mim desde toda a eternidade, que me tenha escolhido entre milhões e milhões de possibilidades, para me dar a existência, a vida, a inteligência, que motivo de admiração, reconhecimento e amor! Mas que Ele me tenha chamado a participar da sua vida divina, que me tenha adotado por filho e que me destine à visão intuitiva da sua essência e a um amor sem restrição, não é isto o apogeu da caridade? E não é também um poderoso motivo de O amar sem reserva?

Havíamos perdido, pelo pecado do nosso primeiro pai, os direitos à vida divina e éramos incapazes de os recuperar por nós mesmos. Mas eis que o Filho de Deus, vendo a nossa miséria, faz-se homem como nós, torna-se desse modo cabeça dum corpo místico, cujos membros somos nós, expia os nossos pecados pela sua dolorosa Paixão e morte de Cruz, reconcilia-nos com Deus e faz circular de novo em nossos almas uma participação dessa vida que Ele hauriu no seu do Pai. Há algo mais próprio para nos fazer amar o Verbo Encarnado, para nos unir estreitamente com Ele, e por Ele, com o Pai?

Para facilitar esta união, fica Jesus entre nós; fica pela sua Igreja, que nos transmite e explica sua doutrina. Fica pelos seus Sacramentos, canais misteriosos da graça, que nos comunicam a vida divina. Fica, sobretudo, pela Santíssima Eucaristia, em que perpetua a um tempo sua presença, a sua ação benfazeja e o seu sacrifício: o seu sacrifício pela Santa Missa, onde renova de modo misterioso a sua imolação, a sua ação benfazeja pela Comunhão, aonde vem, com todos os tesouros da graça, aperfeiçoar a nossa alma e comunicar-lhe a suas virtudes; a sua presença permanente, encerrando-se voluntariamente como prisioneiro, dia e noite, no sacrário, onde O podemos visitar, conversar com Ele, glorificar com Ele a adorável Trindade, encontrar n’Ele a cura das nossas feridas espirituais e a consolação das nossas tristezas e desalentos: “Venite ad me omnes qui laboratis et onerati estis, et ego reficiam vos”.

E tudo isto não é mais que o prelúdio dessa vida consumada em Deus, que gozaremos por toda a eternidade; vê-Lo-emos com amor perfeito; n’Ele veremos e amaremos tudo quanto há de grande e nobre. Saídos de Deus pela criação, voltamos a Ele pela glorificação, e, glorificando-O, encontramos a felicidade perfeita.

sábado, junho 26, 2010

Estudante protestante que estava inclinado ao catolicismo

 

Publiquei o comentário de um anônimo ao post Leitor acusa blog de idéias e hábitos medievais; blog responde. Respondo-o aqui, por se tratar de um assunto que pode interessar a muitos leitores que talvez se encontrem na mesma posição do leitor.

Em resposta anterior ao mesmo anônimo, que se mostrava surpreso com minha preferência pelo Catecismo Maior de São Pio X ao Catecismo da Igreja Católica – ele argumentava que o último catecismo estava na página do Vaticano, estava aprovado pelo Papa, etc – eu respondi que isto fazia parte da crise da Igreja (o ter um catecismo que era, de certa forma, questionável em comparação com a Doutrina de Sempre da Igreja). Escrevi então: “Se você não sabe, ela [a crise] existe. Se você não sabe, ela se desdobra em todos os escalões da Igreja. Se você não sabe, até no Vaticano. Se você não sabe, lá há cardeais que não acreditam na Presença Real, que são satanistas, que .... Vou para por aqui.”

Então, o anônimo me responde:

É dessa informação que eu necessitava. Como estudante protestante de teologia, portanto "não autorizado' a aceitar a doutrina católica, aventurei-me por conta própira - dai o anonimato - a estudar o doutrina oficial católica com a intuição de que ela está mais próxima da verdade.

Porém, com a sua explicação, devo afastar-me, pois não tenho estrutura para entrar nessa briga. Eu precisaria, antes, de certeza e de consenso.

Adotei como referência para minha confiança no Catecismo de 1992 a seguinte passagem:

"Promulga-se em 1567 o Catecismo do Concílio de Trento, redigido po ruma equipe de dominicanos, e que, por indicação docardeal J. Ratztinger, servirá de protótipo ao atual Catecismo da Igreja Católica (1992)."

Fonte:

Suma Teológica, Tomás Aquino, Volume I, Edições Loyuola, 2001, Prefácio à Tradução Brasileira por Carlos Josaphat, OP, pg. 13.

Caro leitor, quem se aproxima da verdade, se aproxima da certeza, mas não do consenso. Não tenho nenhuma intenção de ofendê-lo, mas esta é uma idéia protestante. O consenso nunca pode ser o critério da verdade.

A Doutrina Católica não é mais próxima da verdade, é a VERDADE. Quem lhe garante isso não é professor Angueth; é o próprio Jesus Cristo. Assim, ao se aproximar desta doutrina, você está se aproximando de uma PESSOA, que vive de Corpo, Sangue, Alma e Divindade, na Igreja Católica, e se oferece a todos nós, na Eucaristia, todos os dias. A Igreja é o único lugar em que você pode recebê-Lo. Portanto, não venha para a Igreja por causa do Prof. Angueth, que é um pecador contumaz, que não merece nada. Não venha para Igreja por causa de Josaphats da vida, que são padres modernistas e hereges que infelizmente existem na nossa Igreja, conseqüência nefasta da crise da Igreja. Não venha pelo consenso que possa aqui existir. Venha para lutar pela Igreja contra os hereges e em nome da VERDADE, para carregar a Cruz de Nosso Senhor.

Não tome a mesma atitude do demoníaco Lutero, que por causa da situação lastimável em que se encontrava a Igreja no início do século XVI, preferiu destroçar toda a cristandade a corrigir os erros que ele via, a lutar pela restauração da santidade dos homens da Igreja. Mire-se nos exemplos dos muitos santos que permaneceram na Igreja e que, por meio do extraordinário Concílio de Trento, reformaram a Igreja, tornando-a um estandarte da luta contra os hereges. Tome a atitude dos santos do século XVI; de Santo Inácio de Loyola, de Santa Teresa D’Ávila, de São João da Cruz, de São Pedro Canísio, de São Felipe Neri, de São Carlos Borromeu, do Papa São Pio V, etc. Pense de que lado você quer ficar: de Lutero ou destes santos todos?

Ao invés de ler o prefácio da Suma, leia a Suma! Leia o Catecismo Maior de São Pio X, esqueça, por hora, o Catecismo de 1992. (Se você quiser sabe o que acho sobre as observações e os prefácios modernos de obras antigas, leia, por exemplo: A Teologia da Deformação e "Didaqué: Instrução dos Doze Apóstolos", Santo Afonso de Ligório: o modernismo presente em sua Congregação.)

Por fim, um último conselho. Você diz: “Assim, infelizmente, concluo que minha intuição estava errada.” Sua intuição está certíssima; pode segui-la, mas não a siga com tanto sentimentalismo, que, sem ofensa, é outra característica protestante. Seja forte, use sua VONTADE, não seu sentimento. Você só perceberá a VERDADE, com sua vontade, não com seu sentimento.

Se você precisar e desejar, me escreva sempre. Se você for usar os comentários, identifique-se como “quase católico”; saberei que é você, porque é o que você realmente é. Passo a rezar a Nossa Senhora pela sua conversão, que já começou indubitavelmente.

sexta-feira, junho 25, 2010

Sobre a santidade de G.K. Chesterton

 

Um amigo anônimo colocou, como comentário de um dos posts deste blog, uma oração pela beatificação de Chesterton, que reproduzo abaixo. Ela está em espanhol e está tão bonita neste idioma que decidi não traduzi-la, para não correr o risco de tirar dela toda sua beleza.

Muitos poderão se admirar ao ouvir sobre a beatificação de Chesterton. A idéia existe e está sendo trabalhada pela The Chesterton Society, fundada no ano (1974) do centenário do nascimento do grande escritor, na cidade onde ele viveu. Esta sociedade realizou em 2009 uma conferência cujo título foi exatamente “Sobre a santidade de G.K. Chesterton”.

Os leitores que me acompanham sabem que noite dessas fui abençoado por Chesterton. Passarei assim a rezar pela beatificação de quem já me abençoou.

Segue, então, a oração.

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Dios nuestro Padre,

Tú que has colmado la vida de tu siervo Gilbert Keith Chesterton con ese sentido del asombro y el gozo, y le diste esa fe que fue el fundamento de su incesante trabajo, esa esperanza que nacía de su perdurable gratitud por el don de la vida humana, y esa caridad para con todos los hombres, particularmente sus oponentes; haz que su inocencia y su risa, su constancia en combatir por la fe cristiana en un mundo descreído, su devoción de toda la vida por la Santísima Virgen María y su amor por todos los hombres, especialmente por los pobres, concedan alegría a aquellos que se hallan sin esperanza, convicción y calidez a los creyentes tibios y el conocimiento de Dios a aquellos que no tienen fe.

Te rogamos otorgar los favores que te pedimos por su intercesión, [y especialmente por ……] de manera que su santidad pueda ser reconocida por todos y la Iglesia pueda proclamarlo Beato.

Te lo pedimos por Cristo Nuestro Señor.

Amén.

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quarta-feira, junho 23, 2010

Leitor acusa blog de idéias e hábitos medievais; blog responde

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Após ver seu blog, concluo que, infelizmente, os piores tumores da humanidade são o fanatismo e a intolerância religiosa. Nem Jesus, nem Deus ou o que for jamais foi partidário disso. Que decepção, professor, continuo a admirar seu trabalho como acadêmico, porém falha ao cultuar hábitos e idéias medievais que já mataram tanta gente e que não levam ninguém ao céu, apenas ao retrocesso humano.

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Pois, então! Temos aqui um corajoso comentador, altamente moderno, cheio de jargões, que fala uma porção de besteiras e decide ficar ... anônimo, claro!

Ele me elogia, na parte acadêmica (pelo que lhe agradeço), o que me faz pensar que ele seja membro desta augusta comunidade universitária. Será um colega professor?; será um ex-aluno, ou um aluno atual?; será de outra área, ou mesmo de outra unidade acadêmica?

Isso tudo fica em segundo plano quando contemplamos como um acadêmico do século XXI expõe tão tranqüilamente sua profunda ignorância. Sobra-lhe, contudo, um pouco de vergonha, daí o anonimato. O retrato-falado, ou melhor, escrito do amigo leitor é mais ou menos fácil de desenhar. É um relativista, pois fala de intolerância religiosa, como se algum religioso verdadeiro não tivesse a obrigação de ser intolerante. É o velho problema de a verdade ser relativa ... Fala de Jesus como um pacifista, mostrando que nunca leu uma linha do Evangelho. Fala de Deus como um apartidário, mostrando que nunca leu uma linha do Velho Testamento, que é a história do povo ESCOLHIDO por Deus. Fala de hábitos e idéias medievais, mostrando que suas leituras mais elevadas são a Veja (ou pior, Isto É, Carta Capital, etc), e a Folha de São Paulo (também existem opções piores). Dali ele tira todas as suas elevadas idéias sobre a Idade Média. Nunca leu um livro de História que valha a pena ser lido, nunca leu (vá lá) Regine Pernoud, pelo menos. Deve ser também um telespectador assíduo do Jornal Nacional, de onde ele tira idéias sobre a direção das coisas do mundo.

Para mim é sempre um espanto encontrar esses seres perambulando pelos corredores da minha universidade, conversando nos cafés, exibindo toda sua empáfia de grandes pesquisadores (ou de alunos brilhantes) sem, contudo, saber o mínimo essencial, o mínimo que um simples estudante medieval tinha na ponta da língua, um mínimo do TRIVIUM.

O problema com esses pobres coitados é que se eles percebessem sua pobreza, haveria como ajudá-los a sair da indigência mental. Mas a visão de sua própria situação já lhes é muito penosa para suportar. Chegar à conclusão da própria miséria é uma experiência muito comum e cotidiana para nós católicos, mas muito penosa para quem não o é. E é por isso que somos intolerantes com o erro; para evitar que as pessoas sejam incapazes de olhar a própria miséria e de elevar o olhar para Deus e Lhe suplicar misericórdia.

terça-feira, junho 22, 2010

O reverendíssimo Pe. Vagner honra o blog com um comentário

 

“As portas do inferno não prevalecerão”, esta é a promessa de Nosso Senhor. Por isso, Ele não nos deixa sem padres piedosos, que conhecem a Doutrina Sagrada e que sabem defendê-la. Sua benção, Pe. Vagner! Deus lhe pague pela sua corajosa manifestação e por suas palavras a respeito do blogueiro. Reze por mim, padre.

Quero deixar meu humilde ponto de vista.


Se o senhor Angueth estudou ou não filosofia não sei. Mas posso garantir que Santo Tomas de Aquino deve ter ficado alegre lá no céu com a correção do professor Angueth: "Deus é o ser necessário e nós somos contingentes" Simplesmente fantástica esta expressão e digna de um "Filósofo Tomista". Já a expressão do padre Joãozinho não foi muito feliz:" Deus é absoluto. Nós somos relativos. Nossa compreenssão da verdade é relativa".

O tema do relativismo tem sua origem em Descartes (La Haye en Touraine, 31 de março de 1596 — Estocolmo, 11 de fevereiro de 1650), quem formulou o famoso princípio "cógito,ergo sum" (penso logo existo). A partir de então começou o que podemos chamar de "filosofia imanentista" que teve seu apogeu com Hegel (Estugarda, 27 de agosto de 1770 — Berlim, 14 de novembro de 1831). Estes filosfos trocaram o fundamento da realidade que passou a ser o pensamento em vez de ser o SER (ESSE). E as consequencias desse pensamento nefasto nós estamos experimentando nos dias de hoje. O que disse o padre Joãzinho pode ser destrutor: Por exemplo alguém poderia dizer: "O matrimônio deve ser de um homem com a mulher". Outro poderia dizer: "esta é a sua compreenssão da verdade, pois eu compreendo que o matrimônio pode ser de um homem com outro homem" (e poderia aduzir o argumento da "compreensão relativa da verdade")

Por isto a correção feita pelo professor Angueth foi perfeita. A verdade é objetiva mesmo que não a possamos compreender. Ah, como seria maravilhoso se voltassem a ensinar a filosofia de santo Tomas na universidades...

segunda-feira, junho 21, 2010

O Blog do Angueth tem agora um companheiro

No ano em que completa cinco anos de vida, este modesto blog ganha um companheiro de caminhada que acaba de ir ao ar. Nasce centrado no interesse na obra de Belloc e também na de Chesterton. O blogueiro é o Guilherme Ferreira Araújo, que já traduziu para este blog. Tem o sugestivo nome de Caminho para Roma,  que é também o título de uma obra-prima de Belloc que, espero, Guilherme traduzirá.

O que eu desejo é que o novo blog realmente nos mostre com mais clareza, e através destes dois monstros das letras inglesas do século XX, o verdadeiro CAMINHO PARA ROMA.

sábado, junho 19, 2010

Leitor, que quer se promover, pergunta; blog responde

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Eu coloquei varios comentários neste Blog e este tal de professorzinho de matemática não aprovou um sequer e agora tem a coragem de postar uma reclamação em nome de outra pessoa porque seus comentários de baixo nível foram suprimidos de um Blog de respeito.

Uma Pergunta que não quer Calar! Por que o Professor Angeth não aprova comentários de Carismáticos? Será que este Comentário será aprovado?

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O professorzinho de matemática (não sei onde o leitor tirou esta falsa informação), que supostamente sou eu, criou um blog e só aceita comentários que lhe pareçam adequados. O blog é meu e faço dele o que quiser. Isso aqui não é um espaço democrático, que todos podem usar. Não é, sobretudo, um espaço para quem procura promoção à custa de meu trabalho.

Sei bem o que você quer comparar aqui. Você quer comparar a minha aprovação ou não de comentários com o sumiço de vários links e de comentários já publicados do blog do Pe. Joãozinho. Mas só um tolo como você vê as duas coisas como similares. Nunca publiquei e apaguei posts ou comentários de leitores (exceto alguns referentes a traduções que depois se transformaram em livros). Também não postei reclamação em nome de pessoa nenhuma. Tudo que falo aqui, falo em meu nome.

Comentários foram suprimidos ou não mais aceitos no blog do Pe. Joãozinho sobre posts covardes que ele publicou e que muita gente leu e contra eles reagiu. O fato de ele sumir com os posts e não aceitar mais comentários com teores similares aos que já tinha aceitado é demonstração de um padrão: do padrão de comportamento de um covarde. Não disse, em nenhum momento, que ele não tinha o direito de apagar os posts e respectivos comentários; só identifiquei o que isso significa. O blog é dele e lá ele faz o que quiser.

Como você vê, seu comentário não será publicado em meu blog, mas só parte dele. A outra parte é tão tola que pouparei meus leitores para que lhes sobrem tempo para ler, por exemplo, os textos de Chesterton que traduzo.

Uma sugestão final: mande seu comentário para o blog do Pe. Joãozinho. Quem sabe ele publica?

sexta-feira, junho 18, 2010

Espadas afiadas... tempo de falar

Diogo Ferreira

Professor de Filosofia do Direito

Nota: Diogo me envia este texto muito bom sobre toda a recente questão envolvendo o Pe. Joãozinho, que estava sumido, pois calado pelo Prof. Orlando, depois resolveu falar, quando o professor morreu, depois se calou, pois calado pelos muitos defensores do prof. Orlando. Agora, até os posts sumiram, de forma que os links de seu blog que aparecem neste artigo já não estão ativos; deixo-os aqui como demonstração da covardia deste padre diminuto. Fora isto, o texto vale ser lido. Ah!, sim, padre, o Diogo é professor de Filosofia, como o senhor pode ver!

No dia 9 de Junho, quando da morte do professor Orlando Fedeli – então presidente da Associação Cultural Montfort – o Padre João Carlos Almeida (mais conhecido como Padre Joãozinho) colocou um pequeno “post” em seu blog em que pedia orações para o finado professor. Junto a este pedido expressou que o professor Fedeli teria dedicado boa parte da vida a “defender aquilo que entendia por ser a verdade”.

Logo após a postagem, inúmeros comentários pulularam nos blogs e sites que outrora haviam acompanhado a polêmica que tiveram em vida o referido Padre com o referido professor.

Grande parte desses comentários incidiu sobre a maneira como o Padre se expressou no pedido de orações, apresentando o professor como aquele que tinha defendido aquilo que considerava ser a verdade.

Em resposta, Padre Joãozinho somou ao blog um post em que explicava em suma que “Nossa compreensão da verdade é relativa” e que por isso sua prévia postagem era natural, sendo que os comentários em contrário mostrariam falta de humildade.

Pois bem... após essa exposição sumária dos fatos (puxa, como estou formal hoje...) gostaria de fazer alguns comentários sobre a celeuma. Antes, entretanto, quero deixar claro aos desavisados que não faço parte da Associação Cultural Montfort, tampouco da Renovação Carismática, menos ainda da Teologia da Libertação. Como aprendi com um saudoso professor, quero ser antes de tudo Católico, sem necessidade de adjetivos.

Já ouvi muitos dos CD`s do Padre Joãozinho (embora o tenha feito há um bom tempo atrás, confesso), também li alguns de seus artigos, noutra ponta acompanhei a totalidade dos textos da Associação Cultural Montfort e tive a alegria de ter conhecido pessoalmente o Professor Fedeli.

A primeira coisa de que me apercebi quando, passeando pela internet, vi a troca de farpas em questão foi que isso tudo me parece intempestivo... sinceramente, não era “a hora”.

Muitos, como eu, estavam ainda consternados pela morte do professor. O momento era mesmo de oração – como pediu o Padre Joãozinho – mas não de cutucões ou ferroadas – como fez o mesmo Padre Joãozinho. E digo que ele, no pedido de oração, incutiu ofensa indireta, um tanto camuflada.

Basta ver o contexto da afirmação: o Padre Joãozinho houvera em tempos atrás saído em defesa do Padre Fábio de Mello, quando este último tinha sido denunciado pelo professor Orlando por defender idéias heréticas acerca da Eucaristia (tivesse mal se expressado ou não, o fato é que a exposição “quase poética, mas bem romântica” do Padre Fábio se afastava da Doutrina da Igreja sobre o Santíssimo Sacramento... porque será que não me surpreendo com isso?). Depois disso a discussão encaminhou-se e por fim – já adentrando em outros temas (como o Concílio Vaticano II) – o professor Orlando apresentou em seu site um trabalho bem ácido e fulminante contra um confuso pensamento do Padre Joãozinho.

Bem... depois disso veio o “providencial”... “tempo de calar”.

Assim, todos sabiam de antemão que Padre Joãozinho e Professor Orlando não concordavam sobre temas importantes e que o último contato que tiveram entre si foi justamente nessa polêmica.

Diante disso e não muito tempo depois o professor veio a falecer, e o Padre Joãozinho então diz que ele defendia “aquilo que entendia por ser a verdade”...

Ora, ainda que não esteja explícito, o “cutucão” é inegável. E porque haveria de ser claro, se pode ser implícito? Gato escaldado prefere a “implicitude”, muito típica aos ecléticos.

Imaginem os leitores se Siger de Brabante deixasse escrito, por ocasião da morte de Santo Tomás de Aquino que deveríamos rezar pelo Aquinate, pois apesar das disputas, o dominicano tinha defendido “aquilo que entendia por ser a verdade”.

Transportemos agora a cena para tempos mais próximo e pensemos que Hans Kung tivesse feito essa afirmação no velório de Dom Lefrebve... qual seria o “fundo” da mensagem? O aporte velado das palavras?

Em frase mais longa seria o mesmo que dizer: tinha boa intenção, apesar de que estava errado... “tadinho”, de qualquer forma rezemos”. Ou ainda: defendia o que erradamente achava ser verdadeiro.

E não faço aqui um juízo sobre as intenções íntimas, mas apenas reconheço as intenções manifestas, ainda que veladas... mal absconditas.

Basta observar a pendenga como um todo... se degladiaram na polêmica, o Padre Joãozinho não anuiu ao que o Professor Fedeli demonstrou, preferiu “calar”... continuou defendendo o que antes defendera (embora não tenha prosseguido no debate), em oposição ao agora falecido que também manteve-se fiel em sua posição... logo, falar que o último “defendia aquilo que considerava ser verdade” (sendo que tal não era a mesma “verdade” do remetente) quer dizer que... concluam vocês, que falar o óbvio já está ficando chato.

Em vista da mensagem, que cumulava o pedido de orações com um beliscãozinho na Montfort, muitos simpatizantes do professor Orlando e do grupo que compõe a Associação, se revoltaram. Não era de se esperar que o Padre Joãozinho concordasse com a posição da Montfort, por conta do advento da morte de seu presidente. Mas é de se estranhar que o “providencial” tempo de calar, tivesse “providencialmente” terminado quando da morte do professor... essa sincronia covarde pode ser percebida com a pronta resposta do Padre Joãozinho aos admiradores da Montfort (vide: http://blog.cancaonova.com/padrejoaozinho/2010/06/10/sr-fedeli-procurou-aquilo-que-entendia-ser-a-verdade/ ), bem como na discussão que o Padre manteve no blog do Angueth (vide os comentários ao artigo: http://angueth.blogspot.com/2010/06/samba-do-crioulo-doido-pe-joaozinho-e.html) e ainda mais um pouquinho aqui http://blog.cancaonova.com/padrejoaozinho/2010/06/14/a-visao-de-um-canonista-sobre-a-associacao-montfort/ .

De fato, parece definitivamente que “o tempo de calar” passou... bem no momento “oportuno”.

Quando recebeu comentários ríspidos contra “aquilo que entendia ser a verdade”, Padre Joãozinho tentou se justificar com citações da Encíclica Papal Caritas In Veritate e Deus Caritas Est, também de Santo Agostinho em Libero Arbitrio.

Depois de apresentar as citas ele conclui: Nós somos relativos. Nossa compreensão da verdade é relativa.

Mas será que as citações que ele aloca dão respaldo mesmo a essa conclusão?

Vejamos com atenção:

A verdade, que é dom tal como a caridade, é maior do que nós, conforme ensina Santo Agostinho. Também a verdade acerca de nós mesmos, da nossa consciência pessoal é-nos primariamente « dada »; com efeito, em qualquer processo cognoscitivo, a verdade não é produzida por nós, mas sempre encontrada ou, melhor, recebida. Tal como o amor, ela  «não nasce da inteligência e da vontade, mas de certa forma impõe-se ao ser humano ».

E depois:

Santo Agostinho expõe, de maneira detalhada, este ensinamento no diálogo sobre o livre arbítrio (De libero arbitrio, II, 3, 8s.). Aponta para a existência de um « sentido interno » dentro da alma humana. Este sentido consiste num acto que se realiza fora das funções normais da razão, um acto não reflexo e quase instintivo, pelo qual a razão, ao dar-se conta da sua condição transitória e falível, admite acima de si mesma a existência de algo de eterno, absolutamente verdadeiro e certo. O nome, que Santo Agostinho dá a esta verdade interior, umas vezes é Deus (Confissões X, 24, 35; XII, 25, 35; De libero arbitrio, II, 3, 8, 27), outras e mais frequentemente é Cristo (De magistro 11, 38; Confissões VII, 18, 24; XI, 2, 4).

O que os textos elencados remetem é àquilo que se pode dizer de inesgotabilidade da Verdade, ou ainda, que nosso conhecimento da Verdade é limitado.

Mas isso é óbvio. Nossa contingência não é capaz de abarcar in totum A Verdade! Entretanto, podemos chegar a diversas verdades e de maneira bem precisa, como, por exemplo, desde o básico 2 + 2 são quatro, quanto a bem mais basilar lição nesse vale de lágrimas, de que devemos viver e morrer na Amizade Divina.

E ressalte-se que no primeiro texto citado, o Papa Bento XVI ataca de maneira breve, mas muito contundente, a mentalidade moderna com a brilhante observação: “com efeito, em qualquer processo cognoscitivo, a verdade não é produzida por nós, mas sempre encontrada ou, melhor, recebida. Tal como o amor, ela « não nasce da inteligência e da vontade, mas de certa forma impõe-se ao ser humano ».”

Ou seja, a verdade não é produzida pelo sujeito, não é subjetiva, mas se impõe a nós, é objetiva. Assim é que a verdade independe de nós, dos nossos gostos e das nossas intenções, ela encontra-se sob outra formalidade na própria coisa inteligida.

Atacando o subjetivismo, o Papa - como é de esperar - ataca por tabela o pai desse cacoete gnoseológico, que é exatamente o... (suspense!) relativismo.

O relativismo moderno preceitua o enfraquecimento da certeza... “tudo é relativo”, é o que se costuma ouvir.

Certa vez, lecionando numa universidade ouvi de uma aluna “ah professor! tudo é incerto, relativo”, ao que respondi-lhe com uma pergunta retórica “Você tem certeza?”.

Essa aporia da contradição intrínseca do não-cognitivismo, seja ele escrachado ou disfarçado, é invencível.

O Angueth se referiu a ela de passagem na resposta ao Padre Joãozinho:

O que o padre não percebe é que dizendo que “Nossa compreensão da verdade é relativa”, ele se expõe à seguinte pergunta: O Sr. espera que minha compreensão deste seu juízo seja relativa ou absoluta?”

Com isso quero concluir que o uso da palavra “relativo” não é conveniente nesses tempos em que a teoria do conhecimento é tão maltratada pelos modernos/modernistas.

Um aluno que saiba que 3 + 4 são sete, pode não saber resolver equações de segundo grau, mas pode ter certeza da primeira “conta”. Os seres humanos podem não conhecer A Verdade face-a-face de maneira esgotada e completa, mas o quanto conhece dela pode ser liquidamente certeiro.

E o professor Orlando defendia muitas verdades eternas, muitas delas infelizmente relegadas a segundo plano por quem teria o ofício de ensina-las.

A constatação de que a Verdade nos ultrapassa não significa que não possamos chegar a um sem-número de verdades fundamentais seja com a razão natural, seja por Revelação Divina. E tais Verdades, por nutrirem-se e refletirem Aquele que é A Verdade, pode em nós viver, nutrindo e refletindo intensamente em nós a Imagem e Semelhança Daquele que a Sustenta, como Sustenta nossa limitada, mas apta, inteligência.

Vida longa à Montfort!

Recomendação de leitura: Verdade e Conhecimento, livro com tradução de parte importante da questão disputada sobre a Verdade, de Santo Tomás de Aquino. Tradução de Jean Lauand.

quarta-feira, junho 16, 2010

Dr. Pe. Joãozinho, o Prof. Orlando ainda vive e te calou de novo

 

O “dotô” Pe. Joãozinho pensou, como todo pagão ateu, que a morte é o fim de tudo. Assim, achou que o Prof. Orlando e, sobretudo, suas idéias tinham desaparecido. Pois ele se enganou. O professor vive em cada um de seus admiradores e devedores. E estes fizeram o papel do professor no recente ataque promovido pelo “dotô”; calou novamente o padre e suas heresias.

A prova disso está relatava abaixo, por um dos mais fiéis admiradores do prof. Orlando. Notando que tinha desaparecido, do blog do “dotô” os artigos referentes ao Prof. Orlando, ele postou um comentário.;

junho 16th, 2010 at 08:32
Your comment is awaiting moderation.
Padre Joãozinho,
O Sr. poderia nos esclarecer o motivo de terem sido retirados os posts abaixo relacionados referentes ao falecimento Prof. Orlando Fedeli?
1) Sr. Fedeli procurou aquilo que “entendia ser a verdade”
2) Faleceu hoje o irmão Orlando Fedeli
3) A visão de um canonista sobre a Associação Montfort
Muito obrigado.

Horas depois …

Acabo de voltar (12h10min) à página onde havia postado a pergunta acima (http://blog.cancaonova.com/padrejoaozinho/2010/06/11/palavra-de-padre/#comments) e observo que minha pergunta não foi "aprovada". Foi deletada.
Salvo engano parece que o assunto "morreu" para o Pe. Dr. Joãozinho. Sem qualquer explicação.
Algumas hipóteses:
1) recebeu ordem de superior para apagar posts
2) recuou diante da quantidade avassaladora de críticas dos amigos da Montfort (e até de assíduos frequentadores de seu blog).
De qualquer forma, fica no ar a pergunta: FUGIU DE NOVO?? Fugir é marca registrada de joãozinhos??

É verdade, fugir é a marca registrada de joãozinhos!

Prof. Orlando, pouco antes de morrer, disse, a respeito dsua obra sobre a TFP, uma frase que se aplica perfeitamente ao caso presente: “ À la fin de la vie, je touche!

terça-feira, junho 15, 2010

Olavo sobre Orlando, meus dois grandes professores

 

A morte sempre revela muito sobre a dignidade de quem parte e da de quem fica. Enquanto padres hereges festejam a morte do Prof. Orlando Fedeli, difamando-o e tentando destruir o legado de seu trabalho, o filósofo Olavo de Carvalho, que manteve uma acirrada polêmica com o falecido professor, disse isto, em seu último programa TRUE OUTSPEAK:

“Quero encerrar este programa prestando aqui minhas homenagens póstumas ao professor Orlando Fedeli, com o qual tive minhas discussões, minhas desavenças, mas que sem dúvida era um batalhador cristão, um homem sincero, e tenho a certeza que ele repousa nos braços de Nosso Senhor Jesus Cristo.”

Quando escrevi aqui sobre Olavo de Carvalho, muitos admiradores do Prof. Orlando enviaram-me comentários raivosos. Isto, graças a Deus, me fez escrever um post sobre o Prof. Orlando, post este que me fez trocar um último e-mail com ele. A eles também o Prof. Olavo responde.

O depoimento do filósofo mostra a dignidade de quem fica.

Leitor pergunta e blog responde

 

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Se um homem não tem religião, mas está pesquisando o assunto com a intenção de escolher uma, como poderá chegar à religião verdadeira? Seria por sua própria capacidade de raciocínio ou por meio do seu encaminhamento oculto por Deus?

Anônimo, até que descubra a minha religião

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Caro leitor,

Se você espera chegar à religião verdadeira é porque acredita que existe verdade. Se acredita que existe verdade, você bem sabe que verdade é o contrário da mentira. Assim, só existe uma religião verdadeira e muitas falsas.

É preciso que você compreenda que a razão humana tem limitações. Diz Santo Tomás de Aquino: “É evidentíssimo que existem verdades referentes a Deus que excedem totalmente a capacidade da razão humana.” Por exemplo (são exemplos do Aquinate), é acessível à razão a existência de Deus, mas não o fato de Ele ser uno e trino, que só podemos saber por revelação.

Assim, nas suas pesquisas você poderá encontrar estas duas ordens de verdades; as que podem ser atingidas pela luz da razão e as que nos são comunicadas pela Revelação. O que vem a ser a Revelação?

Muito resumidamente, a Revelação nos ensina que Deus, depois da Queda, escolheu um povo a quem Ele iria enviar, num futuro, seu Filho, para apagar a mancha que Adão havia deixado em todas as almas; a mancha do Pecado Original. Este povo teve todas as revelações necessárias para seu preparo a fim de receber o Filho de Deus. Sua Vinda foi anunciada com todos os detalhes possíveis: seu nascimento virginal, seus milagres, seus intensos sofrimentos e, finalmente, sua morte na cruz. Isso tudo com uns 500 anos de antecedência. Ele veio, cumpriu tudo que sobre Ele estava escrito e nos deixou sua Igreja, com os Sacramentos, que são por onde escoa a Vida Eterna que Ele veio nos trazer. Fez milagres de todos os tipos e iluminou os apóstolos para que eles também fizessem milagres.

Depois da Revelação, durante dois mil anos, o Filho de Deus manteve sua Igreja, fazendo que vários de seus membros continuassem fazendo milagres como seus apóstolos. Além disso, deixou vários dos corpos dos membros santos de sua Igreja incorruptos – por anos, décadas, séculos – para nos mostrar, COTIDIANAMENTE, qual é a sua Igreja. Como uma seta apontando: ENTRE, AQUI É A MINHA IGREJA.

Bem, diante da Revelação, da história da Igreja de Cristo e com sua razão natural, você certamente descobrirá a religião verdadeira. Rezo para que Nossa Senhora lhe ilumine em sua caminhada, e que você saia rápido do anonimato.

Escreva-me quando precisar e desejar.

domingo, junho 13, 2010

Missa Tridentina em Juiz de Fora

Tenho o prazer de anunciar aos moradores de Juiz de Fora que eles terão todos os domingos a Missa Tridentina em sua cidade. A Missa será celebrada pelo Pe Elílio, todos os domingos, na Igreja Santa Rita de Cássia, às 15h.

Isto é uma benção muito grande e todos nós que conhecemos Pe. Elílio sabemos que a missa celebrada por ele fará um bem infinito às almas dos fiéis. Sua benção, Pe. Elílio, e que Deus lhe pague mais esta atitude corajosa que o senhor toma em benefício dos fiéis da Santa Igreja Católica.

sexta-feira, junho 11, 2010

Dr. Pe. Joãozinho liquida de vez o blogueiro

 

Vejam abaixo os argumentos de Pe. Joãozinho para liquidar a discussão com este modesto blogueiro.

Obrigado pela atenção em ler meu BLOG. Aliás, qual seria a formação autor da crítica? Esqueci de dizer que sou doutor em filosofia da educação pela USP. Sei muito bem o que estou afirmando. A sua refutação é de palha! Dr. Pe. João Carlos Almeida, scj

Eu sinceramente não esperava resposta tão elucidativa daquilo que eu disse sobre o referido padre. Ele pede humildade: “Espero que a família de Montfort tenha esta humilde serenidade, para não se tornar sectária.” Ele está pedindo a humildade de convicção, não de ambição.

E logo a seguir, em resposta ao meu post abaixo, ele demonstra toda a sua humildade, humildade de doutor, claro, exibindo desabridamente seu título acadêmico! Ou seja, falta-lhe a humildade da ambição. Mas ele não faz só isso. Ele considera que este título é tão importante, é tão espetacular, é tão aterrador, que ele não se digna a dizer mais nada, exceto, é claro, afirmar: “sua refutação é de palha”.

Mas o mais extraordinário (já vejo o padre em seu pedestal de doutor, contemplando as esferas superiores) é que ele massacra o blogueiro com a pergunta definitiva: “Aliás, qual seria a formação [do] autor da crítica?” O “aliás” foi o máximo, padre.

O autor da crítica é um modesto católico que formula alguns argumentos quando participa de discussões e que não tem o hábito de falar freqüentemente de seus títulos acadêmicos e, sobretudo, de usá-los como argumento nessas discussões.

Mas estou agradecido pela resposta, mesmo que seja esta. Afinal, é a resposta de um doutor, que honra muito este modesto blog, que é lugar de católicos sem títulos conhecidos, mesmo que existentes.

Samba do crioulo doido: Pe. Joãozinho e a filosofia

 

Pe. Joãozinho, tendo sido reduzido ao silêncio pelo Prof. Orlando Fedeli, não esperou sequer o sepultamente de nosso querido professor para se tornar falador de novo. Repete novamente a mesma cantilena modernista.

O padre cita uma encíclica de Bento XVI e prova que não sabe sequer interpretar o que lê. Não querendo mostrar-se relativista ao extremo, parte para uma estratégia filosoficamente insustentável. Quer nos fazer crer que existe a verdade, mas que nossa compreensão dela é relativa.

Tendo muito boa vontade com o padre, talvez ele tenha querido dizer que cada um percebe a verdade de sua maneira pessoal, interpreta a tal verdade como quer, pode ou deseja. Mas, se for assim, como saber que existe verdade? Caímos de novo no relativismo puro e simples.

Ele cita a encíclica papal sem notar que ela o desmente. Bento XVI diz: “Santo Agostinho expõe, de maneira detalhada, este ensinamento no diálogo sobre o livre arbítrio (De libero arbítrio, II, 3, 8s.). Aponta para a existência de um « sentido interno » dentro da alma humana. Este sentido consiste num ato que se realiza fora das funções normais da razão, um ato não reflexo e quase instintivo, pelo qual a razão, ao dar-se conta da sua condição transitória e falível, admite acima de si mesma a existência de algo de eterno, absolutamente verdadeiro e certo. O nome, que Santo Agostinho dá a esta verdade interior, umas vezes é Deus”. Ou seja, o que Santo Agostinho ensina é que Deus nos dotou, primeiro da razão, para percebermos as verdades mais evidentes, verdades da ordem natural e algumas da ordem sobrenatural (como diria Santo Tomás) e nos deu um “sentido interno” para percebermos as verdades mais sutis. Ora, o padre não percebe que para Santo Agostinho dizer isto é porque ele acredita que possamos apreender as verdades nas várias ordens, seja pela razão natural, seja por este sentido interno que opera acima e além da razão, seja pela Revelação, através da fé.

Pe. Joãozinho nos brinda com frases como estas: “Deus é absoluto. Nós somos relativos. Nossa compreensão da verdade é relativa.” Fazendo um esforço, podemos compreender qual a confusão do padre. Ele quer dizer: Deus é o Ser necessário, nós somos seres contingentes. Como ele não sabe se expressar de maneira filosoficamente precisa, fala besteira. Ademais, ou nossa compreensão da verdade existe ou não existe. Se existe, não pode ser relativa, já que é a compreensão da verdade. Se vemos um quadrado e pensamos ver um triângulo, não podemos sequer saber se o quadrado existe.

O que o padre não percebe é que dizendo que “Nossa compreensão da verdade é relativa”, ele se expõe à seguinte pergunta: O Sr. espera que minha compreensão deste seu juízo seja relativa ou absoluta?

Não posso deixar de lembrar, para finalizar, de Chesterton que dizia que a “modéstia deslocou-se do órgão da ambição” para o da convicção. Ou seja, Pe. Joãozinho prega a modéstia na convicção quando devia pregar a modéstia da ambição.

 

quarta-feira, junho 09, 2010

Morre o querido Prof. Orlando Fedeli

 

Estamos consternados com a morte do Prof. Orlando Fedeli. O catolicismo no Brasil perde uma grande figura, um de seus maiores apologistas, um dos maiores defensores da Tradição bimilenar da Igreja. Profundo conhecedor da Doutrina Católica, ganhou para Nosso Senhor Jesus Cristo milhares de almas, inclusive a deste blogueiro.

Rezemos por sua alma, para que Nossa Senhora o receba e o recomende ao Seu Altíssimo Filho.

segunda-feira, junho 07, 2010

São José, rogai por nós

Do livro Tesouro de Exemplos
O viajante e São José
Foi a 18 de março de 1888. Viajava um sacerdote no trem de Mogúncia a Colônia, quando, ao passar por Bonn, notou que seu vizinho se persignou, juntou as mãos e se pôs a rezar.
- Amanhã é a festa de S. José!... talvez que seja o seu patrono, disse o padre.
- Não, sr., mas minha esposa chama-se Josefina.. . e gostaria de estar amanhã em sua companhia. Tenho, porém, outro motivo de dar graças; e, se interessar ao senhor, contar-lhe-ei
a minha história, pois um sacerdote a entenderá.
- Certamente.
- Quando menino, recebi de minha boa mãe uma educação piedosa.Infelizmente, bem cedo morreu minha mãe; meu pai não se ocupou de minha educação religiosa e logo abandonei todas as práticas de piedade. Encontrei, mais tarde, uma jovem excelente e, desejando fazê-la minha esposa, fingi sentimentos religiosos que não possuía. Uma vez casados, quase morreu de pesar, quando lhe abri meu coração e me pus a zombar de suas devoções. Há cinco anos, na Sua festa onomástica fiz-lhe um rico presente, mas ela, quase receosa, me disse:
- Há outro presente que me faria mais feliz.
- Qual?
- A tua alma, querido, respondeu entre soluços.
- Pede-me o que quiseres: eu o farei.
-- Vem comigo amanhã, dia de S. José, à Igreja de N. N. Haverá sermão e benção.
- Se for só isso, podes enxugar tuas lágrimas, que te acompanharei.
A igreja estava repleta; o pregador, muito moço, deixou-me frio e indiferente, contudo disse uma coisa que me impressionou: "Jamais invocou alguém a proteção de S. José sem que sentisse o seu auxílio. Tende firme confiança de que correrá em socorro de todo aquele que o invocar na hora do perigo, ainda que seja pecador ou mesmo incrédulo".
Ao sairmos da igreja, disse-me minha esposa: - Meu amigo, muitas vezes estarás em perigo em tuas viagens; prometes-me que, chegando o caso, dirás esta breve oração: "S. José, rogai a vosso divino Filho por mim"?
- Assim o farei; não é nada difícil.
Pouco depois, viajava por este mesmo lugar em que nos encontramos; éramos sete no compartimento. De repente, um apito de alarma e já um formidável choque nos atirava pelos ares. Não tive tempo de dizer mais que: "S. José, socorro!" Tudo foi coisa de um instante. Ao voltar a mim, vi meus companheiros horrivelmente despedaçados e mortos. Eu sofrera apenas leves contusões. Desde aquele dia retomei as práticas religiosas e repito, sempre com grande confiança: "S. José, socorrei-me!"

São José e o primeiro asilado
Em 1863 chegava a Barcelona um grupo de lrmãzinhas dos Pobres para fazer a sua primeira fundação na Espanha. Foram muito bem recebidas pelos catalães, que precisavam não pouco de um asilo para tantos infelizes velhos abandonados que costuma haver nas grandes capitais. O Asilo foi, como de costume, colocado sob a proteção de S. José, a quem chamam as Irmãs de Procurador da Casa. No começo, por falta de local, admitiam somente mulheres velhas. Mas, eis que S. José, um belo dia, lhes traz o primeiro velho. Era um homem de 80 anos que se apresentou dizendo à Irmã:
- Venho aqui para internar-me.
- É impossível, replicou a Superiora; ainda não podemos receber nenhum homem.
- Seja, mas não há remédio, ficarei assim mesmo.
- Como se chama o Sr.?
- Chamo-me José.
Este nome chamou a atenção das Irmãs; além disso era dia consagrado a S. José. Não há remédio, recebê-lo-emos em nome de São José.
O velho não possuía mais que farrapos e estava coberto de insetos. Roupa de homem não havia. A Superiora, chamando duas Irmãs, disse-lhes:
- Saiam as Senhoras à procura de roupa, enquanto vamos lavá-lo e penteá-lo.
Durante este breve colóquio ouviu-se a campanhia da portaria: era uma senhora desconhecida que, entregando um embrulho, se retirou sem dizer nada. Abriram e viram, com grande surpresa, que era um traje completo para homem.
O pobre velho chegou ao cúmulo da alegria; não menos, porém as Irmãs que compreenderam que S. José as convidava a ampliar seus planos de caridade.
O Asilo cresceu tranqüila e constantemente e dentro de poucos anos abrigava mais de duzentos velhos sem que lhes faltasse o pão de cada dia, nem as carinhosas atenções das boas Irmãs.